Acre
Abin alerta: facção TCP (Terceiro Comando Puro), avança no Acre e disputa território com Comando Vermelho
Relatório da agência de inteligência apresentado no Senado mostra que Terceiro Comando Puro já atua em 10 estados e oferece armas, drogas e abrigo para recrutar membros

Conhecido como ‘Arrascaeta’, fundadores da facção criminosa TCP (Terceiro Comando Puro) criminoso foi preso no Morro da Serrinha; facção vem expandindo atuação no estado acreano conforme alerta da Abin. Foto: captada
Um relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) divulgado durante audiência no Senado Federal revela que uma nova organização criminosa está ganhando espaço no Acre. O Terceiro Comando Puro (TCP), que já atua em nove estados além do Rio de Janeiro – incluindo Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Ceará, Amapá, Acre e Mato Grosso do Sul -, passa a disputar territórios diretamente com o Comando Vermelho no estado.
De acordo com a Abin, o TCP vem oferecendo estrutura semelhante à do CV para recrutar membros, incluindo fornecimento de armas e drogas, além de abrigo em comunidades sob seu domínio. A expansão da facção representa uma mudança significativa no cenário do crime organizado no Acre, tradicionalmente dominado pelo Comando Vermelho, e acende um alerta sobre a crescente capilarização das organizações criminosas na região norte do país.

Fundador da facção TCP no Acre, “Arrascaeta” foi preso no Rio de Janeiro em julho, em operação policia carioca. Foto: cedida
Um dos fundadores da facção criminosa TCP (Terceiro Comando Puro), considerado um dos criminosos mais procurados do Acre, foi capturado no Morro da Serrinha, no Rio de Janeiro, em julho, durante uma operação da Polícia Militar. O criminoso, conhecido pelo apelido de “Arrascaeta”, era peça-chave na expansão da organização no estado acreano.
A prisão ocorre no momento em que a Abin alertava sobre a crescente atuação do TCP no Acre, onde a facção disputa território com o Comando Vermelho. A captura de “Arrascaeta” representou um duro golpe na estrutura da organização, que vem recrutando membros oferecendo estrutura de fornecimento de armas, drogas e abrigo em comunidades sob seu domínio, conforme revelado em relatório recente da agência de inteligência apresentado no Senado Federal.
Arrascaeta é acusado de envolvimento direto em vários assassinatos, sendo considerado de altíssima periculosidade. O criminoso foi encontrado durante uma operação policial na comunidade do Morro da Serrinha.
No momento da abordagem, Arrascaeta tentou fugir pela Avenida Brasil, onde foi abordado por militares e forneceu um nome falso para enganar os agentes. Laurisley Fideles Mariano, nome oficial de Arrascaeta, foi levado para o 21º Departamento de Polícia de Bonsucesso.
As autoridades cariocas entraram em contato com a Polícia Civil do Acre para confirmar a identidade do criminoso. Segundo as investigações, Laurisley era comparsa de Jeremias Lima de Souza, assassinado em dezembro de 2024 em Rio Branco (AC).

Relatórios recentes da Abin mostram que o Terceiro Comando Puro (TCP) vem expandindo sua presença no estado do acre. Foto: captada
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Acre
Gladson Cameli diz ter recebido PF em casa para esclarecer denúncia sobre processo em escola de aviação
Governador afirma que prestou informações “com tranquilidade e transparência” e que ação visa atingi-lo politicamente; PF recolheu eletrônicos e dinheiro

Camelí disse que “com tranquilidade e transparência, prestei todas as informações solicitadas. Foto: captada
O governador Gladson Cameli emitiu nota nesta quinta-feira (5) confirmando que recebeu em sua residência, pela manhã, representantes da Polícia Federal. Segundo ele, os policiais buscavam informações sobre uma denúncia envolvendo processo de avaliação para registro de piloto em uma escola de aviação da qual foi aluno.
Cameli afirmou que “com tranquilidade e transparência, prestei todas as informações solicitadas”. Ele acrescentou que os agentes recolheram dispositivos eletrônicos e uma quantia em dinheiro, de origem privada, que mantinha como reserva financeira, cuja comprovação será apresentada às autoridades.

