Conecte-se conosco

Brasil

Quatro municípios acreanos são selecionados com alto desmatamento e queimadas e viram alvo do governo federal

Publicado

em

Tarauacá, Feijó, Manoel Urbano e Sena Madureira integrarão iniciativa do Ministério do Meio Ambiente para reduzir incêndios florestais e regularização fundiária

Municipio de Feijó. Foto: captada 

Quatro cidades do Acre foram incluídas no programa do governo federal “União com Municípios pela Redução do Desmatamento e Incêndios Florestais”, conforme revelou reportagem do jornal Folha de São Paulo publicada na segunda-feira, dia 21. Tarauacá, Feijó, Manoel Urbano e Sena Madureira serão os municípios acreanos beneficiados pela iniciativa coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima com apoio do Incra.

O programa, que terá as ações em campo executadas pela Anater (Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural), visa enfrentar os desafios fundiários e ambientais nestas localidades, que historicamente apresentam altos índices de desmatamento e queimadas. A seleção destes municípios reflete a prioridade do governo Lula em combater a degradação ambiental na Amazônia Legal.

A iniciativa representa um esforço conjunto entre União, estados e municípios para promover a regularização fundiária, oferecer alternativas econômicas sustentáveis e reduzir os índices de desmatamento e incêndios florestais nestas regiões críticas do Acre.

Município de Tarauacá. Foto: captada

Governo Lula fará varredura fundiária em 31 mil propriedades rurais da Amazônia

O governo Lula (PT) está em vias de iniciar uma operação de campo em milhares de propriedades de 81 municípios de estados da Amazônia Legal para verificar in loco a situação fundiária e ambiental das terras.

O objetivo é dar início ao enfrentamento do caos fundiário que impera na região, a partir dos municípios que concentram os índices mais alarmantes de desmatamento e queimada nas últimas décadas.

Nas próximas semanas, equipes serão selecionadas e contratadas para, a partir de janeiro de 2026, dar início às visitas que se concentrarão em propriedades pequenas, de até quatro módulos fiscais, critério que se refere a terrenos com tamanho de 20 e 400 hectares, dependendo da região.

O plano prevê três fases de execução, cada uma delas com dois anos de prazo. Na primeira etapa, 48 municípios serão abordados, englobando cerca de 7.312 famílias. Com os outros dois ciclos seguintes, espera-se chegar às 31 mil propriedades.

A iniciativa faz parte do Programa União com Municípios pela Redução do Desmatamento e Incêndios Florestais, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima com apoio do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). As ações em campo serão realizadas pela Anater (Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural).

Loroana Santana, presidente em exercício e diretora técnica da Anater, conta que um primeiro aporte de R$ 150 milhões já foi aprovado, recurso que será bancado pelo Fundo Amazônia, administrado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O programa como um todo é estimado em cerca de R$ 600 milhões.

A Anater é uma instituição vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e atua como braço operacional, na execução de políticas públicas para a agricultura familiar. O projeto, segundo Loroana, prevê que a agência contrate instituições locais de assistência técnica, para tocar as visitas e alimentar um banco de dados com as informações captadas em campo.

As visitas servirão para confirmar as informações sobre esses locais. Um dos objetivos é checar o que consta no CAR (Cadastro Ambiental Rural), criado para mapear e monitorar o uso do solo nas propriedades rurais, mas que hoje é alvo de milhares de fraudes —ele é autodeclaratório.

Serão cruzados também dados com o Sigef (Sistema de Gestão Fundiária) e o Cnir (Cadastro Nacional de Imóveis Rurais), para identificar quais são as ocupações legítimas, as sobreposições e as inconsistências dos dados.

O objetivo, diz Loroana, é corrigir falhas históricas nos cadastros rurais e trazer segurança jurídica às famílias que vivem há décadas em áreas sem titulação definitiva.

“Mais do que titular terras, queremos promover uma mudança de modelo produtivo na região. Todas as ações têm foco agroecológico, para substituir a agricultura predatória por uma de base agroflorestal”, afirma.

