Cotidiano
Preso na Bahia o ex-secretário de Cassol que montou academia com dinheiro da corrupção em Rondônia
Ex-secretário do Governo Cassol (RO), foi preso em Seabra, na Bahia e teve o pedido de relaxamento da prisão negado no último dia 14. Agora ele deve ser transferido para Capital de Rondônia.

O esquema apurado pelo Gaeco mostra que Gilvan Ferro, responsável pelo sistema penitenciário estadual até 2010, movimentou entre os anos de 2005 e 2010 mais de R$ 2 milhões (Foto: Arquivo Rondoniagora)
Rondoniagora.com
A Justiça de Rondônia foi informada no último dia 14 sobre a prisão do ex-secretário de Justiça do Governo Cassol, o policial militar Gilvan Cordeiro Ferro, condenado à pena de 4 anos e 8 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, por corrupção quando era secretário de Estado da Justiça e desviou recursos para construção de uma academia de ginástica na Capital, a Adrenaline.
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Gilvan Ferro foi condenado em novembro de 2014 a 3 anos de prisão, mas o MP recorreu e conseguiu aumentar a pena para 4 anos e 8 meses.
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O ex-secretário do Governo Cassol foi preso em Seabra, na Bahia e teve o pedido de relaxamento da prisão negado pelo juiz da 1ª Vara Criminal, Francisco Borges Ferreira Neto no último dia 14. Agora ele deve ser transferido para Capital de Rondônia.
Segundo a denúncia do Ministério Público, a investigação se iniciou a partir de denúncias de esquema de recebimento de propinas pelo alto escalão da Sejus em troca da transferência de presos. O esquema apurado pelo Gaeco mostra que Gilvan Ferro, responsável pelo sistema penitenciário estadual até 2010, movimentou entre os anos de 2005 e 2010 mais de R$ 2 milhões, sendo que somente 27% referiam-se ao salário oficial (R$ 740 mil). O restante (cerca de R$ 1,97 milhões) foi proveniente, dentre outros, de depósitos sem identificação do depositante (cerca de R$ 750 mil), depósitos feitos por empresas com contratos com o governo estadual (incluindo a Sejus) e até mesmo por pessoa acusada de ser chefe de uma quadrilha de tráfico de drogas na região de Rolim de Moura.
Os valores recebidos por Gilvan Ferro não foram declarados à Receita Federal e parte dos depósitos foi fragmentada em valores menores a fim de dissimular as transações. Ele também é acusado de envolvimento em atos de improbidade administrativa e crimes contra a Administração Pública, respondendo a oito ações civis públicas propostas pelo Ministério Público de Rondônia.
O dinheiro proveniente destes crimes foi utilizado para a formação do considerável patrimônio dos denunciados, donos da uma academia de ginástica em Porto Velho. A empresa foi constituída em nome de Juliana e Helena Ribeiro de Barros e, segundo os indícios colhidos na investigação, foi montada com a finalidade de lavar o dinheiro recebido ilicitamente.
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Feriado da Semana Santa altera funcionamento do comércio e serviços no Acre; veja o que abre e o que fecha
Governo decreta ponto facultativo na quinta-feira (2); sexta-feira (3) é feriado nacional da Paixão de Cristo. Atendimento ao público volta na segunda-feira (6)
Com a aproximação da Semana Santa, trabalhadores e servidores públicos do Acre já se preparam para as mudanças no calendário de expediente em abril de 2026. Conforme decreto publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), o governo estadual decretou ponto facultativo na quinta-feira, dia 2, enquanto a sexta-feira, dia 3, é feriado nacional em razão da Paixão de Cristo. A medida suspende o funcionamento dos órgãos da administração direta e indireta do Poder Executivo.
Funcionamento dos serviços
A população deve ficar atenta ao horário de atendimento dos serviços públicos durante o período. As unidades da Organização em Centros de Atendimento (OCA) e as secretarias de Estado não abrirão na quinta e na sexta-feira. O atendimento será retomado normalmente na segunda-feira, dia 6.
Já os serviços considerados essenciais seguem em atividade, incluindo as Unidades de Pronto Atendimento (Upas), o Pronto-Socorro de Rio Branco (Huerb) e as delegacias de polícia.
Entenda o calendário
Apesar de a Semana Santa ser uma das celebrações religiosas mais tradicionais do país, apenas a Sexta-Feira da Paixão é feriado nacional obrigatório. A Quinta-Feira Santa é ponto facultativo, cabendo a cada órgão público ou empresa privada decidir pela suspensão ou não do expediente.
O Sábado de Aleluia e o Domingo de Páscoa não são considerados feriados oficiais e funcionam como dias normais no calendário, exceto para trabalhadores que atuam em escalas específicas.
Além da Semana Santa, o mês de abril de 2026 terá outro feriado nacional: Tiradentes, celebrado no dia 21, uma terça-feira. A data pode proporcionar um descanso prolongado, dependendo da organização de cada órgão ou empresa.
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Diesel chega a quase R$ 10 por litro em Cruzeiro do Sul e pressiona economia local
Valor está bem acima da média nacional, reflexo de custos logísticos e alta do petróleo; setores como transporte e agricultura já sentem impacto no frete
O preço do diesel continua elevado em Cruzeiro do Sul (AC), chegando a quase R$ 10 por litro em alguns postos. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), divulgados pela Folha de S.Paulo, mostram que o diesel S-10 é comercializado entre R$ 9,25 e R$ 9,27 no município, valor bem acima da média nacional, que gira em torno de R$ 7,57.
A diferença é atribuída principalmente aos custos logísticos. Por estar em uma região de difícil acesso, o abastecimento depende de transporte por vias fluviais e rodoviárias, o que encarece o produto. Além disso, a alta reflete reajustes recentes e a valorização do petróleo no mercado internacional, agravada por tensões geopolíticas, como os conflitos envolvendo o Irã.
O impacto do diesel mais caro já é sentido na economia local. Setores como transporte, comércio e agricultura registram aumento nos custos, especialmente no frete, o que tende a pressionar os preços finais de produtos e serviços.
Frete mais caro afeta toda a cadeia produtiva
O impacto não se restringe ao bolso do consumidor na bomba. Setores estratégicos da economia local já sentem os efeitos:
- Transportadores repassam o aumento nos fretes
- Comércio opera com margens reduzidas ou repõe preços
- Agricultura vê custos de insumos e escoamento da produção dispararem
Especialistas alertam que, se mantido o patamar elevado, a tendência é de alta generalizada nos preços de produtos e serviços no interior do estado.
Governo federal promete medidas, mas efeitos demoram
Diante da pressão, o governo federal afirmou que adota estratégias para conter a alta, como subsídios pontuais e reforço na fiscalização da cadeia de combustíveis. No entanto, especialistas avaliam que os resultados ainda são limitados, especialmente em regiões mais distantes dos centros de distribuição, caso do Vale do Juruá.
Destaques:
- Diferença regional ultrapassa R$ 1,70 por litro entre a média nacional e o preço em Cruzeiro do Sul
- Custo logístico é apontado como vilão estrutural no abastecimento do interior acreano
- Efeito dominó no transporte, comércio e agricultura pode elevar inflação local
- Governo federal sob pressão para ampliar efetividade das medidas de contenção
O governo federal afirma ter adotado medidas para conter a alta, como subsídios e reforço na fiscalização. Especialistas, porém, avaliam que os efeitos ainda são limitados, sobretudo em regiões mais distantes dos grandes centros, como o interior do Acre.

