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Acidente aéreo que matou 23 pessoas no Acre completa 20 anos: “Renasci”, diz sobrevivente

Acidente da Rico matou 23 pessoas em em 30 de agosto de 2002/Foto: Reprodução
A médica pneumologista Célia Rocha, moradora de Rio Branco (AC), lembrou, nesta terça-feira (30), a tragédia da qual foi uma das vítimas com a queda do avião da Rico Linhas Aéreas, em 30 de agosto de 2002, quando a aeronave já estava em procedimento de pouso a uma distância de pelo menos 1.500 metros da pista do aeroporto Plácido de Castro, na Capital.
Era o início de uma noite de chuva e o avião teria sido atingido por um temporal que o jogou para o chão, matando, das 31 pessoas a bordo, 23 passageiros, incluindo os três tripulantes. Dos 31 a bordo, 23 foram mortos, incluindo os 3 tripulantes e 20 dos 28 passageiros. Era o voo 483, que saiu de Cruzeiro do Sul, pousou em Tarauacá e tinha Rio Branco como destino.
O avião envolvido no acidente era um Embraer EMB-120ER Brasília, de prefixo PT-WRQ, que havia feito seu primeiro voo em 1987. Era equipado com dois motores Pratt & Whitney PW118 Canada e tinha número de série 120 043. Havia passado antes em empresas como a Midway Connection (registro N-318MC) e a Rio Sul (registro PT-SLF). Com o acidente, sofreu danos irreparáveis e nunca mais pôde voar.
O EMB 120 Brasília estava em aproximação a Rio Branco, quando os controladores terrestres permitiram o pouso do voo. A aeronave, em seguida, entrou em uma tempestade e logo depois impactou com a cauda no solo. A fuselagem quebrou em três seções e um incêndio começou, danificando o avião.
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A bordo do avião, no retorno de Cruzeiro do Sul para sua casa, na Capital, Célia Rocha relata os momentos de horror e agradece a Deus por ter sobrevivido. “Esse Pai Maior foi misericordioso comigo e me concedeu o privilégio de sobreviver ao acidente aéreo ocorrido em Rio Branco no dia 30 de agosto de 2002”, disse. “A luta que travei em todo esse processo foi árdua, quando senti a dor física e a dor emocional, mas com muita, fé, força e garra. Graças a Deus, consegui ultrapassar, pois Ele não nos dá aquilo que não podemos ultrapassar”, acrescentou a médica.
Célia Rocha disse ainda que hoje é só gratidão a Deus, aos familiares e amigos, além de colegas de profissão e “todos àqueles que me assistenciaram e me ajudaram a ultrapassar todo esse processo”.
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Vítimas era carregas em caminhonetes traçadas/Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre
A médica disse ainda que, se lhe foi concedido renascer para vida, “é porque ainda tenho que concluir a missão a que me propus quando do meu retorno para esse Mundo Terreno. Me curvo diante de Vós, meu Deus,e peço forças para que eu consiga ser digna do seu amor. Humildade, resiliência e resignação diante dos vossos desígnios”, finalizou.
O acidente também deixou seis passageiros em estado grave e dois com lesões leves. Com o impacto, o avião colidiu contra uma porteira e ainda atingiu seis bezerros e duas vacas.
Este foi o segundo maior acidente aéreo registrado no Acre, ficando atrás somente de um desastre aéreo registrado em 28 de setembro de 1971, em Sena Madureira – quando entre os tripulantes mortos estava o bispo do Acre, Dom Giocondo Maria Grotti.
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Acre participa de seminário amazônico e fortalece vigilância e estratégias de prevenção ao feminicídio
A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) participou do Seminário Amazônico sobre Vigilância Inteligente do Feminicídio, realizado no dia 6 de março, no Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em Manaus. O evento reuniu pesquisadores, gestores públicos e representantes de instituições de diferentes estados da Amazônia Legal para discutir estratégias de monitoramento, análise de dados e fortalecimento das políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência contra mulheres.
A programação incluiu conferências e mesas-redondas sobre a estimativa de feminicídios na Amazônia Ocidental, fatores de risco associados à violência de gênero e experiências de monitoramento e vigilância em diferentes estados brasileiros. Também foram apresentados projetos de pesquisa e iniciativas voltadas à produção de evidências e à construção de estratégias mais eficazes de prevenção e enfrentamento à violência contra mulheres.

Participantes acompanham apresentações e debates durante o Seminário Amazônico. Foto: Jhonatan Paiva/Sesacre
Representando a Sesacre, o coordenador estadual do Núcleo de Saúde do Homem, Jhonatan Paiva, participou das discussões levando a perspectiva do setor saúde no enfrentamento às violências. O núcleo também atua no debate sobre masculinidades e na construção de estratégias de prevenção voltadas aos homens, considerando fatores como o machismo estrutural e padrões de comportamento associados à violência de gênero. A participação no seminário também busca contribuir para a futura implantação de grupos reflexivos destinados a homens em situação de violência, iniciativa já adotada em outras regiões do país como ferramenta de prevenção.
“A saúde tem papel fundamental na identificação precoce de situações de violência, no acolhimento, na escuta qualificada, no cuidado integral das mulheres e também na notificação dos casos. Muitas vezes, os serviços de saúde são a primeira porta de entrada da rede de proteção, contribuindo para interromper ciclos de violência e prevenir desfechos mais graves, como o feminicídio”, afirmou.

De acordo com o coordenador, unidades básicas de saúde, serviços de urgência e hospitais frequentemente são os primeiros locais procurados por mulheres em situação de violência. Por isso, o preparo das equipes e a sensibilidade no acolhimento são determinantes para garantir não apenas o atendimento clínico, mas também o encaminhamento adequado aos demais serviços da rede de proteção.
Qualificação das informações
Outro ponto central discutido durante o seminário foi a importância de fortalecer os sistemas de vigilância e aprimorar a qualidade das notificações compulsórias de violência nos serviços de saúde.
Segundo Paiva, um dos desafios apontados pelos especialistas é a fragmentação dos bancos de dados e a baixa interoperabilidade entre diferentes sistemas de informação em saúde.
“Um dos pontos centrais discutidos no seminário foi justamente a fragmentação dos bancos de dados e a baixa interoperabilidade dos sistemas de informação em saúde, como o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e outros sistemas estratégicos. Essa fragmentação impacta diretamente a produção de informações qualificadas e a análise dos casos de violência”, explicou.
Para ele, o fortalecimento dessas bases de dados e a integração entre os sistemas são medidas essenciais para ampliar a capacidade de análise epidemiológica e subsidiar a formulação de políticas públicas mais efetivas.
Tecnologia e inteligência de dados
As discussões também abordaram o uso de ferramentas digitais para ampliar a capacidade de monitoramento da violência de gênero, incluindo tecnologias de análise de dados, inteligência artificial e geoprocessamento aplicados à vigilância em saúde.
Essas ferramentas, segundo os especialistas presentes no encontro, podem contribuir para qualificar a captura e a organização das informações, permitindo análises mais precisas sobre a ocorrência de violências e auxiliando na identificação de territórios e populações mais vulneráveis.

Para o Acre, as discussões realizadas durante o seminário representam uma oportunidade de avançar na estruturação de estratégias mais integradas de vigilância e análise do feminicídio, fortalecendo a produção de evidências e subsidiando o planejamento de ações e políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra mulheres.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Fonte: Conteúdo republicado de PREFEITURA RIO BRANCO


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