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Prisão de pais por falta de pagamento de pensão alimentícia dispara no Amazonas

Polícia Civil realizou, na sexta-feira (14/02), a Operação Aljava, que resultou no cumprimento de mais de 50 mandados de prisão por inadimplência de pensão alimentícia em Manaus. (Foto: Erlon Rodrigues/PC-AM)
No período de 2023 até o dia 31 de janeiro de 2024, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), registrou 10.262 processos de alimentos — conhecida popularmente como pensão alimentícia, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
De acordo com informações da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), no mesmo período, ocorreu um aumento significativo de 34% nas prisões de pais inadimplentes por pensão alimentícia.
Os dados da PC-AM também demonstram que entre os meses de setembro e outubro do ano passado, 111 pais foram presos por não cumprirem as obrigações legais de prover sustento aos filhos, enquanto, no início de fevereiro deste ano, mais de 50 mandados de prisão por inadimplência de pensão alimentícia em Manaus foram cumpridos durante a Operação Aljava.
Conforme o titular da Delegacia Especializada em Capturas e Polinter (DECP), delegado Fábio Aly, durante as prisões, a maioria dos procurados afirmam que estão pagando a pensão alimentícia e sempre contam que não foi dada baixa no processo na Justiça. “Falam também que a mulher esqueceu de dar baixa e nunca falam que não estão pagando”, disse Aly.
Durante a coletiva de imprensa para detalhar o resultado da operação, Aly explicou que as iniciativas da Polícia Civil reforçam uma política de segurança pública, pois garantir o pagamento da pensão alimentícia é fundamental para que as crianças tenham acesso à creche, educação, saúde e alimentação, evitando assim a marginalização.
Na Justiça
Segundo a defensora pública Sarah Lobo, a ação de alimentos é devida, pois os pais têm o dever de sustento em relação aos filhos menores.
“Esse é um dever recorrente da solidariedade familiar, entretanto, quando um dos pais não cumpre de forma voluntária é cabível a ação de alimentos para obrigar a cumprir as despesas do filho”, disse a defensora pública.
Lobo informa que a pessoa que precisa de atendimento da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) relacionada a alimentos pode realizar um agendamento no número 129. “É uma ligação gratuita que funciona de segunda a sexta-feira, de 8h às 14h’, afirma.
Conforme Lobo, o tempo da ação de alimentos depende da complexidade de cada caso e disposição das partes para conciliação.
Denúncia
O delegado Fábio Aly reforçou o pedido para que a população continue a denunciar, por meio do disque-denúncia da Polinter, pelo número (92) 3667-7727 (WhatsApp) e 181, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM). Aly esclareceu que o objetivo da medida não é punir os responsáveis pelo não pagamento da pensão, mas aplicar uma ação coercitiva e educativa.
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Polícia Civil cumpre mandado de prisão preventiva contra suspeito de homicídio qualificado em Senador Guiomard
A Polícia Civil do Estado do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral de Polícia Civil de Senador Guiomard, deu cumprimento, na manhã desta sexta-feira, 20, a um mandado de prisão preventiva expedido em desfavor de F. B. D. S., de 44 anos, suspeito da prática do crime de homicídio qualificado.

O crime ocorreu no dia 16 de outubro de 2025, no Ramal 58, zona rural do município. De acordo com as investigações conduzidas pela unidade policial, o suspeito é apontado como autor de homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Após a conclusão do inquérito policial, o investigado foi denunciado pelo Ministério Público. Com a expedição do mandado de prisão preventiva pelo Poder Judiciário, a equipe da Polícia Civil realizou diligências e localizou o suspeito, efetuando sua prisão.
O preso será submetido à audiência de custódia e, posteriormente, encaminhado ao Presídio Francisco de Oliveira Conde, onde permanecerá à disposição da Justiça.
A Polícia Civil reforça seu compromisso com a elucidação de crimes e a responsabilização de seus autores, destacando que a atuação firme e técnica das equipes tem sido fundamental para garantir justiça e segurança à população acreana.
Fonte: Conteúdo republicado de POLÍCIA CIVIL - GERAL
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Trabalhador sofre descarga elétrica ao instalar outdoor e cai de escada em Rio Branco
Acidente ocorreu na manhã desta sexta-feira (20) às margens da BR-364; vítima foi levada ao pronto-socorro com escoriações e estado de saúde estável

