Geral
Rio Branco enfrenta crise no abastecimento de água devido à alta turbidez no Rio Acre

Foto: Whidy Melo/ac24horas
Moradores de vários bairros de Rio Branco estão há mais de nove dias sem abastecimento regular de água, segundo relatos colhidos na Estação de Tratamento de Água (ETA) 2, localizada na Sobral, em frente ao Ceasa. O problema, que se repete anualmente, foi agravado neste mês pela alta turbidez da água do Rio Acre, causada pelo acúmulo de barro e detritos após fortes chuvas.
O diretor-presidente do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb), Enoque Pereira, explicou na manhã desta segunda-feira, 20, que o sistema não foi projetado para tratar água com níveis tão altos de turbidez. “Rio Branco enfrenta, por estar em um rio amazônico, todos os anos essa situação. Infelizmente, não passamos por isso nos últimos tempos. Quando dá uma turbidez dessas, ela se mantém por uns três dias, no máximo. Mas já estamos com 9 dias sem voltar à normalidade. Desde o dia 10, a turbidez está acima de 1.000, e chegamos a passar três dias acima de 2.000. A nossa ETAs não trata, porque não foi projetada para tratar lama, foi projetada para tratar água”, afirmou.
Segundo Enock, a ETA 1 e a ETA 2 reduziram a vazão para manter a qualidade da água distribuída à população.“A gente produz hoje 1.600 litros por segundo, mas agora não conseguimos mais fazer isso porque, para produzir o mesmo volume, a água chegaria suja nas casas. Não mandamos água suja. Fazemos toda a análise na ETA e nos bairros. Então, temos que baixar a vazão, o que impacta na cidade. Quando são dois ou três dias, não afeta tanto, mas já são nove dias”, explicou.

“Mesmo com toda essa dificuldade, Rio Branco tem um desperdício de quase 50%. Produzimos água para consumo e para desperdício. Está na hora de todo mundo entender e cuidar bem da água. Se tivéssemos essa política individual de bom uso, economizaríamos 300 litros por segundo e atenderíamos todo mundo”, completou.
Apesar do problema persistente, o Saerb acredita que a situação deve começar a se normalizar.“Eu sei que vai firmar o tempo. Vai dar um tempinho para a comunidade receber a água. Eu lamento muito, mas depende da natureza. Isso é todos os anos. Às vezes, em três dias resolve, mas já estamos em nove dias”, disse o diretor.
Ainda segundo Enock, alguns bairros são mais afetados do que outros por dependerem exclusivamente de uma estação de tratamento.“Alguns bairros mais ou outros menos dependem da ETA 1, outros da ETA 2. Se uma para, aquela região fica sem água. Em alguns casos, reduzimos o abastecimento de 24 para 16 horas para compensar outras áreas. Quando voltamos a bombear, algumas residências demoram mais porque as cisternas precisam encher primeiro, o que atrasa a chegada da água para os vizinhos”, explicou.
O Tenente-Coronel Cláudio Falcão, coordenador da Defesa Civil Municipal, destacou que o fenômeno tem relação direta com o desmatamento das matas ciliares, que deveriam proteger as margens do rio. “Nós temos uma oscilação bastante frequente agora no Rio Acre. Nos últimos meses, ele ultrapassou a marca dos dois metros e retornou várias vezes. Isso faz com que os sedimentos das laterais acabem indo para dentro da água e fique muito mais turva”, afirmou

Segundo o coordenador, as variações no nível do rio e a degradação ambiental tornam o tratamento da água cada vez mais difícil. “Nem sempre voltar a chover melhora a qualidade da água. A turbidez é um problema da Amazônia, onde não temos terreno rochoso e, com isso, vem todo tipo de impureza. Precisamos de estabilidade no rio, mas as oscilações constantes dificultam o tratamento. É por isso que a Prefeitura de Rio Branco, o Saerb e a Defesa Civil precisam estar preparados para minimizar os impactos”, reforçou Falcão.
Ele concluiu alertando para a gravidade da situação ambiental ao longo do curso do Rio Acre, que nasce no Peru e percorre mais de 1.190 quilômetros até o Brasil. “As consequências que estão acontecendo com o Rio Acre ao longo da sua extensão são bastante graves. É preciso agir agora para reduzir todos esses impactos dentro do rio”, finalizou.
Comentários
Geral
Pastor Júnior Silva é encontrado morto em casa no bairro Esperança, em Rio Branco
Carlos José da Silva e Silva, de 51 anos, foi localizado por familiares na manhã deste sábado (21); corpo passará por exames no IML para identificar causa da morte

