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Vice-governadora Mailza leva Vestuário Social para o projeto Força Delicadeza, na Vila do Incra, em Porto Acre

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A iniciativa é realizada em parceria com secretarias de Estado, do Município e voluntários, aconteceu na quadra da escola Edmundo Pinto e marcou a finalização da ação que percorreu as comunidades do Caquetá, Vila do V e Porto Acre Sede.

Projeto Força Delicadeza foi realizado em várias outras comunidades de Porto Acre. Foto: Neto Lucena/Secom

A vice-governadora do Acre e secretária de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, Mailza Assis, participou neste sábado, 29, na Vila do Incra, em Porto Acre, do encerramento do projeto Força Delicadeza.

Promovida pela prefeitura, a iniciativa é realizada em parceria com secretarias de Estado, do Município e voluntários, aconteceu na quadra da escola Edmundo Pinto e marcou a finalização da ação que percorreu as comunidades do Caquetá, Vila do V e Porto Acre Sede.

A Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) esteve presente e por meio do Programa Juntos Pelo Acre, entregou mais de 400 kits do projeto Vestuário Social e fez a emissão da segunda via da certidão de nascimento e casamento por meio do Registro Civil.

Equipes da SEASDH entregam roupas a moradoras da Vila do V, em Porto Acre. Foto: Neto Lucena/Secom

Na ocasião, Mailza destacou a importância da mulher. “O papel de cada uma  de nós mulheres na sociedade é essencial  e deixo meu reconhecimento a cada uma. Esse ato é uma demonstração de que prefeitura e Estado estão cuidando de nós” e acrescentou que “o compromisso como vice-governadora ao lado do governador Gladson Camelí será, sempre, o de garantir condições para assegurar direitos às mulheres”.

Vice-governadora ressaltou o papel das mulheres e os avanços na política de proteção. Foto: Neto Lucena/Secom

Durante todo o dia, uma extensa programação movimentou a região com palestras sobre nutrição e saúde mental da mulher, atendimento do Ônibus Lilás da Secretaria da Mulher (Semulher), grupo de idosos do Senadinho, além de palestras com representantes do Sebrae e da Caixa Econômica Federal (CEF).

Também foram disponibilizados serviços de saúde como aferição de pressão arterial e exames de glicemia, atendimentos com ginecologista, clínico geral, enfermagem, dispensação de medicamentos, ultrassonografias do abdômen total, de mama, pélvica, Preventivo de Câncer de Colo de Útero (PCCU), testes rápidos e atendimento psicossocial.

A aposentada Maria do Socorro Sobrinho, moradora da Vila do Incra, completou 71 anos no último dia 25. “Pensa numa mulher que tá animada com essas roupas. Foi meu presente de aniversário. É muito legal para as famílias,  melhora a autoestima das mulheres. Estou  com o coração só alegria. Quem teve essa ideia tem que continuar pra chegar em outras que precisam”, relata emocionada.

Maria disse que o kit de roupas é um presente de aniversário. Foto: Neto Lucena/Secom

“Tem muita gente que fechou seus comércios e veio ser voluntário hoje. É um dia que demonstra o nosso compromisso com a proteção das mulheres, com a preservação de seus direitos, saúde. Agradecemos ao governo do Estado por nos ajudar nessa missão de proteger todas”, destacou o prefeito Máximo Costa. 

Prefeito do município agradeceu os voluntários, governo do Estado e disse que a gestão está engajada no bem-estar de todas as mulheres. Foto: Neto Lucena/Secom

A dona de casa Antônia Lacerda fez consultas com médicos, ganhou um kit do Vestuário Social e viveu um dia de beleza. “To me sentindo mais bonita”, disse.

Antônia Silva Lacerda usufruiu de todos os serviços de beleza e disse que sai com a autoestima muito melhor. Foto: Neto Lucena/Secom

A vice-prefeita Edna Cuiabano agradeceu a parceria do Estado, por meio do Juntos Pelo Acre. “Vimos no olhar das mulheres o agradecimento e a emoção. Uma senhora de 70 anos vir fazer o cabelo, a unha, levar uma roupa nova, faz a diferença na vida delas. Essa união com o governador, a vice e os secretários resulta nisso:  ajudar todas que estamos aqui”, disse.

