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Brasil

Vício em cigarro eletrônico faz adolescente perder pedaços do pulmão

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Lee Ray King, da Nova Zelândia, usou cigarro eletrônico por três anos. Aos 17 anos, médicos retiraram vários pedaços mortos do pulmão dele

Reprodução / redes sociais

Quando tinha 14 anos, Lee Ray King, de Wellington, na Nova Zelândia, começou a usar cigarro eletrônico (vape). Rapidamente, o menino se tornou dependente até que seus pulmões colapsaram várias vezes e ele precisou de cirurgias para a retirada de tecidos mortos do órgão.

Em entrevista ao jornal The Sun, Lee Ray conta que não gostava muito de vape, mas seguiu o hábito e logo se viu fumando todos os dias e todas as horas, por três anos. Aos 17 anos, em agosto de 2024, ele sentiu uma dor muito forte do lado esquerdo do pulmão, além de uma dificuldade enorme para respirar.

O rapaz procurou ajuda da mãe, Kylee Jope, que levou o filho para o hospital o mais rápido que pôde. Exames mostraram se tratar de um quadro de pneumotórax: ou seja, pequenas bolhas de ar vazando para o espaço entre o pulmão e a parede torácica, que provocaram o primeiro colapso do órgão. Nas semanas seguintes, o pulmão esquerdo de Lee Ray colapsou mais quatro vezes.

Para evitar que os colapsos se repetissem, os médicos realizaram uma pleurodese – procedimento que une o pulmão à parede torácica – e, quando esse procedimento falhou, os médicos optaram por uma pleurectomia, para remover a membrana da parede do peito.

Somente na terceira cirurgia, os médicos conseguiram extrair os pedaços danificados do pulmão de Lee Ray – visivelmente “pretos e ressecados”, segundo os médicos contaram para a família do adolescente.

Problemas de saúde relacionados ao uso prolongado de vape

  • Doenças pulmonares crônicas: são comuns casos de bronquite crônica e enfisema, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e fibrose pulmonar.
  • Problemas cardiovasculares: o consumo frequente causa aumento da pressão arterial e frequência cardíaca, maior risco de infarto do miocárdio e AVC e danos nos vasos sanguíneos.
  • Efeitos neurológicos: usar vape por muito tempo causa dependência da nicotina, alterações no cérebro em desenvolvimento, aumento da ansiedade e irritabilidade.
  • Risco de câncer: a exposição a substâncias presentes no vape pode levar ao desenvolvimento de cânceres.
  • Doença pulmonar associada ao uso de produtos de cigarro eletrônico (EVALI, em inglês): lesão pulmonar causada pelas substâncias contidas no vape e que pode deixar sequelas permanentes.

Casos como o de Lee Ray não são isolados: há evidências científicas de que o uso de cigarros eletrônicos – mesmo sem combustão de tabaco – pode causar danos graves aos pulmões. A condição conhecida como EVALI (lesão pulmonar associada ao uso de produtos para vaping) já foi documentada em diversos jovens.

A inalação dos líquidos usados em vapes – que contêm nicotina e diversas outras substâncias químicas – representa risco porque muitas dessas substâncias não têm toxicidade para inalação devidamente avaliada.

Tanto Lee Ray quanto sua família ficaram abalados e decidiram tornar pública a história com a intenção de alertar outros jovens para os perigos do vaping.

Um ano depois, ainda em recuperação, Lee afirma que nunca mais chegará perto de cigarros eletrônicos. Ele planeja enterrar os pedaços removidos do pulmão no quintal de casa, como símbolo da experiência traumática.

Como forma de agradecimento pela vida do filho, Kylee projeta campanhas com estudantes locais no próximo ano, para tentar impedir que outras famílias passem pelo mesmo.

O drama vivido por Lee Ray King serve de alerta: cigarros eletrônicos não são uma alternativa inofensiva e podem levar a consequências sérias, irreversíveis e potencialmente fatais.

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Brasil

Senado aprova “vulnerabilidade absoluta” de vítimas de estupro de até 14 anos

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Jonas Pereira/Agência Senado
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (24/2), um projeto de lei que estabelece que vítimas de estupro com menos de 14 anos de idade serão sempre consideradas vulneráveis, e que a punição do agressor não poderá ser influenciada pelo histórico sexual da vítima nem pela gravidez decorrente da violência.

O texto segue agora para sanção presidencial. A proposta foi aprovada de forma simbólica, sem contagem nominal de votos.

O projeto foi proposto pela deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ). A relatora no Senado, Eliziane Gama (PSD-MA), afirmou que a presunção absoluta de vulnerabilidade da vítima “reforça a intenção do legislador de não permitir discussões que possam desvirtuar a finalidade da norma, focando na proteção do incapaz de consentir, como infelizmente ainda sói ocorrer com frequência nos julgados de alguns Tribunais de Justiça do país.”

O projeto estava parado no Senado Federal desde dezembro de 2024, mas ganhou força após a Justiça de Minas Gerais absolver um homem de 35 anos acusado de estuprar uma menina de 12 anos.

