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Acre

Acre tem 1º caso de microcefalia por zika, aponta boletim epidemiológico

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Relatório aponta ainda aumento de 561% em casos de dengue no Alto Acre.
‘Serve para gente como alerta’, diz Vigilância Epidemiológica da Sesacre.

Imagem ilustrativa/internet

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G1/Acre

A Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) confirmou o primeiro caso de microcefalia relacionado ao vírus da zika no estado. A informação consta no boletim epidemiológico divulgado pela pasta nesta terça-feira (5).

O estudo aponta ainda um aumento de 561% no número de casos de dengue na região do Alto Acre, onde estão cidades como: Brasileia, Epitaciolândia e Assis Brasil.

Segundo o boletim, o caso de microcefalia por zika ocorreu em Rio Branco e o bebê veio a óbito. Não foram divulgadas informações sobre o período em que o nascimento ocorreu nem sobre o falecimento e a mãe.

“Desde o momento da gestação, a mãe foi diagnosticada com zika e nossa preocupação sempre foi essa, então possível, complicação. Acompanhamos o pré-natal junto com a equipe do município. Nos exames intermediários e pós-parto houve a confirmação da infecção do feto com o zika vírus e infelizmente a criança veio a óbito”, explica a gerente do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Sesacre, Eliane Costa.

Ainda segundo o boletim, outro caso de microcefalia foi registrado em Rio Branco no período, porém, teria sido provocado por toxoplasmose. Outros nove casos suspeitos da doença estão sob investigação.

Até o final de junho, de acordo com o boletim, foram notificados 1.382 casos suspeitos de zika. Desses, 24 foram confirmados, 23 descartados e 1.335 estão em investigação.

Dengue aumenta no Alto Acre
O estudo aponta ainda redução de 86% na regional que engloba as cidades dos vales do Juruá e Tarauacá/Envira. Segundo o boletim, de 3 de janeiro a 25 de junho de 2015 foram registrados 7.817 casos na regional contra  1.137 em 2016.

Já na regional do Baixo Acre e Purus houve um aumento de 71% nas notificações. Foram 3.199 casos em 2015 contra 5.464 neste ano. A região, onde estão cidades como Sena Madureira, Bujari e a capital Rio Branco, concentra a maioria dos casos da doença.

Percentualmente, porém, o maior aumento ocorreu na região do Alto Acre. Que pulou de 196 notificações de dengue no primeiro semestre de 2015 para 1.295 em 2016. Um aumento, segundo a Saúde, de 561%.

Chikungunya
Já em relação à febre chukungunya, dos 992 casos notificados, 32 foram confirmados, 313 aguardam triagem, 19 estão em análise, 421 tiveram resultado não reagente, 14 tiveram resultado indeterminado, oito não foram testados e dois aguardam liberação de resultado.

Tendência de diminuição
Segundo Eliane Costa, a expectativa é que o número de casos das doenças tenham redução no segundo semestre de 2016, porém o caso de microcefalia serve de alerta.

“O que importa para nós é identificar o que está acontecendo, a área em que aconteceu e intensificar a promoção à saúde e diminuição dos possíveis focos do mosquito. Precisamos evitar futuros óbitos. Serve para gente como alerta para diminuir focos mosquito”, finaliza.

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Rios do Acre seguem acima da média histórica e mantêm autoridades em alerta no fim de janeiro

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Boletim da Sema aponta níveis elevados nas principais bacias do estado, reflexo das chuvas intensas registradas desde o início do ano.

Os níveis dos principais rios do Acre permanecem elevados neste fim de janeiro, como reflexo direto do grande volume de chuvas registrado em todo o estado desde o início do ano. Dados do Boletim do Tempo nº 14, divulgado nesta segunda-feira (26) pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), mostram que, apesar de oscilações pontuais, a maioria dos mananciais ainda opera acima da média histórica para o período, mantendo as autoridades em estado de atenção.

O cenário mais emblemático é o do Rio Acre, em Rio Branco, que registrou 12,85 metros na medição do dia 26. Embora apresente redução em relação ao dia anterior, o nível segue bem acima da média histórica de 9,96 metros para janeiro. A marca mantém o rio próximo da cota de alerta, fixada em 13,50 metros, o que reforça a necessidade de monitoramento constante.