Além dos recursos do Fundo Amazônia, financiado com recursos de outros países, há previsão de aportes complementares vindos do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e do programa Floresta+ Amazônia, que somados chegam a cerca de R$ 75 milhões.

Um mapeamento feito pelo governo mostra que os municípios selecionados responderam por 78% do desmatamento em 2022. Estados como Pará, Rondônia e Amazonas concentram os maiores índices, especialmente em municípios como Marabá, Novo Repartimento e São Félix do Xingu.

Dados levantados pelo governo indicam que há 23 mil registros de imóveis rurais localizados em áreas que pertencem à União ou aos estados, mas que ainda não têm destinação definida. Ou seja, elas não foram oficialmente transformadas em assentamentos, unidades de conservação, terras indígenas, reservas extrativistas ou áreas privadas regularizadas.

Na prática, são ocupações privadas dentro de áreas públicas, muitas vezes feitas de boa-fé por agricultores antigos, mas também usadas por grileiros que registram terras como se fossem suas.

O governo identificou, ainda, 33,5 mil propriedades rurais com registro de ocorrências de desmatamento de 2017 a 2023.

Amazônia Legal é uma área criada por lei, para fins de planejamento e desenvolvimento regional. A região reúne nove estados brasileiros que possuem parte de seu território coberto pelo bioma amazônico: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, somando cerca de 5 milhões de quilômetros quadrados, ou quase 60% do território nacional.

Como mostrou a Folha, a Receita Federal e o Incra firmaram um acordo de cooperação técnica para transformar a forma como é feita a cobrança e a fiscalização do ITR (Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural). A proposta cria um sistema de integração de dados e fiscalização que pretende simplificar e facilitar a vida do contribuinte dono de terra no campo.

A ideia é integrar informações de diferentes bases de dados em um único sistema e acabar com a fragmentação atual, que gera inconsistências e dificulta a fiscalização por parte da Receita.

A proposta prevista pretende consolidar essas informações no que tem sido chamado de CIB (Cadastro Imobiliário Brasileiro), que trará um identificador único para os imóveis rurais, uma espécie de “CPF da terra”. Nesta plataforma, todos os cadastros passam a conversar entre si, permitindo que os dados declarados sejam confrontados de forma automática, com valores oficiais.

Um mapeamento feito pelo governo mostra que os municípios selecionados responderam por 78% do desmatamento em 2022. Estados como Pará, Rondônia e Amazonas concentram os maiores índices. Foto: internet 

Comentários

Continue lendo
Publicidade

Brasil

Aviator é destaque entre jogos de cassino online em site de apostas

Publicado

em

Os jogos de cassino online ganharam forte popularidade entre os brasileiros nos últimos anos. Com a expansão das plataformas digitais e a regulamentação do setor no país, diferentes categorias passaram a atrair milhões de usuários.

Um levantamento divulgado por um site de apostas mostrou quais são os títulos e estilos mais procurados pelos jogadores, revelando tendências de comportamento e preferências dentro do mercado.

Entre os destaques do ranking aparece o jogo de aposta Aviator, que se consolidou como um dos títulos mais conhecidos do segmento de crash games. A lista também inclui diversos slots e outros jogos tradicionais de cassino digital, que continuam dominando boa parte da atividade dos apostadores.

O jogo de aposta Aviator lidera a categoria de crash games, considerada atualmente a segunda mais popular entre os usuários da plataforma analisada. Nesse tipo de jogo, o multiplicador cresce continuamente até que a rodada termine de forma repentina, exigindo que o jogador decida o momento de encerrar a aposta antes do “crash”.

Estudos internos divulgados pela operadora indicam que cerca de 40% dos entrevistados apontam o Aviator como seu crash game favorito, colocando o título à frente de outros jogos do mesmo gênero. Entre os fatores citados pelos usuários estão a facilidade de compreensão das regras, a dinâmica rápida e a possibilidade de multiplicadores elevados.

Outro indicador relevante é o retorno teórico ao jogador (RTP) do Aviator, certificado em 97%, valor considerado competitivo dentro do segmento. Em comparações com outros crash games presentes na plataforma, o jogo mantém uma base de usuários significativamente maior e apresenta níveis de engajamento superiores em diferentes períodos analisados.

