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No aniversário, dentista lança campanha para comprar aparelhos e melhorar atendimento a pacientes de UTI no AC

Wânia Tojal é única dentista a atender UTI no Acre. Ela conta que em alguns lugares o profissional da área não é obrigatório, nem os equipamentos que ela quer adquirir.

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Wânia Tojal está mobilizando uma campanha para conseguir dois equipamentos especializados para atender os pacientes – Foto: Arquivo pessoal

Por Alcinete Gadelha

Preocupada com o bem-estar dos pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva, (UTIs) do Pronto-socorro de Rio Branco, a odontóloga Wânia Tojal está mobilizando uma campanha para conseguir dois equipamentos especializados para atender os pacientes tanto da unidade comum, como da de Covid-19.

Única dentista a fazer parte da equipe médica multiprofissional de UTI no estado, Wânia contou que a campanha começou após um plantão no qual ela teve dificuldade para atender um paciente e ao chegar em casa, o filho dela, de 23 anos, perguntou o que gostaria de ganhar de aniversário – celebrado no dia 12 de junho- foi quando ela disse que que queria ganhar um aparelho de ultrassonografia com jato de bicarbonato e um laser de baixa potência.

“Trabalho nas três UTIs, que é uma geral e duas Covid, com 40 leitos. E nossos pacientes intubados, sofrem com gengivite, periodontite, afta, candidíase e tenho que fazer a higiene do paciente porque estas bactérias, ele estando intubado, pode aspirar e ir direto para o pulmão e agravar a situação deles. Então, meu trabalho aqui dentro é esse”, contou.

O trabalho de Wânia é adequar a boca do paciente para que ele não acumule tantas bactérias para evitar que ele possa evoluir para um pneumonia, por exemplo. A odontóloga explica que o SUS disponibiliza os instrumentos padrões e que os aparelhos que ela quer adquirir não são obrigatórios por serem especializados. Mas, que ajudariam a melhorar a qualidade dos atendimentos.

“Eles não estão em falta. O dentista na UTI é uma lei, mas isso os estados têm que fazer porque não é nem obrigatório ter dentista na equipe multiprofissional. Então, acho que já é um avanço muito grande o estado ter colocado, e a gente conseguir fazer esse cuidado ao paciente. Então, não dá para dizer que o material é padrão”, explicou sobre o motivo de fazer a mobilização.

Dentista é única a fazer parte de equipe multiprofissional da UTI – Foto: Arquivo pessoal

Básico

A profissional contou que para trabalhar, a Saúde disponibiliza o básico. Só que o material mais avançado proporciona mais conforto tanto ao paciente quanto ao profissional.

“Temos o instrumental da atenção básica para fazer raspagem periodontal, o problema é que a raspagem sangra. Então, você imagina: já é ruim fazer a raspagem em um ambiente próprio no consultório normal. Imagine com o paciente acamado e com um tubo na boca? A gente faz, mas, é ruim para o paciente e é ruim para a gente”, contou.

O aparelho de ultrassom, que tira o tártaro e faz jato de bicarbonato, vai ajudar a dentista a fazer esse tratamento ao paciente que está com a situação mais complicada de forma menos agressiva e mais rápida. O outro é o lazer, que atua como anti-inflamatório e analgésico e ajuda no combate a feridas que são causadas devido a longos períodos de internação e também tem ação mais rápida.

O pedido

Sobre o início da vaquinha que está tentando arrecadar o valor necessário para a compra dos equipamentos, Wânia disse que partiu do filho dela que perguntou o que ela desejava ganhar de aniversário e ela respondeu que queria o ultrassom e o laser.

Por acreditar que seriam materiais com preços mais acessíveis, o filho foi pesquisar e descobriu que tudo sairia por R$ 10 mil .

“Meu filho perguntou um dia antes do meu aniversário o que eu queria ganhar de presente e falei que queria o ultrassom e o laser. Ele pensou que era algo em torno de R$ 400 e foi pesquisar o preço. Depois, ele chegou e disse que custava R$ 10 mil. Ele disse: ‘mas, vou lhe dar’. Com um pouco de tempo ele enviou o link porque tinha criado a vaquinha”, relembrou humorada.

Com a vaquinha, que já arrecadou pouco mais de R$ 1 mil, Wânia disse que quer alcançar o valor dos materiais e assim que fizer a compra vai fazer a doação ao hospital para melhorar o atendimento aos pacientes.

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MPF instaura procedimento para acompanhar construção de moradias em aldeias Shanenawa no Acre

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Medida atende reivindicação de liderança indígena e prevê monitoramento por um ano das ações voltadas à habitação na Terra Indígena Katukina/Kaxinawá

O Ministério Público Federal (MPF) no Acre instaurou procedimento administrativo para acompanhar a implementação de políticas públicas destinadas à construção de moradias nas aldeias do povo Shanenawa, localizadas na Terra Indígena Katukina/Kaxinawá, no município de Feijó.

A medida foi formalizada por meio da Portaria nº 5/MPF/PR-AC/GAB6ºOF-LMPS, assinada pelo procurador da República Luidgi Merlo Paiva dos Santos, com prazo inicial de um ano para acompanhamento das ações.

