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O tráfico ilegal de armas dos EUA para o Caribe e a América Latina aumentou 120% nos últimos 8 anos

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A maioria das armas ilegais confiscadas na região tem origem em estados como Flórida, Geórgia e Texas, onde as regulamentações para compras de armas são tipicamente mais permissivas.

Os envios ilegais de armas para o México, onde se estima que até um milhão de armas atravessam a fronteira anualmente, incluem armamento militar, como lançadores de granadas e metralhadoras do tipo Gatling

Com assessoria 

De acordo com um relatório do Small Arms Survey, o fluxo ilícito intensificou-se em países como o Haiti e o México. Fuzis de assalto e carregadores de alta capacidade são os protagonistas de um comércio fatídico

Numa região onde a violência e a instabilidade já são desafios diários, o fluxo de armas ilegais provenientes dos Estados Unidos ampliou os conflitos e tensões existentes. Um relatório recente do grupo de pesquisa Small Arms Survey destaca uma tendência alarmante: desde 2016, o número de remessas de armas e munições apreendidas durante a rota do país para a América Latina e o Caribe aumentou quase 120%. Este fenómeno transformou o tráfico de armas num problema de preocupação crescente para as autoridades locais e internacionais.

A análise, baseada em dados não publicados obtidos através de pedidos de acesso a registos públicos, não só revela o volume de armas confiscadas, mas também sugere uma realidade ainda mais perturbadora: a maioria dos traficados consegue atravessar as fronteiras sem ser detectada.

Embora parte deste aumento possa ser atribuída a melhores práticas de detecção ou a um aumento nos esforços de controlo, o relatório destaca uma procura constante e perigosa de armas no mercado negro que se liga directamente às áreas mais afetadas pela violência no hemisfério.

Impacto do tráfico de armas na América Latina e no Caribe

A CBS News observou que o tráfico ilegal de armas dos Estados Unidos agravou as crises humanitárias e de segurança em países como o México , o Haiti e outras nações caribenhas, onde estas armas alimentam os níveis de violência e crime.

De acordo com um relatório recente do Gabinete de Responsabilidade do Governo dos Estados Unidos , 73% das armas recuperadas entre 2018 e 2023 na região das Caraíbas tiveram origem nos Estados Unidos e, em alguns países, estas armas são responsáveis ​​por até 90% dos homicídios.

No Haiti, um país sem capacidade própria de produção de armas, os confrontos entre gangues armadas aumentaram a um ritmo alarmante. Embora a origem exata das armas que causaram o ataque aos aviões comerciais no seu espaço aéreo na semana passada não tenha sido identificada, as autoridades suspeitam que uma proporção significativa das armas utilizadas nos recentes surtos de violência provêm do mercado negro americano.

No Haiti, os confrontos entre gangues armadas aumentaram a um ritmo alarmante. Embora a origem exata das armas que causaram o ataque aos aviões comerciais no seu espaço aéreo na semana passada não tenha sido identificada.

Além disso, os envios ilegais de armas para o México, onde se estima que até um milhão de armas atravessam a fronteira anualmente, incluem armamento militar, como lançadores de granadas e metralhadoras do tipo Gatling. Este fluxo alimenta diretamente os cartéis da droga e agrava os conflitos no país, contribuindo para a manutenção de um ambiente de insegurança que afeta tanto a população civil como as autoridades locais.

Na imagem, uma mesa de madeira guarda cocaína e cartuchos de bala, elementos que simbolizam o mundo obscuro dos traficantes de drogas. Reflete a perigosa ligação entre drogas, tráfico, contrabando e crime, mostrando as realidades brutais dos cartéis e as consequências da dependência ilegal. (Imagem ilustrativa Infobae)

 

As armas apreendidas

De acordo com dados do Small Arms Survey e um relatório do United States Government Accountability Office , a maioria das armas ilegais confiscadas na região tem origem em estados como Flórida, Geórgia e Texas, onde as regulamentações para compras de armas são tipicamente mais permissivas.

