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Alcione: acreano de Brasiléia vence no futebol do Distrito Federal

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Alcione em ação com a camisa do Luziânia. Foto/Acervo pessoal do atleta.

Alcione em ação com a camisa do Luziânia. Foto/Acervo pessoal do atleta.

Francisco Dandão

O primeiro time do meio-campista Alcione Marcelino dos Santos, em Brasiléia (AC), sua cidade natal, chamava-se Juventude. Nada mais apropriado para o jovem de 16 anos que, naquele momento, não tinha ambições de sair da fronteira brasileira com a Bolívia. Corria o ano 2000. No ano seguinte, outra camisa, em mais um time local: o Castanheira.

Independência FC – campeão do Torneio Início2004. Em pé, da esquerda para direita: Evilásio, Tom, Djailton, Tidal, Genival, Mássimo, Maxsuel, Josué, Vitor e Cley. Agachados Bigal, Tonho Cabanãs, Alcione, Leo, Cristiane, Jota Maria, Bocão. Foto: Manoel Façanha

Independência FC – campeão do Torneio Início2004. Em pé, da esquerda para direita: Evilásio, Tom, Djailton, Tidal, Genival, Mássimo, Maxsuel, Josué, Vitor e Cley. Agachados Bigal, Tonho Cabanãs, Alcione, Leo, Cristiane, Jota Maria, Bocão. Foto: Manoel Façanha

A bola de gente grande que o então adolescente jogava, porém, não permitiria que ele ficasse muito tempo na sua Brasiléia. E assim, no primeiro semestre de 2002, antes de completar 18 anos (ele nasceu em 17 de junho de 1984), Alcione pegou a estrada para a capital para fazer testes no tradicional Rio Branco. Ele e um atacante talentoso chamado Elenilson.

2006. Em pé, da esquerda para a direita: Marquinhos Bahia (técnico), Zinho, Clayton, Alcione, Eliseu, Badu, Piu, Carlos Eduardo, Osmair, Fernando e Panda. Agachados: Cacique, Michel, Mariozan, Rogerinho, Kleir, Rogerinho Quinari. Foto: Manoel Façanha

2006. Em pé, da esquerda para a direita: Marquinhos Bahia (técnico), Zinho, Clayton, Alcione, Eliseu, Badu, Piu, Carlos Eduardo, Osmair, Fernando e Panda. Agachados: Cacique, Michel, Mariozan, Rogerinho, Kleir, Rogerinho Quinari. Foto: Manoel Façanha

Atlético Acreano – 2013. Em pé, da esquerda para direita: Evilásio, Ceildo, Alcione, Zidane, Edivandro e Tidalzinho. Agachados: André, Guajará, Vílson, Sandro, Jessé, Jefferson e Fábio – Francisco Dandão

Atlético Acreano – 2013. Em pé, da esquerda para direita: Evilásio, Ceildo, Alcione, Zidane, Edivandro e Tidalzinho. Agachados: André, Guajará, Vílson, Sandro, Jessé, Jefferson e Fábio – Francisco Dandão

Apesar de mandarem bem nos testes, os dois garotos do interior não foram contratados pelo Estrelão. O time da capital, recheado de jogadores “importados”, não percebeu o quanto aqueles jovens poderiam render no futuro. E assim, eles foram bater em outras portas, seguindo rumos diferentes. Alcione, de imediato, foi jogar na Adesg, de Senador Guiomard.

Rio Branco – 2014. Em pé, da esquerda para direita: Ney, Alcione, William Saroá, Rodrigo, Edivandro, William Pacheco, Jader Andrade e João Carlos Cavalo. Agachados: Sander, Rick, Thiago, Uiliam, Adriano Louzada e Bruno Vieira. Foto: Francisco Dandão

Rio Branco – 2014. Em pé, da esquerda para direita: Ney, Alcione, William Saroá, Rodrigo, Edivandro, William Pacheco, Jader Andrade e João Carlos Cavalo. Agachados: Sander, Rick, Thiago, Uiliam, Adriano Louzada e Bruno Vieira. Foto: Francisco Dandão

Daí começou uma dança de camisas que dura até os dias atuais, envolvendo times de cinco Estados: Acre (Independência, Vasco, Juventus, Rio Branco, Atlético e Galvez), Amazonas (Nacional e Holanda), Goiás (Santa Helena), Rio Grande do Sul (São Luís) e Distrito Federal (Luziânia, Botafogo, Ceilandense, Gama, Taguatinga, Guará, Legião e Sobradinho).

