Policiais penais encontram carta de presos com lista de servidores para serem executados no Acre
Carta foi interceptada na última semana e cita outra que já tinha sido levada por advogada de organização criminosa para uma pessoa de fora do presídio para que fosse feita a execução de três policias. Iapen informou que apura o caso e dois presos já foram transferidos.
Carta foi encontrada em cela na última semana — Foto: Reprodução
Uma carta que vazou na última semana revelou o pedido de execução de três policiais penais que atuam no Complexo Penitenciário de Rio Branco (FOC). O documento fala para que outro detento faça sua lista com os nomes que desejar para que a ordem seja cumprida.
O material que foi interceptado é assinado por dois detentos, com destino a outro preso do pavilhão “H”. Eles citam os nomes de três policias e afirmam que a carta deles já foi enviada pela advogada da organização criminosa e que ela deveria procurar por ele para pegar a lista com mais nomes. O motivo para o pedido de execução seria por estarem sendo “oprimidos” dentro do presídio.
O presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC), Arlenilson Cunha, disse que o caso está sendo apurado e, antes de a carta ser divulgada, dois presos envolvidos nas ameaças já tinham sido transferidos para o presídio de segurança máxima.
Ordem partiu de cela do Complexo Penitenciário de Rio Branco – Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre
Ordem
A carta foi interceptada na última semana por policiais penais durante uma revista na cela. O presidente da Associação dos Servidores do Sistema Penitenciário do Acre (Asspen), Eden Azevedo, diz que os profissionais convivem diariamente com ameaças, mas que eles vão continuar atuando firme no combate ao crime organizado.
“Somos apenas cumpridor da lei. Não legislamos. A gente ressalva que essa carta não intimida, pelo contrário, a gente vai apurar quem são. Vamos pedir para que eles sejam colocados na RDD [Regime Disciplinar Diferenciado]. A ordem é de execução e a carta seria passada para essa advogada, que levaria para alguém que a gente não sabe quem é, e estamos tentando descobrir, e essa pessoa se encarregaria de cometer o crime”, conta.
Sobre o possível envolvimento da advogada citada na ordem para que os profissionais da segurança fossem mortos, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil- Seccional Acre (OAB-AC), Erick Venâncio, informou que, se a notícia for verdadeira e forem apresentadas provas de qualquer ilícito por parte de qualquer advogado, a OAB instaurará o competente processo ético-disciplinar. “A instituição não permitirá que a livre atuação profissional seja cerceada, sob qualquer aspecto”, destacou.
Iapen apura ameaças e veracidade da carta — Foto: Reprodução
Envolvidos
Azevedo diz que a principio são três presos envolvidos, pelo teor da carta, mas, acredita que tem mais outros envolvidos e apuram o andamento das investigações. Já o Iapen disse que não pode passar mais detalhes para não atrapalhar as investigações.
Além disso, o representante da categoria afirma que as ameaças são constantes aos profissionais.
“Nós somos ameaçados constantemente, virou rotina. Quando tem uma situação dessas, a gente só aumenta a vigilância, e quando é muito precisa, o próprio Iapen dá afastamento ao servidor e, em alguns casos, disponibiliza até segurança, mas depende muito da inteligência”, acrescenta.
Além disso, ele afirma que as investigações devem apontar quem é a advogada que os detentos citam várias vezes na carta. Ela já teria levado uma carta e levaria a do outro preso do pavilhão H, a quem era destinada a carta que foi encontrada.
“Isso não vai parar, pelo contrário. Mas, a gente vai continuar com nossa rotina de combater o crime organizado. Está sendo feita a investigação para chegar nessa advogada e no possível autor do crime para quem a carta seria entregue”, acrescentou.
‘Carta não vazou da inteligência’
O presidente do Iapen, Arlenilson Cunha, disse que a inteligência apura o caso, e ressalta que o material não vazou de lá e defende a idoneidade dos profissionais.
“No entanto, a inteligência já vem levantando sobre essa questão de ameaça a policiais penais. Já foi adotada a primeira medida e foram transferidos dois detentos para o presídio de segurança máxima e a gente continua investigando”, diz.
Cunha afirma ainda que os servidores que tiveram os nomes envolvidos estão em alerta e o Iapen continua com as investigações, inclusive, sobre a veracidade da carta.