O governador acrescentou que está “sereno quanto ao ocorrido” e afirma que a ação tem o objetivo de atingi-lo politicamente. Foto: captada
Na nota, o governador disse estar “sereno quanto ao ocorrido” e classificou a ação como motivada por interesses políticos. “Desde já, agradeço as manifestações de apoio da população. Reiterando minha confiança na Justiça, lamento as tentativas de perseguição e, mais uma vez, de estratégia política com o objetivo de me atingir na proximidade das eleições.”
O caso ainda segue em investigação pela Polícia Federal.
Veja publicação feita pelo governador:


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Acre
Rio Juruá mantém estabilidade em Cruzeiro do Sul, mas Defesa Civil alerta para possível elevação
Nível do manancial permanece em 13,43 metros desde terça-feira; águas de Porto Walter e Marechal Thaumaturgo devem influenciar nova subida
O nível do Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, foi registrado em 13,43 metros nesta quarta-feira (4), conforme dados da Defesa Civil Municipal. A marca é a mesma observada desde a manhã de terça-feira (3), às 9h, indicando uma estabilidade momentânea do manancial. No entanto, as autoridades alertam que a tendência ainda é de elevação nas próximas horas.
Segundo o coordenador da Defesa Civil Municipal, Júnior Damaceno, a possível subida está relacionada à chegada das águas provenientes dos municípios de Porto Walter e Marechal Thaumaturgo. “O rio está estabilizado desde ontem, mas a tendência é de subir hoje ainda, porque a água de Porto Walter e de Marechal Thaumaturgo vai chegar até aqui”, explicou.
Desde a terça-feira, a Defesa Civil, em parceria com o Corpo de Bombeiros, passou a realizar a medição do nível do Rio Juruá por meio de uma régua instalada no bairro da Várzea, em Cruzeiro do Sul. A medida foi adotada após a identificação de falhas, inconsistências e oscilações nos dados apresentados pelo aplicativo HidroWeb, da Agência Nacional de Águas (ANA).
De acordo com o coordenador de desastres da Defesa Civil de Cruzeiro do Sul, Iranilson Neri, a divergência entre a régua física e o sistema digital chegou a 13 centímetros. “Diante disso, optamos pela medição direta por meio da régua”, afirmou.
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Acre
Ex-funcionários de fábrica de tacos em Xapuri denunciam atraso em verbas rescisórias
Acordo de pagamento parcelado foi descumprido após primeira parcela; trabalhadores protestam e relatam venda de madeira do pátio enquanto dívida segue em aberto

Após o pagamento inicial, os ex-funcionários afirmam que passaram a enfrentar falta de respostas e ausência de previsão por parte da empresa. Foto: captada
Ex-funcionários da única fábrica de tacos em funcionamento em Xapuri denunciam atrasos no pagamento de verbas rescisórias desde as demissões ocorridas em 21 de agosto de 2025. Segundo os trabalhadores, houve um acordo para pagamento em cinco ou seis parcelas, mas apenas a primeira foi quitada, sem novas previsões de repasse desde então.
Os ex-servidores relataram que a empresa deixou de responder aos contatos e não apresentou calendário para quitar o restante das dívidas. Outro ponto que tem gerado preocupação é que, mesmo com os valores em aberto, a fábrica segue retirando e vendendo madeira estocada em seu pátio — movimento visto pelos demitidos como um agravante à insegurança quanto ao recebimento.
No último sábado (31), um grupo realizou um protesto para cobrar respostas e dar visibilidade ao caso. O pagamento das verbas rescisórias é um direito assegurado por lei. A reportagem informa que o espaço segue aberto para que a empresa se manifeste e esclareça a situação.

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