Vice-prefeita disse que parcerias garantem mais cuidado, proteção e melhora a autoestima das mulheres. Foto: Neto Lucena/Secom

“Porto Acre está na sua história e nossa cidade está no seu coração desde o mandato de senadora. Agradecemos por continuar apoiando. Isso que é importante, isso que as pessoas precisam”, disse o ex-prefeito Bené Damasceno.

Ao final, as  voluntárias nos serviços de beleza  foram homenageados com uma placa de reconhecimento pelos serviços prestados.

Mulheres voluntárias das atividades de beleza foram homenageadas. Foto: Neto Lucena/Secom

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Criminosos invadem cemitério e ateiam fogo em caixão durante enterro

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Caixão em chamas - Metrópoles

Reprodução Correio24h

Uma cena chocante foi registrada durante um sepultamento na cidade de Coaraci, no sul da Bahia, no último sábado (17). Criminosos invadiram o cemitério municipal da cidade, efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra o caixão e, na sequência, atearam fogo à urna funerária, onde o corpo estava.

Uma guarnição do 15º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foi acionada após o ocorrido. Em nota, a Polícia Militar informou que realizou rondas na região, mas que não localizou suspeitos.

A matéria completa você acessa no site do Correio 24 Horas, site parceiro do Metrópoles.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Vacinação contra a Covid-19 completa cinco anos no Acre com queda de mortes e baixa adesão ao reforço

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Dados da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) mostram que a cobertura vacinal contra a Covid-19 no Acre apresenta forte desigualdade entre faixas etárias e um desempenho significativamente inferior na aplicação das doses de reforço

O início da vacinação ocorreu no auge da crise sanitária, momento descrito por Thor Dantas como “de muito caos, muito medo e muita gente adoecendo ao mesmo tempo”. Foto: captada 

A pandemia de Covid-19 chegou ao Acre em março de 2020 e rapidamente mudou a rotina de todos os acreanos, eram momentos de dúvidas, hospitais superlotados e restrições sanitárias. Quando as primeiras doses da vacina desembarcaram no dia 19 de janeiro de 2021, o sistema de saúde operava no limite e a população convivia com a incerteza. A vacina trouxe uma nova fase, e passou a ser a principal forma de reduzir internações e mortes por Covid-19.

Cinco anos depois, o momento segue sendo lembrado como um divisor de águas no enfrentamento da pandemia. Em entrevista, o infectologista Thor Dantas explica que a imunização alterou o curso da doença no país.

“Quando a vacina ficou disponível e as pessoas se vacinaram, o cenário da pandemia mudou completamente. Hoje a doença é uma outra doença, muito diferente, graças à vacina”, afirmou.

Entre ciência e desinformação

Ao avaliar o período, o médico destaca que a chegada da vacina enfrentou simultaneamente uma disputa narrativa e informacional, em meio às campanhas negacionistas.

“O Brasil abraçou e acolheu bem a infância com vacinação, mas uma coisa que a gente enfrenta, passando os anos, é uma onda antivacina”, afirma.

Segundo o médico, o fenômeno da desinformação criado durante a pandemia superou a Covid-19 e passou a afetar a vacinação de forma geral. “O mundo, de uma forma geral, pagou um preço por isso, com o retorno de doenças que estavam desaparecendo, como a poliomielite e o sarampo”, afirmou.

Da chegada do vírus à primeira dose

O Acre confirmou seus três primeiros casos de Covid-19 em 17 de março de 2020. Na época, se tratava de um homem de 30 anos e duas mulheres, de 50 e 37 anos, que haviam retornado de viagens a São Paulo e Fortaleza. Todos apresentavam sintomas leves e ficaram em quarentena domiciliar, sob acompanhamento da Vigilância Epidemiológica. No mesmo dia, o governador Gladson Camelí (PP) declarou situação de emergência.

