A indústria dos games é uma das que mais evoluiu tecnologicamente nas últimas décadas. Gráficos hiper-realistas, realidades virtuais e sistemas de inteligência artificial redefiniram a forma como jogamos. Ainda assim, em meio a tantas inovações, títulos clássicos como Super Mario Bros., Sonic the Hedgehog e Street Fighter II continuam a ser revisitados por milhões de jogadores. Esse fenômeno da nostalgia digital mostra que, mesmo diante do novo, há um apego profundo ao passado.
Esse vínculo não é apenas emocional. Muitos jogadores buscam reviver experiências da infância ou adolescência, reencontrando sensações que marcaram épocas específicas da vida. Ao mesmo tempo, novos públicos descobrem esses títulos como parte de uma herança cultural dos videogames. Não por acaso, plataformas modernas incluem catálogos retrô, permitindo que usuários transitem entre gerações de forma fluida. Essa tendência se conecta a um movimento maior, em que a experiência de jogo transcende a tela, assim como acontece quando usuários exploram recursos paralelos em os Melhores Cassinos Online no Brasil, que também oferecem versões digitais de clássicos de mesa, reinventados para o público atual.
Mais do que simples passatempo, a presença constante dos jogos retrô no mercado contemporâneo revela como eles permanecem relevantes não apenas pela memória afetiva, mas também por características únicas de design, jogabilidade e acessibilidade.
O apelo da simplicidade
Um dos grandes motivos para o sucesso dos jogos retrô é a simplicidade. Em uma era em que muitos títulos exigem longos tutoriais, narrativas complexas e dezenas de horas de dedicação, jogos clássicos oferecem uma experiência direta e acessível. Basta ligar e jogar.
Essa facilidade atrai tanto os veteranos quanto os novatos. Para os mais experientes, trata-se de um retorno a uma época em que a diversão era instantânea. Para os mais jovens, é um contraponto a jogos atuais muitas vezes sobrecarregados por microtransações e sistemas complexos.
O design minimalista também favorece a rejogabilidade. Jogos como Tetris e Pac-Man seguem sendo desafiadores décadas depois, justamente porque sua essência é atemporal.
Elementos nostálgicos em novas produções
A nostalgia não se limita a revisitar títulos antigos. Muitas produções modernas incorporam elementos retrô em seus visuais, trilhas sonoras ou mecânicas. Jogos independentes como Celeste e Shovel Knight exploram gráficos em pixel art e trilhas inspiradas nos anos 1980, mas aplicam mecânicas atuais, criando uma experiência híbrida entre o antigo e o novo.
Esse resgate estético conecta gerações diferentes de jogadores. Quem viveu os anos dourados dos consoles de 8 e 16 bits sente familiaridade imediata, enquanto o público mais jovem aprecia a estética retrô como um estilo artístico único. Esse movimento mostra que a nostalgia pode ser reinterpretada e transformada em inovação.
Até mesmo grandes estúdios reconhecem esse potencial. Franquias como Pokémon e The Legend of Zelda continuam lançando novas versões que resgatam elementos clássicos, equilibrando inovação com respeito às origens.
A força da comunidade e dos remakes
Outro fator essencial para a longevidade dos jogos retrô é a comunidade. Fóruns, canais de streaming e campeonatos amadores reúnem jogadores apaixonados que mantêm vivos títulos lançados há décadas. Esse engajamento coletivo alimenta a relevância cultural dos clássicos e fortalece sua presença no mercado.
Além disso, os remakes e remasterizações ajudam a renovar o interesse. Títulos como Final Fantasy VII Remake ou Resident Evil 2 Remake provam que existe um público disposto a revisitar histórias antigas com roupagem moderna. Esses projetos unem nostalgia e tecnologia, oferecendo experiências atualizadas sem perder a essência que conquistou gerações.
Esse ciclo de resgate e reinvenção cria uma ponte entre passado e presente, garantindo que os clássicos não apenas sobrevivam, mas se mantenham no centro do mercado.
