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Três policiais civis são condenados por tortura durante cumprimento de mandado de prisão em Rio Branco

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Caso ocorreu em fevereiro de 2018, no bairro Ilson Ribeiro. Segundo denúncia, durante cumprimento de mandado, policiais teriam dado socos em dois homens, além de mata-leão, sufocamento, chutes nas costelas e outras agressões.

Três policiais civis são condenados por tortura durante cumprimento de mandado de prisão em Rio Branco — Foto: Alcinete Gadelha/G1

Três policiais civis são condenados por tortura durante cumprimento de mandado de prisão em Rio Branco — Foto: Alcinete Gadelha/G1

Três policiais civis foram condenados pelo crime de tortura contra duas pessoas. O crime ocorreu em fevereiro de 2018, no bairro Ilson Ribeiro, em Rio Branco, durante um cumprimento de mandado de prisão.

Entre os condenados estão os policiais Cayo Willian Castro Fernandes, que levou uma pena de 3 anos e 4 meses, Jacicley Martins de Souza e Rodomilson Rodrigues de Araújo, que pegaram 3 anos e 4 meses de reclusão cada um. Todos devem iniciar o cumprimento da pena em regime inicial semiaberto.

Os três policiais tiveram decretada a perda do cargo público e interdição para exercer cargo, função, emprego público pelo dobro da pena aplicada. O g1 não conseguiu contato com a defesa dos policiais. A decisão é da juíza Louise Kristina, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco.

O delegado-geral da Polícia Civil, Henrique Maciel, disse que iria verificar se a pasta foi notificada da decisão judicial. Mas adiantou que, caso chegue a determinação da Justiça para que os agentes sejam retirados dos cargos, essa medida será tomada.

Conforme o processo, durante um cumprimento de mandado de prisão, os policiais teriam dado socos em dois homens, além de mata-leão, sufocamento, chutes nas costelas, apontado armas contra eles e outras agressões. A defesa, segundo consta nos autos, disse que os agentes de segurança estavam em operação, que cercaram uma casa e as duas vítimas tentaram fugir do local e, por isso, houve luta corporal.

Na decisão, a magistrada pontuou que os depoimentos das vítimas e das testemunhas que estavam no local durante o fato indicaram a responsabilidade dos policiais.

“O conjunto probatório não deixa dúvida de que os réus, na condição de policiais civis, praticaram o delito de tortura contra as vítimas, estando presente o elemento volitivo – fazer as vítimas sofrerem fisicamente para obter confissão de outros crimes”, descreveu a juíza no documento.

A sentença traz ainda as contradições nos depoimentos dos três policiais, ainda foi destacado que mesmo que tivesse ocorrido luta corporal, ou legitima defesa, as lesões causadas são ‘desproporcionais’, diante do fato que havia vários policiais cercando a residência.

“O fato é que o laudo de corpo de delito aponta que [uma das vítimas] sofreu lesões, sendo desproporcional a alegação de que foi em legítima defesa ou para impedi-lo de fugir, já que, destaca-se mais uma vez, a casa estava cercada de policiais, estando a vítima, inclusive, desarmada, pois havia escondido o revólver dentro da casa”, diz a magistrada na sentença.

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Imagem inédita mostra últimos dias de Mestre Irineu Serra antes da morte em junho de 1971

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Fotografia rara de 1971 foi restaurada e revela trajeto do líder espiritual rumo ao Alto Santo dias antes de falecer

Uma fotografia inédita de Raimundo Irineu Serra (1892–1971), conhecido como Mestre Irineu ou Juramidã, lança nova luz sobre os últimos dias do líder espiritual. O registro, cuja autoria é desconhecida, foi preservado por décadas em um monóculo com imagem em cromo.

Considerado o último retrato do líder, a imagem foi captada na tarde de 23 de junho de 1971, quando ele seguia para o Centro de Iluminação Cristã Luz Universal — Alto Santo, onde participaria do hinário de São João. Treze dias depois, ele morreria.

Na ocasião, Mestre Irineu havia saído de casa e passava em frente à residência de sua cunhada, dona Heloísa, responsável por guardar o monóculo que conservou a fotografia ao longo dos anos.

