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Nove médicos sofrem violência por dia, em média, em unidades de saúde

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Presidente em exercício do CFM, Emmanuel Cavalcanti afirma que, muitas vezes, a falta de infraestrutura no ambiente de trabalho também acaba tensionando a atuação do médico

Pesquisa do CFM identificou violência contra médicos em unidades de saúde (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

A cada dia, nove médicos são vítimas de violência em estabelecimentos de saúde do Brasil, segundo dados do CFM (Conselho Federal de Medicina). A média foi calculada pela entidade a partir de um levantamento que considerou cerca de 38 mil boletins de ocorrência feitos entre 2013 e 2024 nas polícias civis do país.

De acordo com os dados, o ano mais violento para os profissionais foi 2023, quando ocorreram 3.993 casos, um aumento de cerca de 50% em relação a 2013, ano em que 2.669 profissionais fizeram boletim de ocorrência por violência no ambiente de trabalho. As informações consideram estabelecimentos de saúde públicos e privados.

“A partir de agora vamos iniciar as buscas por respostas. Por que esses médicos são agredidos? É demora no atendimento? Algum problema na relação médico-paciente? Por que isso ocorre? E, a partir daí, buscar soluções para esses problemas”, afirmou Jeancarlo Fernandes Cavalcante, 3º vice-presidente do CFM.

O CFM consultou todos os Estados por meio de pedidos de Lei de Acesso à Informação. Somente o Rio Grande do Norte não respondeu. O Acre afirmou não ter os dados. Outros Estados, como Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso e Rio Grande do Sul, não atendiam aos padrões solicitados, seja por não filtrar violência contra médicos em ambiente de trabalho, ou porque os dados correspondiam à violência em estabelecimentos de saúde, mas a profissão da vítima foi ignorada. Diante disso, o CFM optou por fazer uma média ponderada para esses Estados.

Os dados consideraram diversos tipos de violência, como: ameaça, lesão corporal, vias de fato, perturbação do trabalho, injúria ofendendo a dignidade, desacato, calúnia, difamação, furto, entre outros. Entre os casos considerados, 47% das vítimas eram mulheres e 53%, homens.

Presidente em exercício do CFM, Emmanuel Cavalcanti afirma que, muitas vezes, a falta de infraestrutura no ambiente de trabalho também acaba tensionando a atuação do médico. Ele diz ainda que, em geral, a segurança prestada nos estabelecimentos de saúde está voltada para a proteção patrimonial e não dos profissionais de saúde.

“A gente precisa de uma ação efetiva para proteger o maior patrimônio, que é o patrimônio humano. Não só médicos, mas todos os profissionais de saúde envolvidos na assistência”, diz.

Regiões mais violentas

Em termos absolutos, o Estado de São Paulo lidera no número de casos ao longo dos anos analisados, com 18.406 ocorrências, em um universo de 166 mil médicos registrados no conselho. Em São Paulo, 45% dos casos ocorreram em hospitais, e os demais em clínicas, consultórios, laboratórios, postos de saúde e casas de repouso.

Ao observar a média de ocorrências por mil médicos num período de dez anos (2013-2023), no entanto, é possível observar que Estados da região Norte apresentam um índice maior de violência. As médias mais altas, considerando essa razão, foram registradas no Amapá (37,8 casos a cada mil), em Roraima (26,4 casos a cada mil) e no Amazonas (23,7 casos a cada mil).

O interior do País também tende a ter índices maiores do que a capital, representando 66% das ocorrências.

Diretor de Comunicação do CFM, Estevam Rivello, defende que os Estados melhorem a captação de dados de violência contra médicos para servir como base ao desenvolvimento de políticas mais efetivas. Ele argumenta ainda que é preciso envolver o Executivo e o Legislativo no combate ao problema.

“(Precisamos) Desde a articulação dos conselhos regionais nas secretarias de Estado, possibilitando a padronização, melhoria e combate à violência contra profissionais até leis mais rígidas, que punam o infrator e protejam o ambiente de saúde e o profissional”, disse.

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Bocalom vai a Brasília para definir filiação ao PSDB e deve ter resposta nesta terça

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Prefeito de Rio Branco afirma que encontro com presidente nacional da legenda, Aécio Neves, definirá os rumos de sua candidatura ao governo do Acre em 2026

Bocalom confirmou que o encontro na capital federal terá como foco justamente a definição partidária. Foto: captada 

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, viaja nesta segunda-feira (9) a Brasília para definir sua filiação ao PSDB e discutir os próximos passos de uma eventual candidatura ao governo do Acre. A informação foi confirmada pelo próprio chefe do Executivo municipal antes do embarque para a capital federal.

Bocalom deixou o Partido Liberal (PL) após ser convidado a se retirar da sigla, na qual pretendia disputar o comando do Palácio Rio Branco. Agora, o prefeito negocia seu retorno ao PSDB, legenda pela qual construiu sua trajetória política.

“Nós temos uma bela história dentro do PSDB. Fomos candidatos seis vezes pelo partido, então o 45 tem uma ligação muito forte com a imagem do Bocalom”, declarou.

O encontro com o presidente nacional do PSDB, deputado federal Aécio Neves, está marcado para esta terça. Segundo o prefeito, ficou acertado que a direção nacional da legenda dará uma posição definitiva sobre sua filiação já na terça-feira (10).

