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Operação Sinergia prende mulher com drogas no bairro da Lagoa, em Cruzeiro do Sul
Suspeita foi flagrada com 37 porções de cocaína, maconha, skunk e dinheiro; comparsa conseguiu fugir

De acordo com o capitão Thales Campos, com ela foram encontradas 37 porções aparentando ser cocaína, cinco de maconha e skunk. Foto: captada
Uma mulher foi presa por suspeita de tráfico de drogas durante uma ação da Operação Sinergia, em Cruzeiro do Sul. A operação, coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), reúne diversas forças de segurança e segue até o dia 28 de março, com o objetivo de reforçar a segurança na região. As ações ocorrem de forma integrada, envolvendo órgãos como Polícia Militar, Exército Brasileiro e Polícia Federal, em áreas urbanas, ramais e vias fluviais.
Durante uma das abordagens realizadas pelo Giro, na quarta-feira (18), no bairro da Lagoa, um casal foi flagrado supostamente comercializando entorpecentes. O homem conseguiu fugir, mas a mulher foi detida.
De acordo com o capitão Thales Campos, com ela foram encontradas 37 porções aparentando ser cocaína, cinco de maconha e skunk, além de dinheiro em cédulas e moedas.
Procedimentos legais
A suspeita foi conduzida para a delegacia, onde foram adotados os procedimentos legais cabíveis. A operação segue com novas ações na região, mantendo o reforço no policiamento e na fiscalização para coibir crimes como o tráfico de drogas e a violência na fronteira do Acre.
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Pai é preso após agredir filho de 12 anos com cinto em Cruzeiro do Sul: ‘Tentou abafar os gritos com a mão’
Conforme um familiar da vítima, suspeito já praticou outras agressões com galho de azeitona e cipó, além de um remo de pesca. Prisão ocorreu na última segunda (16) em Cruzeiro do Sul

Vítima relatou a polícia que em outras agressões, o pai já usou galho de azeitona e um remo de pesca. Foto: Arquivo pessoal
Por Walace Gomes
Um homem de 33 anos foi preso suspeito de agredir o próprio filho, de 12 anos, com um cinto, na segunda-feira (16), no bairro Remanso, em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre. Segundo informações da Polícia Militar (PM-AC), o adolescente havia passado o fim de semana na casa de um familiar e demorou para voltar para casa.
O homem foi buscar o adolescente e teria prometido aos familiares que não o agrediria. No entanto, ao chegar em casa, pediu que o menino tomasse banho e, em seguida, passou a batê-lo com um cinto. Após o caso, a vítima ficou sob os cuidados de familiares.
De acordo com o boletim de ocorrência, o pai do garoto afirmou que estava apenas “educando” o adolescente. O caso foi denunciado à PM e ao Conselho Tutelar e registrado como maus-tratos, com agravante por a vítima ser menor de idade.
Segundo a conselheira Erivalda Menezes, o adolescente foi encontrado com vários ferimentos, e, após o resgate, foram tomadas as medidas cabíveis.
“Informamos ao Ministério Público sobre o caso e fizemos demais encaminhamentos onde sugerimos que ele permaneça com os familiares, pois lá, terá todos os direitos assegurados”, concluiu.
Passou dos limites
Um familiar da vítima, que preferiu não ser identificado, contou que o suspeito teria tapado a boca do garoto durante as agressões para evitar que os vizinhos ouvissem os gritos.
“Antes de ir pegar o filho, o pai dele chegou a enviar vários áudios para o menino ameaçando bater nele, dizendo que iria usar um remo de pesca. Ao chegar em casa, esperou ele sair do banho, bateu com agressividade e ainda tentou abafar os gritos com a mão”, disse.
Segundo o familiar, o garoto demorou a voltar para casa por medo de ser agredido. Apesar das cobranças do pai, ele decidiu permanecer na casa do parente. “Ele sempre me falava que, quando o pai batia, passava dos limites”, destacou.

Irmã do adolescente também já sofreu agressões praticadas pelo pai. Foto: Arquivo pessoal
‘Pensava em tirar a própria vida’
Ainda segundo o familiar, as agressões não eram isoladas e também atingiam a irmã do adolescente, de 11 anos. Ele afirmou que o menino chegou a apresentar sofrimento emocional.
O homem é separado da mãe das crianças. Segundo o familiar, a madrasta não teria boa relação com os enteados. “Sempre aconselhamos que não queríamos nos meter na criação dos meninos, mas eles fugiam para a nossa casa após as agressões, pois já tinham desenvolvido trauma psicológico”, afirmou.
A Constituição Federal estabelece que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente direitos fundamentais, além de colocá-los a salvo de toda forma de exploração e violência.
Veja como denunciar casos de maus-tratos e negligência a crianças e adolescentes:
- Polícia Militar – 190: quando a criança está correndo risco imediato;
- Samu – 192: para pedidos de socorro urgentes;
- Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres;
- Qualquer delegacia de polícia;
- Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa;
- Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): recebe denúncias de violações de direitos da mulher no Acre. Telefone: (68) 99930-0420. Endereço: Travessa João XXIII, 1137, Village Wilde Maciel.
- Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer a notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia;
- WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos:(61) 99656- 5008;
- Ministério Público;
- Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras).
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Operação em área rural do Amazonas desarticula grupo que comandava crimes em Cruzeiro do Sul
O delegado da Polícia Civil do Acre em Cruzeiro do Sul, Heverton Carvalho, destacou que a operação foi resultado direto de trabalho de inteligência

