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Mutirões cirúrgicos no Acre realizam mais de 3,6 mil operações de hérnia e restauram saúde de pacientes

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Programa Opera Acre ajuda para que serviços de saúde cheguem ao maior número de cidades. Foto: Luan Martins/Sesacre

Um balanço feito pela Sociedade Brasileira de Hérnia e Parede Abdominal (SBH), mostra que nos últimos dois anos o Acre realizou 3.632 cirurgias de hérnia. O tipo de hérnia com maior número de cirurgias foi a inguinal, ou seja, na virilha, com o total de 1.640 procedimentos realizados.

Foram, segundo o levantamento, 1.981 e 1.651 cirurgias em 2023 e 2024, respectivamente. Do total de casos, 445 foram atendimentos de urgência (12,2%) e 3.187 eletivos. Já neste ano, 142 procedimentos já foram realizados nos primeiros meses. Métodos para agilizar os processos e mutirões de saúde ajudam o estado acreano a avançar nesta pauta de saúde pública.

A hérnia é uma condição que ocorre quando um órgão ou tecido se move de sua posição original por meio de uma abertura ou tecido que normalmente o mantém no lugar, podendo ocorrer em diferentes locais do corpo.

Existem diferentes tipos de hérnias abdominais, entre elas: a inguinal (que atinge a virilha), umbilical, epigástrica (acontece um pouco acima do umbigo) e a incisional, que atinge o local da cicatriz de uma cirurgia anterior.

Nonato Anute, diretor técnico da Cirurgia-Geral da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo e médico especialista nesse tipo de procedimento, aponta que o tipo de hérnia mais comum é a inguinal.

“Entre as causas da hérnia inguinal, a anatomia por si só já é um fator de risco, já que essa região é uma parte frágil da parede abdominal devido a pouca camada de tecido. Além disso, também é o local onde os testículos saem de dentro da barriga e migram para a bolsa escrotal durante o desenvolvimento embrionário, deixando assim um local já fragilizado”, pontua.

Porém, há outras causas, entre elas: pegar excesso de peso, desnutrição, trauma na região, doenças crônicas que causam tosse, doenças no fígado que causam ascite, obesidade, entre outras. Devido à anatomia, os homens são a maioria dos pacientes desses casos. Essa cirurgia é feita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), que tem tido suas ações fortalecidas por mutirões como o Opera Acre, que atua em todo o estava.

Recuperação da cirurgia, segundo o médico, ocorre entre 15 dias a 3 meses. Foto: Izabelle Farias/Sesacre

Para realizar a cirurgia pelo SUS é preciso consultar em qualquer Unidade Básica de Saúde para que o médico faça o diagnóstico e encaminhe ao hospital especializado, como a Fundhacre. O agendamento é feito nos centros de saúde e unidades de recursos assistenciais partilhados, onde é feita uma triagem, dando prioridade aos casos mais graves.

A recuperação da cirurgia, segundo o médico, ocorre entre 15 dias a 3 meses. “Os mutirões de cirurgia têm sido de grande importância para a população acreana. Os pacientes podem ser operados nas suas cidades, ficando próximos aos familiares, sendo mais seguro, sem precisar gastar para ir até a capital. Devido ao grande número de cirurgias na fila de espera, quando esses pacientes são operados nas suas cidades por intermédio do Programa Opera Acre, a Fundhacre abre mais vagas para os casos mais graves, dando vazão à fila de espera”, destaca.

Trata-se de um procedimento simples, mas que garante a qualidade de vida deste paciente e a retomada de atividades simples do cotidiano. Anute explica que os casos de hérnia podem se tornar de urgência a qualquer momento e podem causar muita dor, comprometendo o fluxo de sangue para os tecidos e provocando a morte dos tecidos.

“Toda hérnia com dor súbita é uma urgência e o paciente deve ser operado em um período de até 6 horas para que não haja a morte dos tecidos. A dor é o maior sinal de alerta nos casos de hérnia”, orienta.