Bocalom informou que custeará a viagem com recursos próprios e que solicitou licença de um dia da prefeitura para tratar da agenda partidária.

“Não tenho dúvida nenhuma. Até porque estou indo com passagem paga pelo meu bolso, estou pedindo férias de um dia. Estarei em Brasília tratando exatamente desse assunto”, afirmou.

E disse mais. “Vai ser nesta terça. Eu estou com fé de que vai dar certo, mas tem tanta coisa sendo feita contra a gente nos últimos dias que fico até assim. Então, vamos esperar, mas eu tenho fé que vai dar certo”, finalizou Bocalom.

Ao mesmo tempo em que está em conversas com Bocalom, o diretoria do PSDB/Acre também articula a possibilidade de ingressar na base de apoio à pré-candidatura de Alan Rick e Mailza ao Governo.

Caso a filiação seja confirmada, o PSDB deverá abrigar a pré-candidatura de Bocalom ao governo do Acre nas eleições de 2026.

O encontro com o presidente nacional do PSDB, deputado federal Aécio Neves, está marcado para esta terça. Foto: captada 

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Mailza Assis confirma chapa ao Senado com Gladson e Márcio e abre espaço para MDB na majoritária: “Temos vice, suplência e federal disponíveis”

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Pré-candidata ao governo diz que aliança com 10 partidos está consolidada, mas mantém diálogo para novas adesões; definição sobre vice deve ocorrer nos próximos meses

A vice-governadora ressaltou que a aliança reúne diversas siglas e busca fortalecer um projeto político mais amplo para o Acre. Foto: captada 

A vice-governadora do Acre, Mailza Assis (PP) , confirmou nesta segunda-feira (9) a consolidação de uma aliança política que reúne um amplo bloco de partidos para as eleições estaduais. Durante coletiva realizada em evento da chamada União Progressista do Acre, a gestora destacou que a chapa majoritária já está definida para o Senado, com os nomes do governador Gladson Cameli (PP) e do senador Márcio Bittar (PL).

Segundo Mailza, pré-candidata ao governo do Estado, o grupo político já tem consenso em torno da composição para a disputa das duas vagas ao Senado, consolidando a participação de Bittar na chapa e o apoio a Gladson. A vice-governadora ressaltou que a aliança reúne diversas siglas e busca fortalecer um projeto político mais amplo para o Acre:

“Senador Márcio Bittar que automaticamente compõe a vaga do Senado e a nossa aliança com a chapa de Senado está pronta, está fechada”, afirmou Mailza.

Espaço para novas adesões

Apesar da definição para o Senado, Mailza destacou que ainda há espaço para a participação de outras legendas na composição da chapa majoritária. Ela citou diretamente o MDB como um partido importante nas conversas e disse esperar que a sigla integre o grupo político.

Segundo ela, a aliança ainda possui vagas estratégicas que podem ser negociadas, incluindo a indicação para vice-governador, suplências ao Senado e composição das chapas proporcionais:

“Olha, o diálogo começou, o convite e a importância do MDB, e nós esperamos essa aliança. Mas existem outras vagas, outras formas de concorrer com o MDB. Nós temos vice, temos suplência, temos chapa de federal. Ainda tem muito espaço na nossa aliança”, declarou.

Partidos aliados

A chamada União Progressista do Acre reúne partidos como Progressistas, União Brasil, PL, Podemos, Solidariedade, PDT, PSDB, PRD, Democracia Cristã e Cidadania. A articulação, segundo Mailza, busca consolidar uma frente política capaz de fortalecer os partidos aliados e ampliar a base de sustentação do projeto eleitoral para 2026.

O governador Gladson Cameli, também presente no evento, afirmou que conduz pessoalmente diálogos com outras siglas, incluindo MDB e PSDB, e que o grupo está “de braços abertos” para novas composições.

Apesar da definição para o Senado, Mailza destacou que ainda há espaço para a participação de outras legendas na composição da chapa majoritária. Foto: captada 

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Sorteio define ordem dos confrontos semifinais do Estadual

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Um sorteio realizado nesta segunda, 9, na sede da Federação de Futebol do Acre(FFAC) com a presença de todos os dirigentes dos clubes semifinalistas decidiu a ordem dos confrontos semifinais do Campeonato Estadual Sicredi de 2026 no sábado, dia 14, no Tonicão. Galvez e Rio Branco se enfrentam, a partir das 15 horas, e na sequência o Humaitá joga contra o Santa Cruz.

Sem jogo de volta

Galvez e Humaitá disputam as semifinais com a vantagem de ter realizado as melhores campanhas na fase de classificação. Se os dois vencerem os confrontos do dia 14, as partidas de volta das semifinais não serão realizadas.

Árbitros de Rondônia

O presidente da FFAC, Adem Araújo, confirmou os árbitros de Rondônia nos duelos das semifinais do Estadual.

“Estamos trabalhando para uma reta final de Estadual sem problemas e reclamações”, declarou Adem Araújo.

Reunião nesta terça

Os dirigentes do Galvez, Humaitá, Rio Branco e Santa Cruz se reúnem nesta terça, 10, na TV Gazeta, e o objetivo é buscar apoio para realizar o sorteio de uma moto nas finais do Estadual.

Fonte: Conteúdo republicado de PHD ESPORTES - ESPORTES

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