Na ocasião, a 9ª Câmara Criminal Especializada também absolveu a mãe da criança, que respondia por conivência. Para o tribunal, em decisão que gerou críticas em todo o país, não houve crime, sob o entendimento de que existia um “vínculo afetivo consensual” entre os dois.

Com a repercussão do caso, a mãe da garota e o homem  foram presos nesta quarta-feira (25/2). Relator do caso, o desembargador Magid Nauef Láuar acolheu os embargos do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que havia recorrido da decisão, e restabeleceu as duas condenações no processo que apura o estupro da menor.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Leite, Ratinho Jr. e Caiado participam de filiações junto com Kassab

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Fábio Vieira/Metrópoles
Gilberto Kassab tarcísio

O presidente nacional do Partido Social Democrático (PSD), Gilberto Kassab, levará, no ínicio de março, os governadores Eduardo Leite, Rio Grande do Sul, Ratinho Júnior, Paraná, e Ronaldo Caiado, Goiás, para eventos da sigla em São Paulo. A agenda garante a presença dos governadores nas cerimônias de filiação de 12 políticos em cinco cidades de São Paulo.

O três são cotados para concorrer à Presidência pelo partido nas eleições deste ano. Na última sexta-feira (20/2), por meio de uma publicação nas redes sociais, Kassab reafirmou que a sigla lançará a própria candidatura ao cargo. De acordo com o presidente do PSD, “o Brasil estará muito bem servido se puder contar” com qualquer um dos três possíveis candidatos à frente da Presidência em 2027.

Veja agenda

Sexta-feira (6/3) – Sorocaba

16h – Filiação dos deputados Vitor Lippi e Maria Lucia Amary.

18h – Filiações dos deputados estaduais paulistas Analice Fernandes, Barros Munhoz, Carlão Pignatari, Dirceu Dalben, Márcio Nakashima e Rogério Nogueira.

Sábado (7/3)

10h – Santos: filiações do deputado Paulo Alexandre Barbosa e da Audrey, vice-prefeita de Santos.

13h – Itapevi: Filiação do ex-prefeito Igor Soares.

16h30 – Presidente Prudente – filiação do deputado Mauro Bragatto.

Segunda-feira (9/3) – São Paulo

9h – Participam da reunião do Conselho Político e Social (COPS) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Brasil

MJ sobre crítica por acordo no PL Antifacção: "Ficaríamos na retórica"

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Valter Campanato/Agência Brasil
Wellington César Lima e Silva assume o Ministério da Justiça

Após a aprovação do PL Antifacção pela Câmara dos Deputados, nessa terça-feira (24/2), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, saiu em defesa da atuação da pasta nas negociações do texto final e respondeu às críticas sobre o acordo construído em torno da proposta.

O projeto, relatado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), retomou pontos da versão original da Câmara, como a divisão de recursos de bens apreendidos entre a Polícia Federal (PF) e os estados — trecho criticado pelo governo e pela própria corporação.

Nos bastidores, integrantes da PF questionaram a articulação e alegaram falta de diálogo. Diante das críticas, Wellington César afirmou que o ministério atuou dentro dos limites regimentais possíveis no momento da votação.

“A iniciativa do projeto foi do governo. Todavia, existiam várias versões inicialmente na Câmara e depois uma versão no Senado”, explicou o ministro.

Segundo ele, quando ficou claro que a Mesa Diretora levaria a plenário a versão da Câmara — e não o texto aprovado pelo Senado —, o espaço de manobra era restrito. “Só existiam duas posturas possíveis: ou cruzarmos os braços e deixar que aquela versão tramitasse ou buscássemos melhorar aquela versão.”

Embora reconheça “grande afinidade” com o texto do Senado, o ministro afirmou que não havia possibilidade de defender formalmente aquela versão, pois ela não seria votada.

A estratégia, de acordo com o ministro, foi apresentar emendas de redação ao texto que iria ao plenário. “A única maneira possível de operar essa melhora, sob o ponto de vista do cabimento regimental, era através das emendas de redação. E nós buscamos exatamente, extraindo o sentido daquelas proposições constantes do PL do Senado, incorporá-las no texto indicado para a votação.”

Sugestões

Wellington César afirmou, durante entrevista coletiva, que parte significativa das sugestões foi acolhida. “Foram 23 proposições — 12 a 14, depende do critério de sublíderes — incorporadas. Então nós temos certeza de que produzimos um texto melhor.”

Ele argumentou que, sem essa iniciativa formal, a atuação do ministério teria sido apenas simbólica. “Se nós expressássemos apenas uma simpatia pelo texto do Senado e não fizéssemos as propostas regimentalmente cabíveis, nós ficaríamos limitados a esse âmbito retórico.”

A proposta segue agora para sanção ou veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para o ministro, a pasta cumpriu seu papel institucional. “Além da iniciativa do governo, o Ministério da Justiça, nessa tradição, nessa ocasião, exerceu o papel que devia: melhorar o produto legislativo final.”

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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