O desempenho do jogo de aposta Aviator também aparece em rankings mensais divulgados pelo site de apostas KTO. Segundo levantamentos recorrentes da plataforma, o título costuma figurar entre os mais jogados em diferentes períodos, reforçando sua presença constante entre os favoritos dos usuários brasileiros.

O histórico de popularidade do Aviator no país acompanha a expansão dos jogos do tipo crash no mercado digital. Popularmente conhecido como “jogo do aviãozinho”, o título ganhou espaço nas plataformas de cassino online e se tornou um dos exemplos mais citados quando se fala na popularização desse formato de aposta no Brasil.

Além do destaque do Aviator, dados divulgados pela KTO mostram quais foram os jogos e categorias mais populares em 2025 dentro da plataforma. Os slots dominaram o ranking geral, com títulos como Fortune Tiger, que registrou média de popularidade de 39,29%, seguido por Fortune Rabbit, com 33,70%, e KTO Big Bass Splash, com 26,45%.

Outros jogos também apareceram com frequência nas preferências dos usuários, incluindo diferentes variações de slots temáticos e títulos conhecidos do catálogo internacional de cassinos online. A diversidade de opções ajuda a explicar a expansão do mercado, que hoje reúne desde jogos simples de rodada rápida até experiências mais complexas com múltiplos recursos.

O crescimento do setor também se reflete nos números da arrecadação pública. De acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, o Gross Gaming Revenue (GGR) do mercado regulado no Brasil chegou a cerca de R$ 37 bilhões, com uma arrecadação federal estimada em aproximadamente R$ 9,95 bilhões em 2025.

Ainda segundo o balanço oficial, o governo também arrecadou cerca de R$ 2,5 bilhões em outorgas pagas por operadores autorizados, além de aproximadamente R$ 95,5 milhões em taxas administrativas relacionadas à operação das plataformas.

Os dados indicam que o setor de apostas online continua em expansão no país, impulsionado pela regulamentação e pelo aumento do interesse dos usuários. Nesse cenário, títulos como o jogo de aposta Aviator permanecem entre os mais reconhecidos pelos jogadores e ajudam a ilustrar as tendências atuais do mercado digital de cassinos.

Comentários

Continue lendo

Brasil

Acre tem a terceira maior perda de água do país, aponta Instituto Trata Brasil

Publicado

em

Estado perde 62,25% da água na distribuição, quase 22 pontos percentuais acima da média nacional; Rio Branco está entre as dez piores capitais

Dados do Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, mostram que o Acre está entre os estados com maior perda na distribuição de água. São 62,25% de perdas. Foto: captada 

O Acre está entre os estados brasileiros com os maiores índices de perda de água na distribuição, segundo levantamento do Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados. Com 62,25% de perda, o estado ocupa a terceira posição no ranking nacional, atrás apenas de Alagoas (69,86%) e Roraima (62,51%).

Os dados são referentes a 2023 e foram divulgados no final do ano passado. A média nacional de perda na distribuição fechou em 40,31%, o que significa que o Acre perde quase 22 pontos percentuais a mais que a média do país.

Cenário nacional

O levantamento revela uma profunda desigualdade regional na infraestrutura hídrica brasileira. Enquanto estados do Norte e Nordeste lideram os rankings de perda, unidades da federação das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste apresentam os melhores desempenhos.

Goiás (25,68%), Tocantins (30,96%), São Paulo (32,66%), Paraná (33,11%) e o Distrito Federal (31,46%) têm os menores índices de perda. Na sequência aparecem Santa Catarina (35,31%), Minas Gerais (36,22%), Rondônia (37,03%), Paraíba (37,53%), Mato Grosso do Sul (38,58%), Espírito Santo (38,70%) e Rio Grande do Sul (40,14%).

“Os indicadores revelam que as perdas no Brasil não se distribuem de forma homogênea, refletindo desigualdades territoriais persistentes em infraestrutura, capacidade de investimento e maturidade operacional”, destacam os pesquisadores.

