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100% das vagas de UTI estão ocupadas em Porto Velho: ‘Estamos à beira do colapso’, diz secretário sobre Covid-19
Unidade de Terapia Intensiva do Hospital João Paulo II foi ativada para receber 10 pacientes com o novo coronavírus.

Por Jheniffer Núbia, G1 RO
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou que 100% dos leitos públicos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) estão ocupados em Porto Velho. A informação foi dada pelo secretário estadual de saúde, Fernando Máximo, durante coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (2).
A possibilidade do ‘lockdown’ em Porto Velho não foi anunciada pela pasta. A capital já tem 3.678 casos confirmados do novo coronavírus. O total de mortes decorrentes da doença chegou a 111 em Porto Velho, segundo o último boletim da Sesau.
O secretário de saúde, Fernando Máximo, demonstrou preocupação com a falta de UTI’s para pacientes infectados pela Covid-19.
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“Infelizmente nossos leitos de UTI se esgotaram. Estamos à beira de um colapso, não só na rede pública, mas também na privada de Porto Velho. Ainda tem alguns leitos no interior, mas são poucos. Isso é muito ruim. Precisamos da conscientização das pessoas”, anunciou.
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Sobre os pacientes com a Covid-19 que precisarem de internação nos próximos dias, Máximo diz que ainda há vagas, mas apenas para leitos clínicos. No Centro de Medicina Tropical (Cemetron), 56,7% dos leitos clínicos estão ocupados; no Samar a taxa de ocupação está em 68% e, no Hospital Santa Marcelina, em 90%.

‘Estamos a beira de um colapso’, diz secretário estadual de saúde que afirma que UTI’s estão ocupadas — Foto: Jheniffer Núbia / G1
Na necessidade de internação na UTI, o secretário informou que a estratégia de emergência é ativar uma UTI que já foi preparada no Hospital João Paulo II, para receber mais 10 pacientes com a Covid-19. Outra possibilidade são os leitos no Hospital do Amor (que trata pacientes com câncer).
“O Hospital do Amor falou que entre o dia 1ª a 8 de junho estaria entregando 12 leitos para atender os pacientes com o novo coronavírus”, fala o secretário.
Hospital de Campanha
A Maternidade Regina Pacis, em Porto Velho, adquirida pela Sesau, também servirá como um Hospital de Campanha à Covid-19, mas o prédio ainda passa por reformas, segundo a Sesau.
“Regina Pacis é uma obra grande e a chegada de materiais está tendo um pouco de dificuldades, pois a logística no Brasil está muito difícil, mas estamos em fase de conclusão da obra”, afirma Máximo.

Três pessoas morreram nas últimas 24 horas na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Sul de Porto Velho, segundo confirmou a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa). As vítimas são dois homens de 54 anos e uma senhora de 73 anos. Todos apresentavam sintomas de Coronavírus.
De acordo com a Semusa, os dois homens não conseguiram ser transferidos para UTIs das redes estadual ou privada devido a lotação ocasionada pela doença. Já a mulher morreu instantes após dar entrada. Confira a manifestação da secretaria:
Na noite da segunda-feira (1) foram registradas dois óbitos na UPA Sul em Porto Velho (02 homens de 54 anos). Outro óbito, de uma mulher de 73 anos, ocorreu por volta das 6h de hoje (terça-feira, 2) assim que deu entrada na unidade. Ela chegou em estado gravíssimo.
Os outros dois pacientes estavam entubados, também em estado gravíssimo, aguardando vaga nas UTI’s do Estado. Foram regulados pela equipe da UPA, mas não chegaram a ser transferidos por falta vagas nos hospitais públicos. A equipe médica também tentou vaga em UTI’s nos hospitais privados, mas também estavam todos lotados.
A Semusa lamenta profundamente as mortes e informa que não tem medido esforços para melhorar a estrutura e atendimentos nas unidades municipais.
Na UPA Sul, a Semusa implantou diversas melhorias, sendo aumento de cinco para 15 leitos específicos para suporte ao paciente com sintomas moderados ou graves de Covid-19, alteração no fluxo de atendimento com a entrada principal exclusiva para esses casos; Profissionais da saúde foram redirecionados para compor as escalas de atendimento na UPA Sul e novos foram chamados para maior assistência aos pacientes.
Além disso, um chamamento público para contratação de leitos está aberto para reforçar os atendimentos de Covid-19 no município.
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Deracre informa situação da obra da Orla do Rio Acre em Brasileia e aguarda regularização de convênio federal para prosseguir
O governo do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), informou nesta quarta-feira, 25, que a obra da Orla do Rio Acre, em Brasileia, está com 51,04% dos serviços executados e permanece paralisada desde abril de 2024, após a interrupção do fluxo financeiro do convênio federal. O investimento é de R$ 16,7 milhões, oriundos de emenda parlamentar do senador Márcio Bittar.
O órgão mantém acompanhamento técnico e administrativo do contrato e já adotou as providências necessárias para viabilizar a continuidade da obra. O Deracre acionou a Representação do Governo do Acre em Brasília (Repac) para solicitar ao Ministério das Cidades a regularização financeira indispensável à retomada dos serviços.

