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Ataques dos EUA no Pacífico matam 14 supostos traficantes em ação contra narcotráfico

Uma série de ataques dos EUA contra supostos navios com drogas no Pacífico oriental matou 14 supostos traficantes e deixou um sobrevivente, disse nesta terça-feira o secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth.
Em uma publicação no X, Hegseth disse que as autoridades mexicanas assumiram a operação de busca e resgate do único sobrevivente dos três ataques, que ocorreram na segunda-feira.
“Os quatro navios eram conhecidos pelo nosso aparato de inteligência, transitando por rotas conhecidas de narcotráfico e transportando narcóticos”, disse Hegseth, sem fornecer nenhuma evidência.
Mas Hegseth publicou um vídeo de aproximadamente 30 segundos, que parecia mostrar duas embarcações próximas uma da outra na água antes de explodirem. Outra parte do vídeo mostra uma embarcação se movendo na água e então explodindo.
Os ataques no Pacífico ocorrem em meio a um aumento na presença militar dos EUA no Caribe, que inclui destróieres com mísseis guiados, caças F-35, um submarino nuclear e milhares de soldados. O governo norte-americano ordenou que o grupo de ataque do porta-aviões Ford fosse enviado à região, com previsão de chegada ao Caribe nas próximas semanas.
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Brasil
Venezuelanos querem novas eleições e não aceitam Delcy Rodríguez

Carolina Cabral/Getty Images
Pacaraima (RO) – Era por volta de 21h de domingo (4/1) quando Angis Marlyn, de 26 anos, tinha acabado de entrar no Brasil e aguardava a lotação do táxi para retornar a Boa Vista (RO). Ela foi em dezembro para sua cidade, Maturín (Monagas), passar as férias e as festas de fim de ano com a família. Segundo a auxiliar de contabilidade que já vive há cinco anos em Roraima a comemoração da prisão de Nicolás Maduro com os parentes foi contida.
“Ficamos em casa por resguardo e segurança das pessoas”, contou. “Externamente não teve festa. Internamente, as pessoas estavam muito felizes, era algo que esperávamos há anos”. Ela explica que a presença ostensiva de militares inibe qualquer manifestação pública. “As pessoas não conseguem ir para a rua comemorar. Dá medo de sair e não voltar. Se você sai para falar ‘graças a Deus que Maduro não está aqui’, existe a repressão. Os militares estão contra o povo.”
O relato é corroborado por Brenda Tavárez e Diniz Tavárez, respectivamente de 30 e 33 anos. Vindos de Santa Elena de Uairén, cidade venezuelana vizinha a Pacaraima, o casal confirmou que a ordem informal é de silêncio. Segundo eles, as autoridades locais enquadram celebrações como crimes políticos.
“Estamos felizes, mas não podemos fazer festa agora. Se fizermos uma festa, podemos ser presos”, afirmou Brenda. Ela relatou ainda que a justificativa utilizada pelas forças de segurança para deter quem comemora é a acusação de estarem “incitando o ódio”.
“O pessoal está feliz, mas está feliz em casa. Em toda a Venezuela não se pode fazer festa”, completa Diniz. O casal destacou que, embora a região de fronteira esteja relativamente calma, as notícias que chegam de Caracas indicam uma capital “fechada” e fortemente militarizada.
Maduro
Angis e as outras pessoas no ponto de táxi, que preferiram não se identificar, acreditam que a Venezuela “não está livre”, apesar de um grande número acreditar nisso. A jovem acredita que o sistema e as pessoas que seguem a cartilha do ditador Maduro continuam no governo e em outros poderes do país.
Sobre a chavista Delcy Rodríguez ter assumido interinamente a presidência, a Angis considera “totalmente errado” e que “não faz sentido”. “Como que você reconhece uma pessoa sabendo toda a situação que aconteceu nas eleições anteriores?”, questionou.
Para o Métropoles, os migrantes ouvidos apontam que a medida para que eles acreditem na mudança é simples: “novas eleições, mais transparentes”, concluiu Angis.
Em Boa Vista, capital de Roraima, estado que tem a maior população venezuelana no Brasil, segundo o IBGE, os migrantes comemoram em praça pública no sábado (3/1). Há registros também de atos públicos em Manaus (Amazonas). Ambas as manifestações foram realizadas em apoio à intervenção militar do presidente norte-americano Donald Trump em capturar Nicolás Maduro.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Exército da Venezuela se movimenta na fronteira com o Brasil

Katarine Almeida/ Material cedido ao Metrópoles
Pacaraima (RR) – Diferente da calmaria na fronteira de domingo (4/1), militares da Venezuela se movimentaram nesta segunda-feira (5/1) após a chegada do general Roberto Angrizani, comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva. O militar estava acompanhado do general Viana Filho, chefe do Comando Militar do Amazonas.
Enquanto o comandante visitava o marco da linha divisória entre Brasil e Venezuela, a fotojornalista Katarine Almeida registrou imagens de veículos oficiais venezuelanos com metralhadoras e homens [imagem em destaque]. O material foi cedido ao Metrópoles.
“Ali eles podem ficar, não tem problema”, explicou Angrizani aos presentes. Não houve contato verbal entre as forças brasileiras e venezuelanas.
Foi observado, também, que os militares da Venezuela usavam rádios de comunicação. Além disso, um drone sobrevoou a área próxima à fronteira.
Além da movimentação de tropa, quatro militares venezuelanos armados com fuzis foram vistos próximos a divisão dos países. A movimentação foi diferente da registrada nesse domingo, quando apenas um militar esteve no local, sem armas.
Apesar de maior presença militar, em ambos os lados, a situação segue tranquila na fronteira, com circulação normal de pessoas, incluindo turistas entrando na Venezuela e migrantes vindo ao Brasil para trabalhar ou buscar residência.
Maduro detido em Nova York
Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados e levados para fora do país por forças dos Estados Unidos após ataques militares norte-americanos à Venezuela, segundo confirmou o presidente norte-americano, Donald Trump, nesse sábado (3/1).
Desde então, ele está detido no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York, conhecido como “a prisão dos famosos”, onde permanecerá enquanto aguarda julgamento por narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas.
O presidente da Venezuela se declarou inocente durante audiência de instrução em um tribunal de Manhattan, coração de Nova York, nesta segunda-feira (5/1).
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Acidente com carreta bi-trem carregada com madeira mata criança e adolescente e interdita BR-364
Bi-trem carregado com madeira capotou no km 435,4 da rodovia durante a madrugada; duas pessoas da mesma família ficaram presas às ferragens e não resistiram

Em razão do acidente, houve interdição parcial da BR-364 no sentido crescente, com o tráfego operando no sistema PARE/SIGA. Foto: captada
Um grave acidente na madrugada desta segunda-feira (5) na BR-364, em Rondônia, resultou na morte de uma criança e uma adolescente e deixou dois adultos feridos. O caso ocorreu no km 435,4 da rodovia, próximo à saída de Jaru no sentido Ariquemes.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, uma carreta bi-trem carregada com madeira capotou por volta das 3h30. As duas vítimas fatais estavam entre as cinco pessoas da mesma família que estavam no veículo e ficaram presas às ferragens. Os dois adultos foram resgatados e encaminhados ao hospital.
O acidente causou interdição parcial da BR-364, com tráfego operando no sistema PARE/SIGA e gerando lentidão no trecho. As causas do capotamento ainda serão investigadas.

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