Jogos retrô como patrimônio cultural
Mais do que entretenimento, os jogos retrô se consolidaram como patrimônio cultural. Eles representam marcos históricos da evolução tecnológica, do design e até da música. Assim como filmes e livros clássicos, esses jogos são constantemente revisitados porque carregam valores que transcendem seu tempo de criação.
Esse reconhecimento também explica porque museus e exposições ao redor do mundo dedicam espaços inteiros aos videogames clássicos. Preservar consoles e cartuchos se tornou uma forma de preservar a memória coletiva de uma geração que cresceu jogando.
O impacto cultural se reflete ainda em outras áreas, como moda e artes visuais, onde referências aos anos 1980 e 1990 continuam a aparecer em produtos contemporâneos.
Memórias que não saem de jogo
A permanência dos jogos retrô no cotidiano dos gamers mostra que o passado não é apenas lembrança, mas parte ativa do presente. Esses títulos resistem às mudanças de mercado porque oferecem algo que nenhuma inovação consegue substituir: o sentimento único de nostalgia e conexão emocional.
Enquanto novas tecnologias apontam para o futuro, os clássicos lembram que algumas experiências são atemporais. Seja em consoles antigos, em plataformas modernas ou reinterpretados em remakes, os jogos retrô seguem sendo protagonistas de uma história que nunca sai de moda.
A ansiedade afeta mais de 19 milhões de pessoas no Brasil, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Diante desse cenário, a campanha Janeiro Branco chama a atenção para a importância do cuidado com a saúde mental de crianças, adolescentes e adultos, tornando-se fundamental no enfrentamento dos sofrimentos psíquicos.
Além de promover o diálogo sobre o tema, a campanha contribui para o reconhecimento de sinais que muitas vezes passam despercebidos, como mudanças de comportamento, isolamento social e sintomas físicos sem causa aparente.
Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) Damião Nunes da Costa tem a missão de oferecer acompanhamento psicológico a crianças e adolescentes de até 17 anos e 6 meses que enfrentam transtornos mentais graves e persistentes (Foto: Secom)
Recentemente inaugurado, o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) Damião Nunes da Costa tem a missão de oferecer acompanhamento psicológico a crianças e adolescentes de até 17 anos e 6 meses que enfrentam transtornos mentais graves e persistentes, como depressão grave, crises de agressividade intensa e outros sofrimentos psíquicos.
A unidade se destaca pelo acolhimento qualificado, realizado por uma equipe multiprofissional, e está localizada ao lado da UBS Maria Barroso, na Avenida Sobral, no bairro Ayrton Senna.
Com encerramento do Janeiro Branco, é preciso reforçar que o cuidado com a saúde mental não se limita apenas ao mês alusivo. (Foto: Secom)
À frente do serviço, a coordenadora do CAPSi, Kelly Albuquerque, destaca que o cuidado com a saúde mental vai além das campanhas pontuais.
“Embora campanhas como o Janeiro Branco ampliem a visibilidade sobre a saúde mental, o cuidado e as ações de orientação e prevenção realizadas pelo município e pelas instituições ocorrem de forma contínua, ao longo de todo o ano. Por isso, é fundamental buscar apoio e identificar precocemente sinais de sofrimento, como mudanças de comportamento, isolamento social, sensação de coração acelerado, perda de produtividade entre adultos trabalhadores e baixo rendimento escolar entre crianças”, explicou.
A psicóloga do CAPSi, Kátia Freitas, reforça a importância de compreender as emoções como parte do processo de cuidado. (Foto: Secom)
Entre as famílias já atendidas está a de Marly de Carvalho, cuidadora e mãe de R.C., que percebeu mudanças no comportamento da filha, consideradas um sinal de alerta para a busca por acompanhamento especializado.