De acordo com as informações apuradas, ele estava sobre uma escada no momento em que o equipamento escorregou. Ao perder o equilíbrio, a escada acabou caindo sobre a rede de alta tensão. Foto: captada
Um acidente de trabalho foi registrado na manhã desta sexta-feira (20), às margens da BR-364, nas proximidades de um condomínio na região da Custódio Freire, em Rio Branco.
Késsio Camilo dos Santos, de 30 anos, realizava a instalação de um outdoor quando sofreu uma descarga elétrica. De acordo com as informações apuradas, ele estava sobre uma escada no momento em que o equipamento escorregou. Ao perder o equilíbrio, a escada acabou caindo sobre a rede de alta tensão e, em seguida, a vítima caiu ao solo.
A corrente elétrica teve ponto de saída identificado no pé esquerdo da vítima. Apesar do choque, não houve queimaduras em outras partes do corpo. Késsio sofreu apenas escoriações decorrentes da queda.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e encaminhou uma ambulância de suporte básico ao local. Após os primeiros atendimentos, o trabalhador foi levado ao Pronto-Socorro de Rio Branco com quadro de saúde estável.

A corrente elétrica teve ponto de saída identificado no pé esquerdo da vítima. Apesar do choque, não houve queimaduras em outras partes do corpo. Foto: captada
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Polícia Civil do Acre cumpre mandados e prende suspeito de liderar esquema de estelionato em Rio Branco

Investigação iniciada em 2025 pela Delegacia de Tarauacá resultou na prisão de suspeito de chefiar grupo criminoso especializado em fraudes bancárias. Foto: Emerson Lima/ PCAC
Em uma ação conjunta da Delegacia-Geral de Tarauacá com o Departamento de Polícia da Capital e do Interior (DPCI), a Polícia Civil do Acre (PCAC) cumpriu, nesta sexta-feira, 20, três mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão em Rio Branco, em desfavor de E.C.M., investigado por liderar um grupo criminoso especializado em estelionato.
De acordo com as investigações, o suspeito coordenava um esquema fraudulento que tinha como alvo pessoas sem margem de crédito disponível. O grupo atuava por meio de terceiros que entravam em contato com as vítimas oferecendo a intermediação de empréstimos. Após a liberação do valor, as vítimas eram obrigadas a repassar parte do montante ao grupo criminoso. Além disso, o investigado também é suspeito de aplicar fraudes contra aposentados.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos documentos com assinaturas relacionadas a empréstimos fraudulentos, veículos, celulares televisores, além de uma pequena quantidade de entorpecentes, reforçando os indícios de materialidade do crime.

Dois veículos foram apreendidos durante operação da Polícia Civil do Acre em Rio Branco. Foto: cedida
As apurações começaram em 2025, quando uma das vítimas procurou a Delegacia de Tarauacá para registrar boletim de ocorrência. No decorrer da investigação preliminar, a autoridade policial identificou que não se tratava de um caso isolado, mas de uma prática reiterada e estruturada.
O delegado José Ronério, responsável pelas investigações, destacou a complexidade do caso. “Trata-se de uma investigação complexa que apura a prática reiterada do crime de estelionato, com um modus operandi padronizado e profissional. Identificamos que o investigado fazia do crime um meio de vida, utilizando amplo conhecimento na área bancária, inclusive mencionando instituição financeira na qual já havia trabalhado para dar credibilidade aos golpes. Ao longo das diligências, novas vítimas surgiram em várias regiões do estado, o que reforçou a necessidade das medidas cautelares cumpridas hoje”, enfatizou.
Com o avanço das investigações, a Polícia Civil reuniu depoimentos, provas documentais e indícios consistentes de autoria e materialidade, o que fundamentou a representação pelos mandados de busca e apreensão e pela prisão preventiva, deferidos pelo Poder Judiciário.



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