Essas armas incluem não apenas pistolas e revólveres, mas também fuzis de assalto, como os modelos AK e AR , que ganharam destaque nas remessas ilegais interceptadas. Na verdade, 77% dos fuzis confiscados nas rotas para o Caribe correspondiam a estas categorias, um número significativamente superior ao dos envios para outros destinos na América Latina, como o México .

Outro dado preocupante é a prevalência de carregadores de alta capacidade em remessas destinadas ao Caribe: 93% dos carregadores identificados eram capazes de conter mais de 10 balas. Este armamento não só intensifica o nível de violência, mas também proporciona aos grupos criminosos um poder de fogo significativamente maior contra a aplicação da lei.

Desafios políticos ao controle de armas

A CBS News destacou que uma das principais dificuldades reside na falta de regulamentação rigorosa nos Estados Unidos sobre a venda e controlo de armas, o que facilita a aquisição ilícita por parte dos traficantes. Além disso, os fracos controlos fronteiriços em alguns países de destino permitem a entrada de grandes quantidades de armas sem serem detectadas.

Estas dinâmicas motivaram apelos de líderes regionais e organizações internacionais para uma maior intervenção do governo dos EUA na regulação do comércio de armas. No entanto, o debate interno naquele país sobre os direitos das armas e as limitações legislativas coloca barreiras significativas à obtenção de soluções eficazes a nível hemisférico.

Na imagem, uma mesa de madeira guarda cocaína e cartuchos de bala, elementos que simbolizam o mundo obscuro dos traficantes de drogas. Foto: ilustrativa 

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Emendas: Dino reforça veto a saque em dinheiro e pede medidas do BC

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Flavio Dino

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), reforçou nesta terça-feira (3/3) a proibição de saques em dinheiro de valores provenientes de emendas parlamentares. Na decisão, ele também determinou que o Banco Central edite regras para regulamentar a medida em prazo de até 60 dias, em conjunto com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

“Verifico que, em razão do primado da transparência, da rastreabilidade e da probidade, deve ser definitivamente vedada, conforme normas regulatórias adequadas, a realização de saques em espécie de valores oriundos de emendas parlamentares, inclusive daqueles transferidos para contas de empresas beneficiárias finais dos recursos, ocorrendo a segregação cabível”, afirma Flávio Dino.

Segundo o ministro, a medida busca garantir mais transparência, rastreabilidade e controle no uso dos recursos públicos destinados por parlamentares ao financiamento de obras e projetos.

A determinação não impede a movimentação normal das contas. Pagamentos a fornecedores ou prestadores de serviços continuam permitidos, desde que feitos por meios eletrônicos, como transferências bancárias ou Pix. Segundo Dino, a ideia é que todas as movimentações fiquem registradas no sistema financeiro, o que facilita o acompanhamento do destino do dinheiro público.

Além da regulamentação pelo Banco Central, Dino cobrou do Poder Executivo a revisão de portarias ministeriais que tratam da aplicação das emendas parlamentares. O objetivo, segundo ele, é tornar mais claros os critérios sobre o destino do dinheiro e reduzir diferenças entre regras usadas por diferentes órgãos.

O ministro determinou que a Advocacia-Geral da União apresente até segunda-feira (9/3), informações atualizadas sobre as medidas adotadas para aprimorar essas normas.

Bancos já adaptaram sistemas

Em agosto de 2025, já havia sido determinada a adaptação dos sistemas das instituições financeiras que operam com recursos de emendas parlamentares. A orientação foi criar mecanismos para bloquear transferências para chamadas “contas de passagem” e impedir saques diretamente no caixa, garantindo que o dinheiro pudesse ser acompanhado ao longo de todo o percurso.

Nos autos do processo, bancos públicos como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Nordeste informaram que já atualizaram seus sistemas para cumprir essa determinação.