Nascineia Magalhães, moradora de Senador Guiomard, passou pelo procedimento. Foto: Luan Martins/Sesacre

Os casos de hérnias mais comuns no estado, segundo ele, são inguinal, femoral, umbilical, epigástrica, lombares e de parede traumática. A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) informou que, com os mutirões, atualmente essa cirurgias são realizadas nos hospitais de Senador Guiomard, Plácido de Castro, Brasileia e Tarauacá.

Jamayla Mendonça, diretora de regulação da Sesacre, explica que há uma programação desses mutirões já elaborada desde o início do ano, e essas cirurgias são realizadas mensalmente nas unidades referenciadas ao programa Opera Acre.

“É possível afirmar que os mutirões alcançaram o maior número de pessoas com esses procedimentos. Com isso, vem a redução da fila de espera, atendimento das demandas reprimidas, além de levar esses serviços da saúde para mais perto da população que, muitas vezes, tem dificuldades de acesso regular”, reforça.

Ela destaca que o governo tem investido em tecnologia e cirurgias menos invasivas, com avanços significativos na rede pública estadual.

“Recentemente o governo do Estado investiu mais de R$ 2 milhões na modernização do parque tecnológico das unidades de saúde. Dentre isso, foram adquiridas cinco torres de videolaparoscopia que estão destinadas às unidades estaduais, com o objetivo de agilizar o atendimento aos pacientes, reduzir o tempo de ocupação de leitos, além de melhorar a assistência prestada aos pacientes usuários do SUS”, conta.

“A equipe sempre foi muito acolhedora, tirando todas as minhas dúvidas”, diz o paciente Antônio da Silva, que fez cirurgia de hérnia na Fundhacre. Foto: Gleison Luz/Fundhacre

Um dos pacientes atendidos no ano passado, Antônio da Silva, saiu de Acrelândia para passar pelo procedimento. “A equipe sempre foi muito acolhedora, tirando todas as minhas dúvidas. Fiquei muito confiante para realizar a cirurgia”, relatou.

No Hospital Ary Rodrigues, em Senador Guiomard, já neste ano, o mecânico Antônio Ronaldo Lima, de 55 anos, realizou a cirurgia de hérnia inguinal. “Eu fiquei até surpreso com a rapidez com que me chamaram. Eu dei meu nome e em poucos dias já me ligaram. Algumas pessoas me diziam que eu ia esperar por 1 ou 2 anos, mas foi tudo bem rápido mesmo”, afirma o paciente.

Em julho do ano passado, em Senador Guiomard, a paciente Nascineia Magalhães, disse que, no período da pandemia da covid-19, passou por um procedimento cirúrgico de apendicite, e sofria com as dores que a hérnia causava. “Em razão dessa hérnia eu nem conseguia andar direito e hoje me sinto muito grata, alegre, por estar chegando ao fim dessa enfermidade. Eu fiquei muito feliz”, agradeceu.

No primeiro semestre do ano passado, o programa Opera Acre, do governo do Estado, atingiu números inéditos, realizando mais de 7 mil cirurgias eletivas. Esse volume representa um crescimento de mais de 16% em comparação com o mesmo período do ano passado.

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Líder do governo na Aleac profetiza vitória de Mailza em 2026: “É tão certo como estou falando”

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Manoel Moraes minimiza saídas da base e afirma que “política é feita de grupo”; deputado também rebate críticas de Edvaldo Magalhães sobre alianças do PT no passado

“vamos ganhar essa eleição. Isso é tão certo como eu estou falando aqui com vocês. Não tenham dúvida!’. Foto: captada 

O líder do governo na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Manoel Moraes, fez uma espécie de profecia nesta quarta-feira (18), após o anúncio da saída de Tadeu Hassem (Republicanos) da base governista. Em discurso no plenário, ele afirmou com convicção que a vice-governadora Mailza Assis (PP) será eleita governadora do Acre em outubro.

“Não tem eleição decidida. Nós estamos aqui com a nossa base. Respeitamos o Alan Rick, uma pessoa boa, respeitamos o Tião Bocalom, grande amigo, mas a política é feita de grupo, de pessoas que vão atrás de voto. Então, nós estamos tranquilos. Lamentamos o nosso amigo Tadeu, mas a vida é assim: se perde de um lado, se ganha do outro. E nós vamos ganhar essa eleição. Isso é tão certo como eu estou falando aqui com vocês. Não tenham dúvida!”, profetizou.