Aos 51 anos, ele era conhecido na comunidade evangélica por sua atuação em eventos e congressos religiosos realizados no Acre e também em outros estados, onde ministrava para públicos de diferentes denominações. Foto: captada
Carlos José da Silva e Silva, conhecido como Pastor Júnior Silva, foi encontrado morto na manhã deste sábado (21), em sua residência no bairro Esperança, em Rio Branco. Aos 51 anos, ele era conhecido na comunidade evangélica por sua atuação em eventos e congressos religiosos realizados no Acre e também em outros estados.
Circunstâncias do achado
Segundo informações, pessoas próximas foram até o imóvel após não conseguirem contato com o pastor. Ao entrarem na casa, o encontraram desacordado e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Entretanto, quando a equipe de paramédicos chegou ao endereço, apenas pôde constatar o óbito.
Após a confirmação da morte, o caso foi comunicado às autoridades competentes. O local passou pelos procedimentos de praxe e o corpo foi removido ao Instituto Médico Legal (IML), onde serão realizados exames para identificar a causa da morte.
Trajetória e situação pessoal
Júnior Silva era conhecido na comunidade evangélica por sua atuação em eventos e congressos religiosos realizados no Acre e também em outros estados, onde ministrava para públicos de diferentes denominações. Nos últimos anos, conforme relatos de pessoas próximas, ele não exercia mais oficialmente o ministério pastoral e passava por problemas pessoais.
Júnior Silva deixa uma filha. Até o momento, as circunstâncias da morte não foram detalhadas, e familiares aguardam esclarecimentos dos exames periciais.

Comentários
Geral
PMAC realiza 8ª edição do Bopeano Blindado em comemoração aos 30 anos do Bope
Em celebração ao 30º aniversário do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), a Polícia Militar do Acre (PMAC) realizou, nesta sexta-feira, 20, a 8ª edição da Prova de Rusticidade “Bopeano Blindado”. O evento reuniu 149 inscritos, entre militares da ativa, veteranos e integrantes de diversas instituições das forças de segurança e órgãos parceiros.

Participaram competidores da própria PMAC, representando o 1º, 2º, 4º, 5º e 6º BPM’s, além de militares do Bope, Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA), Batalhão de Policiamento de trânsito (BPTran), policiamento comunitário, Diretoria de Ensino (DE) e Quartel do Comando-Geral (QCG). A prova também contou com representantes de instituições como Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), Casa Militar, SEJUSP, PMRO, PMAM, Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC), Instituto Socioeducativo, PCRO, Polícia Penal do Acre, 4º BIS, 7º BEC, FAB, Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A comandante-geral da PMAC, coronel Marta Renata, marcou presença no Bopeano Blindado. “Para nós é importante juntar diversos profissionais da segurança pública num evento como esse. São 30 anos do Bope marcados pela 8ª edição dessa prova. Isso demonstra a magnitude que essa competição alcançou e o prestígio da instituição perante a sociedade. Parabéns a todos os competidores, principalmente ao comandante da unidade, coronel Russo, que também participou desse desafio. Cada um superou grandes desafios nessa manhã e isso é ser agente de segurança pública”, disse a comandante.
A competição
A concentração ocorreu às 6h30, no pátio do BOPE, de onde os competidores foram transportados em ônibus até o ponto de largada, na rotatória do aeroporto. A prova teve início às 7h, com percurso de 12 quilômetros até a entrada do batalhão. Ao chegar ao BOPE, os competidores enfrentaram uma das etapas mais desafiadoras: o transporte de carga. No masculino, os atletas receberam um saco de 50 quilos; no feminino, 40 quilos, percorrendo 400 metros até o estande de tiro.

No estande, os participantes realizaram três disparos com a carabina IA2 calibre 5,56, sendo obrigatório acertar ao menos um disparo no alvo metálico (plate) para prosseguir na competição. Em seguida, os competidores enfrentaram a subida em corda de seis metros. A etapa final exigiu ainda mais resistência: após descer da corda, os atletas entraram no açude da unidade para nadar mil metros, totalizando seis voltas. Ao sair da água, o competidor deveria bater o sino, encerrando oficialmente a prova.

O comandante do Bope, tenente-coronel Felipe Russo, participou da competição e ressaltou a dificuldade do percurso. “Essa prova exige do militar preparo físico e psicológico. Além disso é necessário estratégia de realização de prova e muita rusticidade, pois em todo o momento do percurso o competidor é testado ao seu limite. Cada etapa do Bopeano Blindado representa as dificuldades operacionais enfrentadas no dia a dia pelo operador de segurança pública, desde a corrida com fardamento operacional até a transposição de meio aquático. Parabéns a todos os envolvidos nessa 8ª edição, em especial aos participantes e à comandante-geral, que sempre tem nos tem apoiado”, disse o comandante do Bope.

