Cotidiano
CBF antecipa Brasileiro para janeiro e cria final única na Copa do Brasil

A CBF fez uma reforma significativa nos seus dois principais campeonatos no calendário de 2026. O Brasileirão começará bem antes, em 28 de janeiro, e se estenderá até dezembro. A Copa do Brasil terá final em jogo único, além das quatro fases iniciais com apenas uma partida de ida.
Além disso, outra medida que entra em vigor foi a redução de 16 para 11 datas dos Estaduais, que já tinha sido anunciada pela confederação. Os estaduais começam em 11 de janeiro. A Supercopa do Brasil está prevista para 24 de janeiro.
“Gostaria de reforçar todo o trabalho e comprometimento de toda a equipe da CBF, que se debruçou sobre um assunto tão importante para o futebol brasileiro. Tivemos que cortar na própria carne. Mas a CBF não tinha mais tempo. As mudanças eram necessárias. Acredito que foi a melhor escolha. Vamos futuramente colher os frutos dessas mudanças”, disse o presidente da CBF, Samir Xaud.
As mudanças no calendário tiveram o objetivo de reduzir o número de jogos dos times da Série A. No total, haverá uma queda de seis a oito partidas por equipe da elite do futebol na temporada — cortes nos Estaduais e na Copa do Brasil.
Classificação e jogos
Brasileirão
Em outra ponta, a CBF também aumentou o tamanho das competições para times menores, além de criar novos campeonatos como a Copa Sul-Sudeste. Neste caso, a ideia é aumentar a quantidades de jogos para essas equipes, tornando-as mais viáveis.
“Hoje anunciamos mudanças profundas e necessárias. Os compromissos do meu discurso de posse foram cumpridos. Os objetivos são reduzir a carga de jogos e ampliar as oportunidades de competições nacionais para equipes que há muito tempo passam meses inativas. É uma questão de justiça esportiva, desenvolvimento sustentável e equilíbrio”, afirmou o presidente da CBF.
Essas duas modificações foram pensadas em meio a uma temporada difícil para o calendário por conta da Copa-2026. O Mundial nos EUA, México e Canadá vai impor uma paralisação de 55 dias no ano para o futebol de clubes —inclui o período de preparação.
O modelo de calendário vale para o ciclo até 2029, já que o futebol brasileiro será impactado pela Copa 2026, Copa Feminina 2027, Copa América 2028 e Copa do Mundo de Clubes 2029.
“O calendário anterior estava insustentável. Era fazer um elefante caber em uma casinha de cachorro”, disse o diretor de competições da CBF, Julio Avellar.
Veja os principais pontos:
O Brasileirão inicia-se em 28 de janeiro, com uma antecipação de dois meses em relação a 2025. A competição para em maio por causa da Copa do Mundo e será retomada em julho. Depois, se estende até dezembro.
Pela primeira vez, o Brasileiro e Estaduais serão disputados simultaneamente por um mês e meio. Estaduais se iniciam em 11 de janeiro e vão até 8 de março —é obrigatório o final nesta data.
Estaduais com times da Série A terão só 11 datas disponíveis. Estados sem equipes na primeira divisão terão mais flexibilidade.
Copa do Brasil passa a ter final em jogo único em sede escolhida antes do torneio. A partida será a última da temporada, após o Brasileiro. O início da Copa do Brasil é em 18 de fevereiro e vai até a segunda semana de dezembro.
Copa do Brasil terá jogos únicos até a quarta fase. Na fase seguinte, entram os times da Libertadores e Sul-Americana já com jogos de ida e volta, mata-mata.
A Copa do Brasil terá um aumento do número de times: de 92 para 126. Todos os 20 clubes da Série A estarão classificados automaticamente. Isso acaba com o risco para equipes como o Botafogo, que ainda não tinha vaga garantida.
Copa Nordeste não terá mais os times que disputem a Libertadores ou a Sul-Americana. Por exemplo, em 2025, Bahia e Fortaleza não jogariam a competição. A Copa Nordeste passa de 16 para 20 times.
A CBF passa a ter três Copas regionais. Além da Nordeste, será mantida a Copa Verde e implementada a Copa Sul-Sudeste. A data das Copas é de 25 de março a 7 junho, isto é, após os Estaduais. A Copa Verde terá 24 clubes, e a Copa Sul-Sudeste, 12.
A Copa Sul-Sudeste é a nova competição regional criada pela CBF, com 12 clubes, reunindo três Estados do Sudeste (RJ, SP, MG) e do Sul (RS, SC e PR) – Espírito Santo está no centro-oeste para a CBF e incluído na Copa Verde. Essa competição não terá os times nas competições sul-americanas, isto é, a maioria da Série A. Outros times da elite – não classificados às sul-americanas – podem optar por jogar ou não o torneio.
A Série C vai ter um aumento no número de clubes de forma paulatina. Em 2026, serão mantidos os 20 times. Mas, até 2028, será disputada com 28 equipes.
A Série D vai ter um crescimento significativo: sairá de 64 para 96 times. A ideia é garantir um calendário mais extenso durante o ano para equipes menores.
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Artista acreano Matias Souza produz retrato oficial do governador Gladson Cameli para acervo histórico do Estado
Obra em técnica mista foi desenvolvida ao longo de uma semana com materiais sustentáveis; pintura integra a memória institucional do Executivo estadual

Desenvolvido ao longo de uma semana, o trabalho foi executado em técnica mista. Foto: captada
Retrato oficial de Gladson Cameli valoriza arte local e compõe acervo histórico do Acre
A produção do retrato oficial do governador Gladson Cameli, referente à gestão 2019–2026, reforça a construção da memória institucional do Estado do Acre por meio da valorização da arte local. A obra, assinada pelo artista visual acreano Matias Souza, passa a integrar o acervo histórico oficial do Executivo estadual.
Desenvolvido ao longo de uma semana, o trabalho foi executado em técnica mista. A escolha técnica permitiu alcançar alto nível de detalhamento, profundidade e fidelidade fisionômica, resultando em uma composição com forte presença institucional.

