Brasil
Casal dono de bar na Suíça sobrevive a incêndio que matou cerca de 40
Os proprietários do bar Le Constellation, na estação de esqui suíça de Crans-Montana, onde um incêndio na madrugada do Ano-Novo deixou cerca de 40 mortos e 115 feridos, são um casal francês da região da Córsega: Jacques e Jessica Moretti. Segundo o registro comercial do cantão do Valais, eles compraram o bar em 2015.
Jessica estava no local durante o incêndio e sofreu queimaduras no braço, segundo uma fonte próxima ao caso citada pelo jornal Le Figaro; Jacques não estava presente e passa bem.
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O Ministério das Relações Exteriores da França informou, em um primeiro balanço, dois franceses entre os feridos, sem esclarecer se a proprietária estava incluída. Mais tarde, o número subiu para pelo menos nove franceses feridos e outros oito ainda não localizados. Segundo informações da BFMTV, Jacques Moretti não estava no bar durante o incêndio, mas em um dos outros dois estabelecimentos do casal. Eles se casaram na Córsega.
Um amigo do casal ouvido pela AFP, Jean-Thomas Filippini, também confirmou que os dois estão vivos. Ele contou que recebeu, durante a madrugada do Ano-Novo, um vídeo do estabelecimento. “Tentei falar com meus amigos a noite toda. Foi a esposa quem me respondeu por volta das 5 da manhã dizendo que estavam vivos e que foi uma catástrofe”, relatou. Segundo informações da imprensa francesa, ambos continuam incomunicáveis.
Artista corso, Filippini conheceu os proprietários em 2015, quando foi com seu grupo “I Vagabondi” cantar no bar na Suíça justamente na noite de Réveillon. Desde então, o cantor e o casal mantêm amizade. “Quando eles voltam à Córsega, tentamos nos encontrar. Eles vêm quando podem, porque trabalham muito”, explicou. Segundo uma fonte próxima ao caso, Jacques Moretti é natural de Ghisonaccia, na Alta-Córsega, enquanto sua esposa teria crescido e vivido na Côte d’Azur, conforme o jornal Nice-Matin. O casal se conheceu e se casou na ilha, acrescentou a fonte.
“Profundamente abalados”
O casal chegou ao Alto-Planalto do Valais nos anos 2000 e assumiu o Le Constellation em 2015, então abandonado, segundo o Corse-Matin. Eles transformaram o local em um espaço festivo muito procurado, especialmente na alta temporada turística. O bar tinha capacidade para até 300 pessoas no interior e 40 na área externa. Além disso, o casal é dono de outros dois estabelecimentos, conforme o registro comercial do cantão do Valais: o Le Senso, um bar-restaurante especializado em hambúrgueres na estação de Crans-Montana, e o Le Vieux-Chalet, no vilarejo vizinho de Lens, que se apresenta como uma “aubergue corso”. Jessica e Jacques Moretti teriam “perdido membros da equipe” e estariam “profundamente abalados com o ocorrido”, revelou o Nice-Matin.
A investigação e a identificação das vítimas continuam nesta sexta-feira, segundo o chefe da polícia local. “Estamos mobilizando recursos importantes para identificar as vítimas e devolver os corpos às famílias o mais rápido possível”, afirmou Béatrice Pilloud, procuradora-geral do cantão do Valais, no sudoeste da Suíça. “Esse trabalho pode levar vários dias”, acrescentou Frédéric Gisler, chefe da polícia cantonal.
Busca desesperada por desaparecidos
O número de pessoas presentes no bar no momento do incêndio ainda é desconhecido. As autoridades suíças não informaram o número exato de desaparecidas.
“Tentamos falar com nossos amigos. Postamos muitas fotos. Colocamos no Instagram, Facebook, em todas as redes sociais possíveis para tentar encontrá-los”, disse Eléonore, 17 anos. “Mas nada. Nenhuma resposta. Ligamos para os pais. Nada. Nem os pais sabem”, acrescentou.
O bar era frequentado por uma clientela jovem, ainda adolescente, o principal ponto de encontro de moradores da estação no início da vida adulta e turistas europeus e americanos na alta temporada. Testemunhas descreveram cenas de horror: pessoas tentando quebrar as janelas para escapar, enquanto outras, com queimaduras, corriam para a rua.
Ainda na noite de quinta-feira, centenas de pessoas se reuniram nas proximidades do bar em silêncio, sob frio intenso, para homenagear as vítimas. As bandeiras do Palácio Federal suíço foram hasteadas a meio mastro por cinco dias, anunciou o presidente da Confederação Helvética, Guy Parmelin.
Célula de crise
O chanceler italiano, Antonio Tajani, disse que cerca de “15 italianos” ficaram feridos e número semelhante segue desaparecido.