Réplica a Edvaldo Magalhães

Manoel Moraes também rebateu a afirmação feita pelo deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) de que o PT apresentava um “cardápio de chapas” para os deputados estaduais se reelegerem. O líder do governo classificou a declaração como falsa e citou o exemplo do Partido Ecológico Nacional (PEN), que, segundo ele, deixou de fora da reeleição até mesmo o então deputado Élson Santiago, que presidia a Aleac na época.

“Uma coisa que você falou, Edvaldo, não é verdadeira. No tempo do governo que ninguém pode falar do passado, o PT fez aqui o PEN e colocou os deputados tudo junto e eliminou cinco deputados, inclusive o presidente da Casa. Elegeu só do PT. Até o presidente da Casa perdeu a eleição”, afirmou.

Enigma político

As declarações ocorre em meio a movimentações políticas na base do governo de Gladson Cameli, com a saída recente de parlamentares que passaram a apoiar outros projetos eleitorais. Moraes minimizou o impacto dessas mudanças e classificou o cenário como parte do processo eleitoral.

“Toda eleição é assim. Uns saem, outros chegam. É um movimento natural da política”, afirmou.

O progressista também rebateu críticas da oposição e citou episódios de eleições passadas no estado para argumentar que o resultado eleitoral permanece indefinido até a votação. “Não existe eleição decidida. A política é dinâmica”, disse.

Moraes encerrou sua fala com um tom enigmático, dirigindo-se tanto aos deputados que permanecem na base quanto aos que deixaram o governo:

“Agora eu me dirijo aos deputados que estão na base e os que saíram. O que é hoje, não é amanhã”.

A declaração ocorre em meio a um momento de turbulência na base aliada, que já perdeu o deputado Eduardo Ribeiro (PSD) e, mais recentemente, Tadeu Hassem. A ex-prefeita Fernanda Hassem também deixou o PP e declarou apoio a Alan Rick. Apesar das baixas, o governo mantém a expectativa de consolidar o nome de Mailza como candidata única da situação.

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Em discurso na Aleac, Tadeu Hassem anuncia saída da base de Gladson e declara apoio a Alan Rick

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Deputado afirma que decisão é “política e de futuro” e que não representa rompimento pessoal com o governador

Hassem afirmou ainda que a mudança foi discutida com aliados e lideranças locais, incluindo vereadores. Ele indicou que há ampliação do grupo político que passa a apoiar o novo projeto. Foto: Sérgio Vale

Durante a sessão desta quarta-feira (18), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), no uso da tribuna da casa, o deputado estadual Tadeu Hassem (Republicanos) anunciou oficialmente sua saída da base do governador Gladson Cameli. A decisão ocorre no contexto da abertura da janela partidária e da movimentação de grupos políticos visando as eleições de 2026. O parlamentar também confirmou que passará a apoiar a pré-candidatura do senador Alan Rick (Republicanos) ao governo do Estado.

Em pronunciamento na tribuna, Tadeu afirmou que a decisão é fruto de um novo ciclo político e não representa rompimento pessoal com o governador Gladson Cameli, a quem agradeceu pela parceria.

“A vida é feita de ciclos. Hoje faço um importante comunicado. Não sou de ficar em cima do muro, assumo o que faço. Essa não é uma decisão contra o governador, é uma decisão política de futuro. O governador entrega o cargo e eu deixo a base de apoio ao governo”, declarou.

Gratidão e trajetória

O deputado relembrou sua trajetória ao lado do governo e reconheceu que, em diversos momentos, assumiu desgastes por acreditar no projeto político liderado por Cameli.

“Esse tempo todo estive na base do amigo Gladson. Muitas vezes assumi desgaste por acreditar no projeto. Faço questão de dizer: sou grato ao governador. É com esse mesmo espírito de lealdade e compromisso que anuncio que estarei apoiando a pré-candidatura do senador Alan Rick ao governo”, concluiu.

