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Suprema Corte dos EUA apoia pais religiosos e dispensa alunos de aulas que abordem livros com conteúdo LGBTQIA+

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Decisão vai ao encontro do movimento de Trump para reverter conquistas desta comunidade e tem potencial para tornar as escolas públicas menos inclusivas

Livros com personsagens LGBTQIA+ que protagonizam disputa entre pais católicos e muçulmanos e o governo de Maryland na Suprema Corte dos EUA desde abril de 2025. Foto: Pablo Martinez Monsivais

Uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos pode tornar as escolas públicas americanas menos inclusivas, ao permitir que os pais retirem seus alunos das aulas sempre que o material didático abordar livros com personagens LGBTQIA+.

A maioria conservadora do tribunal (6 a 3) apoiou um grupo de pais religiosos do condado de Montgomery, em Maryland, que questionavam o conteúdo de seis livros de histórias, aprovados pelo distrito educacional.

Os temas envolvem personagens gays e transgênero e foram incluídos em 2022 como material em escolas de ensino fundamental, numa tentativa de abordar a diversidade: dois homens se apaixonam em “O Príncipe e o Cavaleiro”; Penélope questiona a identidade de gênero ao contar à mãe que é um menino em “Nascido pronto”.

O conteúdo não agradou a uma parcela de pais muçulmanos, católicos e cristãos ortodoxos, que alegaram não ter meios para proteger os filhos. O grupo invocou o direito assegurado pela Primeira Emenda, de exercer livremente suas crenças religiosas, acirrando o debate sobre a exposição de crianças à literatura e cultura LGBTQIA+.

O caso evidenciou um tribunal ideologicamente dividido em questões sociais. Em sua decisão, o juiz conservador Samuel A. Alito Jr. considerou que a introdução de livros de histórias que chamou de “inclusivos LGBTQ+” impõe um ônus inconstitucional aos direitos dos pais ao livre exercício de sua religião.

“Os pais demonstraram, portanto, que têm probabilidade de obter sucesso em suas reivindicações de livre exercício”, acrescentou Alito, determinando que o condado de Montgomery deve notificar os responsáveis com antecedência sempre que um dos livros for usado para permitir que os filhos sejam dispensados da aula.

Em minoria, a ala progressista da corte resumiu a divergência à decisão, num resumo lido pela juíza Sonia Sotomayor: “ Ela ataca a premissa central das escolas públicas, de que as crianças podem se reunir para aprender não os ensinamentos de uma fé específica, mas uma variedade de conceitos e pontos de vista que refletem toda a nossa sociedade.”

Este caso aglutina direitos dos pais e liberdade religiosa e se encaixa no momento do país, em que os conservadores, liderados pelo presidente Donald Trump, tentam reverter as conquistas políticas e culturais da comunidade LGBTQIA+ em diversos setores.

Mais especificamente nas escolas públicas, tem potencial para criar um ambiente hostil e discriminatório entre alunos, amplificando o bullying e a violência.

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Presidente da CPMI notifica Coaf sobre quebra de sigilo de Lulinha

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HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
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O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse, nesta sexta-feira (27/02), que já notificou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”.

Na quinta-feira, o colegiado aprovou a transferência de informações bancárias e telemáticas do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A cúpula da CPMI disse ter notificado o Coaf no mesmo dia da votação. Ainda segundo o senador, o prazo de envio é de cinco dias úteis.

A votação foi contestada pela base do governo, que alegou se tratar de uma manobra fraudulenta da oposição na comissão. O pleito se deu em votação simbólica e em bloco, ou seja, vários requerimentos foram votados de uma única vez.

Governistas alegam que tinham 14 parlamentares em pé se manifestando contra os requerimentos que estavam sendo votados, enquanto Viana diz que contou somente sete e deu os requerimentos por aprovados. A votação acabou em uma briga generalizada.

A palavra final, porém, deverá ser do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que foi acionado pelo governo sobre a suposta fraude. Nesta sexta, o senador amapaense solicitou as imagens do colegiado para tomar uma decisão.

