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Acre cria programa para prevenir gravidez precoce e conscientizar adolescentes

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A adolescência é um momento de descobertas, sonhos e, muitas vezes, de inseguranças. Para muitas jovens, a gravidez não planejada se torna um obstáculo, podendo afetar sua vida pessoal, social e profissional precocemente. Pensando nessa realidade, o governo do Acre criou o Programa Combate à Gravidez Precoce – Adolescente Consciente, uma iniciativa que busca informar a população sobre a prevenção da gravidez na adolescência.

Medida busca reduzir os índices de gravidez precoce no estado. Foto: Rodrigo Nunes/MS

Sancionada em 24 de março de 2025 pelo governador Gladson Camelí, aLei n° 4.580tem como objetivo promover campanhas com informações sobre a prevenção da gravidez precoce, capacitar profissionais e oferecer métodos contraceptivos prolongados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do estado. O Projeto de Lei nº 253/2024, que deu origem à nova legislação, é de autoria da deputada estadual Michelle Melo.

O governador Gladson Camelí ressalta a importância do projeto. “Esse programa é um passo importante para a construção de um futuro melhor para nossas adolescentes. Com o apoio dos nossos profissionais e órgãos parceiros, estamos trabalhando para garantir que as jovens saibam dos riscos e das opções disponíveis para prevenir a gravidez precoce”, destacou o chefe do Executivo.

Governador Gladson Camelí defende proteção dos direitos de jovens e adolescentes. Foto: Diego Gurgel/Secom

Educação e apoio para jovens em vulnerabilidade

Além de promover campanhas educativas e ações de conscientização nas escolas e comunidades, o programa também contará com palestras e capacitação de profissionais da Saúde e Educação, para que possam orientar as jovens de maneira responsável. A Secretaria de Saúde (Sesacre) e a Secretaria de Educação e Cultura (SEE) serão as responsáveis pela execução do programa, com a colaboração de órgãos como o Ministério Público, a Defensoria Pública e o Conselho Tutelar.

A medida ainda incentiva a integração entre escolas e unidades de saúde, criando uma rede de apoio para as adolescentes, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade social, para que possam receber o suporte necessário para um futuro mais saudável, além do monitoramento dos possíveis casos de gravidez precoce, inclusive, com orientações sobre os riscos da prática do aborto.

Para o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal, o programa é um reflexo do compromisso do governador Gladson Camelí com a saúde pública. “Como médico, sei o quanto a gravidez na adolescência pode impactar a vida de uma jovem, tanto fisicamente quanto emocionalmente. Muitas vezes, elas não têm acesso à informação ou ao suporte necessário para tomar decisões seguras sobre seu próprio corpo e futuro. Com essa iniciativa, vamos garantir que essas meninas recebam acolhimento, orientação e possam construir um caminho com mais autonomia e oportunidades”.

Secretário de Saúde, Pedro Pascoal, reforça compromisso do governo do Acre com a saúde pública. Foto: Ingrid Kelly/Secom

“Estamos implementando estratégias para diminuir a taxa de gravidez na adolescência. Outro projeto é o Adolescência Primeiro, Gravidez Depois, que prevê a distribuição do DIU Mirena e do Implanon para adolescentes de 14 a 18 anos. Discutir a prevenção da gravidez na adolescência é essencial para garantir que os jovens tenham acesso à informação de qualidade e possam fazer escolhas conscientes sobre sua sexualidade”, afirmou a coordenadora do Núcleo de Saúde do Adolescente e Jovem da Sesacre, Luciana Freire.

Coordenadora do Núcleo de Saúde do Adolescente e Jovens da Sesacre, Luciana Freire, amplia debate sobre o tema. Foto: Odair Leal/Sesacre

Com o Programa Combate à Gravidez Precoce – Adolescente Consciente, o Acre busca reduzir os índices de gravidez precoce e proporcionar mais oportunidades para que essas jovens possam estudar, crescer e construir um futuro com mais autonomia e segurança.

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Acre

Cheias do Rio Acre causam prejuízo de mais de R$ 18 milhões à produção rural de Rio Branco

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Três inundações consecutivas devastaram plantações e criações, afetando mais de 6 mil pessoas; coordenador da Defesa Civil articula ajuda humanitária em Brasília

R$ 12 milhões correspondem a perdas na agricultura, enquanto R$ 6 milhões referem-se a danos na pecuária e na piscicultura. As culturas mais afetadas foram: mandioca, milho, banana e horticultura. Foto: captada 

As três cheias consecutivas do Rio Acre no início deste ano causaram um prejuízo superior a R$ 18 milhões à produção agrícola e pecuária da zona rural de Rio Branco, afetando diretamente mais de seis mil pessoas. O coordenador da Defesa Civil Municipal, coronel Cláudio Falcão, informou que os danos incluem R$ 12 milhões em perdas na agricultura e R$ 6 milhões na pecuária e piscicultura.

