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Nos 60 anos de elevação do Acre à categoria de Estado, conheça a saga do Movimento Autonomista liderado por José Guiomard Santos

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Levantes de grupos prós e contras; correntes partidárias em constantes divergências de opinião; um comitê que pregava a autonomia, defendendo a necessidade dos acreanos tornarem-se iguais em direito e deveres aos demais brasileiros; e até a utilização de um jornal oficial para divulgar notícias, artigos e abaixo-assinados em favor da causa autonomista, são algumas das principais características da luta pela emancipação do Acre, que hoje completa seis décadas.

 

Palácio Rio Branco na década de 1950, um dos grandes símbolos da luta pela emancipação do Acre. Foto: Acervo/Centro de Documentação e Informação Histórica (CDIH)/Ufac

Se você acha que os embates políticos de hoje são, de longe, os mais polarizados da história do país, saiba que a elevação do Território do Acre à categoria de Estado – que nesta quarta-feira, 15, faz 60 anos – também foi marcada por uma das mais intensas disputas ideológico-partidárias que se tem notícia no desabrochar do século 20, no Brasil.

Colonos e seringueiros com o governador Guiomard Santos. Foto: Acervo Digital/Memorial dos Autonomistas

Nesta reportagem, utilizando-se dos estudos ricamente detalhados pela professora Maria José Bezerra, na sua tese de doutorado de 2006 para o Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), a Agência de Notícias do Acre traz os principais aspectos para compreender satisfatoriamente como foi o processo de elevação do Acre de Território a Estado, na tarde do dia 15 de junho de 1962, com a sanção da Lei n°4.070, pela caneta do então presidente João Goulart.

Da esquerda para a direita, Lydia Hammes Santos, Guiomard Santos, o presidente João Goulart e o primeiro ministro Tancredo Neves, na ocasião da sanção da Lei n° 4.070, de 15 de junho de 1962, que elevou o Acre a Estado. Foto: Acervo Digital/Memorial dos Autonomistas

O discurso patriótico como arma de persuasão

Jornal O Acre, órgão oficial de imprensa do governo constitucional tornou-se, em 1950, aliado da propaganda pela elevação do Acre a Estado. Foto: cedida

“Acre livre e Brasil mais independente. Conterrâneos de coração, saímos do berço desassombradamente e aceleramos os nossos passos em busca de uma bandeira de liberdade para nossa terra, que é minha e que é tua. Saibamos honrar os méritos daqueles que tombaram pela independência deste rincão, num ardil golpe sem medirem consequência e desprendidos de paixões materiais. […] por um Acre livre, num Brasil mais independente”.

Do artigo Exortação Cívica, no jornal O Acre, assinado por Raimundo Sales Vital no dia 19 de maio de 1957.

O texto acima é um de tantos outros lançados pelo Comitê Pró-Autonomia do Acre, grupo criado nos idos de 1956, segundo a professora Maria José Bezerra, com “caráter cívico, patriótico e ético”, aparelhado por Guiomard Santos para convencer os acreanos de que o Acre deveria tornar-se Estado.

Hotel Chuí, na década de 1950, onde hoje é a sede da Prefeitura de Rio Branco, no centro da capital.  Foto: Acervo/CDIH/Ufac

José Guiomard Santos, do Partido Social Democrático (PSD) foi governador do território entre 1946 e 1950, e eleito deputado federal logo em seguida, em 1951, tendo sido o maior defensor da elevação do Acre a Estado e obtido essa conquista.

Coronel do Exército boliviano Isaac Vasquez e membros do governo do Departamento de Pando, em cerimônia de entrega de medalha ao governador do Acre, Guiomard dos Santos, que também era major; Curiosamente, pela autonomia do Acre, Santos mencionava os feitos heroicos de Plácido de Castro contra os bolivianos para ganhar o Acre. Foto: Acervo/CDIH/Ufac

Porém, para entender melhor um dos capítulos mais importantes da nossa história, é preciso compreender primeiro que, embora o Movimento Autonomista tivesse o hábito de colar à sua propaganda ideológica os feitos de Plácido de Castro – de que a elevação a Estado só honraria ainda mais a façanha dos bravos heróis da ‘Revolução Acreana’ -, a anexação do Acre como território nacional já não havia encontrado a simpatia das forças políticas que protagonizaram a ‘Revolução’, que dirá a elevação.

