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TCU ameaça BC no caso Master

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Tribunal rejeita explicações, dobra aposta e admite medida cautelar

Fachada do Banco Master na cidade de São Paulo, nesta terça-feira, 18 de novembro de 2025. • WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO

O Tribunal de Contas da União deixou claro que não se deu por satisfeito com as explicações do Banco Central sobre a liquidação do Banco Master, dobrou a aposta no embate institucional e passou a ameaçar a autoridade monetária com a adoção de uma medida cautelar.

Em despacho, o ministro Jhonatan de Jesus afirma que, para avaliar a “regularidade do processo decisório” do BC, é indispensável realizar uma “inspeção” mais profunda com o objetivo de reconstruir o “caminho das decisões” e conferir se elas foram “motivadas, coerentes e proporcionais”.

O ministro deixou explícito que não está descartada a adoção de uma medida cautelar contra o Banco Central, caso as decisões tomadas durante a liquidação comprometam a apuração do caso ou produzam “danos irreversíveis”. No mesmo despacho, ele ressalta que o TCU não pretende “substituir” o BC no julgamento técnico da liquidação, mas quer verificar se o processo foi bem conduzido.

A inspeção foi determinada com urgência. O foco está na possibilidade de “omissão” ou de “reação tardia” diante de sinais claros de deterioração financeira. Segundo o tribunal, a liquidação de uma instituição com grande capilaridade e passivos elevados pode gerar “efeitos em cadeia” no sistema financeiro e pressionar o Fundo Garantidor de Créditos.

Entre os pontos mais sensíveis está a análise de soluções privadas que envolviam o Fundo Garantidor de Créditos e possíveis compradores. O tribunal quer saber se essas opções foram de fato “examinadas” ou descartadas sem análise suficiente.

Outro foco central é o período imediatamente anterior à liquidação, nos dias 17 e 18 de novembro de 2025. O TCU pretende apurar se propostas apresentadas às vésperas da decisão final foram analisadas com o cuidado necessário ou deixadas de lado em um momento marcado por decisões rápidas e de “difícil reversão”.

Para o ministro Jhonatan de Jesus, atos praticados durante a liquidação podem “esvaziar o controle” do TCU antes mesmo da conclusão da análise. Esse argumento explicita o esforço do ministro para manter algum grau de controle sobre decisões já tomadas pelo Banco Central, movimento que é alvo de questionamentos, mas que revela o desconforto do órgão de controle com a condução do caso e a conotação política do caso.

A inspeção determinada pelo ministro busca ir além da versão institucional apresentada pelo Banco Central. O despacho também cita reportagens na imprensa que levantaram dúvidas sobre a existência de divergências internas entre diretores do Banco Central durante a condução do caso. O relator afirma que esse ponto precisa ser apurado porque eventuais “posições técnicas conflitantes”, se não devidamente enfrentadas e documentadas, podem comprometer a “credibilidade” e a “coerência” das decisões do regulador.

O TCU quer ter acesso direto a documentos internos do Banco Central, como notas técnicas, pareceres, registros de reuniões e decisões colegiadas. A partir desse material, o tribunal pretende verificar se a autoridade monetária agiu no tempo certo, se avaliou “alternativas menos drásticas” à liquidação.

Fonte: CNN

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Brasil

Economia do Acre cresce 327% em 30 anos e fica entre as que mais avançaram no Brasil

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Estudo aponta que estado teve desempenho superior à média nacional entre 1995 e 2025 e ocupa a 10ª posição no ranking de crescimento econômico.

A economia do Acre registrou crescimento real de 327,3% entre 1995 e 2025, desempenho superior à média brasileira no período e que coloca o estado entre os dez que mais expandiram suas economias nas últimas três décadas. Os dados fazem parte de um estudo divulgado na última segunda-feira (9) pela plataforma Brasil em Mapas, que analisou a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) das 27 unidades da federação ao longo de 30 anos.

De acordo com o levantamento, enquanto o PIB real brasileiro acumulou expansão de 222,2% no período, o crescimento acreano foi significativamente maior. No ranking nacional, o estado aparece na 10ª colocação entre os que mais cresceram no país.

O estudo foi elaborado com base em dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Banco Central do Brasil, corrigidos pela inflação por meio do deflator do PIB, metodologia que permite comparar a evolução econômica real dos estados ao longo do tempo.

Salto no tamanho da economia

Os dados mostram que a economia acreana ampliou significativamente sua escala desde meados da década de 1990. Em valores nominais, o PIB do estado saltou de R$ 1,237 bilhão em 1995 para R$ 31,155 bilhões em 2025, segundo as estimativas apresentadas no estudo.

Apesar da expansão expressiva, o peso da economia do Acre no cenário nacional ainda é reduzido. Em 2025, o estado respondeu por cerca de 0,25% de todo o PIB brasileiro, evidenciando a forte concentração econômica em unidades federativas de maior porte.