“Todos os requerimentos aprovados foram formalizados e encaminhados ainda ontem, sem qualquer atraso ou postergação. A CPMI cumpre rigorosamente suas decisões e seguirá executando cada medida aprovada pelo colegiado, com transparência, responsabilidade e estrita observância legal”, disse Carlos Viana em publicação nas redes sociais.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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STF determina cumprimento imediato de decisões sobre penduricalhos

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Breno Esaki/Metrópoles
Gilmar Mendes concede entrevista ao Metrópoles. Brasília (DF),

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta sexta-feira (27/2), que todos os Ministérios Públicos estaduais cumpram de imediato as decisões da ADI 6.606 que limitam o pagamento de verbas retroativas, chamadas de “penduricalhos”. Além disso, ele pediu especificamente ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) informações sobre descumprimento das decisões dadas por ele.

O decano destacou a proibição expressa de qualquer tipo de adiantamento de verbas. A decisão diz que apenas podem ser pagos valores retroativos já reconhecidos administrativamente e que estivessem previamente programados no cronograma original, respeitando as disponibilidades orçamentárias existentes.

Gilmar Mendes requisitou, , informações do MPRJ, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) sobre o cumprimento das ordens judiciais.

O despacho reforça que as instituições estão proibidas de realizar reprogramações financeiras que visem concentrar, acelerar ou ampliar desembolsos. Também não é permitida a inclusão de novas parcelas ou de beneficiários que não constasse no planejamento original.

O ministro Gilmar Mendes alertou que qualquer desobediência será considerada ato atentatório à dignidade da Justiça. O descumprimento poderá acarretar investigações nas esferas administrativa, disciplinar e penal, além da obrigação de devolução imediata dos valores pagos indevidamente.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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CPI vai “enfrentar” decisão de Gilmar sobre empresa ligada a Toffoli

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Pedro França/Agência Senado
Senador Alessandro Vieira (MDB-SE)

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), disse nesta sexta-feira (27/2) que irá “enfrentar” a decisão do ministro  Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que inutilizou eventuais dados enviados ao colegiado sobre a Maridt, empresa ligada ao colega Dias Toffoli.

“O Brasil recebe com grande preocupação a decisão do ministro Gilmar Mendes que anulou a quebra de sigilo da Maridt, empresa dos irmãos Toffoli. Como relator da CPI do Crime Organizado, informo que vamos enfrentar esta decisão em todas as instâncias possíveis”, declarou o senador em nota enviada à imprensa.

As quebras dos sigilos bancário, fiscal e telemático haviam sido aprovadas pela CPI na última quarta-feira (25/2). Segundo Vieira, a empresa “evitou o relator e a livre distribuição, optando por peticionar diretamente Mendes nos autos de um mandado de segurança arquivado desde março de 2023”.

O parlamentar afirmou que o processo foi desarquivado, a petição foi aceita e a quebra de sigilo determinada pela CPI acabou anulada, com posterior arquivamento do caso. “Trata-se de flagrante absurdo”, diz ele.

O relator acrescentou que o conjunto de decisões judiciais e movimentações financeiras levanta suspeitas relevantes e exige o aprofundamento das investigações. “Desse emaranhado de decisões judiciais consideradas atípicas e de movimentações financeiras milionárias e suspeitas, impõe-se uma conclusão: este escândalo é grande demais para ser empurrado para debaixo do tapete”, disse.

Entenda a decisão

Entre as medidas da decisão de Gilmar, determina-se a “imediata inutilização/destruição do conteúdo; subsidiariamente, que se determine a custódia do material sob sigilo, com restrição de acesso e vedação de qualquer compartilhamento interno ou externo, sob pena de sujeitar os responsáveis às sanções penais, administrativas e cíveis cabíveis”.

A medida foi determinada em um recurso apresentado pela empresa ao Supremo. Para Gilmar, a CPI descumpriu e extrapolou o escopo da investigação definido no ato de criação do colegiado.

A Maridt aparece como intermediária na relação entre familiares do ministro Dias Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, alvo de investigação por suspeita de fraude financeira.

De acordo com investigações, a empresa ligada à família do magistrado negociou a venda de participações no resort Tayayá, situado em Ribeirão Claro (PR), para fundos de investimento associados ao banco.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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