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Cotidiano

Sancionada minirreforma do governo que cria mais uma secretaria e turbina salário de militares no Acre

Alteração administrativa no Poder Executivo, proposta pelo governador Gladson Cameli, foi publicada na edição desta segunda-feira (5) do DOE, após aprovação na Aleac.

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Minirreforma do governo do Acre cria mais uma secretaria e turbina salário de militares – Foto: Diego Gurgel/Secom

Por Iryá Rodrigues

O governador Gladson Cameli sancionou a lei complementar que prevê uma minirreforma na administração do Poder Executivo. O novo texto foi publicado na edição desta segunda-feira (5) do Diário Oficial do Estado (DOE).

A proposta de alteração administrativa, apresentada pelo próprio governador, tinha sido apresentada na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) e aprovada por unanimidade, na quarta-feira (30), pelos deputados estaduais.

A minirreforma prevê a criação da Casa Militar, que deixa de ser gabinete militar, e passa a ter status de secretaria. Com isso, os cargos de chefe e subchefe da Casa Militar vão ter um aumento nos salários, uma vez que foram criadas duas novas nomeações.

Turbinada nos salários

Em números reais, o salário do chefe da Casa Militar, que atualmente é ocupado pelo coronel Amarildo Martins e que passa a ter status de secretário, sai de R$ 19 mil para R$ 24 mil.

Já o subchefe do órgão, coronel Carlos Augusto Negreiros, passa a receber R$ 19 mil, e não mais R$ 16 mil. Com a alteração, o salário do chefe de gabinete do governador, coronel José Messias, sai de R$ 19 mil para R$ 24 mil.

A proposta também trouxe a extinção de 10 cargos comissionados de nível 1, de R$ 1,5 mil. Com isso, dos 330 CECs 1, o estado passa a ter 320. Segundo o governo, não houve demissões, uma vez que esses cargos estavam vagos.

Outras mudanças

Outros órgãos públicos que passaram por mudanças em suas siglas foram a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Com a minirreforma, a pasta passa a se chamar Secretaria de Estado do Meio Ambiente e das Políticas Indígenas (Semapi), após o acréscimo da política pública indígena em seu gerenciamento.

Na área de Infraestrutura, o Departamento Estadual de Água e Saneamento (Depasa) vai ficar sob o comando da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra). Já o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AC), que estava vinculado a esse setorial, retorna para o rol de órgãos ligados à Segurança Pública.

Criação de secretaria

Na semana passada, o governador Gladson Cameli já havia feito mudanças no governo. Na segunda-feira (28) foi criada a Secretaria Extraordinária de Assuntos Governamentais (Segov).

Além disso, o governo fez mudanças na Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) com a saída do secretário Alysson Bestene, e na Secretaria de Infraestrutura do Acre (Seinfra), que também teve a saída do secretário ítalo Medeiros. Ambos assumem a Segov.

De acordo com o decreto que cria o novo órgão dentro do governo de Gladson Cameli, a Segov tem como objetivo auxiliar o governador na coordenação política do governo; intermediar o relacionamento do governo com poderes políticos, órgãos e entidades governamentais e sociedade civil; e favorecer a interlocução do governo com diferentes segmentos sociais.

Além disso, a nova secretaria tem o intuito de trabalhar políticas públicas, programas e projetos junto às comunidades e organizações; ações junto aos órgãos e entidades do Poder Executivo; e mecanismos de diálogo com sociedade civil, entes federais e municipais, dentre outros.

Mudanças no governo Gladson

Com a mudança nas duas secretarias, chega a 12 o número de secretários exonerados no governo de Gladson Cameli, num período de mais de dois anos. Entre as exonerações estão a de Edivan de Azevedo, servidor de carreira do Estado e vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre (Faeac), da Secretaria de Produção e Agronegócio do Acre (Sepa).

Além das mudanças nos cargos de secretários, o governo também teve algumas outras no alto escalão, como a presidência do Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (Depasa) quando o presidente Luiz Felipe Aragão foi exonerado do cargo e do presidente do Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran-AC), Luiz Fernando Duarte Maia, que foi exonerado em março após dois anos na pasta.