As culturas mais atingidas foram mandioca, milho, banana e a produção de hortaliças. Falcão destacou que, além do sustento, muitas famílias perderam sua principal fonte de renda. “Já estou trabalhando, estou em Brasília agora, inclusive, trabalhando uma ajuda humanitária para os produtores rurais, onde a gente vai levar cestas de alimentos. Isso é recorrente, a gente ajudar os produtores que ficam perdendo a produção”, explicou.

A Defesa Civil segue mobilizada para garantir o suporte básico e planejar a desmobilização gradual dos abrigos, com foco na segurança alimentar das comunidades impactadas. A articulação com o governo federal busca repetir ações de auxílio realizadas em anos anteriores.

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Bocalom afirma que pretende manter pré-candidatura ao governo pelo PL, mas não descarta mudança de partido

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Prefeito de Rio Branco recebeu convite do prefeito de Manaus para disputar pelo Avante; resistência dentro do PL será discutida com a cúpula nacional

Bocalom também destacou a importância de os partidos ampliarem presença em estados e municípios, com candidaturas próprias. Foto: captada 

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), declarou que pretende manter sua pré-candidatura ao governo do Acre pelo Partido Liberal, apesar de ter recebido um convite para migrar para o Avante. O convite foi feito pelo prefeito de Manaus, David Almeida, que, segundo Bocalom, colocou a legenda à sua disposição.

Bocalom admitiu que há “resistência de parte do partido” no Acre, situação que será levada à direção nacional do PL. “Nós temos a nossa pré-candidatura já colocada, com alguma resistência por parte de segmento do PL aqui a nível de Estado, mas que nós precisamos verificar isso em Brasília”, afirmou.

O prefeito destacou que “far[á] de tudo para não deixar o PL”, mas não descartou completamente a mudança de legenda. Em suas declarações, Bocalom também enfatizou a importância de os partidos terem candidaturas próprias para ampliar sua presença política: “O que todo partido sonha é ter palanque próprio. Para o partido crescer, tem que ter representantes em várias cidades e estados”.

Sobre a estratégia eleitoral, afirmou que continuará priorizando o diálogo direto com a população.

“Não adianta ficar aliado apenas em acordos políticos. No Brasil, as pessoas votam em nomes. É continuar trabalhando e conversando com a população”, concluiu.

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Cinco famílias seguem fora de casa por risco estrutural em Rio Branco

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Foto: David Medeiros

Mesmo com a redução do nível do Rio Acre, que está abaixo dos 10 metros nesta segunda-feira, 09, e o início da operação de retorno das famílias que estavam abrigadas no Parque de Exposições Wildy Viana, cinco famílias, totalizando cerca de 12 pessoas, não poderão voltar para suas residências devido a riscos estruturais identificados nos imóveis.

A informação foi confirmada pelo representante da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos de Rio Branco, Ivan Ferreira, durante entrevista nesta segunda-feira, 09, ao repórter do ac24horas Play, David Medeiros..

Foto: David Medeiros

Segundo Ivan, a Prefeitura está realizando a operação logística para garantir o retorno seguro da maioria das famílias, com transporte, entrega de kits de limpeza e apoio social. No entanto, ao chegar às áreas afetadas, parte das residências apresentou problemas graves.

“Olha só, ainda na data de ontem a gente conseguiu fazer uma logística de veículos para levar essas pessoas, onde a gente entregou o kit de limpeza, então a gente deixou essas famílias em casa, buscou, foi feita a limpeza necessária e hoje ao sair daqui elas estão também levando a sua cesta básica”, afirmou.

Apesar do avanço da operação, Ivan explicou que nem todas as famílias conseguiram retornar, justamente por conta dos danos causados pela cheia. “Nós tivemos algum incidente com algumas famílias que neste momento não vão poder voltar para suas casas. São cinco, porque ao voltar para lá teve desbarrancamento, teve deslizamento e também a parte das suas casas foi comprometida com a infraestrutura”, relatou

Foto: David Medeiros

Diante da situação, equipes da Defesa Civil e da Assistência Social estiveram nos locais atingidos para avaliar os riscos e elaborar relatórios técnicos. Como medida de segurança, a Prefeitura decidiu conceder aluguel social às famílias que não têm condições de retornar aos imóveis.

“E a coordenadoria de defesa civil junto com a assistência social estiveram no local, confeccionaram o relatório e para garantir que essas famílias não corram risco, nós vamos conceder o aluguel social, que é o auxílio moradia transitória para essas cinco famílias que neste momento não tem condição de voltar para os seus imóveis”, explicou Ivan.

Foto: David Medeiros

Questionado sobre o destino das demais famílias que estavam no abrigo, Ivan garantiu que todas serão desmobilizadas até o fim do dia, seja retornando às próprias casas ou seguindo para alternativas provisórias. “Todas as famílias vão ser, a operação de volta para casa vai acontecer até o final da tarde desta segunda-feira, as famílias que por ventura não conseguirão voltar para suas casas já estão em busca do aluguel social, vão para casa de parente, mas todas irão ser devolvidas hoje”, afirmou.

 

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