As autoridades suíças acreditam que muitas vítimas são estrangeiras, mas ainda não divulgaram detalhes sobre suas identidades. Feridos foram transferidos para hospitais em Lausanne, Genebra, Zurique e até para França e Itália.
Em Crans-Montana, uma célula de crise foi instalada no centro de convenções para receber e orientar as famílias. Segundo informações da imprensa francesa, um grupo de psicólogos, autoridades religiosas, médicos, enfermeiros e assistentes sociais se encontra no local para dar apoio aos pais e familiares das vítimas.
Uma investigação está em andamento para determinar as causas do incêndio, descartando a hipótese de atentado. “A pista mais provável é a de um incêndio generalizado que provocou uma explosão”, afirmou Pilloud.
Vários testemunhos divulgados pela imprensa apontam para a possível causa do desastre: faíscas de velas decorativas fixadas em garrafas de champagne, usadas em um “show” habitual no bar, teriam atingido o teto e iniciado o fogo. As autoridades suíças também investigam se a única saída do local era adaptada para casos de urgência como incêndios.
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Lei obriga unidades de saúde do Amazonas a comunicar gravidez em menores de 14 anos
Hospitais e clínicas devem informar polícia e Conselho Tutelar em até cinco dias úteis
Hospitais, maternidades, unidades básicas de saúde e clínicas públicas e privadas do Amazonas passaram a ser obrigados a comunicar à polícia e ao Conselho Tutelar os casos de suspeita ou confirmação de gravidez em crianças e adolescentes menores de 14 anos. A medida foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) e sancionada pelo governador Wilson Lima (União), já estando em vigor.
De acordo com a lei, a comunicação é compulsória e deve ser realizada no prazo máximo de cinco dias úteis a partir do atendimento. A notificação deve ser encaminhada à polícia e ao Conselho Tutelar do município de residência da menor, contendo informações como nome completo, filiação, endereço e telefone para contato.
O texto legal determina que a comunicação seja restrita aos profissionais diretamente envolvidos no atendimento, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos e servidores administrativos, garantindo a preservação da identidade, imagem e dados pessoais da criança ou adolescente.
O descumprimento da norma, sem justificativa, pode resultar em advertência e multa que varia de um a dez salários mínimos, conforme a gravidade da infração, assegurados o contraditório e a ampla defesa.
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Italiano de 16 anos é a 1ª vítima identificada em tragédia na Suíça
Segundo comunicado da Federação Italiana de Golfe, Emanuele Galeppini, descrito como um “atleta apaixonado”, morreu no incêndio em Crans-Montana. “Em momentos de profunda tristeza, nossos pensamentos estão com sua família e todos que o amavam. Emanuele, você ficará para sempre em nossos corações”, escreveu a instituição. De acordo com o jornal suíço Le Matin, ele tinha 16 anos e é a primeira vítima oficialmente identificada.
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Tragédia na Suíça: veja início do incêndio em estação de esqui
O embaixador da Itália na Suíça, Gian Lorenzo Cornado, informou à Sky TG24 que treze italianos estão hospitalizados e seis continuam desaparecidos após o dramático incêndio ocorrido na madrugada do Ano-Novo. O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, é esperado hoje na Suíça.
Testemunho de horror e jovens desaparecidos
Gianni, 19 anos, estava próximo ao bar quando o incêndio começou e entrou para ajudar as vítimas junto com sua família. “Nenhum ser humano deveria ver isso na vida. Pessoas desmembradas, no chão, em parada cardíaca, outras presas lá dentro. As roupas derretiam junto com a pele, era uma cena horrível”, contou ao canal TF1-LCI.
“Sabíamos que havia jovens lá dentro, crianças de 14, 15 anos queimando. Não dava para ficar parado. Entramos e começamos a salvar”, disse. Ele relatou que usaram estruturas metálicas de sofás como macas improvisadas para retirar feridos.
Segundo o jornal suíço Blick, vários jogadores da equipe júnior B (16 a 18 anos) do clube de futebol de Lutry, a cerca de 100 km de Crans-Montana, estavam no bar Le Constellation na hora do incêndio. Uma mesa para 12 havia sido reservada.
“Até onde sei, um deles está em tratamento no hospital, mas três ou quatro ainda não deram sinal de vida”, lamentou Stéphane Bise, presidente do clube. “Nosso clube e nosso vilarejo foram duramente atingidos por essa tragédia. Vamos tentar lidar com isso com toda a sensibilidade possível”, acrescentou.
A investigação e a identificação das vítimas continuam nesta sexta-feira, segundo o chefe da polícia local. “Estamos mobilizando recursos importantes para identificar as vítimas e devolver os corpos às famílias o mais rápido possível”, afirmou Béatrice Pilloud, procuradora-geral do cantão do Valais, no sudoeste da Suíça. “Esse trabalho pode levar vários dias”, acrescentou Frédéric Gisler, chefe da polícia cantonal.