Balsas de borracha descem o Rio Acre, próximas da Gameleira. Foto: Arquivo/Museu da Borracha

É que “ao longo do processo da luta contra a Bolívia, [essas mesmas] forças políticas dividiram-se em vários grupos com projetos distintos para a região”, explica a professora.

Proprietários do Seringal Benfica, em Rio Branco (à direita) com oficiais dos vapores Arimos e Marcial e seringueiros. Foto: Revista O Malho

“Havia aqueles, como Galvez, que defendiam a instauração de um regime republicano, porém subordinado à ‘mãe-pátria’ [o próprio Acre]. E alguns outros, mais ousados, com suas ideias separatistas, que também propunham a separação do Acre do território nacional, formando um novo país”, lembra Bezerra. E como exemplo prático, é “neste contexto que se insere o levante de 1910 em Cruzeiro do Sul, quando os seringalistas e comerciantes de maior peso econômico se rebelaram e depuseram as autoridades constituídas”, relata.

Grupo de oficiais do vapor Marcial no barranco do Porto Benfica, no Rio Acre, em Rio Branco. Foto: Revista O Malho

Nesta perspectiva, a instituição da condição de Território pelo governo federal torna-se um freio ao mandonismo das forças políticas locais ante o poder nacional.

Os anos 1950, o petróleo do Moa e a visão do Juruá sobre a causa autonomista

Charge de jornal da época criticando ação do governo federal; na legenda acima, o anúncio de que o “governo expediu ordens terminantes para que sigam batalhões do Exército para o Acre, com fim de sufocar o movimento revolucionário n’aquela região”. Foto: Redalyc.org

Para reforçar seus ideais de um Acre elevado à condição de Estado, Guiomard Santos, então, organizou um bloco pró-autonomista de políticos locais que, em 1953, ele mesmo municiava com discursos, artigos na imprensa, abaixo-assinados, correspondências particulares, telegramas e relatos de debates sobre a luta pró-autonomista no âmbito do Território. Mas o que pensava-se ser uma causa do Acre como um todo acabou não incendiando todas as mentes, sobretudo os pensadores do Juruá.

“No Vale do Juruá, em documento publicado em O Juruá, o jornalista João Mariano enfatiza que os governos territoriais, incluindo o próprio Guiomard Santos, só investiam em Rio Branco – por ser capital -, e nos municípios vizinhos”. Dessa forma, a causa autonomista não empolgava os moradores do Juruá, por conta do contexto de miséria a que estavam inseridos, segundo a leitura da pesquisadora da USP.

Passageiros com comandante e tripulação da lancha Rio Cayaté fotografados no Rio Juruá Mamichy, quando retornavam do Rio Tarauacá. Estas designações indígenas justificam a familiaridade do grupo e, sobretudo, a pujança da natureza em torno. Foto: Revista o Malho O Malho, RJ, 26 de setembro de 1908, Ano VII, N.315

“O Vale do Juruá não está em condições de fazer parte do Estado autônomo do Acre, pois além da falta de vida própria, há de encarar o fator capital: de todos os proprietários e comerciantes do Juruá, somente um, o sr. Raimundo Quirino Nobre está em condições de carregar, por duas vezes ao ano, navio de quatrocentas toneladas de mercadorias, em Belém, para os seus armazéns nesta cidade. Isso indica pobreza da região. […] Faça-se o Território do Juruá. Incentiva-se a sua lavoura e pecuária, organizem-se algumas pequenas indústrias, extraia-se o petróleo do Moa, eis o caminho a seguir”.

Do artigo Autonomia do Acre, no jornal O Juruá, por João Mariano da Silva, publicado no dia 3 de março de 1957.

Visita de Getúlio Vargas e recepção do presidente por estudantes. Foto: CDIH

Segundo a tese da professora-doutora, intitulada ‘Invenções do Acre: De Território a Estado – Um olhar social’, a oposição, representada pelo deputado federal Oscar Passos, líder do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), também advogava contra o projeto de elevação do Acre a Estado por considerá-lo eleitoreiro, já que no entendimento de Passos, o Território não tinha ‘sustentação econômica’.

