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Resistência ao isolamento fez disparar casos de Covid-19 na regional do Alto Acre
Por Raimari Cardoso
Em pouco mais de um mês, a regional do Alto Acre saiu da confortável situação de não possuir nenhum caso confirmado de coronavírus – o primeiro ocorreu em Xapuri, no dia 27 de abril – para mais de 220 confirmações nessa terça-feira, dia 2 de maio.
Epitaciolândia, Brasiléia e Assis Brasil resistiram mais e os primeiros casos foram registrados no curso da primeira quinzena de maio. Os dados divulgados pelos 4 municípios, onde já foram registrados 7 óbitos por covid-19, mostram que a situação saiu do controle nas últimas semanas do mesmo mês.
Em todos os municípios uma mesma situação pôde ser observada por meio das manifestações de prefeitos, secretários e servidores da área de saúde: o isolamento social não foi adotado pela população, pelo menos em níveis que pudessem manter distante a disseminação do vírus letal.
Como foi uma das últimas regiões não isoladas do estado a receber a indesejável visita do inimigo invisível, as populações do Alto Acre tiveram, em tese, tiveram mais tempo para compreender o que se iniciou por Rio Branco, Acrelândia e Plácido de Castro e se adestrar às medidas impostas pelas autoridades estaduais e municipais.
No caso específico de Xapuri, depois de um impacto inicial que fez as ruas ficaram completamente desertas, as pessoas foram perdendo o temor e voltaram a povoar as vias públicas, a viajar para cidades onde já havia a transmissão comunitária e a receber visitas de pessoas vindas desses mesmos lugares.
Depois de uma segunda quinzena de maio de “estabilidade na curva de contágios”, o município de Xapuri terminou o mês registrando o seu primeiro óbito e começou junho com uma nova tendência de subida do número de casos – 6 novos diagnósticos apenas nessa terça-feira (2) – que a Secretaria Municipal de Saúde atribuiu ao represamento de exames nos laboratórios de Rio Branco.

Fila muito grande de pessoas para conseguir acesso de atendimento na agência da Caixa em Brasiléia – Foto/Facebook
Já Brasiléia registrou 53 casos positivos de covid-19 até essa terça-feira. São 116 pacientes em monitoramento domiciliar e 142 amostras coletadas e enviadas a Rio Branco – ainda aguardando resultado da análise laboratorial. O município tem ainda 259 casos suspeitos, 4 pacientes internados com sinais de gravidade, 19 altas médicas e 2 mortes.
Em Assis Brasil, segundo a última atualização do Boletim Municipal, são, até agora, 48 casos confirmados de Covid-19. O município tem ainda 113 casos sendo monitorados, com 12 amostras aguardando resultado, 2 hospitalizações, 1 alta médica e 3 óbitos registrados.
A reportagem não teve acesso ao último Boletim Municipal de Epitaciolândia. De acordo com o último Boletim Sesacre, o município registrava, até essa terça-feira, 79 casos positivos para o novo coronavírus, com 6 altas médicas e 1 óbito.
Um fato chama a atenção quando se vislumbra um cenário de agravamento da pandemia no Alto Acre. No novíssimo hospital Raimundo Chaar, localizado em Brasiléia e idealizado pelo governo anterior, do médico Tião Viana, para ser a unidade hospitalar de envergadura regional, não existe um leito sequer de UTI.
Na semana passada, os prefeitos da região comemoraram a promessa de instalação, pela Sesacre, de um aparelho de tomografia no Hospital Regional do Alto Acre, previsto para ocorrer em um prazo de 10 dias. Não que isso seja pouco, mas já faz tempo que poderia ser muito mais.
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Deracre avança na obra do estande de tiro do Cieps
O governo do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), executa nesta segunda-feira, 9, a implantação do acesso asfaltado e sistema de drenagem no estande de tiro do Centro Integrado de Ensino e Pesquisa em Segurança Pública (Cieps), em Rio Branco. A previsão é que a estrutura seja entregue no primeiro semestre de 2026.
Durante vistoria técnica no local, a presidente da autarquia, Sula Ximenes, destacou a atuação do órgão na execução da infraestrutura que dará suporte às atividades do centro de treinamento. “Estamos garantindo a estrutura de acesso e drenagem necessária para o funcionamento do estande de tiro. É um trabalho técnico que assegura condições adequadas para as atividades de capacitação das forças de segurança”, afirmou.
As equipes executam a construção de uma via de acesso com 6m de largura e 160m de extensão, com aplicação de sub-base, base e revestimento asfáltico, permitindo a circulação de veículos e o acesso ao espaço de treinamento. No entorno do estande, também está sendo implantado um dreno profundo, com 150m de comprimento, responsável por garantir o escoamento da água e preservar a área.
O estande contará com dez baias equipadas com alvos automáticos, posicionadas a 25 metros do para-balas, além de espaços de apoio para as atividades de formação, como salas de instrução teórica, lavabos e áreas de depósito. A estrutura também inclui sistemas tecnológicos integrados, como controle automatizado de alvos, monitoramento e ventilação especializada para o tratamento de resíduos de disparos, além de dispositivos que simulam situações próximas da realidade operacional durante os treinamentos.
Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Com informaçoes de Ac24horas













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