Acre
Procuradoria-Geral da União opina pela soltura de 10 presos na operação G7
Segundo o parecer de Gurgel, embora “pesem os indícios de autoria e de materialidade minuciosamente descritos”, a soltura dos investigados “não representa ofensa à garantia da ordem pública”.

Gurgel pede que Fux determine o comparecimento dos investigados em juízo e proibição de deixar a cidade
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, opinou nesta sexta-feira (14) pela soltura de 10 pessoas presas pela Polícia Federal no mês passado durante a operação G7, que apura supostas fraudes em licitações e formação de quartel no Acre.
Gurgel deu parecer para que eles sejam liberados, mas afirmou que a Justiça poderia adotar medidas cautelares, como o monitoramento e proibição de manter contato com outros investigados. A decisão será tomada pelo ministro Luiz Fux em ação que corre no Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre os que continuam presos estão o secretário de Obras do estado, Wolvenar Camargo; o ex-secretário de Habitação do estado Aurélio Cruz; o diretor do Departamento de Pavimentação e Saneamento (Depasa), Gildo César; o empreiteiro e ex-presidente da Federação da Indústria do Acre (Fieac) João Francisco Salomão; além de outros empreiteiros.
O diretor de análises clínicas da Secretaria Estadual de Saúde e sobrinho do governador Tião Viana, Thiago Paiva, chegou a ser preso, mas acabou liberado por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ao todo, 15 pessoas foram detidas no dia da operação.
O processo da operação G7 foi enviado ao Supremo em razão do envolvimento de investigados com magistrados do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC). O presidente do STF, Joaquim Barbosa, chegou a pedir proteção para a relatora do inquérito, desembargadora Denise Bomfim, que afirmou ter sofrido ameaçadas em decorrência da atuação dela no caso.
Segundo o parecer de Gurgel, embora “pesem os indícios de autoria e de materialidade minuciosamente descritos”, a soltura dos investigados “não representa ofensa à garantia da ordem pública”.
“Ainda que se considere a gravidade das infrações perpetradas, não se vislumbra repercussão no seio da sociedade capaz de perturbar a paz e a tranquilidade social, de modo a impor a custódia dos investigados”, afirmou Gurgel.
O procurador entende ainda que a ordem econômica “não sofrerá maior abalo” porque há pouca probabilidade de as supostas fraudes continuarem.
Gurgel pede que Fux determine o comparecimento dos investigados em juízo e proibição de deixar a cidade, proibição de que frequentem o órgão no qual trabalhavam, proibição de contato com outros investigados e suspensão do exercício da função pública no caso dos servidores ou da atividade econômica no caso dos empresários.
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Acre
Bocalom confirma conversas sobre possível acordo do PL para apoiar Alan Rick na disputa pelo governo
Em meio a articulação entre Republicanos e PL que favorece Alan Rick, prefeito de Rio Branco afirma que projeto pessoal não tem volta e que “única alternativa” é buscar outro caminho; senador Márcio Bittar não se manifesta

Acho que não tem momento melhor do que esse que estou vivendo na minha vida para ser governador, devido ao trabalho em Acrelândia e ao trabalho em Rio Branco”, disse. Foto: captada
Com Matheus Mello
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), afirmou nesta quinta-feira (12) que, se não houver espaço no Partido Liberal para sua pré-candidatura ao governo do Acre, a única alternativa será deixar a legenda. A declaração ocorre em meio à repercussão de um possível acordo entre as executivas nacionais do PL e do Republicanos para viabilizar a candidatura do senador Alan Rick (Republicanos) ao Palácio Rio Branco.
“Eu fiquei sabendo dessas conversas. O Márcio não me ligou, ninguém me ligou. Estou sabendo. Evidentemente que nós temos um projeto, que é ser governador. Acho que não tem momento melhor do que esse que estou vivendo na minha vida para ser governador, devido ao trabalho em Acrelândia e ao trabalho em Rio Branco”, declarou Bocalom.
O prefeito disse que “já colocou [seu] nome” e que seguirá lutando pela viabilidade da candidatura. “Se houver problema com o PL, vamos ter que achar outro caminho, não tem jeito, mas espero que não tenha problema”, completou.
Nos bastidores, a articulação entre Republicanos e PL é atribuída ao senador Alan Rick, que, em tese, mantém conversas com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — pré-candidato da legenda à Presidência. A proposta de Rick envolve, entre outros pontos, entregar ao PL seu primeiro suplente, Gemil Junior, para compor a bancada bolsonarista no Senado em troca do apoio à sua candidatura.
A cúpula do PL em Brasília, no entanto, ainda avalia o cenário com pesquisas nacionais. Segundo informações publicadas pelo jornal ac24horas, “o PL nacional, pelo que apurou, não tem interesse político-eleitoral em lhe dar legenda”. O senador Márcio Bittar (PL), principal liderança da sigla no Acre, não se manifestou publicamente sobre o caso.
Bocalom oficializou sua pré-candidatura ao governo no dia 19 de janeiro. O gestor lidera o índice de rejeição entre os pré-candidatos, com 29,5%, segundo pesquisa Data Control divulgada nesta semana. Alan Rick aparece à frente nas intenções de voto (35,3%), seguido por Mailza Assis (PP), com 18,3%, e Bocalom, com 18% — empate técnico com a vice-governadora.
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TJAC funcionará em regime de plantão durante o Carnaval

FOTO: ASCOM
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) funcionará em regime de plantão entre segunda e quarta-feira, 16 a 18 de fevereiro, em razão do feriado de Carnaval. Nesse período, não haverá atendimento presencial nas unidades do Judiciário, sendo analisadas apenas medidas consideradas urgentes.
De acordo com TJAC, com a suspensão das atividades regulares, os prazos processuais ficam interrompidos e voltam a correr após o período de plantão. No site do TJAC está disponível a lista com as servidoras e os servidores designados para atuar nesses dias.
Também haverá plantão com suporte na área tecnológica em caso de intercorrências nos sistemas de tramitação de processos.
Durante o plantão judiciário poderão ser apreciados pedidos de liminar em mandados de segurança e habeas corpus, solicitações de liberdade provisória, sustação de ordem de prisão, entre outras medidas que demandem urgência.
Os atendimentos presenciais serão retomados na quinta-feira, 19, das 7h às 14h.
Com informações do TJAC
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Prefeitura realiza operação “De Volta para Casa” e encerra assistência às famílias atingidas por enxurradas em Rio Branco
Ação da Defesa Civil marca fim do acompanhamento emergencial após cheia do Rio Acre; órgão alerta para risco de novos eventos no período chuvoso

Foto: Defesa Civil Municipal
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Defesa Civil Municipal, realiza nesta quinta-feira, 12, a operação “De Volta para Casa”, destinada às famílias que haviam sido deslocadas para residências de parentes ou amigos em razão das enxurradas e do transbordamento do Rio Acre.
De acordo com o município, a ação foi concentrada exclusivamente nesta data por questões logísticas. Com isso, a Defesa Civil conclui o ciclo de acompanhamento e apoio prestado às famílias atingidas pelos eventos climáticos recentes na capital.
A operação marca o encerramento da assistência emergencial iniciada após a elevação do nível do Rio Acre e os registros de enxurradas em diferentes bairros da cidade. Durante o período crítico, equipes atuaram no monitoramento de áreas de risco, no suporte às famílias desalojadas e na prestação de auxílio humanitário.
Apesar da finalização desta etapa, a Defesa Civil alerta que o risco de novos transbordamentos ou enxurradas permanece, especialmente diante das condições climáticas típicas do período chuvoso.

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