Foto: CDIH

“Os brasileiros do Acre demonstram, há mais de meio século, capacidade, decisão e bravura para repelir violentamente a dominação estrangeira. Se essas qualidades tivessem sido convenientemente aproveitadas e orientadas na paz, como o foram na guerra, já que o Acre, por sem dúvida, estaria a brilhar na constelação dos Estados brasileiros, rico e próspero, hospitaleiro e feliz. Não houve este cuidado por parte de muitos dirigentes, impuseram-lhes o garrote da dominação dos homens pelos homens. Um feudo foi o que resultou de tanta bravura e esforço. […] Acorrentados pelo governo pela inevitável dependência econômica dificilmente poderão essas populações manifestar livremente a sua preferência política ou sequer a sua opinião sobre os detentores do poder local. Politicamente, o Acre e sua população nada lucrariam. […] A eleição do governador e da Assembleia Legislativa seria uma farsa. […] No momento presente como é público, a União entrega ao Acre mais de 300 milhões de cruzeiros por ano e arrecada, através das Mesas de Renda e Coletorias, apenas 3 ou 4 milhões. Com a emancipação do Território, a União não fornecerá mais essas verbas. […] Os 300 milhões terão que ser arrancados do próprio povo acreano”.

Oscar Passos. Considerações sobre a Autonomia do Território do Acre. In: BEZERRA, Maria José. Dossiê – Acervo: Guiomard Santos (Acre). Elevação do Acre a Estado. Rio Branco: Globo, 1982, p. 61-65

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Governo do Acre realiza premiação do Programa Rota da Qualidade

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O governo do Acre, por meio do Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) e do Instituto de Pesos e Medidas do Acre (Ipem), realizou nesta sexta-feira, 13, a 5ª Premiação do Selo Rota da Qualidade. A iniciativa reconhece empresas que se destacam pelo cumprimento da legislação e pelas boas práticas nas relações de consumo.

Diversas empresas receberam a premiação do Programa Rota da Qualidade nesta sexta-feira,13. Foto: Diego Negreiros/Ministério Público

Criado pelo Decreto nº 9.878, de agosto de 2021, o Programa Rota da Qualidade é coordenado pela Secretaria de Estado da Casa Civil e executado em parceria com o Procon e o Ipem. A proposta busca fortalecer as relações entre fornecedores e consumidores por meio de ações integradas.

A cerimônia foi realizada no auditório do Museu dos Povos Acreanos, em Rio Branco, e reuniu autoridades estaduais, representantes de instituições parceiras, empresários e servidores públicos. Nesta edição, 358 empresas em todo o estado estão sendo contempladas com o selo, sendo 167 apenas na capital.

Evento reuniu autoridades, empresários e servidores Foto: Miguel Feitosa/Sejusp

O evento integra as atividades alusivas ao Mês do Consumidor, celebrado em março em referência ao Dia Mundial do Consumidor, comemorado em 15 de março. 

A premiação ocorre após visitas técnicas e orientações realizadas por equipes do Procon e do Ipem nos estabelecimentos comerciais. Onde as empresas reconhecidas demonstraram compromisso com o cumprimento das normas que garantem os direitos do consumidor e a qualidade no atendimento.

Secretário da Fazenda, Amarísio Freitas homenageou os premiados Foto: Miguel Feitosa/Sejusp

Representando o governo do Estado, o secretário da Fazenda, Amarísio Freitas, parabenizou os premiados e destacou o papel importante que os empresários desempenham na sociedade.

“Parabéns a todos vocês por manterem uma relação baseada no respeito com o contribuinte. Antes de serem empresários e prestadores de serviço, cada um também é cidadão e consumidor. Vocês desempenham um papel fundamental no desenvolvimento do nosso estado, contribuindo para a geração de empregos, renda e arrecadação. Esses recursos são essenciais para que o Estado possa investir e retornar à sociedade por meio de políticas públicas que beneficiem toda a população”, enfatizou.