A última mudança feita no governo tinha sido do então secretário de Educação, Mauro Sérgio Ferreira. Em meio à auditoria, operações policiais e pedido de CPI na Aleac, o secretário foi exonerado do cargo após mais de dois anos à frente da pasta, no início de maio. Quem assumiu a pasta foi a ex-prefeita Socorro Neri.

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Supercopa Rei será decidida em Brasília em 1º de fevereiro

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou nesta quarta-feira (31), via rede social, que a Supercopa Rei de 2026 ocorrerá no dia 1° de fevereiro, em Brasília.

A entidade confirmou a cidade novamente como palco da primeira grande decisão da temporada de 2026. A disputa ocorre em jogo único na Arena BRB Mané Garrincha, no centro da capital federal.

A partida será entre Flamengo, campeão do Campeonato Brasileiro de 2025, e Corinthians, campeão da Copa do Brasil, neste ano. A partida abre a temporada de bola de 2026. Ainda segundo a CBF, o estádio estará dividido 50% para cada torcida.

Inicialmente, o confronto estava previsto para 24 de janeiro.

Geralmente, a Supercopa Rei é disputada em estádios de campo neutro na tentativa de garantir a imparcialidade.

Últimos campeões

O Rubro-Negro é o atual campeão da competição. No início de 2025, a equipe dirigida por Filipe Luís venceu o Botafogo por 3 a 1.

Os campeões anteriores foram São Paulo, em 2024; Palmeiras, 2023; e Atlético Mineiro (2022). O Flamengo ainda foi campeão em 2020 e 2021.

Supercopa Rei

Não disputada entre 1992 e 2019, a Supercopa do Brasil foi reativada pela CBF em 2020.

Em 2024, a CBF rebatizou a competição para Supercopa Rei em homenagem a Pelé, o Rei do Futebol, falecido em dezembro de 2022.

A ideia é que o troféu represente a coroa do futebol nacional, sendo disputado pelos dois clubes que dominaram o cenário futebolístico no ano anterior.

Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA BRASIL - ESPORTES

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Mailza Assis prepara-se para assumir o governo do Acre em 2026 e pode se tornar a 2ª mulher a comandar o estado

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Vice-governadora, que assumiria o cargo em abril com a saída de Gladson Cameli para o Senado, é apontada como candidata oficial à sucessão; perfil reservado e trajetória religiosa e política marcam sua ascensão

Mailza deve intensificar agendas públicas e articular alianças para 2026. Seu desempenho nos nove meses à frente do governo será decisivo para convencer eleitores além do núcleo duro de fiéis e correligionários. Foto: captadas 

Poucas horas separam o Acre de 2026, ano em que a vice-governadora Mailza Assis (PP) deve assumir o governo do estado em abril, com a saída de Gladson Cameli para disputar uma vaga no Senado. Com uma trajetória que começou na Assembleia de Deus, passou pela prefeitura de Senador Guiomard (Quinari) e chegou ao Senado antes da vice-governança, Mailza é apontada como candidata oficial do Palácio Rio Branco para as eleições do próximo ano, podendo se tornar a segunda mulher a governar o Acre — após Iolanda Lima, em 1986-87.

De perfil reservado, fala baixa e postura considerada exemplar por aliados, ela teria conquistado a confiança do governador para a sucessão ainda no início do mandato. Conhecida por sua religiosidade e citada por profecias que anteviam sua ascensão, Mailza enfrentará adversários “à altura” em 2026, mas chega fortalecida pela máquina e pela articulação política do grupo no poder. Se confirmada, sua gestão promete “suavizar” o tom do governo, sem abrir mão do rigor administrativo que lhe é atribuído por quem a conhece de perto.

Trajetória incomum:

Nascida no Amazonas, Mailza chegou ao Acre ainda jovem, trabalhou como auxiliar administrativa na Assembleia de Deus e iniciou na política como secretária municipal em Senador Guiomard. Sua ascensão acelerou com a suplência no Senado (2015), titularidade (2019-2022) e eleição como vice-governadora em 2022.

Estilo de gestão:

Descrita como “doce, de fala baixa”, ela promete “suavizar” o governo, mas aliados alertam: “O espaço para erro é quase zero”. Conhecida por rigor administrativo, Mailza terá nove meses à frente do estado para construir sua imagem antes da campanha eleitoral.