O número de pessoas presentes no bar no momento do incêndio ainda é desconhecido. As autoridades suíças não informaram o número exato de pessoas desaparecidas.
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Fonte: Conteúdo republicado de METROPOLES - INTERNACIONAL
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Incêndio na Suíça; identificação de corpos é extremamente difícil
A França acolheu três feridos graves — dois franceses e um suíço — do incêndio que devastou o bar Le Constellation na estação de esqui de Crans-Montana, na Suíça, durante a madrugada do Ano-Novo. Eles estão hospitalizados em Paris e Lyon. A pedido das autoridades suíças, outros oito sobreviventes serão transferidos para hospitais franceses nos próximos dias.
O incêndio, descrito como um dos mais trágicos da região, deixou cerca de 40 mortos e 115 feridos, dos quais até 100 estão em estado considerado crítico. Autoridades alertam que a identificação das vítimas pode levar semanas, já que muitos corpos estão carbonizados. Enquanto isso, famílias vivem momentos de angústia sem notícias concretas, e homenagens às vítimas se multiplicam na estação alpina.
“As prioridades são salvar vidas e identificar todas as vítimas”, afirmaram as autoridades suíças, reforçando que o processo será longo e complexo.
Desde a tragédia, famílias recorrem às redes sociais para tentar localizar parentes desaparecidos. “Acho que meu filho está entre os 40 mortos. Estamos vivendo um pesadelo sem nome”, disse Laetitia, mãe de Arthur, ainda desaparecido. “Estou sem notícias do meu filho há 30 horas”, lamentou, chorando, em entrevista à emissora francesa BFMTV.
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Tragédia na Suíça: veja início do incêndio em estação de esqui
O deputado francês Alexis Corbière pediu uma “ampla verificação de todos os estabelecimentos no país”, especialmente casas noturnas, para garantir a eficácia dos sistemas de segurança e das rotas de evacuação, evitando que tragédias semelhantes se repitam.
Vídeos divulgados nas redes mostram a correria das vítimas tentando escapar do bar em chamas, com gritos de desespero. Em uma gravação, uma jovem com queimaduras consegue sair por uma porta lateral aberta por um homem do lado de fora. Outra imagem mostra o momento em que o teto começa a pegar fogo, enquanto jovens gritam “está queimando”.
De acordo com Stéphane Ganzer, conselheiro de Estado para Segurança do cantão do Valais, entre “80 e 100” dos 115 feridos estão em estado crítico. Ele alertou que o balanço pode piorar e lembrou que muitos sobreviventes hospitalizados ainda não foram identificados.
Identificação “exigirá tempo”
Equipes forenses trabalham para identificar as vítimas, mas o processo pode levar vários dias, pois alguns corpos estão completamente carbonizados. Técnicas como análise dentária e testes de DNA estão sendo usadas.
O prefeito de Crans-Montana, Nicolas Féraud, disse que a prioridade é dar nome a todas as vítimas, “mas isso exigirá tempo”. Mathias Reynard, conselheiro de Estado do cantão, confirmou o uso de métodos científicos para identificação.
O Ministério das Relações Exteriores da França informou que nove franceses estão entre os feridos e oito continuam desaparecidos. Três já foram transferidos para hospitais franceses, e outros oito serão recebidos nos próximos dias, segundo Pascal Confavreux, porta-voz do ministério.
A Itália também registrou vítimas: seis italianos seguem desaparecidos e 13 estão hospitalizados. O embaixador italiano na Suíça, Gian Lorenzo Cornado, disse que cinco feridos ainda não foram identificados. O ministro italiano Antonio Tajani visitará Crans-Montana nesta sexta-feira.
Itália fala em 47 mortos
As autoridades suíças confirmaram cerca de 40 mortos, enquanto a Itália fala em 47, com base em informações locais. As causas do incêndio ainda são investigadas, mas tudo indica que foi um acidente. Testemunhos e vídeos sugerem que faíscas de velas decorativas usadas em garrafas de champagne atingiram o teto, provocando o fogo. “As imagens são bastante claras”, afirmou Ganzer, ressaltando que a investigação vai apurar se os materiais do teto do bar eram adequados.
Centenas de pessoas prestaram homenagem às vítimas na quinta-feira, deixando flores e acendendo velas em um memorial improvisado próximo ao bar, cuja área foi isolada pela polícia. A Suíça decretou luto oficial de cinco dias, com bandeiras a meio-mastro.
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Fonte: Conteúdo republicado de METROPOLES - INTERNACIONAL

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