Empresária Júlia Lemos recebe premiação por conformidade com a legislação consumerista Foto: Miguel Feitosa/Sejusp

A proprietária das lojas Quero Pra Mim, Julia Lemos, foi uma das empresárias premiadas e destacou a honra de ficar entre as 10 melhores empresas do Acre. 

“Para nós, é o reconhecimento de muitos anos de trabalho dedicado ao cliente, sempre buscando fazer tudo da forma correta. O selo também gera mais confiança, porque o consumidor sabe que seus direitos são respeitados e que pode contar com a empresa, inclusive no pós-venda. Além disso, esse reconhecimento incentiva outros comerciantes a seguirem o mesmo caminho”

Presidentes do Ipem e do Procon Acre, Hérica Granzotto e Alana Albuquerque Foto: Miguel Feitosa/Sejusp

A presidente do Procon, Alana Albuquerque, ressalta que o Programa Rota da Qualidade já se consolidou como uma importante política pública de defesa do consumidor no Acre. 

“O programa tem como pilares a prevenção, a educação e a transparência nas relações de consumo, e representa um modelo inovador de gestão, ao integrar instituições que atuam de forma conjunta para garantir um mercado mais justo e equilibrado para a sociedade”, destacou Alana.

A presidente do Ipem, Hérica Granzotto, salienta que o Selo Rota da Qualidade é a garantia de que o estabelecimento passou por verificações do Ipem e do Procon e atende aos critérios exigidos pelos órgãos de fiscalização. 

“Para o consumidor, isso representa mais segurança e confiança ao escolher empresas que foram avaliadas e aprovadas pelo programa”, afirma Hérica.

O Programa Rota da Qualidade reforça a estratégia do governo de modernizar os serviços públicos e aprimorar o sistema de garantia de direitos do consumidor, consolidando o Acre como referência em ações voltadas à qualidade e transparência nas relações de consumo.

 

Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Sead promove capacitações para qualificação dos servidores estaduais

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Com o objetivo de ampliar a qualificação profissional e aprimorar a gestão pública, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Administração (Sead) e do seu Departamento de Formação e Capacitação do Servidor (Decap), realizou nesta semana uma série de cursos voltados ao aperfeiçoamento técnico de servidores estaduais.

As capacitações abordaram temas relacionados à administração pública, como gestão de pessoas, compras governamentais, atendimento ao cidadão e acompanhamento de convênios federais, contribuindo para o aprimoramento das rotinas administrativas e dos serviços prestados à população.

Capacitação de Recursos Humanos voltada para a gestão estratégica. Foto: Maria Lídia Souza/Sead

Entre os cursos ofertados esteve Gestão Estratégica de Recursos Humanos, iniciado dia 10 e finalizado nesta sexta-feira, 13. A formação foi direcionada a profissionais de Recursos Humanos, gestores e administradores que atuam em processos de gestão de pessoas no âmbito do governo estadual.

Durante o curso, foram abordados temas como fundamentos da gestão estratégica de pessoas, planejamento estratégico de recursos humanos no serviço público, recrutamento e seleção, treinamento e desenvolvimento, além de gestão de desempenho, inclusão e diversidade.

A capacitação foi conduzida pela instrutora Catarina Valente de Freitas, gestora de políticas públicas e especialista em gestão estratégica de pessoas. “O curso foi pensado para promover o desenvolvimento de competências que incentivem o planejamento e a implementação de práticas de gestão estratégica de recursos humanos no serviço público. Durante a formação, também abordamos a evolução da administração de pessoal para a gestão estratégica de pessoas. Quando isso acontece, a área passa a integrar o planejamento organizacional e contribui para o desenvolvimento de políticas públicas que melhoram a qualidade dos serviços oferecidos à sociedade”, afirmou.

Para a chefe da Divisão de Vida Funcional dos Servidores da Sead, Luziane Barros, a capacitação trouxe uma nova perspectiva sobre a atuação na área de recursos humanos. “Trabalho há três anos no RH da Sead, mas toda a minha experiência profissional era voltada para licitação e processos. O curso foi além das técnicas administrativas e trouxe uma reflexão sobre o cuidado com as pessoas. Percebi que gerir recursos humanos é lidar com talentos, sonhos e histórias. Saio dessa formação mais preparada para contribuir com minha equipe e com os servidores que atendemos”, relatou.

