Acre
Provável enchente e situação financeira motivam o cancelamento do carnaval de Rua de Brasiléia
Equipe gestora da prefeitura se organiza para criar comitê de estudos e providencias emergenciais no caso de inundação
WILIANDRO DERZE, assessoria da PMB

Everaldo se reuniu com autoridades do Municipio para ouvir e concordar com o cancelamento do carnaval popular deste ano – Foto: Alexandre Lima
Reunido com todos os seus secretariados e representantes da Policia Militar, do Corpo de Bombeiros, Detran, delegado de Policia Civil e da imprensa do Vale do Acre nesta segunda-feira, 21, as 16h30min. O prefeito Everaldo Gomes, anunciou o cancelamento do carnaval sob o comando da prefeitura de Brasiléia.
O anunciou ocorreu depois de toda a equipe Organizadora do Carnaval tomar conhecimento de duas situações que se encontra o município. A primeira é com relação à situação de alerta que afeta todos os municípios banhados pelo Rio Acre, que vem apresentando elevação em seu nível, ameaçando segundo estudos meteorológicos uma nova inundação semelhante ou maior a que ocorreu em 2012.
A segunda argumentação para o cancelamento do carnaval de Rua, segundo o prefeito e toda sua equipe gestora é relacionado as condições financeiras que afeta o município diretamente. “Tivemos nosso orçamento reduzido em mais de R$ 2 milhões e não temos condições de viabilizar recursos para o carnaval, tendo em vista que ações e situações emergenciais podem acontecer como uma possível enchente. E por conta disso, achamos melhor priorizarmos o carnaval Fora de Época no meio do ano. E antecipando uma eventual enchente, estamos priorizando a formação de um comitê responsável para verificar situações emergenciais que possam ocorrer”, informou o prefeito.

Everaldo com o comandante da PM do 10º Batalhão e a Tenente Crisitiane em seu gabinete – Foto: Alexandre LIma
No decorrer da reunião os vereadores presentes apoiaram a decisão da equipe gestora do município. O Comandante do Corpo de Bombeiros, Arleudo Batista disse que foi uma decisão acertada do prefeito e sua equipe, já que as previsões são ainda de muita chuva nos próximos meses. “É uma decisão difícil e somente quem tem pulso firme para priorizar primeiro a segurança e declarar a real situação financeira do município tem coragem para tomar decisões acertadas como essa”, destacou.
O delegado da Policia Civil, Cristiano Basto, disse que a população espera pelas festividades que são comuns no decorrer do ano, como são comuns, tal como carnaval. “Mas sabemos das dificuldades que a população passou e as dificuldades que os comércios enfrentam até hoje. Sabendo que todas as cidades do Estado banhadas pelo Rio Acre sofre com essas ameaça de uma nova enchente. Acho sabia a decisão do prefeito de tomar essa atitude de cancelar o carnaval prevendo uma situação emergencial” comentou o delegado.
A Secretária de Saúde do município, Aldenice Ferreira alerta para os estudos meteorológicos que indicam a possibilidade de uma nova enchente, e o município precisa está preparado caso aconteça. “Mas nesse momento precisamos entender que podemos está comprometendo e colocando em risco a vida das pessoas. Então, acho acertada a decisão do prefeito e de toda nossa equipe”, enfatizou.
O prefeito esclareceu também, que caso alguma empresa queira viabilizar o carnaval pode ficar a vontade, mas o município nesse momento não pode realizar o evento pelas condições que afligem a população, por conta de uma possível enchente e as condições financeiras do Poder Público Municipal.
Mas deixando bem claro a população de Brasiléia e de todo o Estado, o prefeito Everaldo Gomes, confirmou a realização do Carnaval Fora de Época em Julho. “Vamos realizar um carnaval que vai ficar na história de nossa região. Faremos uma tradicional festa preparada e organizada com muito carinho a todo o povo do Acre e de outras regiões”, reafirmou.
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Acre
Desperdício de peixes em Cruzeiro do Sul revolta moradores e gera polemica
Vídeo mostra grande quantidade de pescado sendo descartada no lixo; vendedores alegam cumprimento de normas sanitárias, enquanto população critica preços abusivos
Um vídeo que viralizou nas redes sociais expõe o descarte de centenas de peixes diretamente em um caminhão de lixo no Mercado do Peixe de Cruzeiro do Sul, no Acre. As imagens, registradas por um morador indignado, mostram o produto sendo jogado fora enquanto o cinegrafista critica os altos preços cobrados pelos comerciantes: “Preferem estragar do que fazer promoção, não abaixam nem um real”, dispara.
O presidente da Associação de Vendedores de Peixe, Francisco Valdecir, explicou que o descarte ocorreu após um comerciante comprar quantidade superior à capacidade de armazenamento. Com o excedente já deteriorado, a Vigilância Sanitária foi acionada e determinou o descarte. “Foi medida preventiva para proteger a saúde pública”, justificou.
O caso reacendeu o debate sobre desperdício de alimentos e acessibilidade em mercados públicos, evidenciando a contradição entre produtos perecíveis caros para a população e toneladas de comida sendo destruídas.
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Acre
Homem é brutalmente agredido por facção em Rio Branco
Vítima de 46 anos foi espancada com socos, chutes e ripadas após ser submetida a “disciplina” criminosa
Edimar Alves Roiz, de 46 anos, foi alvo de violência extrema na noite desta sexta-feira (4), no bairro Palheiral, em Rio Branco. Membros de uma organização criminosa o atacaram com socos, chutes e golpes de ripa após imporem uma suposta “disciplina”.
De acordo com a polícia, Edimar foi abordado enquanto caminhava pela Rua Tião Natureza e levado para um local isolado, onde sofreu agressões no rosto, costas, braços, abdômen e costelas. Os criminosos fugiram após o espancamento.
O SAMU socorreu a vítima e a encaminhou em estado estável para a UPA Franco Silva. A Polícia Militar fez buscas, mas não prendeu suspeitos. O caso agora é investigado pela Polícia Civil.
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Acre
Acre teve mais de 8 mil casos de dengue entre janeiro e março
O Acre registrou, somente entre janeiro e março deste ano, 8.138 casos prováveis de dengue. Desse total, 3.830 casos foram confirmados pelas autoridades de saúde, com três mortes causadas pela doença.
Os dados são do Painel de Monitoramento das Arboviroses, do Ministério da Saúde. Segundo o órgão, a incidência dos casos confirmados é de 434,9 para cada 100 mil habitantes.
A letalidade da doença no estado, considerando apenas os casos confirmados, é de 0,08%. Já entre os casos considerados graves, esse índice sobe para 10,34%.
Em um comparativo mensal, observa-se uma redução nos casos prováveis ao longo do trimestre: março registrou 544 casos, fevereiro 1.437, e janeiro lidera com 1.708 casos.
O levantamento também apresentou dados sobre outras arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. No mesmo período, foram registrados 170 casos prováveis de zika e 166 de chikungunya no estado.
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