Foi elaborado relatório técnico com levantamento atualizado das condições da área e registro das intervenções executadas até a paralisação. O documento foi encaminhado à instituição financeira responsável pelo contrato para análise e encaminhamentos.
“Estamos acompanhando tecnicamente a situação. A falta de continuidade dos serviços ao longo do período pode ter influenciado no ocorrido. O relatório técnico é que vai orientar os encaminhamentos e a retomada da obra”, afirmou a presidente do Deracre, Sula Ximenes.

A proteção da margem foi executada conforme o projeto aprovado, utilizando o sistema bolsacreto, técnica que consiste na aplicação de mantas preenchidas com concreto para reforço do barranco do rio, dentro das normas de engenharia aplicáveis a esse tipo de intervenção. O Deracre destaca que, nas margens dos rios da região, são comuns os chamados “terras caídas”, fenômeno natural que provoca erosão nos barrancos em razão da dinâmica das águas. A avaliação técnica considera esse contexto e o fato de que a obra ainda não foi concluída.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Presidente Nicolau Júnior destaca força do Parlamento Amazônico e reforça protagonismo do Acre na articulação regional
O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), deputado Nicolau Júnior (PP), destacou a importância estratégica do Parlamento Amazônico para o fortalecimento das pautas da região Norte, durante a solenidade de posse da nova Mesa Diretora da Instituição, realizada no Plenário da Casa. O evento marcou a eleição do deputado Afonso Fernandes (Solidariedade), para a presidência do Parlamento Amazônico no biênio 2026–2027, consolidando pela terceira vez o Acre à frente do colegiado que reúne parlamentares dos nove estados da Amazônia Legal. A solenidade contou com a presença de políticos dos nove estados amazônicos.
Em entrevista concedida durante a programação institucional, Nicolau Júnior ressaltou que a presença de um parlamentar acreano na presidência do Parlamento Amazônico amplia a capacidade de articulação política do Estado em nível nacional. Ele pontuou que a Instituição funciona como um espaço de união das forças políticas da região para enfrentar problemas históricos que impactam diretamente a população amazônica. “É um conjunto de forças que reúne os nove estados do Norte para debater temas importantes e buscar soluções para problemas antigos da nossa região, como a questão dos voos, que prejudicam muito o Acre e outros estados amazônicos”, afirmou.
O presidente da Aleac enfatizou ainda, que o principal objetivo do Parlamento Amazônico é integrar as bancadas estaduais, federais e o Senado em torno de pautas comuns, fortalecendo a representação da Amazônia no Congresso Nacional. Para Nicolau Júnior, essa articulação é fundamental para dar visibilidade às demandas regionais e avançar em soluções concretas. “O Parlamento Amazônico tem que servir para unir os deputados estaduais, a bancada federal e os senadores, para que possamos alcançar êxito na resolução de muitos problemas que a Amazônia enfrenta”, concluiu.
Durante a abertura da solenidade, Nicolau Júnior também deu as boas-vindas às delegações que participaram do evento, destacando a hospitalidade do Acre e a importância do intercâmbio institucional entre os estados e países da região amazônica. Em sua fala, o parlamentar agradeceu a presença das autoridades e ressaltou o simbolismo do encontro para o fortalecimento da integração regional. “É uma honra muito grande receber todos vocês aqui no nosso estado. Muitos já conhecem o Acre, outros estão tendo essa oportunidade agora, mas todos são muito bem-vindos”, declarou.
O presidente cumprimentou ainda, parlamentares acreanos, representantes do Parlamento Amazônico e autoridades convidadas, reforçando que o momento representa união e diálogo em torno de pautas comuns da região. Segundo ele, a realização da solenidade no Acre reafirma o compromisso do Parlamento estadual com o debate regional e com a construção de soluções coletivas para os desafios da Amazônia.
Texto: Andressa Oliveira
Fotos: Sérgio Vale e Ismael Medeiros
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Após cinco anos, prefeitura inicia obra de drenagem em rua em frente à própria autarquia em Epitaciolândia
Intervenção começa em ano eleitoral e beneficia trecho estratégico próximo ao prédio da administração municipal
Depois de cinco anos de gestão, a Prefeitura de Epitaciolândia iniciou nesta semana uma obra de drenagem na Rua Capitão Pedro Vasconcelos, via que passa em frente ao prédio da própria administração pública. A intervenção ocorre em ano eleitoral, período em que o prefeito Sérgio Lopes é apontado como pré-candidato a deputado estadual.
De acordo com informações divulgadas no site oficial do município, os serviços incluem a instalação de bueiros e bocas de lobo no trecho que vai da Praça Brasil–Bolívia até a esquina com a Travessa Lírio dos Vales. O objetivo é melhorar o escoamento da água da chuva e ampliar a capacidade de vazão do sistema de drenagem.
A prefeitura afirma que a obra atende a uma demanda antiga dos moradores da região, que enfrentam dificuldades principalmente no período chuvoso, quando o acúmulo de água compromete o tráfego de veículos e pedestres.
Apesar do início dos trabalhos, a gestão municipal é alvo de críticas pela demora na execução de melhorias estruturais em outras áreas da cidade. Moradores apontam que diversos bairros ainda aguardam intervenções prometidas ao longo do mandato, especialmente nas áreas de infraestrutura urbana.
Até o momento, a administração não informou prazo para conclusão da obra nem se há previsão de ampliação dos serviços para outros pontos do município.







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