No Estado do Acre, desde o início da pandemia em 2020 até o dia 6 de dezembro de 2025, foram notificados 444.878 casos de Covid-19, onde 268.632 foram descartados, 176.241 confirmados e 2.119 evoluíram para óbito.

Em 19 de janeiro de 2021, chegava ao Acre o primeiro lote de vacinas contra a Covid-19, com 40.760 doses, destinadas à aplicação da primeira e segunda etapas. Naquele momento, o estado já contabilizava mais de 44,7 mil infectados e mais de 830 mortes, com 90% de ocupação no hospital de campanha de Rio Branco.

Profissionais de saúde foram os primeiros a receber as vacinas, enquanto a população aguardava novas remessas para a ampliação dos grupos prioritários.

O ponto de virada com as vacinas

O início da vacinação ocorreu no auge da crise sanitária, momento descrito por Thor Dantas como “de muito caos, muito medo e muita gente adoecendo ao mesmo tempo”, havia a expectativa de que o imunizante mudaria o curso da pandemia.

“Era o momento de muita expectativa: quando vai chegar a vacina, quando os cientistas vão descobrir a vacina e quando a gente vai começar a virar o jogo contra esse vírus.”

Segundo o médico, o enfrentamento ao vírus coincidiu com outra epidemia: a desinformação. “Foi um momento em quando as vacinas começavam a chegar em que havia também infelizmente muita desinformação”, lembrou.

Para ele, “a epidemia de ignorância e desinformação foi gigantesca” e “a desinformação, a fake news, a ignorância matou as pessoas assim como o vírus”.

O médico enfatiza que a desinformação adoeceu e foi responsável direta pela morte de muitas pessoas, criando um cenário em que o negacionismo se tornou um inimigo tão perigoso quanto a própria doença.

O avanço da vacinação alterou de forma imediata o perfil dos casos graves e óbitos, reconfigurando a dinâmica da doença no estado. Como resume o infectologista, “quando a vacina ficou disponível e as pessoas se vacinaram, o cenário da pandemia mudou completamente”, passando a registrar casos graves e mortes exclusivamente naqueles que não se vacinaram.

O cenário atual e as lições

Passados cinco anos, a lembrança da chegada das primeiras doses reforça tanto o impacto da vacinação quanto o valor da ciência na resposta sanitária. Para Thor, o principal legado é a necessidade de insistir em informação qualificada:

“Acreditem na ciência, acreditem nos cientistas, nas pessoas que trabalham, se dedicam verdadeiramente a encontrar as soluções para o bem-estar da população. Os cientistas estão aí há muito tempo encontrando as soluções mais diversas para a nossa saúde. Descobriram o anestésico, os antibióticos, a transfusão de sangue, as vacinas, os remédios contra o infarto, tudo isso é a ciência que nos trouxe, então acreditem nos cientistas e desconfiem de pessoas que propagam informações que parecem muito atrativas na internet, mas na verdade são apenas charlatões tentando ganhar seu dinheiro ou sua atenção”, finaliza.

Cobertura vacinal

Dados da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) mostram que a cobertura vacinal contra a Covid-19 no Acre apresenta forte desigualdade entre faixas etárias e um desempenho significativamente inferior na aplicação das doses de reforço. O levantamento considera o período de 19 de janeiro de 2021 a 29 de agosto de 2025 e adota como parâmetro ideal de cobertura o índice de 90%.

Entre crianças de 6 meses a 4 anos, a cobertura é a mais baixa do estado: apenas 26,70% receberam a 1ª dose, 13,11% a 2ª dose e somente 3,62% completaram o reforço. Na faixa de 5 a 11 anos, os percentuais sobem, mas ainda permanecem distantes da meta, com 61,84% na 1ª dose, 39,91% na 2ª e 6,98% no reforço.