Durante o processo de digitalização, o responsável pela restauração identificou uma inconsistência na orientação original da imagem. Inicialmente mantida conforme o suporte físico, a foto sugeria que o líder subia o terreno. No entanto, relatos e a comparação com outros registros indicaram que o percurso era, na verdade, de descida.

A partir dessa análise, a imagem foi corrigida por meio de inversão horizontal, buscando maior fidelidade à cena original.

No registro, Mestre Irineu aparece apoiado em um bastão, carregando uma toalha branca no braço direito e um charuto entre os dedos. O terno de linho, segundo relatos, era cuidadosamente mantido por sua esposa, Peregrina Gomes Serra, que ainda preserva objetos pessoais do líder, como o bastão e as botas.

A divulgação apresenta tanto a versão original quanto a restaurada, tratada com o auxílio de recursos contemporâneos de inteligência artificial.

O material também reacende o debate sobre a autenticidade de imagens atribuídas ao líder religioso que circulam na internet. Segundo o responsável pela restauração, muitas dessas fotografias são adulteradas ou não correspondem a registros reais de Mestre Irineu.

Jornalista Altino Machado com acesso à última foto do Mestre Irineu Serra, datada em 1971 e faz um relato do retrato derradeiro do fundador da doutrina do Daime. Foto: captada

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Mesmo com 0,4% do eleitorado, votos do Acre influenciam divisão bilionária entre partidos

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Desempenho nas eleições para deputado federal impacta acesso ao Fundo Partidário e ao Fundo Eleitoral em todo o país

Apesar de representar cerca de 0,4% do eleitorado brasileiro, o Acre exerce influência direta na distribuição de recursos públicos entre partidos políticos em todo o país. O desempenho nas eleições para a Câmara dos Deputados é um dos principais critérios para definir o acesso ao Fundo Partidário e ao Fundo Eleitoral, pilares do financiamento político no Brasil.

Em 2025, o Fundo Partidário somou R$ 1,1 bilhão. Desse total, 95% são distribuídos proporcionalmente aos votos obtidos pelos partidos para deputado federal, enquanto os 5% restantes são divididos igualmente entre as siglas registradas. Nesse cenário, mesmo estados com menor população, como o Acre, contribuem para o resultado nacional das legendas e, consequentemente, para o volume de recursos que recebem.

Desde a reforma eleitoral de 2017, o acesso aos recursos públicos está condicionado à chamada cláusula de desempenho. Para ter direito aos fundos, os partidos precisam alcançar ao menos 3% dos votos válidos em âmbito nacional ou eleger um mínimo de 15 deputados federais.

A regra tem reduzido o número de partidos com acesso ao financiamento público e ampliado a concentração de recursos em siglas maiores. No Acre, o efeito é percebido na maior presença de partidos com estrutura nacional consolidada, enquanto legendas menores enfrentam dificuldades para se manter competitivas.

Com a proibição do financiamento empresarial desde 2015, os recursos públicos passaram a ser a principal fonte de sustento das siglas. O cenário também tem estimulado fusões e federações partidárias como estratégia para garantir acesso ao financiamento e ao tempo de propaganda eleitoral.

Nesse contexto, cada voto registrado no Acre ganha peso adicional ao contribuir diretamente para o cálculo que define a divisão de recursos políticos em todo o Brasil.

Os votos do Acre contribuem para o desempenho nacional das legendas e influenciam o volume de recursos que elas recebem nos anos seguintes. Foto: captada 

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Morre em Sena Madureira o taxista “Pantico” após suspeita de infarto neste domingo

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Figura conhecida na cidade, Martins teve a morte lamentada por moradores e colegas nas redes sociais

Pantico era bastante conhecido no meio da profissão no estado e na comunidade, especialmente pelo trabalho como taxista. Foto: captada 

Faleceu neste domingo (29), em Sena Madureira, o taxista Martins, conhecido popularmente como “Pantico”. Ele estava internado no hospital do município, onde recebia atendimento médico.

De acordo com informações preliminares, Martins teria sofrido um infarto. Apesar dos esforços da equipe de saúde, ele não resistiu.

A morte gerou comoção entre amigos, colegas de profissão e moradores da cidade. Nas redes sociais, diversas mensagens destacaram a trajetória e a popularidade de Pantico, que era bastante conhecido na comunidade pelo trabalho como taxista.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o velório e o sepultamento.

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