“É importante esclarecer que antes de surgir essa carta na imprensa, já vinha sendo apuradas possíveis ameaças a policiais penais. E as medidas já estavam sendo adotadas, é importante esclarecer que essa carta não tinha chegado na inteligência e não vazou da inteligência. Estamos apurando a veracidade da carta porque pode ser até que um preso tenha jogado lá para chamar a nossa atenção, assim como as ameaças e os servidores em questão foram cientificados e estão em alerta”, pontou.
O diretor do Iapen afirmou que os profissionais em questão foram apenas trocados de posto, mas continuam exercendo as funções normalmente.
“Ninguém foi afastado porque não tem elementos que indicam que esteja no vermelho. A nossa profissão já requer a nossa atenção constante, e quando tem esse tipo de coisa a gente fica em estado de alerta”, explica.
Cunha afirma ainda que o caso é compartilhado com outras forças de segurança que também devem apurar a situação. A assessoria de comunicação da Polícia Civil informou que o caso deve ser investigado pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e que não vai se pronunciar sobre o assunto neste momento.
A Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Estado do Acre (Ageac) intensificou o diálogo, na manhã desta sexta-feira, 30, com a bancada federal acreana para apoiar, em articulação com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e com o Ministério dos Transportes, ações de manutenção da BR-364, no trecho entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul.
Principal eixo terrestre de integração do estado, a rodovia concentra o deslocamento diário de passageiros, veículos de serviço e cargas, conectando a capital ao interior e garantindo o abastecimento de alimentos, medicamentos, combustíveis e outros insumos essenciais aos municípios.
Ônibus do transporte intermunicipal tombado após perda da estabilidade em trecho com irregularidades no pavimento. Foto: cedida
Responsável por regular e fiscalizar o transporte intermunicipal de passageiros, a autarquia acompanha de forma contínua o funcionamento das linhas autorizadas, avaliando horários, desempenho da frota e o tempo médio de viagem para assegurar regularidade e qualidade no atendimento.
As fiscalizações realizadas ao longo da BR-364 e os registros encaminhados por operadores e usuários indicam reflexos diretos na segurança viária. Foram observadas ocorrências como acidentes, avarias mecânicas, veículos danificados e interrupções de viagem em trechos com buracos e desgaste do pavimento, situações que exigem redução de velocidade e aumentam o risco operacional do percurso.
Essas condições também interferem no tempo de deslocamento. Em determinados períodos, o trajeto entre a capital e o interior, tradicionalmente realizado em cerca de 12 horas, pode chegar a até 22 horas, exigindo reorganização de horários e replanejamento das linhas pelas operadoras.
Além do tempo de viagem, a situação da rodovia repercute diretamente na logística de abastecimento. Entidades do setor de transporte apontam que as dificuldades no percurso elevam os custos operacionais e podem gerar impacto de até 30% no valor do frete, reflexo que chega ao comércio local e pressiona o preço final das mercadorias e das passagens.
Veículos de passageiros e de carga enfrentam dificuldades de circulação, refletindo os impactos na operação do transporte e no abastecimento dos municípios. Foto: cedida
Segundo o presidente da Ageac, Luís Almir Brandão, os efeitos são sentidos diretamente pela população. “A situação da BR-364 impacta diretamente o custo de vida no Acre. O alto preço dos insumos que chegam ao estado pressiona o transporte, encarece as passagens e afeta empresários, trabalhadores e, principalmente, a população que depende desses serviços todos os dias. A Agência Reguladora, junto ao governo do Estado, mantém diálogo permanente com o setor e busca soluções para reduzir esses impactos, mas sabemos que a resposta definitiva passa pela recuperação completa da rodovia”, afirmou.
Há ainda pontos específicos que exigem intervenções prioritárias. No quilômetro 722, o Dnit reconheceu situação de emergência após danos provocados pelas chuvas, com erosões e comprometimento do pavimento, demandando ações imediatas para restabelecer a trafegabilidade e garantir mais segurança aos usuários.
Brandão acrescentou que a mobilização institucional busca dar celeridade às providências nos órgãos federais. “Por isso, estamos mobilizando a bancada federal e o Ministério dos Transportes para garantir celeridade nas obras de asfaltamento. Uma estrada em boas condições contribui para prevenção de acidentes, redução do preço do frete e dos produtos em geral; otimiza o abastecimento aos municípios isolados e propicia mais dignidade para quem vive nas regiões mais distantes. Essa é uma demanda coletiva, do transporte e de toda a sociedade. O Acre precisa de uma solução estruturante e permanente, não apenas ações paliativas”.
Com o encaminhamento das demandas à bancada federal, a Ageac abre diálogo com os órgãos responsáveis e acompanha as tratativas para viabilizar melhorias na BR-364.
