Acre
AME afirma que Sargentos da PM do Acre tem os piores salários do país
Do ac24horas
A declaração do candidato à reeleição pelo PT no Acre, Sebastião Viana de que os policiais militares possuem um dos melhores salários do país causou indignação na categoria. A afirmação foi feita no debate entre os governadoráveis realizado ontem (22) em uma emissora de TV local. Procurada na manhã de hoje, a Associação dos Militares informou que o salário inicial teve melhorias, mas o plano de carreira deixa a desejar. O Comando da Policia Militar se negou a falar sobre o assunto.
“Não podemos negar que existiram avanços. Contudo, em um levantamento recente entre as instituições militares, os sargentos da PM e do Corpo de Bombeiros, estão entre os piores salários do país. No Acre, graças aos avanços que tivemos, chegamos mais rápido à graduação de cabo e sargento, mas isso não quer dizer que exista uma melhoria substancial de salário”, disse Joelson Dias, presidente da AME.
Ele explica que as diferenças entre as graduações e postos são pequenas e que as promoções que poderiam significar ganhos na remuneração não correspondem ao tempo de serviço.
“Enquanto para outras categorias existe a conhecida “puladinha de letra” de acordo com o tempo de serviço, na PM e no Corpo de Bombeiros, depois que se torna sargento, isso só acontece quando existem vagas. Nesse momento, mais de seiscentos sargentos, um quarto da instituição, estão sendo prejudicados pela não abertura de vagas nas Casernas, militares com mais de seis anos em uma mesma graduação, que não possuem perspectivas de ascensão hierárquica dentro do Quadro Organizacional atual”, pontou o presidente dos militares, explicou.
Joelson Dias destacou ainda o que ficou conhecido como “achatamento” salarial que aproxima as remunerações entre as diferentes graduações e postos. A tabela de vencimentos da PM, por exemplo, especifica que a diferença salarial entre um segundo sargento e um primeiro é de apenas R$ 51,59 (cinquenta e um reais e cinquenta e nove centavos), para que esse segundo sargento chegue a primeiro, passam-se vários anos. “São correções que temos que discutir com nossos governantes”, finalizou.
O OUTRO LADO:
A reportagem chegou por volta das 10h30 até a antessala do comando da Policia Militar do Acre, mas após anteder outros veículos da imprensa, o coronel Anastácio se negou a falar sobre o assunto, afirmando através de sua assessoria que não iria se manifestar.
Confira a tabela salarial da Policia Militar do Acre:
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Acre participa de seminário amazônico e fortalece vigilância e estratégias de prevenção ao feminicídio
A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) participou do Seminário Amazônico sobre Vigilância Inteligente do Feminicídio, realizado no dia 6 de março, no Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em Manaus. O evento reuniu pesquisadores, gestores públicos e representantes de instituições de diferentes estados da Amazônia Legal para discutir estratégias de monitoramento, análise de dados e fortalecimento das políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência contra mulheres.
A programação incluiu conferências e mesas-redondas sobre a estimativa de feminicídios na Amazônia Ocidental, fatores de risco associados à violência de gênero e experiências de monitoramento e vigilância em diferentes estados brasileiros. Também foram apresentados projetos de pesquisa e iniciativas voltadas à produção de evidências e à construção de estratégias mais eficazes de prevenção e enfrentamento à violência contra mulheres.

Participantes acompanham apresentações e debates durante o Seminário Amazônico. Foto: Jhonatan Paiva/Sesacre
Representando a Sesacre, o coordenador estadual do Núcleo de Saúde do Homem, Jhonatan Paiva, participou das discussões levando a perspectiva do setor saúde no enfrentamento às violências. O núcleo também atua no debate sobre masculinidades e na construção de estratégias de prevenção voltadas aos homens, considerando fatores como o machismo estrutural e padrões de comportamento associados à violência de gênero. A participação no seminário também busca contribuir para a futura implantação de grupos reflexivos destinados a homens em situação de violência, iniciativa já adotada em outras regiões do país como ferramenta de prevenção.
“A saúde tem papel fundamental na identificação precoce de situações de violência, no acolhimento, na escuta qualificada, no cuidado integral das mulheres e também na notificação dos casos. Muitas vezes, os serviços de saúde são a primeira porta de entrada da rede de proteção, contribuindo para interromper ciclos de violência e prevenir desfechos mais graves, como o feminicídio”, afirmou.

De acordo com o coordenador, unidades básicas de saúde, serviços de urgência e hospitais frequentemente são os primeiros locais procurados por mulheres em situação de violência. Por isso, o preparo das equipes e a sensibilidade no acolhimento são determinantes para garantir não apenas o atendimento clínico, mas também o encaminhamento adequado aos demais serviços da rede de proteção.
Qualificação das informações
Outro ponto central discutido durante o seminário foi a importância de fortalecer os sistemas de vigilância e aprimorar a qualidade das notificações compulsórias de violência nos serviços de saúde.
Segundo Paiva, um dos desafios apontados pelos especialistas é a fragmentação dos bancos de dados e a baixa interoperabilidade entre diferentes sistemas de informação em saúde.
“Um dos pontos centrais discutidos no seminário foi justamente a fragmentação dos bancos de dados e a baixa interoperabilidade dos sistemas de informação em saúde, como o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e outros sistemas estratégicos. Essa fragmentação impacta diretamente a produção de informações qualificadas e a análise dos casos de violência”, explicou.
Para ele, o fortalecimento dessas bases de dados e a integração entre os sistemas são medidas essenciais para ampliar a capacidade de análise epidemiológica e subsidiar a formulação de políticas públicas mais efetivas.
Tecnologia e inteligência de dados
As discussões também abordaram o uso de ferramentas digitais para ampliar a capacidade de monitoramento da violência de gênero, incluindo tecnologias de análise de dados, inteligência artificial e geoprocessamento aplicados à vigilância em saúde.
Essas ferramentas, segundo os especialistas presentes no encontro, podem contribuir para qualificar a captura e a organização das informações, permitindo análises mais precisas sobre a ocorrência de violências e auxiliando na identificação de territórios e populações mais vulneráveis.

Para o Acre, as discussões realizadas durante o seminário representam uma oportunidade de avançar na estruturação de estratégias mais integradas de vigilância e análise do feminicídio, fortalecendo a produção de evidências e subsidiando o planejamento de ações e políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra mulheres.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Fonte: Conteúdo republicado de PREFEITURA RIO BRANCO


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