A obra, assinada pelo artista visual acreano Matias Souza, passa a integrar o acervo histórico oficial do Executivo estadual. Foto: captada
“Foi uma grande honra retratar o governador Gladson Cameli. Um trabalho como esse carrega um peso muito significativo, porque vai além da arte, representa um momento da história do nosso Estado. Também foi um desafio, justamente pela responsabilidade de alcançar fidelidade nos detalhes e transmitir a presença institucional que a obra exige. Mas saber que esse retrato vai integrar o acervo histórico oficial da minha terra natal torna tudo ainda mais especial. É algo que levo com muito respeito e orgulho na minha trajetória”, destacou o artista.
A obra foi executada sobre tela montada em estrutura artesanal em madeira de reaproveitamento, com acabamento em verniz, assegurando durabilidade e preservação. A moldura, em madeira de origem sustentável, segue padrão compatível com espaços institucionais.
Com mais de duas décadas de atuação na arte urbana e no graffiti, Matias reúne técnica e sensibilidade para traduzir, na pintura, não apenas a imagem, mas o significado simbólico de um período de governo, consolidando o retrato como peça de valor histórico e documental para o Estado do Acre.

A escolha técnica permitiu alcançar alto nível de detalhamento, profundidade e fidelidade fisionômica, resultando em uma composição com forte presença institucional. Foto: captada
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Flávio Bolsonaro lidera intenção de voto para presidente no Acre com 59%, aponta pesquisa Veritá
Lula aparece com 30,8%; Ratinho Júnior, Caiado e Pablo Marçal têm números inexpressivos; levantamento ouviu 1.220 eleitores entre 18 e 24 de março

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato pelo PL, com 59%. Lula aparece com 30,8% de preferência do eleitorado
Eleitorado acreano mantém preferência pela direita, indica levantamento
A pesquisa do Instituto Veritá, divulgada nesta quinta-feira (2), também fez um levantamento das intenções de voto para a Presidência da República no Acre. Confirmando a tendência da preferência do eleitorado acreano pela direita, o senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera com 59% das intenções de voto. O atual presidente da República e candidato à reeleição, Lula (PT), aparece com 30,8% de preferência.
Outros nomes que apareceram na pesquisa foram Ratinho Júnior (que anunciou desistência de concorrer ao cargo), Ronaldo Caiado e Pablo Marçal, todos com números inexpressivos. Não souberam ou não responderam corresponde a 17,6%, e os eleitores que declararam voto branco ou nulo somam 2,8%.

A pesquisa ouviu 1.220 eleitores no período de 18 a 24 de março, tem margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) sob o número 08882/2026.

A pesquisa ouviu 1220 eleitores no período de 18 a 24 de março e foi registrada no TRE do Acre com o número 08882/2026. Foto: captada
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Acre está entre os nove estados onde Bolsa Família supera número de trabalhadores com carteira assinada
Levantamento do Poder360 com dados de fevereiro de 2026 mostra redução no número de estados nessa condição; país tem 48,8 milhões de formais contra 18,8 milhões de famílias beneficiárias

O levantamento foi feito a partir de dados do Bolsa Família, compilados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, e do Caged. Foto: captada
Dependência de programas sociais diminui, mas ainda é alta em nove unidades da federação
O Acre está entre os nove estados brasileiros onde o número de famílias atendidas pelo Bolsa Família supera o total de trabalhadores com carteira assinada. Os dados são de fevereiro de 2026 e foram divulgados nesta sexta-feira (3).
Além do Acre, aparecem na lista Maranhão, Pará, Piauí, Bahia, Paraíba, Amazonas, Alagoas e Amapá. O levantamento mostra um cenário de forte dependência de programas sociais em parte do país, embora esse quadro venha diminuindo nos últimos anos.
No início de 2023 e 2024, eram 13 estados nessa condição. Em 2025, o número caiu para 12 e, agora, chega a 9 unidades da federação.
Avanço do emprego formal
Apesar disso, houve avanço do emprego formal em todo o país. Na comparação com fevereiro de 2025, a quantidade de trabalhadores com carteira assinada cresceu mais do que o número de beneficiários do Bolsa Família em todos os estados. Sergipe, Pernambuco e Ceará deixaram a lista no período.
No cenário nacional, o Brasil soma atualmente 48,8 milhões de trabalhadores formais, contra 18,8 milhões de famílias atendidas pelo programa social. O levantamento foi feito a partir de dados do Bolsa Família, compilados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, e do Caged, que reúne informações sobre emprego formal no país.
Índice de dependência
Mesmo com a redução no número de estados onde o Bolsa Família supera o emprego formal, o nível de dependência segue elevado. Em fevereiro de 2026, havia 38,6 beneficiários do programa para cada 100 trabalhadores com carteira assinada no Brasil. Esse índice permanece estável desde agosto de 2025. O pico foi registrado em janeiro de 2023, quando o país tinha 49,6 beneficiários para cada 100 empregos formais, no início do atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O levantamento mostra um cenário de forte dependência de programas sociais em parte do país, embora esse quadro venha diminuindo nos últimos anos. Foto: captada

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