Com tempo máximo de 3 horas e 30 minutos, a 8ª edição do “Bopeano Blindado” reafirmou a tradição da prova como uma das mais exigentes do calendário institucional, simbolizando rusticidade, preparo operacional e espírito de corpo, valores que marcam as três décadas de história do BOPE.
Participação feminina
A 8ª edição do Bopeano Blindado também contou com a participação especial da força feminina. Neste ano, a policial militar do Acre, a aluna oficial Sícera Sampaio, conquistou o 4º lugar no pódio. “Para quem é mulher, a prova é bastante desafiadora, pois exige bastante força física. Todas as etapas são difíceis, desde a primeira prova, que é a corrida de 12km fardada. No entanto, se houver treino, técnica e persistência é possível concluir. Particularmente, eu gosto muito de participar dessas competições e colocar-me à prova. Também deixo meus parabéns a todas as mulheres que participaram desse desafio”, disse.

No ano passado, a aluna oficial Sícera Sampaio conquistou o 2º lugar na categoria e feminina e vem dando continuidade ao treinamento desde então.
Classificação geral
O sargento da Companhia de Operações Especiais (COE), Galileu Marino, foi o primeiro colocado geral. “É uma prova rústica bastante difícil. Quero parabenizar a cada um que participou dessa competição e veio entregar o seu melhor. Agradeço o apoio de amigos e familiares, que estavam na torcida. Para mim é um honra poder representar o Bope e conquistar o primeiro lugar para a nossa instituição”, disse o ganhador.

Depois de pouco mais de três horas de competição, as classificações da competição foram definidas. Os primeiros 90 competidores que concluíram a prova de rusticidade conquistaram a medalha de participação. Os cinco primeiros lugares foram definidos da seguinte forma:
1º lugar: sargento Galileu Marino (Bope)
2º lugar: Fábio Alcântara (4°BIS)
3º lugar: Fagner Dourado (Casa Militar)
4º lugar: Warlesson Santos (Bope)
5º lugar: Anderson Simões (4ºBIS)
The post PMAC realiza 8ª edição do Bopeano Blindado em comemoração aos 30 anos do Bope appeared first on Noticias do Acre.
Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
Comentários
Geral
Gefron prende dois foragidos da Justiça durante operação em Cruzeiro do Sul
Um dos detidos é suspeito de participação na morte de João Vitor Silva Borges; segundo havia rompido tornozeleira eletrônica
Dois homens com mandados de prisão em aberto foram presos na manhã deste sábado (21), durante uma operação do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), em Cruzeiro do Sul. As ações foram resultado de monitoramento realizado pelo Serviço de Inteligência da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
Um dos detidos, identificado pelas iniciais P.S.R., é investigado por envolvimento na morte de João Vitor Silva Borges, ocorrida em março de 2025. Contra ele havia mandado de prisão preventiva pelos crimes de organização criminosa e participação em homicídio.
A primeira prisão ocorreu ao amanhecer, em uma residência no bairro Cohab. De acordo com o tenente Fabrício Machado, do Gefron, o suspeito foi localizado após levantamento de informações que indicavam seu paradeiro.
Durante a operação, as equipes receberam denúncia de que outro foragido poderia estar escondido em uma casa próxima. No endereço indicado, os policiais localizaram W.S.M., que havia rompido a tornozeleira eletrônica e também possuía mandado de prisão em aberto. Ele já cumpriu pena anteriormente por tráfico de drogas.
Segundo o Gefron, não houve apreensão de armas ou entorpecentes durante a ação.
Caso João Vitor
João Vitor Silva Borges desapareceu no dia 8 de março de 2025. O corpo foi encontrado três dias depois, em 11 de março, às margens do Rio Juruá, entre Cruzeiro do Sul e Guajará (AM).
As investigações apontam que o crime pode ter sido cometido no bairro Saboeiro, com posterior desova do corpo na área onde foi localizado. Pelo menos seis pessoas são apontadas como envolvidas no homicídio, algumas já presas.
A principal linha de investigação indica que João Vitor teria sido morto após imobilizar um suspeito durante uma tentativa de assalto. A polícia trabalha com a hipótese de represália praticada por integrantes de facção criminosa que atua na região.
Os dois presos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil, onde permanecem à disposição da Justiça.



















Você precisa fazer login para comentar.