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Único sobrevivente de assalto que terminou com quatro homens mortos vira réu em Plácido de Castro
Sandro Júnior Andrade Puerta foi o único suspeito sobrevivente da ação criminosa em outubro deste ano e segue preso. Justiça recebeu denúncia do Ministério Público contra ele por roubo majorado.

Quatro foram mortos após confronto com a polícia em Plácido de Castro. Foto: Asscom/PM-AC
A decisão foi proferida pelo juiz da Vara Criminal da Comarca de Plácido de Castro, que acatou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Acre (MP-AC) contra o presidiário Sandro Júnior Andrade Puerta, o único sobrevivente de um assalto com troca de tiros com o BOPE após assalto em uma fazenda de Plácido de Castro, virou réu após a Comarca aceitar denúncia do Ministério Público (MP-AC) contra o mesmo.
A decisão é assinada pelo juiz Mateus Pieroni Santini, e determina que Puerta responda por roubo majorado, condição em que o crime é agravado por circunstâncias como uso de armas, concurso de pessoas (dois ou mais criminosos), ou também quando há restrição de liberdade da vítima, como em sequestro relâmpago.

O criminoso Sandro Júnior Andrade Puerta teve prisão preventiva decretada logo após o crime, e segue preso desde então. Foto: captada
Segundo a Justiça, Sandro deverá responder por roubo qualificado, com agravantes de uso de arma de fogo. De acordo com as investigações, Sandro Júnior fazia parte de uma quadrilha que invadiu uma propriedade rural no dia 21 de outubro deste ano, no município de Plácido de Castro. Na ação criminosa, o proprietário, seus familiares e funcionários foram mantidos reféns por quase cinco horas.
Os criminosos roubaram uma caminhonete da propriedade, além de diversos pertences das vítimas e depois tentaram fugir para a Bolívia. Porém, o grupo criminoso foi interceptado por uma equipe do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), o que resultou em um confronto com troca de tiros.

O confronto entre os suspeitos e o Batalhão de Operações Especiais (Bope), que resultou na morte de quatro dos cinco indivíduos. Três deles morreram durante a troca de tiros e dois fugiram. Foto: assessoria
Entenda o caso
Quatro suspeitos foram mortos após praticarem um assalto em uma fazenda na estrada de Plácido de Castro, e os mortos foram identificados pela Polícia Militar (PM-AC) como: Edileudo Farias da Silva, de 32 anos, Elio Marreira da Silva, José Henrique da Silva Pereira, Álvaro de Lima Fortunato e Sandro Júnior Andrade Puerta. Não foi informada a idade dos outros homens.
Segundo informações da PM, cinco homens roubaram uma caminhonete com pertences pessoais da família proprietária da fazenda, que estava sendo mantida refém no local.
Após interceptação do veículo roubado pela equipe da Companhia de Operações Especiais (COE), que fazia patrulhamento especializado, os suspeitos tentaram cruzar a fronteira com a Bolívia por uma ponte improvisada no Ramal do Severino, em Plácido de Castro. O MP, citou que durante o crime, os assaltantes obrigaram a vítima a transferir R$ 18 mil.

A Comarca de Plácido de Castro, acatou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Acre, contra o presidiário Sandro Júnior Andrade Puerta, o único sobrevivente de um assalto com troca de tiros com o BOPE. Foto: assessoria
“Na ocorrência, foram apreendidas 4 armas de fogo, inclusive um estojo disparado, 4 celulares, e a caminhonete roubada. A guarnição realizou buscas [pelo quinto indivíduo], mas o fato é que na região existe essa situação de roubo de caminhonete. Sabendo disso, a guarnição da COE faz patrulhamentos e rondas nas áreas no dia da ação criminosa”, destacou o capitão Willian Rocha, da PM-AC na época.
Houve, então, confronto entre os suspeitos e o Batalhão de Operações Especiais (Bope), que resultou na morte de quatro dos cinco indivíduos. Três deles morreram durante a troca de tiros e dois fugiram. Porém, as equipes localizaram o quarto suspeito a 150 metros do local, fizeram os primeiros socorros, mas ele não resistiu e também morreu no local.
A PM afirma que o suspeito que adentrou a área de mata foi preso ainda no mesmo dia da ação policial. A Polícia Militar, com apoio da Polícia Civil, foi buscá-lo após ele ser amarrado por populares.
Veja vídeo assessoria:
Apuração do MP
No dia 23 de outubro, o Ministério Público do Acre (MP-AC) abriu um procedimento para averiguar a operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar que resultou na morte dos suspeitos.