Contexto político:
  • Seria a segunda mulher a governar o Acre – após Iolanda Lima (1986-1987);

  • Tem o apoio aberto de Cameli, que a escolheu como sucessora;

  • Enfrentará adversários de peso em 2026, ainda indefinidos.

Fé e projeção:

Em entrevista recente, Mailza revelou ter recebido uma “profecia” sobre seu destino político. Sua trajetória é comparada à da cantora Damares – de origem humilde e ascensão ligada à fé.

Desafios:
  • Consolidar liderança em um estado tradicionalmente masculino;

  • Administrar a transição sem rupturas com a base de Cameli;

  • Equilibrar discurso religioso com políticas de estado.

A partir de janeiro, Mailza deve intensificar agendas públicas e articular alianças para 2026. Seu desempenho nos meses de 2026 frente do governo será decisivo para convencer eleitores além do núcleo duro de fiéis e correligionários.

A trajetória de Mailza Assis reflete uma nova via de ascensão política no Acre: longe dos partidos tradicionais, alicerçada em redes evangélicas, trabalho discreto e lealdade a um grupo político hegemônico. Seu maior teste será governar sem a sombra de Cameli.

A vice-governadora Mailza Assis (PP) em abril de 2026, deve assumir o Governo do Acre com a renúncia de Gladson Cameli, que concorrerá ao Senado, e será a candidata oficial do Palácio Rio Branco à sucessão para o mandato seguinte. Fot: captada 

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Cenário difícil no Senado e possível vaga no Ministério da Fazenda podem levar Jorge Viana a desistir da candidatura, avaliam articuladores

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Ex-governador estaria cotado para substituir Haddad e evitar derrota eleitoral que mancharia sua trajetória; bancada acreana no Congresso já se movimenta em outras frentes

Ex-governador do Acre, cotado para substituir Haddad, evitaria possível derrota eleitoral e realizaria antiga ambição de comandar uma pasta no governo Lula. Foto: captada 

As possibilidades de Jorge Viana (PT) desistir da disputa pelo Senado em 2026 são maiores do que se imagina, segundo análise de articuladores políticos. Além do cenário eleitoral desfavorável apontado por pesquisas e rodas de conversa, o ex-governador estaria cotado para assumir o Ministério da Fazenda no lugar de Fernando Haddad, movimento que evitaria uma segunda derrota consecutiva nas urnas e ofereceria uma saída honrosa para sua trajetória.

Viana, que já demonstrou interesse em integrar o primeiro escalão desde o primeiro governo Lula, tem sua vaidade destacada por críticos, que lembram suas declarações sobre o “fim do Acre” após sua gestão.

Contexto da especulação:
  • Viana insinuou publicamente estar cotado para a Fazenda, cargo que almeja desde o primeiro governo Lula;

  • Pesquisas internas e rodas políticas no estado apontam um cenário desfavorável para sua eleição ao Senado;

  • Uma nova derrota (após perder para Mara Rocha em 2022) poderia manchar sua trajetóriapolítica.

Análise dos motivos:
  1. Vaidade e legado: Viana é conhecido por seu perfil altivo – chegou a dizer que “o Acre não existe mais, depois dele” – e um ministério seria uma saída honrosa sem risco de vexame;

  2. Cálculo eleitoral: A força do grupo de Gladson Cameli no estado e a ascensão de novas lideranças tornam a disputa pelo Senado incerta e desgastante;

  3. Ambição nacional: Comandar a Fazenda realizaria um sonho antigo e o recolocaria no centro do poder federal.

Posicionamento oficial:

Até o momento, nem Viana nem o Planalto confirmaram a movimentação. Assessores do petista dizem que ele “mantém o foco no projeto para o Acre”, sem descartar “qualquer chamado para servir ao país”.

A decisão deve ser tomada nos primeiros meses de 2026, após o lançamento das pré-candidaturas. Se Haddad deixar a Fazenda, Lula terá de escolher entre atender um aliado histórico ou priorizar a continuidade da política econômica.

A possibilidade revela um Jorge Viana mais pragmático que romântico, disposto a trocar uma batalha arriscada no Acre por uma posição de destaque nacional – mesmo que isso signifique adiar, ou abandonar, seu retorno ao Senado.

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