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Rui Costa critica distribuidoras após aumento de combustíveis: "Exorbitante"

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, criticou o aumento “exorbitante” do preço dos combustíveis no país, em meio à alta do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio. Em entrevista na Bahia, nesta sexta-feira (20/3), o auxiliar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou as distribuidoras de elevar o valor de produtos, como diesel, gasolina e álcool, de forma injustificada.
“Elas [as distribuidoras] estão abusando do povo brasileiro e repassando aumento que não houve”, disse o ministro em entrevista à rádio Jequié.
Rui citou a decisão do governo de zerar o PIS e Cofins sobre o diesel, além da subvenção aos produtores para reduzir os impactos da guerra sobre o preço. Ainda assim, de acordo com o ministro, houve aumento nos postos.
“As três distribuidoras — que hoje é um oligopólio, controlam a distribuição — estão repassando o preço ao consumidor; por isso, a PF, a ANP e a defesa do consumidor estão autuando essas distribuidoras no país inteiro. Eles não têm moral para falar. Estão se aproveitando da guerra para tirar dinheiro do povo brasileiro com cobranças exorbitantes do preço do combustível“, criticou Rui.
Preocupado com o impacto eleitoral que o aumento nos postos pode causar, o governo também propôs aos estados zerar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis. Até o momento, apenas o Piauí concordou em reduzir o tributo. Outros estados resistem à prosposta.
Uma força-tarefa que envolve o Ministério da Justiça, Procons e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) reforçou a fiscalização sobre o preço dos combustíveis no país. Segundo balanço divulgado nessa quinta-feira (19/3), os órgãos de monitoramento fiscalizaram 1.196 postos, 52 distribuidoras e uma refinaria desde 9 de março.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Ozempic: fim da patente gera enxurrada de pedidos para novos remédios

Termina nesta sexta-feira (20/3), no Brasil, a exclusividade da semaglutida pela indústria farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, fabricante do Ozempic e do Wegovy, ambas canetas emagrecedoras com a mesma substância, em diferentes concentrações. A medida permitirá que outras empresas desenvolvam remédios com a substância.
Com a queda da patente da semaglutida, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já recebeu 17 pedidos para a produção de semaglutida. Oito deles estão em análise (sete de medicamentos sintéticos e um de droga biológica, como são as canetas de Ozempic e Wegovy). Nove outros aguardam o início da análise.
A semaglutida é um medicamento análogo ao receptor GLP-1. Ela imita e potencializa o efeito de um hormônio natural produzido pelo intestino. Com isso, tira a fome, retarda o esvaziamento do estômago e auxilia na regulação da glicose.
Tratamento para diabetes e emagrecimento
- A popularidade desses medicamentos cresceu rapidamente nos últimos anos. Inicialmente desenvolvidos para o controle do diabetes, eles passaram a ser amplamente utilizados no tratamento da obesidade após estudos demonstrarem redução significativa do peso corporal em muitos pacientes.
- O medicamento atua no organismo de forma semelhante ao hormônio GLP-1, que regula a glicemia e aumenta a saciedade. O remédio é recomendado para tratamento de adultos com diabetes tipo 2, obesidade e sobrepeso.
- Os preços ainda refletem esse cenário de menor concorrência e podem variar entre cerca de R$ 825 e R$ 1.699 por mês, dependendo da dose e da indicação.
Movimentação de mercado
A expectativa é que haja três autorizações da Anvisa por semestre. Os pedidos em fase mais avançada são dos laboratórios Ávita Care e EMS. Analistas do mercado consideram possível lançamentos em julho e, com isso, espera-se uma diminuição do preço entre 30% e 40%.
A própria Novo Nordisk e sua concorrente a americana Eli Lilly, fabricante do Mounjaro (tirzepatida), cuja patente não caiu, têm reduzido seus preços no que os especialistas veem como uma resposta à movimentação do mercado.
A Novo reduziu seus preços em até 29,6%, em algumas dosagens. Já o Mounjaro, cujo preço pode beirar os R$ 3 mil, nas doses mais elevadas, tem descontos em programas do laboratório.
Apesar disso, o fim da patente pode facilitar a incorporação do medicamento ao SUS, ao reduzir o custo unitário e melhorar a relação custo-efetividade, um dos principais critério da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).
Há discussões e consultas públicas em andamento sobre o uso da semaglutida no tratamento de obesidade e diabetes pelo SUS. A inclusão no sistema público, no entanto, depende de análises de eficácia, segurança, custo-benefício e impacto orçamentário.
O mais notável e generalizado efeito adverso das canetas é o custo muito alto — passa facilmente de R$ 1 mil mensais. O preço inviabiliza ou não permite a continuidade do uso para a maioria das pessoas que precisam do medicamento. Médicos dizem que muita gente que para de usar o faz porque não consegue mais pagar.
Ciclo natural
Procurada pelo Metrópoles, a Novo Nordisk afirmou que o fim da patente faz parte do ciclo natural de qualquer inovação farmacêutica e que a companhia já se preparava para esse novo cenário.
“O encerramento de uma patente é uma etapa natural no ciclo de vida de qualquer inovação. A empresa está preparada para atuar com solidez neste novo contexto”, informou a companhia.
Segundo a farmacêutica, a estratégia continuará baseada em investimentos em pesquisa e desenvolvimento de novos tratamentos para doenças crônicas.
“A inovação segue sendo um dos pilares centrais da companhia, com um portfólio de medicamentos transformadores e um pipeline robusto que pode gerar novos avanços no cuidado de doenças crônicas graves”, diz o comunicado.
A empresa também destacou que o Brasil segue como um mercado estratégico. A fábrica da companhia em Montes Claros, no estado de Minas Gerais, responde por cerca de 25% da produção mundial de insulinas da Novo Nordisk e deve ampliar a produção nacional de medicamentos injetáveis nos próximos anos.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Imagem mostra veículos lançados em desabamento de ponte entre TO e MA