Outro curso realizado foi Capacitação em Compras e Contratos – Implantação do Novo Sistema de Compras do Governo do Estado do Acre, no laboratório de informática do Decap.

Capacitação sobre o Sistema de Compras realizada para servidores da Secretaria de Educação. Foto: Ingrid Andrade/Sead

A formação orientou servidores públicos sobre a utilização do Sistema de Compras do Estado, abordando desde o planejamento das aquisições até a fase pós-licitação. Entre os conteúdos apresentados estiveram a formalização da demanda, elaboração de documentos técnicos, cotação de preços, emissão de pareceres e utilização de assinaturas digitais.

A instrutora Gleycinaira Rocha explicou que a capacitação faz parte do processo de implantação do novo sistema, obrigatório desde janeiro de 2026 para todos os órgãos da administração direta e indireta do Estado. “Este é mais um curso sobre o Sistema de Compras. Hoje estamos com a Secretaria de Educação em um momento voltado à implementação da ferramenta, com espaço para esclarecimento de dúvidas e acompanhamento técnico. A Secretaria de Administração, em conjunto com a Diretoria de Modernização, tem realizado esse processo de implantação assistida para trazer mais segurança aos servidores”, disse.

O treinamento contou com a participação das instrutoras Gleycinaira Rocha, Rafaela Marques de Andrade Maranhão e Mara Clícia Eugênio Rosas. Foram realizadas três turmas entre os dias 9 e 11 de março, atendendo servidores de diversos órgãos estaduais.

Também ocorreram turmas específicas para o Corpo de Bombeiros, no dia 9 de março, e para a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), nos dias 11 e 12 de março. Foto: Maria Lídia Souza/Sead

Também integrou a programação o curso Operacionalização de Convênios Federais por meio da plataforma Transferegov.br – App Fiscalgov.br, voltado a gestores e técnicos envolvidos na captação e execução de recursos federais. A formação ocorreu na sala de treinamento da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) e foi ministrada pelos instrutores Edemilson Pereira dos Santos e Gerffyrson Jhon de Souza Soares.

Durante a capacitação, os participantes conheceram as funcionalidades do aplicativo Fiscalgov.br para o monitoramento de convênios federais, incluindo autenticação e perfis de acesso, registro de fiscalizações com georreferenciamento, gestão de mensagens e sincronização de dados com a plataforma Transferegov.br.

A programação também incluiu cursos voltados ao atendimento ao cidadão, realizados no auditório da Organização em Centros de Atendimento (OCA), em Rio Branco.

Diretora da OCA, Fran Britto conduziu o curso Política de Atendimento com Qualidade. Foto: Ludymila Maia/OCA

Entre os temas apresentados estiveram Política de Atendimento com Qualidade, ministrado pela instrutora Fran Brito; Central de Serviço Público – Estrutura de Funcionamento, conduzido pela instrutora Rayana Siqueira; Sistema de Gestão da Qualidade, apresentado pela instrutora Sâmia Nogueira; e Linguagem Simples no Atendimento Público, ministrado pelo instrutor Antonio Junior Rodrigues da Silva.

Rayana Siqueira conduziu o curso sobre a Central de Serviço Público – Estrutura de Funcionamento. Foto: Ludymila Maia/OCA

As formações abordaram temas relacionados à qualidade no atendimento ao cidadão, padronização de processos, integração entre órgãos públicos e uso de uma comunicação mais clara e acessível no serviço público.

Sâmia Nogueira conduziu o curso sobre o Sistema de Gestão da qualidade. Foto: Ludymila Maia/OCA

A servidora da OCA Naomi Sá deu seu depoimento sobre o ciclo de capacitações que foram realizadas também na OCA: As capacitações têm sido uma experiência muito enriquecedora para mim. Como servidora da OCA, participar desses momentos de aprendizado é muito importante porque nos ajuda a entender melhor o funcionamento da instituição, os processos e, principalmente, a forma como devemos atender a população com mais qualidade e atenção.