Desfiliação do governo

A saída de Tadeu Hassem ocorre em meio a um movimento de debandada na base governista. Na última segunda-feira (16), o deputado Eduardo Ribeiro (PSD) também anunciou sua desfiliação do governo para apoiar Alan Rick, pegando o Palácio Rio Branco de surpresa.

Aliados do governo avaliam que a insatisfação com a falta de articulação política e a preferência por determinadas candidaturas têm gerado fissuras na base, que enfrenta desgaste após quase oito anos da gestão progressista.

Com o anúncio de Tadeu, cresce a expectativa sobre os próximos passos da irmã do deputado, a ex-prefeita de Brasiléia Fernanda Hassem, que também sinaliza apoio a Alan Rick e pode compor a chapa como vice.

A saída da base também envolve o grupo político ligado ao deputado. A ex-prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem deve deixar função que ocupa no governo estadual, segundo informado no discurso. Foto: Sérgio Vale

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Vereadores de Epitaciolândia participam de evento do TCE sobre Dia da Ouvidoria em Rio Branco

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Representando a presidente do TCE-AC, conselheira Dulce Benício, a procuradora do Ministério Público de Contas (MPC-AC), Anna Helena Azevedo, ressaltou a participação de representantes de ouvidorias de diversos órgãos públicos, prefeituras e câmaras municipais

Vereadora Eliade e o vereador Ari Mendes marcaram presença no evento em alusão ao Dia da Ouvidoria, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado do Acre. Foto: cedida 

A vereadora Eliade e o vereador Ari Mendes marcaram presença no evento em alusão ao Dia da Ouvidoria, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC), realizado na terça-feira (17), no plenário da instituição, em Rio Branco.

O encontro reuniu autoridades, servidores e representantes da sociedade para debater a importância da Ouvidoria como um dos principais canais de diálogo entre o cidadão e a administração pública. Durante a programação, foram destacadas ações que fortalecem a participação social e contribuem para a melhoria dos serviços oferecidos à população.

A presença dos parlamentares de Epitaciolândia reforça o compromisso do Legislativo municipal com a transparência, a escuta ativa da população e o fortalecimento dos mecanismos democráticos.

O evento também proporcionou um momento de troca de experiências e reflexão sobre o papel das instituições públicas na construção de uma gestão mais eficiente, participativa e alinhada às necessidades da sociedade.

Durante o encontro, foram debatidas a conciliação entre transparência e proteção de dados, além do papel das Ouvidorias no fortalecimento da participação social e da governança pública. Foto: captada 

No plenário da instituição, estiveram ouvidores de todo o estado para um debate sobre assédio, Lei Geral de Proteção de Dados, cidadania, combate à corrupção e outros temas relevantes. A programação especial ocorreu em celebração ao Dia da Ouvidoria.

A iniciativa, que teve como tema “Ouvidoria: Onde a Gestão se Transforma por meio da Participação”, integra uma mobilização nacional incentivada pelo Instituto Rui Barbosa (IRB), que orienta os Tribunais de Contas brasileiros a promoverem ações voltadas ao fortalecimento das Ouvidorias públicas e à ampliação dos canais de diálogo entre Estado e sociedade.

O evento foi organizado pela Ouvidoria do TCE, liderada pelo conselheiro Cristovão Messias, em parceria com a Escola de Contas da instituição.

Representando a presidente do TCE-AC, conselheira Dulce Benício, a procuradora do Ministério Público de Contas (MPC-AC), Anna Helena Azevedo. Foto: captada 

De acordo com o IRB, o objetivo é fortalecer o funcionamento das ouvidorias e demonstrar como a participação social contribui para aprimorar a gestão pública, ampliando o engajamento dos cidadãos e consolidando essas unidades como instrumentos fundamentais de controle social e governança democrática.

“A escuta da Ouvidoria é fazer com que a própria instituição consiga processar informações, problemas e transformá-las em soluções. É resolver o ‘para dentro’ e o ‘para fora’, o que pode ajudar a instituição a resolver os seus próprios problemas e também fazer com que ela pense em como solucionar e buscar soluções para aqueles problemas que são apresentados no mundo de fora. Por isso, essa relação de escutar a população é extremamente importante para a efetividade da política pública”, salientou o secretário-geral da Presidência do TCE, Evandro Luzia.