O estudo aponta que estados com altos índices de perda são mais suscetíveis a desafios estruturais no abastecimento, incluindo maior risco de intermitência, maior pressão sobre mananciais e necessidade de investimentos significativamente superiores para recuperação de eficiência.

Rio Branco entre as piores capitais

Quando se analisa os dados municipais, a capital acreana também figura entre as posições mais críticas. Rio Branco ocupa o 96º lugar no ranking de perda na distribuição entre as cidades brasileiras, com índice de 56,06%.

O percentual coloca a capital acreana entre as dez piores do país, evidenciando os desafios estruturais enfrentados pelo sistema de abastecimento local.

Os dados reforçam a necessidade de investimentos em infraestrutura e modernização da gestão hídrica no Acre, tanto na capital quanto no interior, para reduzir as perdas e garantir o acesso universal à água tratada.

Quando se analisa os dados referentes à Rio Branco, observa-se que a capital acreana está entre as 10 cidades com piores índices de distribuição: 56,06% de perda. Foto: captada 

“Os indicadores revelam que as perdas no Brasil não se distribuem de forma homogênea, refletindo desigualdades territoriais persistentes em infraestrutura, capacidade de investimento e maturidade operacional. Estados que apresentam simultaneamente altos índices de perdas na distribuição e por ligação são mais suscetíveis a desafios estruturais no abastecimento, incluindo maior risco de intermitência, maior pressão sobre mananciais e necessidade de investimentos significativamente superiores para recuperação de eficiência”, destacam os pesquisadores.

Quando se analisa os dados referentes à Rio Branco, observa-se que a capital acreana está entre as 10 cidades com piores índices de distribuição: 56,06% de perda, ocupando o 96º lugar no ranking de melhores e piores índices de perdas na distribuição.

Comentários

Continue lendo

Brasil

Indústria de alimentos movimenta R$ 2,1 bilhões e representa 6,7% do PIB do Acre, aponta ABIA

Publicado

em

Setor emprega 4,4 mil trabalhadores diretos e mantém forte integração com a produção agropecuária; 78,4% das matérias-primas vêm do campo

As exportações da indústria de alimentos acreana somaram US$ 55 milhões, valor ainda modesto quando comparado a estados com maior estrutura industrial. Foto: captada 

A indústria de alimentos no Acre movimenta cerca de R$ 2,1 bilhões em valor de produção, de acordo com levantamento divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) com base em dados de 2025. O estudo, que traça um panorama do desempenho regional do setor no Brasil, revela que o segmento tem peso significativo na economia acreana, representando 6,7% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.

Os dados apontam que o estado possui 170 empresas do setor alimentício, responsáveis por aproximadamente 4,4 mil empregos diretos e 17,9 mil postos de trabalho indiretos ligados à cadeia produtiva. A indústria também tem forte presença na estrutura industrial local: 59,7% dos empregos da indústria de transformação do Acre estão concentrados nesse segmento, segundo o levantamento.

Integração com o campo

Outro destaque do estudo é a ligação direta da indústria alimentícia com a produção agropecuária. No Acre, 78,4% das matérias-primas utilizadas pelas indústrias do setor são adquiridas da produção rural do próprio estado, indicando forte dependência e integração com a atividade agropecuária local.

Comércio exterior

No mercado internacional, as exportações da indústria de alimentos acreana somaram US$ 55 milhões. O valor ainda é modesto quando comparado a estados com maior estrutura industrial, mas demonstra a participação do Acre no comércio exterior do setor.

Panorama regional e nacional

O estudo também traz um panorama da Região Norte, onde a indústria de alimentos registra R$ 66,7 bilhões em valor de produção, com 2,5 mil empresas e 103 mil empregos diretos, reforçando o papel do segmento no desenvolvimento econômico regional.

Em nível nacional, a indústria de alimentos é considerada a maior do país, com R$ 1,388 trilhão em valor de produção, 42 mil empresas e mais de 2,12 milhões de empregos diretos, além de exportações que chegam a US$ 66,7 bilhões para cerca de 190 países.

Comentários

Continue lendo