Antônio Silva foi o instrutor do curso Linguagem Simples no Atendimento ao Público. Foto: Ludymila Maia/OCA

As iniciativas integram a política permanente de formação promovida pela Sead, por meio do Decap, que oferece capacitações aos servidores estaduais e contribui para a melhoria da gestão pública no Acre.

Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Ipem e Procon realizam operação conjunta para garantir abastecimento seguro no Acre

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Para ter eficiência, os trabalhos de defesa do consumidor precisam ser contínuos. De forma estratégica, os órgãos públicos responsáveis pela temática atuam com diversas frentes de fiscalização, unindo elementos técnicos e jurídicos e, sobretudo, o efeito surpresa.

A fim de detectar possíveis irregularidades em postos de combustíveis, o Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Acre (Ipem) em parceria com o Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor do Acre (Procon) realizaram, nesta semana, a operação “Tô de Olho no Abastecimento Seguro e na Medida Certa”.

Operação “Tô de Olho” reforça fiscalização em postos de combustíveis no Acre. Foto: Rosi Sabóia/Ipem

A ação integrada foi coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), com apoio do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Os trabalhos fiscalizatórios tiveram como foco a investigação de possíveis fraudes eletrônicas em bombas medidoras e a verificação do volume de combustível líquido efetivamente entregue ao consumidor, evitando que os condutores paguem por litros que não receberam.

Agentes fiscais da ANP e Procon também participaram da operação. Foto: Rosi Sabóia/Ipem

Ao todo, foram 25 postos de combustíveis fiscalizados no Acre. Os agentes fiscais inspecionaram 356 bicos de abastecimento, dos quais 14 foram reprovados, o que corresponde a um índice de reprovação de 4%.

“Esses resultados demonstram a importância das fiscalizações realizadas pelos órgãos de defesa do consumidor. Sempre que identificamos irregularidades, adotamos imediatamente as medidas cabíveis para corrigir o problema e proteger a população acreana”, destaca a presidente do Ipem, Hérica Granzotto.

Bico de abastecimento é a “pistola” da bomba de combustível que coloca a gasolina dentro do tanque do veículo. Foto: Rosi Sabóia/Ipem

Leis consumeristas

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, também acompanhou as ações desenvolvidas no Acre, por meio dos fiscais do Procon, que resguardam os direitos do consumidor e verificam as práticas comerciais.

Na oportunidade, os agentes averiguaram a exposição correta dos preços dos combustíveis, se havia diferença entre o preço da bomba e o do painel, a existência do Código de Defesa do Consumidor disponível no estabelecimento e possíveis publicidades enganosas ou práticas abusivas.

Fiscais do Procon verificam se os procedimentos comerciais estão de acordo com a legislação. Foto: Rosi Sabóia/Ipem

“Foram identificadas irregularidades de menor gravidade, em que os responsáveis pelos estabelecimentos foram orientados e notificados para realizar as adequações necessárias, garantindo que o atendimento ao consumidor esteja em conformidade com a legislação”, informa o agente fiscal Júnior Santiago.

Preços dos combustíveis

A instabilidade no cenário internacional, associada às tensões envolvendo o Irã, tem impacto no mercado global de petróleo e pode refletir no preço dos combustíveis, conforme explica a presidente do Procon, Alana Albuquerque.

Além das ações técnicas, os órgãos fiscalizadores estão atentos a possíveis práticas abusivas na venda de combustível. Foto: Rosi Sabóia/Ipem

“Nosso papel é garantir que qualquer reajuste aconteça de forma transparente e dentro da legalidade, protegendo o consumidor final de práticas abusivas.”

Canais de atendimento

Os consumidores acreanos que identificarem possíveis irregularidades em bombas de combustível, balanças ou outros instrumentos de medição podem registrar denúncia junto ao Ipem, por meio do telefone 0800 285 1818.

Ação conjunta verifica quantidade, qualidade e transparência, aumentando a proteção ao consumidor. Foto: Rosi Sabóia/Ipem

Já em casos relacionados a práticas abusivas, divergência de preços, publicidade enganosa ou problemas nas relações de consumo, a orientação é procurar o Procon pelos telefones 151 ou (68) 3213-7000.

Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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