Acre
No Acre, defensores de Bolsonaro afirmam que “Brasil não alcançou verdadeira independência”

Foto: Sérgio Vale
Autoridades de direita no Acre participaram, neste domingo (7), do ato Reaja Brasil, realizado na Gameleira, em Rio Branco. A manifestação contou com pouco mais de 500 pessoas e teve como principais bandeiras a defesa da democracia, da liberdade de expressão e do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar.
Mesmo sem uma mensagem direta de Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro enviou um áudio aos militantes, no qual criticou o governo e declarou apoio ao marido, a quem chamou de “meu galego dos olhos azuis”.
Bocalom fala em “caminho para o comunismo”
Durante o evento, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), afirmou que o Brasil ainda não alcançou sua verdadeira independência e estaria “indo para o caminho do comunismo”.

Foto: Sérgio Vale
Ele denunciou o que classificou como perseguição religiosa, citando o pastor Silas Malafaia como exemplo. “Tomaram o caderno onde ele prepara os cultos e até agora não devolveram. Nossos pastores estão sendo monitorados. Será que queremos aceitar que nossos celulares estejam sendo vigiados o tempo todo? Eu não quero, eu quero a minha liberdade”, declarou.
O prefeito comparou o cenário atual ao período de 1964 e disse que “agora é o povo que está reagindo, não os militares”. Ele também mencionou supostos abusos contra presos dos atos de 8 de janeiro, como confinamento em ginásios, revistas vexatórias e mortes em unidades prisionais.
João Marcos Luz critica tornozeleira eletrônica
O secretário de Assistência Social, João Marcos Luz, também discursou e criticou a tornozeleira eletrônica imposta ao ex-presidente Bolsonaro.

Foto: Sérgio Vale
“No pé de um homem sério, trabalhador, honesto, que é o presidente Bolsonaro. Por isso nós queremos e exigimos que o Congresso Nacional vote a anistia, que o deputado Hugo Motta coloque a proposta em pauta, para que a maioria decida se o presidente merece ou não a anistia”, afirmou.
Bittar defende anistia ampla
O senador Márcio Bittar (PL) defendeu a anistia tanto para Bolsonaro quanto para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. “Eu acredito na anistia. Nós temos votos na Câmara para aprovar a anistia”, declarou.

Foto: Sérgio Vale
João Paulo Bittar: “ato é em defesa do Brasil”
O presidente municipal do PL, João Paulo Bittar, destacou que a mobilização não foi apenas em favor de Bolsonaro.
“Queria só fazer uma correção: isso aqui não é um ato exclusivamente em prol do Bolsonaro. É um ato em prol do Brasil. Entendemos de forma muito clara que o maior representante desse movimento é o Bolsonaro. É a favor da anistia, contra os exageros que estão ocorrendo no Judiciário e em defesa de mais democracia e de mais sanidade para o debate”, disse.
Joabe Lira pede anistia e defende candidatura de Bolsonaro
O presidente da Câmara Municipal de Rio Branco, vereador Joabe Lira (UB), declarou apoio à anistia de Bolsonaro e dos manifestantes presos.
“Esse é um evento importante que está acontecendo em todo o Brasil. Temos visto perseguição política e agora também perseguição religiosa. Estamos aqui para dizer que não aceitamos isso e vamos continuar lutando para que a democracia vença e que Bolsonaro possa ser candidato a presidente em 2026”, afirmou.

Foto: Sérgio Vale
Ao ser questionado sobre a candidatura do ex-presidente, Lira respondeu: “Defendo. Defendo anistia para o Bolsonaro e para todos aqueles que praticaram aquele ato de vandalismo em Brasília. É importante falar, foi um ato de vandalismo, mas todos merecem ser anistiados”.
Ulysses Araújo critica governo e alerta para eleições
O deputado federal Ulysses Araújo (PL) fez duras críticas ao atual governo, que chamou de “maldito”, e pediu atenção da população para as eleições do próximo ano.
“Hoje, o símbolo do 7 de setembro é uma nova independência. Nós lutamos pela liberdade, pela verdadeira democracia e, principalmente, pela liberdade de expressão. Esse governo tenta impor modelos que não queremos, como o da Venezuela, com sua crise econômica, e o da China, onde não existe liberdade de expressão”, disse.