Campeão distrital de 2016 pelo Luziânia

Alcione acaba de se sagrar campeão do Distrito Federal defendendo as cores do Luziânia. As finais da competição, jogadas nos dias 30 de abril e 7 de maio, contra o Ceilândia, terminaram com o mesmo placar: 2 a 0 para o Luziânia. Resultados que não deixam dúvidas no que diz respeito à superioridade do campeão, que não perdeu nenhuma partida no certame.

Atletas do Luziânia (Alcione é o 1º à esquerda) agradecem ao céu mais por mais uma vitória – Foto Acervo pessoal.

Atletas do Luziânia (Alcione é o 1º à esquerda) agradecem ao céu mais por mais uma vitória – Foto Acervo pessoal.

Na segunda partida das semifinais, contra o Gama, foi de Alcione o gol que definiu a vitória do Luziânia, na decisão por pênaltis, após o empate em um a um no tempo normal. Profundamente religioso, ele sempre agradece a Deus pelo sucesso, seja pelos triunfos no campo de jogo, seja na recuperação de contusões. “O Senhor está sempre no comando”, garantiu.

Aos 31 anos, Alcione diz que ainda espera muitos títulos no futuro. “Não penso em encerrar minha carreira tão cedo. Meus planos incluem ainda muitos títulos. Apesar de já haver passado dos 30 anos, acho que ainda jogarei por muito tempo. Tenho uma ótima condição física, uma vez que não bebo e não fumo. Que venham novos desafios”, disse Alcione.

O atleta também fez questão de lembrar duas pessoas que foram muito importantes para que a sua carreira se expandisse para além do território acreano. A primeira dessas pessoas foi o Raimundo Ferreira, que o incentivou a jogar no Nacional de Manaus. A segunda foi o Marquinhos Bahia, que treinou a Adesg, em 2006, e o indicou para o futebol brasiliense.

Treinadores, decepção, alegria e seleção

Alcione com a camisa do Juventus na temporada 2014. Foto – Manoel Façanha

Alcione com a camisa do Juventus na temporada 2014. Foto – Manoel Façanha

Dois treinadores são destacados por Alcione como os melhores com os quais ele trabalhou: João Carlos Cavallo e Ricardo Antônio. “O Cavallo é muito inteligente para armar um time. Com ele, o jogador entra em campo sabendo exatamente o que tem que fazer. E o Ricardo, técnico atual do Luziânia, é desses que escuta a opinião da gente”, explicou o craque.

No que diz respeito a decepções, que nem só de vitórias vive um futebolista, Alcione lembrou a vez em que ele quase foi parar no Cruzeiro, de Minas Gerais. “Eu estava no Nacional. Jogava com o Alemão, que foi da seleção brasileira. Ele queria me levar para o Cruzeiro. Mas a direção do Nacional não me liberou. Isso me entristeceu bastante”, afirmou Alcione.

Quanto às alegrias, Alcione destaca como a maior de todas algo que aconteceu em 2015. “Eu jogava na segunda divisão do Distrito Federal, pelo Taguatinga. Na semana da final, eu senti o músculo adutor da coxa esquerda. Eu estava fora da final. Aí orei com todo o fervor a Deus, passei um óleo ungido no local da contusão e consegui jogar”, disse Alcione.

Para concluir, um desafio: a escalação dos melhores jogadores do futebol acreano com os quais ele jogou ou viu jogar. Alcione achou a tarefa complicada, hesitou antes de fechar com cada nome, mas cumpriu bem a missão. “Máximo; Ley, Ico, Dudu e Ananias; Ismael, Zé Marco, Testinha e Artur; Doca Madureira e Adriano Louzada. Só craques”, finalizou ele.

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Médico retira prego do intestino de criança de 3 anos por colonoscopia no Hospital do Juruá

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Procedimento evitou cirurgia invasiva; menino havia ingerido o objeto há oito dias e passa bem

Um menino de 3 anos teve um prego retirado do intestino por meio de uma colonoscopia realizada na noite desta sexta-feira (16), no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul. O procedimento foi conduzido pelo médico Marlon Holanda e evitou a necessidade de uma cirurgia abdominal invasiva. A criança passa bem.