“Tudo começou quando minha filha passou a ficar muito ansiosa, nervosa e trêmula. Cheguei a levá-la para uma consulta médica. O doutor prescreveu a medicação, citalopram, e explicou que o ideal seria procurar um psicólogo. Agora, minha expectativa é que, a cada vinda aqui, ela saia melhor, que seja um atendimento proveitoso. É isso que eu espero”, relatou.
Integrado às atividades do CAPSi, o Grupo Classificando Emoções, formado por 10 adolescentes, desempenha um papel estratégico no cuidado em saúde mental, especialmente para jovens que enfrentam dificuldades para compreender os próprios sentimentos nessa fase do desenvolvimento.
A psicóloga do CAPSi, Kátia Freitas, reforça a importância de compreender as emoções como parte do processo de cuidado.
“Nosso objetivo é ajudar crianças e adolescentes a compreender que irão conviver com diversas emoções ao longo de toda a vida e que elas nem sempre são apenas negativas. Muitas vezes, as emoções nos preparam para situações que vivenciamos ao longo do nosso percurso. Além disso, trabalhamos estratégias para que consigam se regular e se estabilizar emocionalmente, já que, quando não se entende o que se sente, esses sentimentos acabam sendo potencializados, desorganizados e gerando sofrimento”, explicou.
Com cerca de 400 atendimentos mensais, o CAPS Samaúma II é referência na Rede de Atenção Psicossocial do município para o público adulto. (Foto: Secom)
Com cerca de 400 atendimentos mensais, o CAPS Samaúma II é referência na Rede de Atenção Psicossocial do município para o público adulto. Vinculada à Secretaria Municipal de Saúde, a unidade desenvolve grupos terapêuticos e ações de cuidado integral que impactam diretamente a vida dos assistidos.
Moradora do bairro Vitória, Marinês Gomes participa dos grupos terapêuticos e relata como o acompanhamento dos profissionais contribuiu para sua trajetória de cuidado e bem-estar.
Em 2025, o CAPS Samaúma II atendeu, em média, 5 mil pessoas, realizando mais de 17 mil procedimentos. (Foto: Secom)
“Faço tratamento para depressão e ansiedade, e o que a gente mais precisa nesses momentos é acolhimento. No grupo ‘50 Mais’, participo de palestras, rodas de conversa e oficinas de costura e bordado, o que para mim é muito gratificante. Sou acompanhada por uma psicóloga e um psiquiatra há dois anos. O CAPS é vida, amor e família”, afirmou.
Entre os grupos terapêuticos desenvolvidos na unidade está o Grupo Essência, coordenado pela terapeuta sistêmica Camila Fonseca.
Em 2025, o CAPS Samaúma II atendeu, em média, 5 mil pessoas, realizando mais de 17 mil procedimentos, entre atendimentos em psicoterapia de grupo, sessões de auriculoterapia, atendimento domiciliar na atenção primária, entre outros serviços.
As ações realizadas diariamente reforçam o cuidado integral oferecido aos assistidos, consolidando a unidade como espaço de referência para pessoas que enfrentam depressão, ansiedade e outros transtornos mentais.
Com o encerramento do Janeiro Branco, é preciso reforçar que o cuidado com a saúde mental não se limita apenas ao mês alusivo. Os espaços de acolhimento, escuta qualificada e acompanhamento psicológico ofertados na rede municipal seguem disponíveis durante todo o ano, garantindo atendimento contínuo e humanizado à população de Rio Branco.
Retorno ocorre em ano eleitoral, com orçamento de R$ 67 milhões e expectativa de mudanças no cenário político local
Os trabalhos da Câmara Municipal de Rio Branco serão retomados na próxima terça-feira, 3 de fevereiro, após mais de um mês de recesso parlamentar. A informação foi confirmada pelo vice-presidente do Poder Legislativo, vereador Leôncio Castro (PSDB).
De acordo com dados divulgados pela Prefeitura de Rio Branco no Diário Oficial do Estado, em 15 de janeiro, o orçamento da Câmara para 2026 está estimado em R$ 67 milhões. Para Castro, as perspectivas para o novo ano legislativo são positivas, especialmente diante do desempenho recente da Casa.