Segundo o documento, o procedimento foi instaurado após representação apresentada pelo cacique do povo Shanenawa, Carlos Francisco Brandão, que encaminhou ao MPF uma série de reivindicações relacionadas às aldeias da terra indígena. Entre as principais demandas está a construção de casas populares por meio do Programa Minha Casa Minha Vida em todas as comunidades Shanenawa.

Na portaria, o MPF destaca sua atribuição constitucional de defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis, além da atuação específica na proteção dos direitos das populações indígenas. O órgão também ressalta que o procedimento administrativo é o instrumento adequado para acompanhar, de forma contínua, políticas públicas que não estejam submetidas a inquérito civil.

Como primeira providência, o procurador determinou a expedição de ofício à Secretaria de Estado de Habitação (Sehurb), com cópia da representação apresentada pelo cacique, para que o órgão entre em contato com a liderança indígena e obtenha informações detalhadas sobre a demanda.

O objetivo do acompanhamento é verificar quais medidas serão adotadas pelos órgãos públicos responsáveis para viabilizar a construção das moradias nas aldeias Shanenawa, assegurando condições dignas de habitação às comunidades indígenas da região.

O procedimento terá duração inicial de um ano, podendo ser prorrogado conforme a necessidade de monitoramento das ações e dos encaminhamentos adotados pelo poder público.

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Operação mira núcleo político ligado ao Comando Vermelho e prende 14 pessoas

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Polícia Civil aponta movimentação de R$ 70 milhões desde 2018 e cumprimento de 23 mandados de prisão em cinco estados

A Polícia Civil do Amazonas deflagrou, na manhã desta sexta-feira (20), uma operação para desarticular um esquema ligado ao Comando Vermelho que, segundo as investigações, mantinha um “núcleo político” com acesso aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Até a última atualização, 14 pessoas haviam sido presas, sendo oito no Amazonas.

Entre os alvos estão servidores públicos e ex-assessores parlamentares. Foram citados na investigação Izaldir Moreno Barros, servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas; Anabela Cardoso Freitas, investigadora da Polícia Civil e integrante da Comissão de Licitação da Prefeitura de Manaus — que também foi chefe de gabinete do prefeito David Almeida (Avante) até 2023; Adriana Almeida Lima, ex-secretária de gabinete de liderança na Assembleia Legislativa do Amazonas; além de um policial militar e ex-assessores de vereadores. O prefeito não é alvo da operação.

De acordo com a polícia, o grupo teria movimentado cerca de R$ 70 milhões desde 2018 — média de R$ 9 milhões por ano. Parte dos recursos, aproximadamente R$ 1,5 milhão, teria sido destinada diretamente à facção por meio de empresas de fachada.

A Justiça expediu 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão, além de determinar bloqueio de contas, sequestro de bens e quebra de sigilo bancário. As ordens são cumpridas em Manaus e em cidades do Pará, Minas Gerais, Ceará, Piauí e Maranhão.

As investigações apontam que empresas fictícias, principalmente nos setores de transporte e logística, eram usadas para viabilizar a compra de drogas na Colômbia e o envio para Manaus, de onde os entorpecentes seriam distribuídos para outros estados.

Relatórios de inteligência financeira identificaram movimentações bancárias consideradas atípicas e incompatíveis com a renda declarada dos investigados, além de transferências entre pessoas e empresas ligadas ao grupo em diferentes unidades da federação.

Também há indícios de tentativa de acesso indevido a informações sigilosas sobre investigações criminais, com o objetivo de antecipar ações policiais e judiciais. Esse ponto segue sob apuração.

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Governo federal repassa mais de R$ 2,8 milhões ao Acre para ações contra desastres naturais em 2026

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Recursos foram destinados ao governo estadual e aos municípios de Sena Madureira e Epitaciolândia, segundo dados do Diário Oficial da União

Foto: Ascom

O governo federal já repassou R$ 2.809.558,80 ao Acre em 2026 para ações de resposta e recuperação de áreas atingidas por desastres naturais. Os dados constam em levantamento com base em atos publicados no Diário Oficial da União pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Do total destinado ao estado, os recursos foram distribuídos entre o governo estadual e dois municípios acreanos. O maior valor foi direcionado ao Estado do Acre, que recebeu R$ 1.220.232,80 para execução de ações de proteção e defesa civil.

Entre os municípios, Sena Madureira foi contemplado com R$ 1.562.326, o maior repasse individual dentro do estado. Já Epitaciolândia recebeu R$ 27 mil para ações emergenciais.

Somados, os três repasses colocam o Acre na lista de estados atendidos pela União neste início de ano, em meio ao reconhecimento de situação de emergência em mais de 170 cidades brasileiras somente em 2026.

No cenário nacional, o governo federal já transferiu cerca de R$ 66,5 milhões para 78 municípios, além do repasse ao estado do Acre. Minas Gerais lidera em número de cidades contempladas, com 23 municípios atendidos, enquanto o Rio Grande do Sul concentra o maior volume de recursos, somando R$ 29,9 milhões.

O Acre aparece com dois municípios na lista de cidades atendidas — Sena Madureira e Epitaciolândia — além do repasse direto ao governo estadual.

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