A diferença é atribuída, principalmente, aos custos logísticos, já que o abastecimento da região depende de transporte por vias fluviais e rodoviárias, o que encarece o produto. Foto: captada
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Acre deve abrir escola ou fornecer transporte para alunos de comunidade rural em Brasileia
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) manteve, em publicação nesta segunda-feira (30) decisão que obriga o Estado do Acre a garantir acesso à educação básica para estudantes da comunidade rural Colocação São João, no município de Brasileia. A determinação prevê a abertura de turmas de Ensino Fundamental II e Ensino Médio no prazo de 30 dias ou, como alternativa, a disponibilização de transporte escolar gratuito e adequado.
A decisão foi da Segunda Câmara Cível do TJAC, que negou argumento do Estado do Acre contra tutela de urgência concedida em ação civil pública movida pelo Ministério Público estadual.
O Estado argumentou que dificuldades administrativas, logísticas e orçamentárias impediam o cumprimento imediato da medida. O TJAC rejeitou o argumento. Para o colegiado, tais dificuldades não configuram impossibilidade material absoluta, sobretudo quando há violação de direito fundamental comprovada.
O acórdão fixou ainda multa diária por descumprimento e determinou a apresentação de plano de execução pelo Estado. A decisão ressaltou que o direito à educação tem prioridade constitucional e que cabe ao poder público assegurar acesso efetivo ao ensino fundamental e médio, inclusive por meio de medidas estruturais para estudantes de áreas rurais.

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