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Ufac descarta retorno das aulas presenciais em janeiro, após MEC publicar portaria: ‘Preservação da vida’

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Após MEC determinar volta às aulas presenciais em universidades, Ufac afirma que manterá suspensão — Foto: Arquiv/Ufac

Por Iryá Rodrigues

A Universidade Federal do Acre (Ufac) descartou nesta quarta-feira (2) o retorno das aulas presenciais na instituição no primeiro semestre de 2021, mesmo depois do Ministério da Educação (MEC) publicar uma portaria que determinar a volta das atividades nas universidades e instituições federais a partir 4 de janeiro.

Em nota, a universidade defendeu que o retorno presencial só deve ocorrer se a situação local da pandemia permitir, e se houver segurança para garantir que não haja aumento nas transmissões do coronavírus.

“A universidade destaca que permanece acompanhando com bastante atenção e responsabilidade a evolução da pandemia no estado do Acre, de modo que reitera não ser possível o retorno das aulas presenciais. E defende que não há medida sanitária adotada neste momento que garanta a segurança da comunidade acadêmica, por isso, um retorno apressado e sem as devidas condições sanitárias é descartado”, disse o documento.

As aulas presenciais na Ufac estão suspensas desde o dia 17 de março, quando o governo anunciou os primeiros três casos de Covid-19 no estado e suspendeu as aulas nas redes pública e privada.

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O Instituto Federal do Acre (Ifac) emitiu uma nota repudiando a portaria do MEC e pediu a imediata revogação do documento. O instituto citou ainda o posicionamento do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) que também é contra o retorno das atividades presenciais sem o devido controle da pandemia.

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A portaria do MEC foi publicada nesta quarta-feira (2), no Diário Oficial da União. O texto também revoga a permissão para que as atividades on-line contem como dias letivos, o que é autorizado até dezembro de 2020.

volta às atividades presenciais colocará em circulação mais de 2,3 milhões de pessoas em todo país, entre alunos, professores e técnicos, segundo dados do próprio MEC.

O texto do MEC condiciona o retorno aos protocolos de biossegurança e prevê uso de ferramentas de tecnologia para complementar eventuais conteúdos que foram perdidos na pandemia. O MEC definiu que é responsabilidade das instituições de ensino fornecer recursos para os alunos acompanharem as atividades.

Aulas remotas

Após a aprovação do ensino remoto durante a pandemia, as aulas do período letivo especial da Universidade Federal do Acre (Ufac) começaram no dia 26 de outubro com 7.126 alunos matriculados nos cursos de graduação.

A adesão ao ensino remoto emergencial é facultativa tanto para professores quanto para acadêmicos. Segundo a Ufac, o número de alunos matriculados para o período letivo especial representa quase 80% das matrículas do período regular.

No último dia 30 de novembro, a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) iniciou a entrega de dois mil chips de celulares com internet gratuita para estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica matriculados na Ufac.

O Colégio de Dirigentes do Instituto Federal do Acre (Ifac) também decidiu pela retomada gradual das aulas na instituição a partir do dia 14 de setembro de forma não presencial.

No último dia 25 de novembro, o instituto iniciou a entrega de chips com pacote de dados móveis para estudantes aprovados no edital “Aluno Conectado”.

No primeiro momento, segundo a Diretoria de Assistência Estudantil, 790 alunos receberiam os chips, sendo: 54 do campus Baixada do Sol; 270 chips para Cruzeiro do Sul; 200 para o campus Rio Branco; 70 para Sena Madureira; 113 para Tarauacá; e 83 para o campus Xapuri. Em seguida, deve haver uma nova distribuição para os demais estudantes inscritos na 2ª chamada do edital.

Veja o que diz a Ufac

A Universidade Federal do Acre (Ufac) recebeu a notícia da Portaria n° 1.030, de 1° de dezembro de 2020, do Ministério da Educação (MEC), publicada no Diário Oficial da União nessa quarta-feira, 02 de dezembro de 2020, determinando o retorno das aulas presenciais nas universidades federais de todo o país, a partir de 4 de janeiro de 2021, em meio à segunda onda de crescimento dos casos de COVID-19.

As atividades presencias nos campi da Ufac e no Colégio de Aplicação (Cap) foram suspensas por tempo indeterminado, por meio de decisão do Conselho Universitário (Consu), a partir da Resolução nº 4, de 30 de março de 2020. A decisão considerou o grave momento de emergência sanitária mundial e as orientações da Organização Mundial da Saúde, das autoridades sanitárias locais e as recomendações para o enfrentamento da pandemia pela COVID-19 do Comitê de Prevenção e Contenção ao Coronavírus, da Ufac. Mas, sobretudo, teve como base o princípio mais caro a todos os seres humanos: a preservação da vida.

O cenário de pandemia, infelizmente, permanece agravado pelo aumento de casos, reinfecções e sobrecarga no sistema público de saúde, nos exigindo manter os cuidados e as medidas de distanciamento social. Além disso, a portaria não observa a autonomia universitária de cada Ifes para avaliar as condições e o momento adequado e seguro para retorno gradual das atividades presenciais.

A universidade destaca que permanece acompanhando com bastante atenção e responsabilidade a evolução da pandemia no Estado do Acre, de modo que reitera não ser possível o retorno das aulas presenciais. E defende que não há medida sanitária adotada neste momento que garanta a segurança da comunidade acadêmica, por isso, um retorno apressado e sem as devidas condições sanitárias é descartado.

A Ufac acompanhará atentamente os desdobramentos decorrentes da edição da mencionada portaria, e mantém sua postura de preservação da vida, o respeito com sua comunidade acadêmica, a vinculação de suas decisões com base em evidências científicas e seguirá sempre o caminho que for mais seguro e responsável.