Novos vídeos que circulam nas redes sociais revelam diferentes ângulos do colapso da ponte Juscelino Kubitschek, que ligava os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), ocorrido em 22 de dezembro de 2024. As imagens capturam o momento em que a estrutura cede repentinamente, lançando veículos que passavam pelo local.
Relembre o acidente
- Construída em 1960, a Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira desabou entre os estados do Maranhão e Tocantins, em dezembro de 2024.
- A estrutura da ponte colapsou no momento em que veículos passavam pelo local. O acidente atingiu 18 vítimas, entre mortos, desaparecidos e um ferido.
- A tragédia na ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que matou 14 pessoas, teve a nova estrutura entregue em 22 de dezembro do ano passado, após um ano do colapso. Ela liga os estados de Maranhão e Tocantins.
Com a queda, diversos veículos foram arrastados para o Rio Tocantins, incluindo três motos, um carro, duas caminhonetes e quatro caminhões. Parte da carga transportada envolvia produtos perigosos: dois dos caminhões levavam cerca de 76 toneladas de ácido sulfúrico, enquanto outros transportavam 22 mil litros de defensivos agrícolas.
O acidente resultou em 14 mortes, deixou três pessoas desaparecidas e uma ferida.
Moradores da região haviam relatado às autoridades problemas estruturais na ponte antes do ocorrido.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Bolsonaro mantém boa evolução clínica, mas segue sem previsão de alta, diz boletim médico

O boletim atualizando o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi divulgado na manhã desta sexta-feira (20/3). De acordo com a equipe médica, o ex-presidente apresentou boa evolução clínica.
“O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva do hospital DF Star, em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração. Mantém boa evolução clínica e laboratorial, em uso de antibioticoterapia endovenosa. Segue com suporte clínico intensivo e
fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta da UTI neste momento”, diz o comunicado.
A nota é assinada pelos três médicos que cuidam da saúde do ex-presidente: Claudio Birolini, Leandro Echenique e Brasil Caiado, além do coordenador da UTI Geral do DF Star, Antônio Aurélio de Paiva, e do diretor geral do hospital, Allisson Borges.
O ex-mandatário completará 71 anos nesse sábado (21/3) em meio a mais uma internação. Ele foi internado na última sexta-feira (15/3), no Hospital DF Star, devido a um quadro de broncopneumonia bacteriana. Bolsonaro apresentou febre alta, queda de saturação de oxigênio, sudorese intensa e calafrios enquanto estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, em Brasília.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses, na Papudinha, por liderar a trama golpista.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
