Acre
“Vamos lutar pelos nossos direitos garantidos na Constituição”, diz Luiz Nikini
O representante da Fundação Nacional do Índio (Funai) no Vale do Juruá, Luiz Nukini, disse que os povos indígenas estão dispostos a entrar em guerra se os seus direitos não forem respeitados na exploração de petróleo e gás no Vale do Juruá, Ele diz que desde 2003 esses povos vêm se mobilizando porque o Peru também concedeu licenças de exploração na região.
No Brasil, Agência Nacional do Petróleo (ANP) realizou leilão de blocos próximos às Aldeia Nukini e Poyanawá. Algumas bacias localizadas no Vale do Juruá estão localizadas numa região de grande biodiversidade e de ocorrência de povos indígenas isolados. “Não queremos participação financeira na exploração, mas simplesmente evitar a poluição de suas terras”, declarou o líder indígena.
A coordenadora de licenciamento da Funai, Maria Janete de Carvalho, afirmou aos integrantes da Comissão de Legislação Participativa e da Comissão de Meio Ambiente, da Câmara dos Deputados, que a ANP não levou em conta o relatório feito pelo órgão sobre o leilão de 240 blocos de petróleo e gás.
Segundo ela, o relatório foi anexado ao edital do leilão, mas apenas uma recomendação foi acatada. O problema é que em 110 blocos existem questões relativas à exploração em áreas próximas as áreas indígenas ou em terras em processo de demarcação. A ANP não mandou representantes para a audiência.
O método usado para explorar as reservas de gás de xisto, conhecido como fraturamento hidráulico, pode ocasionar danos ambientais e até mesmo a ocorrência de abalos sísmicos.
Tribuna do Juruá – Jorge Natal
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Acre
Rios do Acre seguem acima da média histórica e mantêm autoridades em alerta no fim de janeiro
Boletim da Sema aponta níveis elevados nas principais bacias do estado, reflexo das chuvas intensas registradas desde o início do ano.

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Acre
Indígena Puyanawa fica ferido após disparo acidental durante caçada no interior do Acre
Espingarda teria caído e disparado acidentalmente na Terra Indígena, em Mâncio Lima; vítima sofreu fratura e foi levada ao Hospital do Juruá.

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Acre
Boletim indica precipitações intensas e continuidade das chuvas até fevereiro

O Acre enfrenta um dos meses de janeiro mais chuvosos dos últimos anos, com acumulados expressivos registrados em todas as regiões do estado. Dados do Boletim do Tempo nº 14, divulgado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) nesta segunda-feira (26), mostram que, entre 1º e 26 de janeiro de 2026, vários municípios ultrapassaram com folga as médias climatológicas esperadas para todo o mês.
Segundo o levantamento, Brasiléia lidera o ranking de chuva acumulada, com 670,8 milímetros, seguida por Rio Branco, que já soma 542,4 mm. Também se destacam os volumes registrados em Manoel Urbano (418,8 mm), Jordão (344,8 mm), Assis Brasil (308,4 mm), Xapuri (300,4 mm) e Porto Acre (299,4 mm). Em praticamente todos esses municípios, os índices superam as médias históricas para o período, reforçando o cenário de chuvas acima do normal em 2026.
Além dos dados por município, estações e comunidades rurais também registraram acumulados elevados. Locais como Colônia Dolores (388,2 mm), Seringal Guarany (343,6 mm) e Seringal São José (308,8 mm) figuram entre os pontos com maior volume de precipitação no início do ano, evidenciando que as chuvas têm sido bem distribuídas tanto em áreas urbanas quanto rurais.
Previsão semanal mantém cenário de muita chuva
A tendência, segundo a Sema, é de continuidade das chuvas nos próximos dias. A previsão semanal, válida para o período de 26 de janeiro a 1º de fevereiro de 2026, indica volumes entre 50 mm e 150 mm em grande parte do estado. O prognóstico do modelo NCEP/GFS aponta ainda anomalia positiva de precipitação, ou seja, chuvas acima do esperado para esta época do ano em boa parte do território acreano.
Esse cenário reforça o estado de atenção das autoridades, especialmente em regiões cortadas por grandes rios, já que o excesso de chuva contribui para a elevação gradual dos níveis fluviais. Por outro lado, o volume elevado de precipitação ajuda a reduzir riscos ambientais associados à estiagem, como queimadas e incêndios florestais.
A Sema destaca que o monitoramento hidrometeorológico segue contínuo e que novos boletins serão divulgados para acompanhar a evolução das chuvas e seus impactos. A orientação é para que a população fique atenta aos comunicados oficiais, especialmente em áreas historicamente suscetíveis a alagamentos e cheias.


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