O procedimento foi aberto por meio da Promotoria de Justiça Especializada do Controle Externo da Atividade Policial. De acordo com o MP, o órgão irá acompanhar as investigações sobre o caso. A Promotoria de Justiça solicitou o apoio do Núcleo de Apoio Técnico (NAT) para identificar possíveis testemunhas e verificar a existência de câmeras de monitoramento na área onde ocorreram os fatos.
Ainda segundo o MP, o objetivo do procedimento é garantir a devida apuração dos fatos e assegurar a responsabilização em casos de eventuais abusos de autoridade.

Instituto Médico Legal foi ao local recolher os corpos dos suspeitos, mortos após confronto policial em Plácido de Castro nesta terça-feira (22). Foto: Asscom/PM-AC
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AMPAC repudia live de juiz aposentado antes de operação contra o crime organizado no Acre
Transmissão exibiu comboio policial momentos antes da deflagração de ação do Gaeco e da Polícia Civil, que resultou em ao menos 15 prisões em vários estados
A Associação dos Membros do Ministério Público do Estado do Acre (AMPAC) divulgou, nesta terça-feira (13), uma nota pública de repúdio à transmissão ao vivo realizada pelo juiz aposentado e advogado Edinaldo Muniz momentos antes da deflagração de uma grande operação do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Acre (MPAC), em conjunto com a Polícia Civil.
A live, publicada nas primeiras horas da manhã, mostrou um comboio de viaturas e agentes que se preparavam para cumprir mandados judiciais. A operação ocorreu de forma simultânea em Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Tarauacá, além de outros seis estados, e resultou na prisão de pelo menos 15 pessoas, atingindo a cúpula de uma facção criminosa envolvida com tráfico de drogas e cobrança de “taxa de segurança”.
Durante a transmissão, Edinaldo Muniz abordou agentes ainda na madrugada e questionou a movimentação policial, sem obter respostas. Ao final do vídeo, afirmou não ter recebido informações sobre a ação, mas exibiu imagens completas do comboio.
A atitude gerou forte repercussão nas redes sociais e críticas de internautas, que apontaram risco à investigação sigilosa. Em nota assinada pela presidente da entidade, Juliana Maximiano Hoff, a AMPAC destacou que operações de combate ao crime organizado exigem planejamento rigoroso, atuação integrada e absoluto sigilo, devido ao elevado risco enfrentado pelos agentes públicos.
Segundo a associação, a transmissão ao vivo criou uma possibilidade concreta de frustração das medidas judiciais, ocultação de provas e fuga de investigados, além de expor indevidamente os profissionais envolvidos, aumentando o risco de reações criminosas. A entidade afirmou ainda que o único beneficiado por esse tipo de conduta é o próprio crime organizado.
A AMPAC ressaltou que a gravidade do caso é ampliada pelo fato de a live ter sido realizada por um juiz aposentado, com décadas de atuação na magistratura e pleno conhecimento da necessidade de sigilo em ações dessa natureza. Ao final, a associação repudiou veementemente a transmissão, reafirmou apoio às instituições de segurança pública e defendeu que o êxito dessas operações depende de responsabilidade, prudência e compromisso com o interesse público.
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Operação ‘Casa Maior’ cumpre mais de 100 ordens judiciais no Acre e em outros seis estados

Polícia Civil do Acre e o Ministério Público concederam entrevista coletiva para apresentar detalhes e novos desdobramentos da Operação Casa Maior, que combate o crime organizado com atuação no Acre e em outros estados. Foto: Dhárcules Pinheiro/ Secom
Uma ação conjunta entre a Polícia Civil do Acre (PCAC) e o Ministério Público resultou no cumprimento de mais de 100 ordens judiciais nesta quarta-feira, 13, no Acre e em outros estados do país. A ofensiva, batizada de Operação Casa Maior, teve como foco o enfrentamento a uma organização criminosa com forte atuação interestadual, envolvida em tráfico de drogas, extorsão e crimes violentos.
No Acre, a operação foi coordenada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) e executada pela Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), em conjunto com a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), e contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público.
Ao todo, foram expedidos 62 mandados de prisão preventiva e 39 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias utilizadas pelo grupo criminoso. Até o momento, 15 pessoas foram presas, mais de R$ 27 mil em dinheiro foram apreendidos, além de uma arma de fogo, munições e veículos.

