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Servidora pública é vítima de intolerância religiosa nas redes sociais

“O que minha família e eu estamos passando já é muito difícil, e ainda temos que lidar com gente querendo colocar a ‘culpa’ na minha religião. É inacreditável”

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Cezar Negreiros

A servidora do Instituto Penitenciário do Acre (Iapen), Larissa Sppezápria, foi surpreendida nesse fim semana por um ato de intolerância religiosa nas redes sociais. Com dois irmãos e o padrasto enfermos por causa da covid-19, ela chegou pedir boas energias para superar as dificuldades que a sua família estava passando, quando foi questionada por um internauta com a seguinte declaração: “Cadê teus santo? kkkkkkkkk (sic)”

Em seguida, outro internauta sugere: “Pede para o Diabo te salvar e salvar a tua família, macumbeira”. A advogada Larissa Sppezápria usa a sua página pessoal no facebook para professar a sua fé na religião de matriz africana, pois congrega na Tenda de Umbanda Luz da Vida.

Sempre compartilha conteúdos sobre o sincretismo religioso, com o objetivo de combater o preconceito de determinados setores conservadores das comunidades cristãs fundamentalistas. Disse que não consegue entender o quanto as pessoas podem ser ruins. “O que minha família e eu estamos passando já é muito difícil, e ainda temos que lidar com gente querendo colocar a ‘culpa’ na minha religião. É inacreditável”, desabafou.

Diante das agressões patrocinadas pelos internautas, o Instituto Ecumênico Fé e Política do Acre (IEFP/AC) emitiu uma nota lamentando os ataques de cunho religioso. O documento faz a seguinte ressalva: “Firmado no respeito, na valorização e no fortalecimento do diálogo inter-religioso como base de uma sociedade justa e democrática, o IEFP/AC vem a público externar seu mais veemente repúdio ao ataque insano dirigido contra a Filha de Santo Larissa Sppezápria, da Tenda de Umbanda Luz da Vida, ocorrido na última sexta-feira (dia 21)”.

“Por este motivo, foi violentamente atacada nas redes sociais por pessoa movida pelo ódio e pela intolerância. Atos daquela espécie merecem o repúdio das pessoas de bem, que buscam construir a paz e a fraternidade”, destaca a nota. O Instituto encerra pedimos que as autoridades competentes façam justiça e que o crime cometido seja reparado. E assim, a sociedade possa dar mais um passo rumo à liberdade e à dignidade humana. “Força Larissa, Vida e Paz a Tenda de Umbanda Luz da Vida e a todos os focos da Luz Divina neste planeta!”

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Após sucesso de atendimentos, Polícia Civil retorna a escola e amplia emissão gratuita da CIN em Rio Branco

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Devido ao sucesso e à grande demanda pelos serviços ofertados na emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), a equipe do Instituto de Identificação da Polícia Civil do Acre (PCAC) retornou à Escola Estadual Doutor Pimentel Gomes, neste sábado, 14, no bairro São Francisco, em Rio Branco, e realizou mais 50 atendimentos à população. Todos os serviços foram prestados de forma totalmente gratuita, reforçando o compromisso da instituição com o acesso à cidadania.

Mais de 150 atendimentos foram realizados nas duas etapas da ação no bairro São Francisco. Foto: cedida

A primeira ação ocorreu no último dia 7 de fevereiro, durante a programação do Juntos Pelo Acre, quando o Instituto de Identificação contabilizou 108 atendimentos ao público na mesma unidade de ensino. Diante da alta procura e da necessidade da comunidade, a PCAC decidiu promover o retorno da equipe para assegurar que mais pessoas pudessem emitir o novo documento oficial.

O programa Juntos Pelo Acre é coordenado pela vice-governadora Mailza Assis e tem como objetivo levar serviços essenciais diretamente às comunidades, especialmente às regiões com maior vulnerabilidade social. A iniciativa integra diversos órgãos estaduais, promovendo cidadania, inclusão social e acesso facilitado a direitos básicos, como documentação civil, atendimentos de saúde e orientações jurídicas, fortalecendo a presença do Estado junto à população.