Foto: Sérgio Vale
Ele ainda alertou sobre a importância do voto consciente:
“Pense muito bem em quem você vai escolher para representá-lo no ano que vem. Quando você escolhe um representante, está entregando a ele decisões de vida e morte. É no Congresso que se define se o aposentado vai receber o salário ou será prejudicado por corrupção. Tudo passa por lá. Então, cuidado. Não se iludam. Não podemos eleger pessoas mentirosas, covardes, que enganam a população”, declarou.
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Acre
Homem morre atropelado por carreta em pátio de posto no distrito de Vista Alegre do Abunã
Vítima teria dormido sob o veículo estacionado; motorista só percebeu após sentir a carreta passar sobre algo
Francisco Ferreira de Oliveira, de 57 anos, morreu atropelado por uma carreta na manhã deste sábado (21), no pátio do Posto Progresso, no distrito de Vista Alegre do Abunã, em Porto Velho.
De acordo com informações apuradas no local, o motorista da carreta havia pernoitado no pátio do posto e iniciou viagem nas primeiras horas do dia. Ao sair com o veículo, ele percebeu que os pneus haviam passado por cima de algo. Ao descer para verificar, encontrou as pernas de um homem sob a carreta, com o corpo entre os pneus.
Funcionários do posto foram acionados e constataram o atropelamento. A principal suspeita é de que Francisco estivesse dormindo debaixo do veículo estacionado, sem que o condutor percebesse sua presença antes de dar partida.
A Polícia Militar foi chamada e, após confirmar o óbito, acionou a perícia criminal e o rabecão do Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos necessários.
No momento inicial, a vítima não foi reconhecida por pessoas que estavam no local. Durante os trabalhos periciais, no entanto, o homem foi identificado como Francisco Ferreira de Oliveira.
Uma motocicleta Honda Titan foi encontrada estacionada ao lado da carreta e, segundo informações preliminares, estaria em posse da vítima.
O caso será investigado pelas autoridades para esclarecer as circunstâncias do acidente.
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Acre
Decisão sobre ICMS pode desestimular envio de gado do Acre para outros estados
A situação se aproxima de uma bitributação, já que não há comercialização nem mudança de titularidade dos animais, apenas deslocamento físico

A Faeac informou que continuará acompanhando o tema e dialogando com o poder público para analisar possíveis impactos na competitividade da pecuária acreana. Foto: captada
Por: AC24agro
A manutenção do entendimento que permite a cobrança de ICMS na saída de gado do Acre para outro estado, mesmo quando a transferência ocorre entre propriedades do mesmo dono, acendeu o alerta no setor produtivo. Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre (Faeac), Assuero Veronez, a medida pode gerar impactos financeiros e influenciar a logística de parte dos pecuaristas acreanos.
Segundo ele, haverá prejuízo para os produtores que trabalham com integração entre fazendas localizadas em diferentes estados. “Para os proprietários que transferem animais aqui do Acre para outra propriedade do mesmo dono, haverá prejuízo, sim. Porque, em tese, esses animais serão tributados ao sair do estado e depois novamente no abate, em outro estado”, afirmou.

Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre (Faeac), Assuero Veronez, a medida pode gerar impactos financeiros e influenciar a logística de parte dos pecuaristas acreanos. Foto: captada
Na avaliação do dirigente, a situação se aproxima de uma bitributação, já que não há comercialização nem mudança de titularidade dos animais, apenas deslocamento físico. Ainda assim, ele reconhece que o Estado também tem sua justificativa.
“Esses animais foram criados aqui e, quando saem para serem abatidos em outro local, o ICMS que estava diferido deixaria de ser recolhido no Acre. O Estado entende que isso poderia representar uma perda de arrecadação”, explicou.
Assuero destaca que o impacto atinge uma parcela pequena de produtores, mas pode alterar decisões estratégicas. “Embora seja minoria, há fazendeiros que mantêm propriedades em mais de um estado e transferem o rebanho conforme a estratégia produtiva. Esse grupo tende a ser o mais afetado”, pontuou.
Para ele, como o entendimento segue jurisprudência consolidada nas cortes superiores, o espaço para contestação judicial é reduzido. “Trata-se de uma decisão alinhada ao posicionamento já firmado nas instâncias superiores. Agora é preciso aprofundar o debate e avaliar os reflexos práticos para o setor”, concluiu.
A Faeac informou que continuará acompanhando o tema e dialogando com o poder público para analisar possíveis impactos na competitividade da pecuária acreana.

Assuero Veronez, presidente da Faeac, afirma que a pecuária acreana vive um novo patamar, com valorização do bezerro, avanços em genética e manejo e desafios ligados à fiscalização e ao mercado. Foto: Iago Nascimento.
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Acre
Acre terá sábado de calor, sol entre nuvens e chuvas rápidas
Temperaturas podem chegar aos 34ºC e não há previsão de temporais no estado




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