Acre
Rocha critica deputado que ameaça cortar apoio aos Estados cujos deputados votarem contra o governo
O deputado federal Major Rocha (PSDB-AC) criticou duramente o colega parlamentar Darcísio Perondi (PMDB-RS) por conta das ameaças proferidas contra os colegas que se posicionarem de forma favorável ao processo de afastamento do presidente Michel Temer para este ser processado no Supremo Tribunal Federal (STF).
“A Câmara não pode ser um balcão de negócios ao bel prazer – ou processo – dos governantes. Isso é uma falta de respeito com a liberdade de voto, com a Justiça e com a democracia. Isso tem de acabar imediatamente. O Brasil não pode mais conviver com este tipo de situação”, afirmou Rocha.
Em entrevista concedida a um canal de televisão na manhã desta quinta-feira (29), o deputado gaúcho ameaçou os demais parlamentares da base governista com a demissão de indicados e até mesmo o corte de verbas para os Estados dos deputados.
Para Rocha estas práticas sujam ainda mais a atividade política e somente servem para destruir a imagem dos políticos. “Ameaçar a população dos Estados dos deputados com o corte de verbas é punir ao povo pelos erros dos governantes”, comentou.
Conforme relatados pela mídia nacional, o governo de Michel Temer está distribuindo cargos e verbas para cooptar deputados para barrar a denúncia por corrupção passiva. As notícias falam até em “botar de castigo os deputados da base em caso de rebeldia”. A oposição classificou a ação da tropa de choque do governo com “balcão de negócios”.
“Não podemos concordar com estas ações. A Câmara Federal não é um balcão de negócios e a consciência dos deputados não é mercadoria. Isso tem de acabar e o executivo passar a respeitar a independência da Câmara”, finalizou.
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Acre
Bocalom confirma que PL comunicou apoio a Mailza e negocia filiação ao PSDB ou Avante: “Minha candidatura é irrevogável”
Prefeito de Rio Branco afirma que dirigente do partido o informou sobre decisão de priorizar reeleição de Márcio Bittar ao lado da vice-governadora; gestor tem até março para definir nova legenda

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), disse na manhã deste domingo está ciente há dias sobre a posição do seu partido de apoiar a candidatura a reeleição da vice-governadora Mailza Assis (PP). Foto: captada
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), disse na manhã deste domingo (22) que está ciente há dias sobre a posição do seu partido de apoiar a candidatura à reeleição da vice-governadora Mailza Assis (PP). “O Edson (Siqueira, dirigente do PL) tinha comunicado a minha pessoa e ao Valtim”, contou Bocalom . Por essa razão, vem considerando se filiar a outras legendas para disputar as eleições, uma vez que sua candidatura, segundo garantiu, é irrevogável.
O anúncio do PL, há dois dias, de que seguirá com o governo Gladson Cameli (PP) e, consequentemente, com apoio garantido à reeleição de Mailza, não desestimulou o prefeito da capital a disputar o governo. Bocalom também não criou qualquer antipatia sobre o fato de o partido Liberal ter decidido priorizar a candidatura à reeleição do senador Márcio Bittar ao lado de Mailza.
Planos para a nova legenda
Para seguir com o projeto de sua candidatura, Bocalom e seu time estão conversando com pelo menos dois partidos: o PSDB e o Avante. Ambos, segundo ele, têm interesse em tê-lo. Apesar de ter disputado cinco eleições pelos tucanos, Bocalom não dá importância a mais a nenhum dos dois, tratando as siglas com o mesmo peso nas negociações.
O prefeito tem todo o mês de março para decidir onde se filiar. Conforme afirmou ao sair da missa na Catedral Nossa Senhora de Nazaré, não haverá recuo sobre a ideia de disputar o governo.
O prefeito também negou qualquer possibilidade de abrir mão da disputa ao governo para concorrer ao Senado, como tem sido especulado nos bastidores políticos.
“Sou candidato ao governo em qualquer cenário, pode ser pelo PSDB ou pelo AVANTE. Não tem recuo”, reforçou em outras declarações.
Movimento político
A movimentação nos bastidores do PSDB provocou reação imediata do Palácio Rio Branco. Após vir à tona que o partido estaria inclinado a apoiar a pré-candidatura de Bocalom por se sentir preterido na base governista, Mailza Assis adotou tom de conciliação, mas afirmou que “conversas a nível nacional estão sendo realizadas diariamente” para garantir a manutenção das alianças.
Enquanto isso, a direção nacional do PL deve priorizar a eleição de senadores nos estados, o que representa uma negativa de legenda para a candidatura de Bocalom ao governo do Acre.