Até o momento, 15 pessoas foram presas e houve apreensão de dinheiro, arma de fogo, veículos e bloqueio de contas ligadas ao crime organizado. Foto: Emerson Lima/ PCAC
As medidas judiciais foram cumpridas nos municípios de Rio Branco, Tarauacá e Cruzeiro do Sul, além dos estados de Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Paraíba e Mato Grosso. Segundo as autoridades, devido à ampla ramificação da organização criminosa, a operação precisou ser estendida para outros seis estados da federação, onde alvos estratégicos foram localizados e presos.
Em coletiva de imprensa, o Delegado-Geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, frisou que a operação representa apenas mais uma etapa de um trabalho investigativo contínuo de anos de investigação.
“As investigações não param por aqui. Estamos falando de um grupo criminoso altamente estruturado, que atuava na cobrança de pedágio de comerciantes, deliberava comandos para execuções e exercia papel decisivo dentro da organização criminosa. Não descartamos novas prisões e apreensões, pois esse trabalho não se encerra com a operação de hoje. As investigações continuam”, destacou o delegado-geral.

Arma de fogo e munições foram apreendidos durante a ação policial: Foto: Dhárcules Pinheiro
O coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Bernardo Albano, ressaltou a complexidade da investigação e o alcance interestadual do esquema criminoso. “Foi identificada uma ligação direta entre criminosos do Acre com presos do sistema prisional do Rio de Janeiro e também com foragidos daquele estado. A investigação revelou ainda a participação de advogados já condenados por integrar organização criminosa, além do envolvimento de esposas de lideranças, que passaram a expedir ordens após a prisão de seus maridos”, afirmou o promotor.
As apurações também identificaram e resultaram no bloqueio de um grande fluxo financeiro utilizado para financiar as atividades criminosas e manter o padrão de vida das lideranças da facção. Além disso, os investigadores conseguiram mapear o processo decisório interno, as disputas de poder e a hierarquia dentro da organização.
Além do tráfico de drogas, a Operação Casa Maior desarticulou esquemas de extorsão contra comerciantes do centro de Rio Branco, que eram obrigados a pagar supostas “taxas de segurança” impostas por criminosos. A ação representa um duro golpe contra o crime organizado e reforça a atuação integrada das forças de segurança e do Ministério Público no combate às facções criminosas no Acre e no país.
Fonte: PCAC
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PM e ICMBio prendem caçadores com 11 animais silvestres abatidos dentro de terra indígena no Acre
Operação na Terra Indígena Kampa do Amônia apreendeu armas artesanais, munições e carne de porcos-do-mato, macacos, jacaré e mutum; indígenas haviam denunciado invasão

Na embarcação, os policiais localizaram cinco armas de fogo artesanais nos calibres 16 e 28, diversas munições intactas e instrumentos usados para caça. Foto: captada
Uma ação conjunta do 6º Batalhão da Polícia Militar do Acre e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) resultou na prisão de dois homens por caça predatória dentro da Terra Indígena Kampa do Amônia, no município de Marechal Thaumaturgo. A operação foi acionada após denúncias de indígenas sobre a invasão de moradores da área urbana.
Durante a abordagem no igarapé Arara, foram encontrados jabutis vivos e carne de 11 animais silvestres abatidos — incluindo quatro porcos-do-mato, cinco macacos guariba, um jacaré e um mutum —, além de seis quilos de sal e insumos para conservação. Na embarcação dos suspeitos, os policiais apreenderam cinco armas de fogo artesanais, munições e equipamentos de caça.
Os envolvidos confessaram que estavam caçando há cinco dias dentro da área protegida. Foram presos em flagrante sem resistência e levados à delegacia de Marechal Thaumaturgo junto com todo o material apreendido.

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