Uma ação integrada das forças de segurança desarticulou, na noite de quarta-feira (18), um grupo suspeito de articular crimes a partir de uma área rural de difícil acesso na região do Juruá. A ofensiva resultou na prisão de cinco pessoas e na apreensão de armas, drogas e equipamentos de comunicação utilizados, segundo a investigação, para coordenar delitos em Cruzeiro do Sul.
A operação foi conduzida pelo Grupo Especial de Fronteira, em conjunto com a Polícia Civil do Acre, a Polícia Militar do Acre e forças de segurança do Amazonas. A incursão ocorreu no Ramal da Amargurada, área adjacente ao Ramal do Gama, já monitorada por inteligência policial.
Segundo o tenente do Gefron, Fabrício Machado, a ação é parte de uma estratégia mais ampla de combate à criminalidade na região. “A equipe deu continuidade à Operação Protetor da Divisa, integrada à Operação Sinergia, Água de Março, coordenada pela Secretaria de Segurança. É uma resposta à crescente onda de furtos e roubos no Juruá”, afirmou.

A atuação integrada também foi reforçada pelo tenente da PM, atualmente no Gefron, Jeferson, que destacou o reforço enviado da capital para apoiar as operações no interior. “A Secretaria de Segurança, por meio do Gefron, vem intensificando as ações em todas as regionais, e aqui no Juruá não é diferente. Viemos de Rio Branco com determinação do comando para apoiar essas operações, que são sempre integradas”, explicou.
Segundo ele, a ação teve início a partir de informações levantadas pela Polícia Civil. “Recebemos a informação de que havia foragidos na região entre Gama e Guajará, possivelmente armados. A partir disso, foi montada uma operação com apoio da Polícia Militar do Amazonas, inteligência da Sejusp, do 6º Batalhão e do Gefron”, relatou.
A chegada ao ponto investigado exigiu uma logística complexa. Foram mais de 40 quilômetros percorridos por estrada e outros cinco em patrulhamento terrestre. “É uma área de difícil acesso, ainda mais com as condições climáticas. Utilizamos caminhonetes e quadriciclos para chegar até a residência indicada”, detalhou Fabrício Machado.

No local, os agentes encontraram cinco pessoas. Após a identificação, foi constatado que ao menos dois eram foragidos da Justiça — um deles ligado a uma fuga registrada em 2025 e outro que havia rompido monitoramento eletrônico. “Também havia um indivíduo responsável pela parte financeira da organização. Os demais davam suporte às atividades criminosas”, disse.
Durante as buscas, foram apreendidas duas armas de fogo — uma pistola calibre .40 com numeração raspada e um rifle adaptado — além de entorpecentes, dinheiro em espécie e seis celulares. “A gente conseguiu fazer a prisão de cinco indivíduos, com apreensão de armas, drogas, celulares e uma quantia em dinheiro”, reforçou Jeferson.

A abordagem ocorreu de forma rápida, sem reação armada. “Houve tentativa de fuga dentro da casa, uma correria, mas sem confronto. A equipe atua sempre para evitar riscos e garantir uma ação segura”, completou Machado.
As investigações apontam que, mesmo isolados, os suspeitos mantinham conexão com a cidade. “Eles utilizavam internet para mapear ações em Cruzeiro do Sul e repassar ordens para execução de crimes”, revelou o tenente. Um dos presos, segundo ele, possui histórico criminal extenso e é investigado por participação em diversos homicídios.
O delegado da Polícia Civil do Acre em Cruzeiro do Sul, Heverton Carvalho, destacou que a operação foi resultado direto de trabalho de inteligência. “Identificamos que esses indivíduos estavam por trás de crimes registrados no município. A partir disso, localizamos o esconderijo e acionamos o Gefron para a captura”, explicou.

De acordo com o delegado, há indícios de envolvimento do grupo em roubos e assassinatos. “Alguns já tinham mandados em aberto, e outros podem responder por novos crimes conforme o avanço das investigações”, afirmou.
A escolha de áreas rurais como refúgio, segundo Carvalho, é uma estratégia recorrente. “Esses criminosos se escondem em locais afastados, com pouca presença do Estado, mas continuam atuando nas cidades. Isso gera medo tanto na zona urbana quanto nas comunidades rurais”, disse.
Os presos foram encaminhados à delegacia no Amazonas, devido à jurisdição da área onde ocorreu a ação, mas devem responder também por crimes praticados em Cruzeiro do Sul.
A operação reforça o papel da integração entre forças de segurança no combate ao crime organizado na região do Juruá e evidencia uma dinâmica cada vez mais sofisticada, em que grupos utilizam áreas isoladas como base para ações coordenadas nos centros urbanos.



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