Apesar disso, organizações da sociedade civil que acompanham o caso de perto verificaram que ainda há indícios de fragilidades que podem permitir saques em dinheiro em alguns casos. Foi diante dessas informações que o ministro decidiu reforçar a proibição e avançar na regulamentação da medida.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Indústria e comércio defendem adiar análise do fim da 6×1 no Congresso

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Hugo Barreto /Metrópoles
Manutenção da estrutura externa da camara dos deputados no Congresso Nacional

Representantes da indústria e do comércio defenderam nesta terça-feira (3/3) que o Congresso não discuta neste ano propostas que acabam com a chamada escala 6×1 — seis dias de trabalho para um de descanso. O grupo defende que o debate sobre o assunto seja aprofundado e apartado de pressões eleitorais.

O fim da escala 6×1 foi elencado como uma das prioridades do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para 2026. Motta tem dito que a Casa deve analisar, ainda no primeiro semestre, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com esse modelo de jornada.

Em um almoço com lideranças de frentes parlamentares, membros de confederações do setor produtivo afirmaram que a discussão da PEC deve ocorrer apenas depois das eleições de 2026.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, disse que o debate não pode ser contaminado por “pressões eleitorais”. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) definiu a mudança da escala como um dos motes de sua campanha à reeleição. Membros do governo defendem uma redução da jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário.

“O que queremos é que a discussão seja tranquila, transparente e com conquistas. Não podemos ter apenas vitórias pontuais e eleitoreiras. Queremos uma discussão sem açodamento. Queremos discutir no próximo ano, ao longo desse ano”, disse Alban.

Para o presidente da CNI, o Congresso pode dar início à discussão neste ano, mas a conclusão da análise não pode ocorrer antes das eleições.

“Podemos fazer esse processo. Não queremos que esse processo sofra pressões eleitorais. Temos que começar processo de discussão. Qualquer aprovação pode ser contaminada por variáveis”, disse.

A vice-presidente da FecomercioSP, Gisela Lopes, defendeu que a discussão de mudanças na jornada de trabalho ocorram apenas em 2027.

Ao Metrópoles, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, avaliou que a proximidade das eleições pode interferir no debate da PEC. Para ele, o Congresso também deve adiar a discussão.

Nesta terça, representantes do setor produtivo devem se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para entregar um manifesto que pede a “construção de um diálogo responsável, pautado pela racionalidade, pela busca de consensos e pela análise rigorosa dos dados”.

O grupo aponta que o fim imediato da escala 6×1 pode levar à “forte retração das atividades econômicas e do Produto Interno Bruto”.

“Considera-se recomendável que o aprofundamento desta pauta ocorra fora do ambiente de disputas eleitorais, em momento mais propício à construção de consensos duradouros e de soluções equilibradas, evitando que decisões pressionadas possam comprometer a qualidade de políticas públicas e seus efeitos sobre o país. Somente com maturidade social poderemos avançar para construir um futuro de trabalho mais justo, produtivo e equitativo para todos os brasileiros”, diz o documento.

Parlamentares também defendem adiamento

Na noite de segunda (2/3), representantes de uma coalizão de frentes parlamentares defenderam que o Congresso discuta uma “modernização da jornada de trabalho”. O grupo reúne 25 frentes parlamentares do setor produtivo, como a Frente Parlamentar pela Melhoria do Ambiente de Negócio e a Frente Parlamentar da Agropecuária.

Questionados pela imprensa, lideranças das bancadas preferiram não adiantar um “formato ideal”, mas defenderam flexibilizações nas relações trabalhistas.

“Concordamos em ter debate, mas aprofundado. O que queremos é poder debater profundamente esse tema”, afirmou o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Pedro Lupion (Republicanos-PR).

A análise da PEC da escala 6×1 foi destravada por Motta no início de fevereiro, quando o presidente da Câmara encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) uma proposta apresentada pela deputada Erika Hilton (PSol-SP).