O menino, identificado como Erick, mora com a família em Ipixuna, no interior do Amazonas, e teria engolido o prego cerca de oito dias antes da retirada. Seis dias após o ocorrido, ele foi transferido para o Acre, onde passou a receber acompanhamento médico especializado.

Inicialmente atendido pelo pediatra Rondney Brito, o paciente também foi monitorado pelas equipes de endoscopia e cirurgia do hospital. Durante todo o período de internação e ao longo do procedimento, a criança permaneceu estável, comunicativa e se alimentando normalmente.

Após a retirada do objeto, o médico Marlon Holanda comentou o caso nas redes sociais. “Criança de 3 anos engoliu prego: retirada por colonoscopia. Menos uma laparotomia no mundo”, escreveu.

A laparotomia é um procedimento cirúrgico que exige a abertura da parede abdominal para acesso aos órgãos internos, sendo indicada em casos mais complexos. Diferentemente dela, a colonoscopia é considerada minimamente invasiva, reduzindo riscos, tempo de recuperação e possíveis complicações para o paciente.

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Riozinho do Rola apresenta leve recuo e indica estabilidade no nível do Rio Acre

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Afluente do Rio Acre caiu cerca de 6 centímetros nas últimas horas, segundo o SGB, enquanto o rio principal segue acima da cota de transbordamento em Rio Branco

O riozinho do Rola, principal afluente do Rio Acre antes da passagem pela área urbana de Rio Branco, apresentou uma leve tendência de recuo nas últimas horas. Dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB) apontam que o nível do manancial caiu cerca de 6 centímetros entre a madrugada e o início da manhã deste sábado (17).

De acordo com o SGB, às 1h15 o nível do rio era de 11,26 metros, passando para 11,20 metros na aferição das 7h15. Apesar de pequenas oscilações pontuais, o cenário observado é de recuo lento e controlado, sem sinais de elevação repentina.

Os dados pluviométricos reforçam a estabilidade. Nas últimas 24 horas, o volume de chuvas acumulado na região monitorada foi de aproximadamente 0,2 milímetro, considerado baixo. Durante a madrugada deste sábado, as estações não registraram precipitações significativas, o que contribuiu para a manutenção do recuo.

Mesmo com o comportamento estável do riozinho do Rola, o Rio Acre segue em situação crítica na capital. Segundo boletim da Defesa Civil Municipal, divulgado na manhã deste sábado (17), o nível do rio atingiu 14,22 metros às 5h17, permanecendo acima da cota de transbordamento, que é de 14 metros.

Ainda conforme a Defesa Civil, nas últimas 24 horas foram registrados 2,40 milímetros de chuva em Rio Branco. A cota de alerta do Rio Acre é de 13,50 metros. As informações foram repassadas pelo coordenador municipal do órgão, tenente-coronel Cláudio Falcão.

Por ser o maior e mais importante afluente do Rio Acre antes de sua chegada à área urbana, o riozinho do Rola é considerado um indicador antecipado de possíveis alterações no nível do rio na capital. Historicamente, cheias ou elevações rápidas em sua bacia costumam refletir no Rio Acre algumas horas depois.

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Rio Acre atinge 14,26 metros e segue acima da cota de transbordamento

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Foto: Sérgio Vale

O nível do Rio Acre alcançou 14,26 metros na medição das 9h deste sábado, 17, mantendo-se acima da cota de transbordamento em Rio Branco, que é de 14,00 metros, conforme boletim divulgado pela Defesa Civil Municipal.

De acordo com os dados oficiais, o rio apresentou elevação em relação à primeira medição do dia. Às 5h, o nível estava em 14,22 metros, indicando uma subida de 4 centímetros em poucas horas. A situação reforça o estado de atenção para áreas ribeirinhas da capital acreana.

Nas últimas 24 horas, o volume de chuva registrado foi de 2,40 milímetros, quantidade considerada baixa, mas que ainda contribui para a manutenção do nível elevado do manancial, somando-se ao volume de água proveniente das cabeceiras e de afluentes.

A cota de alerta, estabelecida em 13,50 metros, já havia sido ultrapassada anteriormente, e o cenário atual mantém a Defesa Civil em monitoramento permanente.

 

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