De acordo com o IRB, o objetivo é fortalecer o funcionamento das ouvidorias e demonstrar como a participação social contribui para aprimorar a gestão pública. Foto: captada 

Participação cidadã

A programação foi dividida em dois momentos, a primeira, pela manhã, teve solenidade institucional, palestras e os debates sobre temas relacionados à participação cidadã, transparência pública e proteção de dados. Já no período da tarde, foi realizada uma oficina técnica voltada às ouvidorias dos órgãos jurisdicionados.

O evento começou com palestras do professor Nilberto Mendes, coordenador do Núcleo de Ações de Ouvidoria e Prevenção à Corrupção (NAOP) da Controladoria-Geral da União no Acre, e do procurador e atual ouvidor do MPC do Acre, Mário Sérgio de Oliveira, que abordaram o tema “Cidadania e Controle Social”.

“Nós pudemos apresentar a ouvidoria do Ministério Público de Contas, que é mais um canal para a captação da contribuição do usuário, da população, da coletividade a respeito das entregas públicas, com vistas a propiciar maior transparência, a servir de aprimoramento da administração e para o exercício do controle social. Esse é um trabalho

Programação foi dividida em dois momentos, pela manhã, teve solenidade institucional, palestras e os debates. Já no período da tarde, foi realizada uma oficina técnica voltada às ouvidorias dos órgãos jurisdicionados. Foto: captada 

Trabalho de enfrentamento ao assédio

Já o superintendente regional do Trabalho e Emprego no Acre, Dr. Leonardo Lani fez uma apresentação ressaltando a urgência do combate ao assédio no ambiente corporativo, tratando-o não apenas como uma questão ética, mas como um risco psicossocial e legal.

Ele destacou ainda que a partir de maio de 2026, empresas sem políticas de prevenção ao assédio estão sujeitas a multas do Ministério do Trabalho e Emprego.

“O assédio é considerado um risco psicossocial. A ouvidoria tem um grande papel na prevenção dessa prática, porque é um dos principais canais de recebimento das denúncias. Então, o ouvidor, ele deve estar sensibilizado para saber reconhecer as características do assédio e dar o devido encaminhamento para essas denúncias, não naturalizar essas práticas”, salientou.

A programação foi encerrada com um painel sobre Lei de Acesso à Informação e Lei Geral de Proteção de Dados, com participação de Madson Rocha. Foto: captada 

Acesso à Informação e Proteção de Dados

A primeira parte da programação foi encerrada com um painel sobre Lei de Acesso à Informação e Lei Geral de Proteção de Dados, com participação de Madson Rocha, especialista internacional em proteção de dados; Gustavo Maia, auditor de controle externo e presidente da Comissão de LGPD do TCE-AC; e Odair Scharnowski, auditor de controle externo do Tribunal.

Durante o encontro, foram debatidas a conciliação entre transparência e proteção de dados, além do papel das Ouvidorias no fortalecimento da participação social e da governança pública.

“As ouvidorias, como são os canais de comunicação dos cidadãos com as instituições públicas, possuem um papel fundamental na aplicação não só da LGPD, como também da Lei de Acesso à Informação. E hoje discutimos um pouco sobre como essas duas leis se complementam, visando trazer essa transparência e um serviço público de maior qualidade. Por conta disso, é fundamental que todos conheçam e apliquem adequadamente a LGPD”, enfatizou Madson.

O especialista salientou ainda a importância de eventos como o Dia da Ouvidoria.  “Esses eventos aproximam os gestores e técnicos que trabalham com o tema, e também ressaltam a grande importância das ouvidorias para toda a sociedade e para o povo brasileiro, tendo em vista que elas são fundamentais para construir uma gestão pública de qualidade e eficiente”, concluiu.

Também teve a presença da Câmara de vereadores de Porto Acre no evento, onde demonstra o empenho do Legislativo mirim acreano em aprimorar seus canais de comunicação com a população. Foto: captada 

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