Entre adolescentes de 12 a 17 anos, a vacinação apresenta melhor desempenho, com 86,50% na 1ª dose e 68,79% na 2ª, mas o reforço atinge apenas 18,74%, evidenciando queda acentuada na continuidade do esquema vacinal.

A população adulta de 18 a 59 anos é a única que alcança a meta mínima na 1ª dose, com 90,69%, e se aproxima na 2ª dose (83,78%). No entanto, o reforço cai para 43,46%, menos da metade do recomendado.

O melhor cenário é observado entre pessoas com 60 anos ou mais, grupo em que a cobertura ultrapassa 100% na 1ª (102,33%) e 2ª doses (105,66%), reflexo de estratégias prioritárias e busca ativa. Ainda assim, o reforço permanece abaixo da meta, com 80,60%.

No consolidado geral do estado, a cobertura vacinal é de 82,17% para a 1ª dose, 72,28% para a 2ª dose e apenas 35,50% para o reforço, indicando que, apesar do avanço inicial da vacinação, a adesão às doses adicionais segue como o principal desafio para a proteção contínua da população acreana contra a Covid-19.

Em 19 de janeiro de 2021, chegava ao Acre o primeiro lote de vacinas contra a Covid-19, com 40.760 doses, destinadas à aplicação da primeira e segunda etapas. Foto: captada 

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MPAC investiga desmatamento ilegal de mais de 54 hectares em Mâncio Lima

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O MPAC também requisitou ao Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) a realização de vistoria técnica no local para verificar a existência de Áreas de Preservação Permanente (APPs), identificar os responsáveis pelo desmatamento

O MPAC destaca que a legislação ambiental brasileira prevê responsabilidade civil objetiva, ou seja, independentemente da comprovação de culpa, nos casos de danos ao meio ambiente. Foto: captada 

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) instaurou um procedimento preparatório para apurar a destruição de aproximadamente 54 hectares de floresta nativa do bioma Amazônico, ocorrida no município de Mâncio Lima, interior do Acre. A medida foi formalizada por meio da Portaria nº 138/2025, assinada pela Promotora de Justiça Manuela Canuto de Santana Farhat.

De acordo com o MPAC, o procedimento decorre da conversão de Notícias de Fato Criminal encaminhadas pela Procuradoria-Geral de Justiça, com base em Autos de Infração Ambiental lavrados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). As infrações apontam o desmatamento de 26,98 hectares em uma área e 27,20 hectares em outra, ambas localizadas em áreas de especial preservação ambiental.

Segundo o órgão ministerial, o dano ambiental é considerado de grande magnitude, exigindo não apenas a quantificação econômica dos prejuízos causados, mas também a elaboração de projetos técnicos para recuperação das áreas degradadas. Caso a recomposição ambiental não seja possível, poderá haver conversão da obrigação em compensação financeira.

O MPAC destaca que a legislação ambiental brasileira prevê responsabilidade civil objetiva, ou seja, independentemente da comprovação de culpa, nos casos de danos ao meio ambiente. Além disso, as condutas lesivas podem gerar sanções administrativas, civis e penais, conforme estabelece a Constituição Federal.

No âmbito do procedimento, foram determinadas diversas diligências, entre elas a notificação dos investigados, identificados pelas iniciais M.A.S. e J.S.B., para que apresentem documentos como comprovação de posse ou propriedade dos imóveis, licenças ambientais, Cadastro Ambiental Rural (CAR), adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) e cronograma de recuperação das áreas degradadas.

O MPAC também requisitou ao Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) a realização de vistoria técnica no local para verificar a existência de Áreas de Preservação Permanente (APPs), identificar os responsáveis pelo desmatamento e avaliar possíveis sobreposições entre os imóveis investigados. A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e o Cartório de Registro de Imóveis também foram acionados para fornecer informações técnicas e fundiárias.

As investigações têm como objetivo reunir elementos suficientes para subsidiar a adoção de medidas cabíveis, que podem incluir a expedição de recomendações, celebração de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), instauração de inquérito civil ou eventual arquivamento do procedimento.

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