  • A CCJ é a primeira etapa de análise de propostas de emenda à Constituição. Nessa fase, os deputados não podem alterar o conteúdo do texto — cabe ao colegiado apenas decidir se a matéria está apta a seguir em tramitação. Motta tem projetado que essa fase inicial deve ser concluída ainda em março. 
  • Se a PEC for admitida pela CCJ, seguirá para uma comissão especial — responsável por discutir o mérito e propor eventuais mudanças no texto. A última etapa é a votação em plenário, onde são necessários, no mínimo, 308 votos favoráveis — em dois turnos — para aprovar o texto.

Hugo Motta tem dito que todas as fases podem ser concluídas ainda no primeiro semestre. Em entrevista ao Metrópoles, ele afirmou, na última semana, que a PEC pode ir à votação final em maio.

Segundo parlamentares da coalizão, representantes do setor produtivo já procuraram Hugo Motta para defender uma ampliação do debate e pressionar por um novo calendário.

“Não pode ocorrer no calendário que eles querem. Nosso ponto é debater e encontrar um caminho correto”, disse Lupion.

Impactos na economia

Para os representantes do setor produtivo no Congresso, o calendário de Motta é “eleitoreiro” e pode gerar impactos na economia. Nesta segunda, os parlamentares assistiram a uma apresentação de José Eduardo Gibello Pastore sobre um estudo encomendado pela Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) sobre a redução da jornada de trabalho.

O documento afirma que, em uma redução da escala máxima para 36 horas semanais sem redução de salário, haverá um aumento de 22% do salário-hora do funcionário e da folha salarial.

“A estimativa tende a crescer, quando se consideram as várias medidas que as empresas precisarão adotar para ajustar as escalas para os folguistas”, diz o estudo.

O levantamento sustenta que o fim imediato da escala 6×1 pode levar à “forte retração das atividades econômicas e do Produto Interno Bruto”.

“A redução de jornada por meio de PEC ou lei ordinária reduzirá as oportunidades de trabalho. Emprego é gerado por crescimento econômico e instituições amigáveis”, acrescenta.

Para o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), os preços “vão aumentar em todo o país”. “Nós não somos do contra, mas precisamos ser coerentes. As coisas vão ficar mais caras. A vida vai ficar mais cara. É remar contra a corrente. Aprovar é confortável, mas não fica bem na fita”, disse.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Viana diz ter "esperança" de extensão da CPMI após fala de Alcolumbre

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HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
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O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse nesta terça-feira (3/3) que tem “esperança” na prorrogação dos trabalhos do colegiado após se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

O prazo de funcionamento da CPMI termina em 28 de março, um sábado. A previsão é que, sem prorrogação, os trabalhos encerrem em 26 de março. Viana tentava um encontro com Alcolumbre desde o fim de 2025, mas o parlamentar amapaense não o respondia. O senador chegou a ameaçar recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a extensão dos trabalhos.

“Conversei com ele rapidamente e ele me disse que ainda não tomou uma decisão. ⁠[Davi] ouviu meus argumentos, quantidade de documentos, habeas corpus e me disse que em breve dará um posicionamento. Vou aguardar mais uns dias para entrar com um mandado de segurança no STF. Fiquei muito esperançoso com a fala do presidente Davi”, declarou Viana a jornalistas.

Decisão sobre Lulinha

Em derrota para o governo, Alcolumbre manteve a decisão da CPMI que quebrou os sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Alcolumbre justificou que os argumentos apresentados pelos governistas não foram suficientes para confirmar a “suposta violação das normas regimentais e constitucionais” do colegiado.

A base de apoio a Lula queria que o presidente do Senado anulasse o requerimento aprovado contra Lulinha na última quinta-feira (26/2). Parlamentares governistas contestaram a votação e acusaram Viana de irregularidade na apuração dos votos. No ano passado, o colegiado não havia alcançado apoio suficiente para aprovar outro pedido envolvendo o filho do presidente.

Ao proclamar o resultado, Viana afirmou que havia sete votos contrários entre os governistas. Integrantes da base, porém, disseram que as imagens da transmissão ao vivo indicavam pelo menos 14 manifestações contrárias, o que representaria maioria entre os 21 parlamentares presentes no momento da deliberação.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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