Em outros pontos da bacia do Rio Acre, a situação é semelhante. Em Xapuri, o nível permaneceu estável em 8,01 metros. Já em Brasiléia e Assis Brasil, houve redução, mas os volumes ainda são considerados elevados, compatíveis com um mês de chuvas acima da média. O boletim destaca que, mesmo com variações diárias, os rios seguem influenciados por um janeiro atipicamente chuvoso.

Na região do Purus, o Rio Iaco, em Sena Madureira, marcou 13,05 metros, também acima do comportamento médio esperado para o período. O Rio Purus, em Manoel Urbano, apresentou elevação e atingiu 11,34 metros, indicando que os efeitos das chuvas continuam se propagando pelas bacias hidrográficas do estado.

No Vale do Juruá, o Rio Juruá alcançou 11,89 metros em Cruzeiro do Sul, permanecendo acima da média histórica e muito próximo da cota de alerta. Mesmo em municípios onde houve recuo do nível, como Porto Walter, os registros seguem elevados para o padrão climatológico de janeiro, mantendo o cenário de atenção em todo o Acre.

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Indígena Puyanawa fica ferido após disparo acidental durante caçada no interior do Acre

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Espingarda teria caído e disparado acidentalmente na Terra Indígena, em Mâncio Lima; vítima sofreu fratura e foi levada ao Hospital do Juruá.

Um indígena da etnia Puyanawa ficou ferido após sofrer um disparo acidental de arma de fogo na manhã desta segunda-feira (26), enquanto participava de uma caçada na Terra Indígena localizada no município de Mâncio Lima, no interior do Acre.

De acordo com familiares, a espingarda utilizada na atividade estava escorada em um pedaço de madeira quando caiu ao chão e disparou, atingindo a perna da vítima. O homem sofreu uma fratura em decorrência do ferimento.

Após o acidente, ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, onde recebeu atendimento médico. “Eles foram caçar, ele escorou a espingarda em um pau. A espingarda caiu e disparou, atingindo a perna dele”, relatou uma parente do indígena.

O estado de saúde da vítima não foi detalhado até o momento.

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Boletim indica precipitações intensas e continuidade das chuvas até fevereiro

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O Acre enfrenta um dos meses de janeiro mais chuvosos dos últimos anos, com acumulados expressivos registrados em todas as regiões do estado. Dados do Boletim do Tempo nº 14, divulgado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) nesta segunda-feira (26), mostram que, entre 1º e 26 de janeiro de 2026, vários municípios ultrapassaram com folga as médias climatológicas esperadas para todo o mês.

Segundo o levantamento, Brasiléia lidera o ranking de chuva acumulada, com 670,8 milímetros, seguida por Rio Branco, que já soma 542,4 mm. Também se destacam os volumes registrados em Manoel Urbano (418,8 mm), Jordão (344,8 mm), Assis Brasil (308,4 mm), Xapuri (300,4 mm) e Porto Acre (299,4 mm). Em praticamente todos esses municípios, os índices superam as médias históricas para o período, reforçando o cenário de chuvas acima do normal em 2026.

Além dos dados por município, estações e comunidades rurais também registraram acumulados elevados. Locais como Colônia Dolores (388,2 mm), Seringal Guarany (343,6 mm) e Seringal São José (308,8 mm) figuram entre os pontos com maior volume de precipitação no início do ano, evidenciando que as chuvas têm sido bem distribuídas tanto em áreas urbanas quanto rurais.

Previsão semanal mantém cenário de muita chuva

A tendência, segundo a Sema, é de continuidade das chuvas nos próximos dias. A previsão semanal, válida para o período de 26 de janeiro a 1º de fevereiro de 2026, indica volumes entre 50 mm e 150 mm em grande parte do estado. O prognóstico do modelo NCEP/GFS aponta ainda anomalia positiva de precipitação, ou seja, chuvas acima do esperado para esta época do ano em boa parte do território acreano.

Esse cenário reforça o estado de atenção das autoridades, especialmente em regiões cortadas por grandes rios, já que o excesso de chuva contribui para a elevação gradual dos níveis fluviais. Por outro lado, o volume elevado de precipitação ajuda a reduzir riscos ambientais associados à estiagem, como queimadas e incêndios florestais.

A Sema destaca que o monitoramento hidrometeorológico segue contínuo e que novos boletins serão divulgados para acompanhar a evolução das chuvas e seus impactos. A orientação é para que a população fique atenta aos comunicados oficiais, especialmente em áreas historicamente suscetíveis a alagamentos e cheias.

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