Vice-governadora Mailza Assis coordena o programa Juntos Pelo Acre, que leva cidadania e serviços essenciais à população. Foto: Dharcules Pinheiro/Secom

O diretor do Instituto de Identificação, Júnior César, destacou a importância da ação. “A grande procura demonstra o quanto a população precisa desse serviço. Nosso compromisso é garantir que todos tenham acesso à Carteira de Identidade Nacional, um documento fundamental para o exercício pleno da cidadania. Retornar à escola foi uma forma de atender essa demanda e assegurar que ninguém ficasse sem o documento”, afirmou.

Já o delegado-geral da PCAC, Dr. José Henrique Maciel, ressaltou o papel social da instituição. “A Polícia Civil também exerce uma função cidadã. Ao levarmos a emissão gratuita da CIN às comunidades, estamos promovendo dignidade, inclusão e fortalecendo a política pública de acesso à documentação básica para todos os acreanos”, enfatizou.

 

Fonte: Conteúdo republicado de POLÍCIA CIVIL - GERAL

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Mulher é assassinada 12 horas após ter medida protetiva contra marido

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PCBA
Imagem colorida de policiais civis

Uma mulher foi assassinada na sexta-feira (13/2), poucas horas após denunciar o companheiro por violência doméstica, na cidade de Ipirá, no Centro-Norte da Bahia.

Liliane Bastos Azevedo, de 25 anos, foi esfaqueada pelo marido, Aroldo Cintra Aragão, por volta das 14h, cerca de 12 horas depois de ter sido agredida e ameaçada ao se recusar a manter relações sexuais com ele.

Durante a madrugada, Liliane registrou boletim de ocorrência por violência doméstica no site da Delegacia Virtual e solicitou medida protetiva de urgência, prevista na Lei Maria da Penha.

Leia reportagem completa no Correio.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Câmara Criminal mantém condenação de agricultor por homicídio na Transacreana

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Por maioria, desembargadores rejeitam recurso da defesa e confirmam pena de mais de 18 anos em regime fechado

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre manteve, por maioria absoluta, a condenação do agricultor Marcos Antônio Duarte do Nascimento, preso pelo assassinato do peão de fazenda Anderson Felício, de 42 anos. A decisão rejeitou o recurso apresentado pela defesa, que pedia a alteração da dosimetria da pena. Com o julgamento, permanece válida a sentença de 18 anos, 7 meses e 15 dias de prisão em regime fechado.

Marcos Antônio foi condenado em 2025 pelo Conselho de Sentença da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco. Conforme o processo, ele matou o colega de trabalho com um golpe de foice que partiu a cabeça da vítima ao meio, causando morte imediata. O crime ocorreu em uma fazenda localizada no Ramal do Maninho, no km 90 da rodovia AC-90, conhecida como Transacreana.

De acordo com as investigações, autor e vítima eram amigos e trabalhavam na mesma propriedade rural. Na noite de 8 de outubro de 2024, após ingerirem bebida alcoólica, os dois discutiram por motivos considerados fúteis. A briga evoluiu para agressões físicas, momento em que Marcos Antônio pegou uma foice e desferiu um único golpe fatal contra o amigo.

Após o crime, o acusado fugiu e foi preso no dia seguinte por investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa do Acre (DHPP). Durante o flagrante, alegou ter agido em legítima defesa. Mesmo assim, foi levado a julgamento em agosto de 2025 e condenado.

A defesa recorreu à Câmara Criminal com o objetivo de modificar a dosimetria da pena, alegando ausência de fundamentação adequada na valoração negativa das circunstâncias judiciais aplicadas na primeira fase da sentença.

Ao votar pelo desprovimento do recurso, o relator destacou que a personalidade do condenado foi considerada negativa com base em elementos concretos constantes nos autos, que indicaram periculosidade e frieza. O magistrado ressaltou ainda que, conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça, não há necessidade de laudo técnico para essa avaliação.

O relator também apontou que as circunstâncias do crime foram corretamente avaliadas de forma negativa, em razão da crueldade empregada e do uso de instrumento de alta letalidade. Segundo o voto, a pena-base foi fixada com fundamentação adequada e dentro dos limites de discricionariedade do juiz sentenciante. O entendimento foi acompanhado pelos demais desembargadores.

Com a decisão, Marcos Antônio Duarte do Nascimento permanece preso e segue cumprindo pena em regime fechado.

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