O prefeito Tião Bocalom recebeu em seu gabinete, nesta sexta-feira (30), uma comissão composta pelo coordenador da Economia Solidária, Carlos Taborga, que veio expressar sua gratidão à gestão municipal pelo apoio constante às iniciativas da economia solidária desenvolvidas em Rio Branco.
“Estamos aqui para agradecer ao prefeito, à sua gestão e ao secretário Coronel Bino, que sempre esteve conosco. Todas as ações da Prefeitura têm gerado um saldo positivo para os empreendimentos da economia solidária, e nós temos acompanhado e participado desses eventos”, declarou Carlos.
Todas as ações da Prefeitura têm gerado um saldo positivo para os empreendimentos da economia solidária, e nós temos acompanhado e participado desses eventos”, declarou o coordenador da Economia Solidária, Carlos Taborga. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O encontro teve como destaque a recente realização da Feira Natalina, que, além de movimentar a economia local durante o fim de ano, trouxe oportunidades significativas para pequenos empreendedores. O investimento da Prefeitura não apenas fomenta o comércio, mas também contribui diretamente para a geração de trabalho e renda, beneficiando famílias que dependem dessa atividade.
Atualmente, a economia solidária em Rio Branco conta com cerca de 480 famílias que garantem seu sustento por meio das feiras realizadas na cidade.
De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Tecnologia e Inovação, cel Ezequiel de Oliveira Bino, o volume de vendas no período natalino superou R$ 1 milhão, um reflexo da força e do impacto positivo desse setor. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Tecnologia e Inovação, Ezequiel de Oliveira Bino, o volume de vendas no período natalino superou R$ 1 milhão, um reflexo da força e do impacto positivo desse setor.
“O apoio da Prefeitura tem sido um investimento direto na geração de vendas e emprego para os pequenos empreendedores. Só no Natal, mais de R$ 1 milhão em vendas foram gerados, e vale ressaltar que não apenas a economia solidária, mas outros coletivos também têm sido beneficiados com ações de baixo custo e alto impacto social”, salientou Ezequiel Bino.
O prefeito Tião Bocalom ainda destacou que, durante o período da iluminação natalina, um dos empreendedores alcançou a marca de R$ 120 mil em vendas, criando oportunidades de emprego para outras quatro pessoas. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O prefeito Tião Bocalom ainda destacou que, durante o período da iluminação natalina, um dos empreendedores alcançou a marca de R$ 120 mil em vendas, criando oportunidades de emprego para outras quatro pessoas.
Ao todo, mais de 400 empreendedores participaram das atividades promovidas pela Prefeitura, fortalecendo a economia popular e melhorando a qualidade de vida dos trabalhadores.
“Estou muito feliz em ver o impacto desses eventos. Durante a iluminação natalina, apenas um empreendedor faturou R$ 120 mil, gerando emprego para mais quatro pessoas. Esse tipo de resultado é muito importante, pois quando vejo as pessoas ganhando dinheiro, fico ainda mais feliz”, evidenciou Tião Bocalom.
Comissão expressou gratidão à gestão municipal pelo apoio constante às iniciativas da economia solidária desenvolvidas em Rio Branco. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
A ação tem se mostrado fundamental para a ampliação das vendas e o fortalecimento da economia local, com a Prefeitura de Rio Branco apostando na economia solidária como um motor para o desenvolvimento e a inclusão social na capital.
Um antigo anseio da população começa a se tornar realidade com o início oficial das obras da nova ponte. O marco simbólico ocorreu com o prefeito Sérgio Lopes, ao lado do prefeito de Brasiléia, Carlinhos do Pelado, que participaram do ato de dobrar a primeira barra de metal da estrutura, sinalizando o começo da construção.
A obra representa um importante avanço em infraestrutura e atende a uma demanda histórica da comunidade. A nova ponte deve garantir mais segurança e mobilidade para moradores e usuários da via, além de contribuir diretamente para a melhoria da qualidade de vida e o fortalecimento do desenvolvimento econômico e social da região.
De acordo com as administrações municipais, a iniciativa reafirma o compromisso com o bem-estar coletivo e com a integração entre comunidades, facilitando o deslocamento, aproximando famílias e ampliando oportunidades.
Com o início dos trabalhos, a expectativa é de que a obra traga impactos positivos duradouros, consolidando novos caminhos para o crescimento regional e atendendo a uma reivindicação que atravessa gerações.
Você precisa fazer login para comentar.