“A expectativa é das melhores. A Câmara quebrou o número de indicações e projetos, sendo a legislatura mais produtiva dos últimos anos”, avaliou o parlamentar.
O reinício das atividades ocorre em um ano eleitoral, o que deve impor desafios adicionais aos vereadores que pretendem disputar o pleito, exigindo a conciliação entre a atuação legislativa e as agendas de campanha.
O cenário político municipal também deve ser impactado pela possibilidade de renúncia do prefeito Tião Bocalom, prevista para abril, caso ele confirme a intenção de disputar o Governo do Estado. A eventual saída do chefe do Executivo pode provocar mudanças na dinâmica da base governista dentro da Câmara ao longo do ano.
Com as constantes chuvas que vêm atingindo o estado durante o inverno amazônico, diversos rios apresentam elevação significativa no nível da água. Na capital, Rio Branco, o Rio Acre atingiu a cota de 15,14 metros na medição das 15h deste sábado, 31, representando um aumento de quatro centímetros em relação à última aferição. Diante da elevação contínua, a Defesa Civil estadual intensifica as ações em todas as regiões e mantém a população em alerta.
Na capital do estado, o Rio Acre já mede 15,14 metros em nível de água. Foto: Alefson Domingos/Secom
Nos municípios do interior, a elevação do nível das águas também preocupa o governo do Estado. Em Xapuri, o Rio Acre está a cerca de 30 centímetros de atingir a cota de transbordamento. No momento, o manancial registra 13,20 metros, com redução de 11 cm em um intervalo de três horas.
A população de Porto Walter também deve ficar atenta. Neste sábado, o Rio Juruá atingiu 10,16 metros, ultrapassando a cota de alerta. Com a elevação registrada nas últimas horas, os agentes estaduais reforçaram o acompanhamento da situação, e os trabalhos estão sendo conduzidos de forma estratégica para garantir apoio à população.
Na cidade de Sena Madureira, o Rio Iaco registra nível de 15,48 metros e apresenta estabilidade. Em razão da cheia, 303 pessoas estão desabrigadas, 1.363 desalojadas e 15.150 moradores foram afetados no município.
Governo do Estado tem intensificado o trabalho e garantido apoio aos atingidos. Foto: Alefson Domingos/Secom
Segundo o coordenador da Defesa Civil do Estado, coronel Carlos Batista, a tendência é o Rio Acre continuar subindo na capital até este domingo, 1º, enquanto, nas regiões de cabeceira, o nível não começar a se estabilizar nem apresentar sinais de vazante.
“Em Xapuri e Capixaba, o nível está subindo lentamente, mas com possibilidade de estabilização. Já em Rio Branco, até amanhã, a tendência é de aumento, ainda que de forma gradual. Por isso, todo o Estado está dando apoio às defesas civis municipais e às prefeituras”, afirma.
Coronel Carlos Batista é coordenador da Defesa Civil Estadual. Foto: Jean Lopes/Defesa Civil
O Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC) também atua neste momento de crise ambiental. Em colaboração com os demais órgãos, as equipes prestam todo o suporte necessário às famílias já afetadas pelas cheias dos rios e enxurradas dos igarapés em todo o estado.
Defesa Civil e Corpo de Bombeiros já atuam no resgate às famílias. Foto: Alefson Domingos/Secom
O gestor ressalta que moradores que se sentirem em situação de risco, especialmente quando as águas se aproximarem das residências, podem acionar o número 193, para que equipes sejam deslocadas ao local e prestem o atendimento necessário.
“Entre em contato imediatamente. As equipes de plantão, tanto do Corpo de Bombeiros quanto das defesas civis, irão até o local e farão a remoção dessas pessoas para um abrigo público ou para outro local que elas desejarem”, completa Batista.
Boletim 31/01 (às 15h)
Níveis de outros rios:
Santa Rosa do Purus (Rio Purus): 9,26 m (-0,12 cm)
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