Norte ganha protagonismo

O levantamento aponta que o crescimento do Acre acompanha uma tendência mais ampla observada na Região Norte. Segundo o estudo, a região registrou crescimento médio de 354% entre 1995 e 2025, ficando atrás apenas do Centro-Oeste, que liderou a expansão econômica no país com média de 408% no mesmo período.

De acordo com os pesquisadores, esse avanço está relacionado à expansão de novas fronteiras econômicas, à interiorização da produção e ao aumento da participação de atividades ligadas ao agronegócio, à exploração de recursos naturais e ao setor de serviços.

Mudanças no mapa econômico

O estudo também destaca que as últimas três décadas provocaram mudanças na dinâmica econômica brasileira. Estados historicamente mais industrializados passaram a crescer em ritmo mais moderado, enquanto regiões antes consideradas periféricas ganharam maior protagonismo.

Entre os estados com maior expansão no período estão Mato Grosso (661%), Tocantins (593,8%) e Mato Grosso do Sul (486,4%), impulsionados principalmente pelo avanço do agronegócio. Na outra ponta do ranking, o Distrito Federal registrou o menor crescimento do país, com 126,9%.

Apesar dessas transformações, a concentração econômica ainda permanece elevada. Em 2025, São Paulo continuava sendo o principal polo econômico do país, responsável por cerca de 31% de todo o PIB nacional.

Para os autores do estudo, os dados mostram que o Brasil avançou em crescimento econômico nas últimas décadas, mas ainda enfrenta o desafio de reduzir as desigualdades regionais e transformar a expansão econômica em desenvolvimento mais equilibrado entre os estados.

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Anvisa libera medicamentos para diabetes e câncer de mama

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou novos medicamentos para o tratamento do diabetes tipo 1, para o câncer de mama e para o angioedema hereditário. Os registros foram publicados no Diário Oficial da União (DOU) na última segunda-feira (9).

A agência aprovou o Tzield® (teplizumabe), indicado para retardar o início do diabetes tipo 1, estágio 3, em pacientes adultos e pediátricos com 8 anos de idade ou mais que já estejam no estágio 2. O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune grave e de longa duração, que costuma se manifestar na infância e pode gerar aumento de complicações, como doenças cardíacas, renais e oculares.

Também foi aprovado o Datroway®, indicado para o tratamento de pacientes adultos com câncer de mama irressecável ou metastático, com receptor hormonal positivo e HER2 negativo, que já tenham se submetido a terapia endócrina e a pelo menos uma linha de quimioterapia para doença irressecável (que não pode ser removida completamente por cirurgia) ou metastática (que se espalhou do local original para outras partes do corpo).

O Andembry® (garadacimabe) também teve o registro aprovado. O medicamento é indicado para prevenção do angioedema hereditário (AEH). A doença genética é considerada rara e causa inchaços (edemas) repentinos e dolorosos em diversas partes do corpo, que podem afetar de forma recorrente a pele, as mucosas e os órgãos internos.

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Endividamento das famílias chega a 80,2%, o maior da série histórica

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Imagem colorida de Cartão de crédito: novas regras para rotativo estão valendo

O percentual de endividamento das famílias chegou a 80,2%  em fevereiro deste ano, de acordo com a nova pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada nesta quarta-feira (11/3). O número representa o maior índice da série histórica.

Em comparação com fevereiro de 2025, o índice apresenta um crescimento de 3,8 pontos percentuais — era de 76,4% há um ano. Em relação ao mês de janeiro deste ano, houve crescimento de 0,7 ponto percentual — era de 79,5%.

O índice de endividamento consiste nas famílias que relataram ter dívidas a vencer em cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa.

19,7% dos entrevistados pela CNC em fevereiro afirmaram não ter dívidas. Em janeiro, eram 20,5%.

O endividamento recorde das famílias está acompanhado de aumento na inadimplência. Após três meses de retração, o índice voltou a aumentar, atingindo 29,6% dos entrevistados. A taxa é a maior desde novembro do ano passado (30%).

Embora tenha sido registrado aumento no endividamento e na inadimplência de janeiro para fevereiro, houve recuo no percentual de famílias que não terão condições de pagar as dívidas em atraso. A redução foi sensível, de 0,1 ponto percentual, com o índice atingindo 12,6%.

A pesquisa mostra que todas as faixas de renda apresentaram aumento no endividamento. Mas essa variação foi mais importante nas famílias com renda acima de cinco salários.

Famílias endividadas por faixa de renda:

  • 0 a 3 salários mínimos: 82,9%
  • 3 a 5 salários mínimos: 82,9%
  • 5 a 10 salários mínimos: 78,7%
  • mais do que 10 salários mínimos 69,3%

Comprometimento da renda

A parcela dos consumidores que tem mais da metade da renda vinculada a dívidas ficou estável, em 19,5%, após registrar alta por dois meses consecutivos.

Para 56,1% das famílias, o comprometimento da renda com dívidas varia de 11% a 50%. No entanto, o percentual médio de comprometimento da renda com dívidas ficou em 29,7% em fevereiro deste ano. No mesmo mês de 2025, o resultado foi de 29,9%.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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