Confira a nota do Ifac

O Instituto Federal do Acre (Ifac), como instituição integrante da Rede Federal de Ensino, vem a público reforçar seu repúdio à Portaria nº 1.030, de 01 de dezembro de 2020, do Ministério da Educação (MEC), como também solicitar sua imediata revogação, conforme justificativas apresentadas pelo Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) e descritas em nota pública.

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Deu no Acremais: pelo menos dois dos oito candidatos que disputam o Governo de Pando, dois são do Agro

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Por Wanglézio Braga

O Departamento de Pando, na Bolívia, que faz fronteira direta com o Brasil pelo Acre, entra no calendário eleitoral de 2026 com eleições marcadas para o dia 17 de março. O pleito vai escolher governador, representantes para o parlamento (Câmara e Assembleia Legislativa), além dos prefeitos municipais. O processo eleitoral em Pando desperta atenção estratégica no Acre, já que o departamento boliviano é um dos principais consumidores de produtos acreanos, especialmente da agricultura familiar, fortalecendo o intercâmbio econômico na fronteira Brasil–Bolívia.

Dos dois candidatos ao governo de Pando, dois possuem ligação direta com o setor do agronegócio. Entre eles está Ana Lúcia, do MTS, atual prefeita de Cobija, que trabalha com a exportação de frutas amazônicas e a industrialização do açaí. Também integra esse grupo Rodolfo Añez Domínguez, da FSUTCP, empresário com atuação na indústria e na exportação de café, atividade que dialoga diretamente com cadeias produtivas do Acre em especial do Alto Acre.

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Acre avança no enfrentamento ao fogo com redução de 77,75% dos focos de calor

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As ações de combate e redução de focos de calor em todo o território acreano vêm sendo intensificadas por meio de um esforço conjunto do Governo Federal e Governo do Estado do Acre com execução através do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Acre e demais órgãos parceiros. A partir da Sala de Situação Operacional, onde inteligência e geoespacialização monitoram as ocorrências em tempo real, os recursos são acionados conforme a necessidade, priorizando as regiões mais afetadas. Este ano, registramos uma redução expressiva de cerca de 77% na densidade de focos de calor em comparação ao mesmo período do ano passado. Em 2024 foram registrados 8.655 focos, enquanto em 2025 esse número caiu para 1.401.As ações de combate e redução de focos de calor em todo o território acreano vêm sendo intensificadas por meio de um esforço conjunto, com financiamento do Governo Federal e execução integrada do Governo do Estado do Acre e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Acre.

Além das ações de combate, tem-se investido fortemente em medidas preventivas e educativas. Somente em 2025, foram realizadas mais de 2 mil atividades preventivas, alcançando diretamente mais de 100 mil pessoas conscientizadas em todo o território acreano. Esse conjunto de esforços fortalece a proteção ao meio ambiente, preserva vidas e garante maior segurança às famílias acreanas.

Atualmente, o Acre conta com 18 bases operacionais distribuídas estrategicamente em todo o estado, garantindo alcance direto em 21 dos 22 municípios. Para dar suporte às ações, são empregados diariamente mais de 150 bombeiros militares em serviço, dentre eles cerca de 100 profissionais dedicados exclusivamente ao enfrentamento dos focos de calor, atividades de proteção ambiental e monitoramento de regiões críticas. Complementando essa estrutura, 36 viaturas estão mobilizadas para assegurar rapidez e eficiência no deslocamento e atendimento das ocorrências. Todos esses dados podem ser acompanhados em tempo real em nosso site na aba Operação Fogo Controlado 2025.

Esses resultados refletem um compromisso coletivo em proteger o meio ambiente e garantir qualidade de vida à população. A integração entre instituições, tecnologia, reforço operacional e ações preventivas demonstra que o enfrentamento ao fogo exige estratégia, união e responsabilidade. Seguimos firmes nesse propósito, reduzindo os impactos das queimadas e construindo um futuro mais sustentável para todos.

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Rio Branco concentra quase 90% dos casos de aids do Acre e lidera taxa de detecção entre capitais

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Foto: Reprodução Agência Brasil

Dados do Ministério da Saúde apontam avanço da doença e aumento da mortalidade no estado na última década

Rio Branco concentrou a maior parte dos casos de aids registrados no Acre em 2024 e aparece entre as capitais brasileiras com as maiores taxas de detecção da doença. De acordo com dados do Ministério da Saúde, divulgados em dezembro de 2025, a capital acreana contabilizou 114 casos no período, com taxa de detecção de 29,4 casos por 100 mil habitantes, índice bem acima da média estadual.

No mesmo ano, o Acre registrou 129 notificações de aids, o que significa que quase 90% dos casos ocorreram em Rio Branco, evidenciando a centralização da epidemia na capital. Em 2025, o número total de registros no estado caiu para 83 casos, indicando uma redução no volume absoluto, embora os desafios no controle da doença permaneçam.

Os dados também revelam um cenário preocupante em relação à mortalidade. Entre 2014 e 2024, enquanto o Brasil apresentou uma queda de 37% na taxa padronizada de mortalidade por aids, o Acre registrou aumento de 34,8%, figurando entre as quatro unidades da federação com crescimento desse indicador.

Outro ponto de alerta é o avanço da taxa de detecção no estado. Em uma década, o Acre teve aumento de 65,9%, um dos maiores do país. Em 2024, a taxa estadual foi de 14,6 casos por 100 mil habitantes, enquanto Rio Branco apresentou índice praticamente duas vezes maior, reforçando o papel da capital como principal foco da doença no estado.

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