A confirmação da possível saída do partido (PL) foi feita neste domingo 22, ao sair da missa na Catedral Nossa Senhora de Nazaré, reforçando que não haverá recuo sobre a ideia de disputar o Governo. Foto: cedida
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Acre
Resex Chico Mendes lidera ranking de desmatamento entre áreas protegidas do país, aponta Imazon
Estudo revela que Acre concentra seis das dez unidades de conservação federais mais pressionadas do Brasil em 2025; Alto Juruá e Riozinho da Liberdade também estão na lista

A Reserva Extrativista Chico Mendes foi a unidade de conservação mais ameaçada e pressionada por desmatamento em todo o país no último ano. Foto: captada
Um novo levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), confirma o cenário preocupante para as áreas protegidas do Acre que foi descrito em relatórios trimestrais no decorrer do ano passado.
De acordo com o estudo “Ameaça e Pressão de Desmatamento em Áreas Protegidas: Janeiro a Dezembro de 2025”, a Reserva Extrativista Chico Mendes foi a unidade de conservação mais ameaçada e pressionada por desmatamento em todo o país no último ano.
O relatório, assinado por Bianca Santos, Júlia Ribeiro e Carlos Souza Jr., aponta que a Resex Chico Mendes lidera tanto o ranking de ameaça quanto o de pressão entre as unidades de conservação federais.
Mas não é só isso. O estudo mostra ainda que o Acre concentrou seis das dez unidades de conservação federais mais pressionadas do Brasil em 2025. Entre elas estão, além da Resex Chico Mendes, a Reserva Extrativista Alto Juruá e a Reserva Extrativista do Riozinho da Liberdade, todas figurando nas primeiras posições do ranking de pressão.
Segundo o Imazon, o fato de as mesmas unidades aparecerem repetidamente nos rankings indica que o desmatamento está concentrado em áreas específicas e demanda ações prioritárias de fiscalização e políticas públicas direcionadas.
O relatório destaca ainda que todas as dez unidades de conservação federais mais pressionadas em 2025 já haviam aparecido no levantamento de 2024, evidenciando a persistência da pressão sobre esses territórios protegidos.
Terras Indígenas Mamoadate e Kaxinawá do Rio Humaitá estão entre as mais pressionadas pelo desmatamento no país
As Terras Indígenas também enfrentam forte pressão do desmatamento no Acre. Entre as áreas mais afetadas estão a Terra Indígena Mamoadate e a Terra Indígena Kaxinawá do Rio Humaitá, que figuram entre as mais pressionadas do país.
O estudo considera como “ameaça” o desmatamento detectado no entorno das áreas protegidas, enquanto “pressão” corresponde ao desmatamento registrado dentro dos próprios limites das unidades de conservação e terras indígenas.
Dados consolidados
Os números consolidados mostram que, no conjunto das áreas protegidas monitoradas, as unidades de conservação estaduais apresentaram o maior percentual proporcional de áreas sob ameaça e pressão (47%), seguidas pelas unidades de conservação federais (37%) e pelas Terras Indígenas (35%), conforme gráfico apresentado no relatório.
Desmatamento na Amazônia
De acordo com o estudo, o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) detectou 2.741 km² de desmatamento na Amazônia entre janeiro e dezembro de 2025. Desse total, 1.890 km² ocorreram em áreas protegidas, o equivalente a 69% do desmatamento registrado no período .
O cenário reforça o desafio de proteção das áreas legalmente destinadas à conservação ambiental e aos povos tradicionais. No caso do Acre, o protagonismo negativo nos rankings de ameaça e pressão evidencia a necessidade de reforço nas estratégias de monitoramento, fiscalização e apoio às comunidades que vivem nessas unidades .

No caso do Acre, o protagonismo negativo nos rankings de ameaça e pressão evidencia a necessidade de reforço nas estratégias de monitoramento, fiscalização e apoio às comunidades que vivem nessas unidades. Foto: captada
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Acre
Após quatro dias perdido na mata, colono reencontra a família em Sena Madureira: “Foi um milagre”, diz mãe emocionada
Nonato se desorientou durante caçada na região do rio Caeté e passou dias sem contato; Bombeiros preparavam buscas, mas ele conseguiu voltar sozinho

O colono havia saído no início da semana para uma caçada e acabou se desorientando na mata fechada, enfrentando dificuldades até conseguir encontrar o caminho de volta. Foto: captada
Foram dias marcados por apreensão, orações e incerteza para uma família da zona rural de Sena Madureira após o desaparecimento do colono Nonato nas matas próximas ao rio Caeté. O silêncio da floresta e a falta de notícias aumentaram o temor de um desfecho trágico, enquanto parentes aguardavam qualquer sinal que indicasse que ele ainda estava vivo.
O clima de tensão só foi quebrado quando Nonato conseguiu retornar por conta própria depois de quatro dias perdido. O reencontro com a mãe foi carregado de emoção e alívio, refletindo o peso dos momentos de angústia enfrentados durante o período em que ele esteve desaparecido. Um vídeo que circula entre moradores mostra a mãe agradecendo pela volta do filho, visivelmente abalada e emocionada.
De acordo com relatos, o colono havia saído no início da semana para uma caçada e acabou se desorientando na mata fechada, enfrentando dificuldades até conseguir encontrar o caminho de volta. A notícia mobilizou familiares e moradores, que acompanharam com preocupação cada dia sem informações, temendo pelo pior diante das condições desafiadoras da região.
O desaparecimento chegou a ser comunicado ao Corpo de Bombeiros Militar do Acre, que organizava uma operação de buscas para a sexta-feira. No entanto, antes que as equipes fossem deslocadas, Nonato conseguiu sair da mata e retornar à comunidade, encerrando a aflição que tomou conta da família.
Casos como esse reforçam os riscos enfrentados por trabalhadores e moradores que dependem da floresta para suas atividades diárias. Mesmo com experiência, a densidade da mata e as dificuldades de orientação podem transformar situações rotineiras em episódios de grande perigo.
Apesar do susto, o retorno de Nonato trouxe conforto e renovou a fé dos familiares, que agora celebram o reencontro como um momento de gratidão e reflexão sobre a fragilidade da vida diante da força da natureza.


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