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Município é obrigado a realizar reforma em escola infantil

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Instituição de Ensino foi construída em madeira e apresenta atualmente sinais de deterioração nas paredes, teto e assoalho, com infestação de insetos, indicando estado inadequado a atender alunos da rede pública

 

O Juízo da Vara Cível da Vara Cível da Comarca de Mâncio Lima julgou procedente pedido de tutela de urgência realizado em Ação Civil Pública (ACP), condenando aquele Município a promover uma série de reformas na Escola Infantil Francisca Rodrigues Ribeiro.

A decisão, do juiz de Direito Marlon Machado, publicada na edição nº 7.083 do Diário da Justiça eletrônico, considerou que as provas documentais apresentadas nos autos do processo são suficientes para demonstrar a omissão do Ente Público na oferta de ambiente escolar com condições adequadas ao processo de aprendizagem, além da necessidade das reformas.

Entenda o caso

A ACP foi ajuizada pelo Ministério Público do Acre (MPAC), sob alegação de que a escola infantil foi construída em madeira e apresenta sinais de deterioração nas paredes e assoalho, com infestação de insetos que entram pelas frestas, apresentando estado inadequado a atender de maneira satisfatória à comunidade escolar.

Segundo os autos, o caso mais crítico, no entanto, seria o teto da escola – em especial, na área destinada à direção da unidade de ensino infantil – que estaria comprometido por diversas goteiras, “sendo utilizados baldes para conter a chuva e proteger os equipamentos” eletrônicos e ferramentas pedagógicas, situação que demonstra a necessidade de intervenção em caráter de urgência.

Decisão antecipatória

Ao analisar o pedido de tutela de urgência formulado na ACP, o juiz de Direito Marlon Machado entendeu que os pré-requisitos legais para concessão foram demonstrados nos autos do processo, firmando convencimento de que “o (Município) requerido está sendo omisso no dever de ofertar aos alunos da Escola Infantil Francisca Rodrigues Ribeiro ambiente escolar com condições adequadas ao processo de aprendizagem”.

Nesse mesmo sentido, o magistrado lembrou que, ao agir com negligência, o Ente Municipal tem descuidado das “normas de segurança que devem balizar as políticas públicas de educação, (…) não atendendo adequadamente seus alunos, expondo-os a risco desnecessário, violando frontalmente os direitos das crianças adolescentes”.

Dessa forma, Marlon Machado determinou ao Ente Municipal as seguintes obrigações: realizar reforma (ou reconstrução, se necessário) no teto, no piso e no pilar da caixa d’água da Escola Infantil Francisca Rodrigues Ribeiro, bem como reformas nos banheiros, instalando torneiras, descargas e sanitários adaptados para utilização por crianças, além da conclusão do muro e do portão de entrada, sob pena de multa diária, no valor de R$ 500,00 (quinhentos reais).

Autos nº 0800015-18.2022.8.01.0015

 Marcio Bleiner Roma Felix | Comunicação TJAC

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Criança de 9 anos é encontrada morta dentro de casa em Sena Madureira

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Uma criança de 9 anos foi encontrada morta dentro da própria residência na manhã desta quarta-feira (18), em Sena Madureira, no interior do Acre. O caso ocorreu na Rua Piauí, na região central do município, e gerou comoção entre moradores.

De acordo com informações preliminares, familiares encontraram a criança sem sinais vitais e acionaram as autoridades. Uma guarnição da Polícia Militar do Acre esteve no local para isolar a área e realizar os primeiros procedimentos.

As circunstâncias da morte ainda não foram esclarecidas. Equipes responsáveis pela investigação e pela perícia foram acionadas para apurar o caso e reunir informações que possam esclarecer o que ocorreu.

O caso segue sob investigação.

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Motorista envolvido na morte de jovem em Mâncio Lima fugiu e sofreu novo acidente

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O homem apontado como responsável pelo atropelamento que resultou na morte da jovem Wendyla Puyanawa, na madrugada desta quarta-feira (18), no bairro Guarani, em Mâncio Lima, se envolveu em um segundo sinistro logo após a colisão inicial. Ele ainda não foi identificado nem preso.

De acordo com a Polícia Militar do Acre, quando a guarnição chegou ao local do primeiro acidente, o veículo já não estava mais lá. Minutos depois, testemunhas informaram que o carro envolvido havia sido visto cerca de 800 metros à frente, onde o condutor perdeu o controle da direção e caiu em uma vala.

No segundo local, o automóvel foi encontrado com o capô amassado e o para-brisa quebrado, mas o motorista já havia fugido novamente. Segundo relato da passageira do veículo, o condutor trafegava no sentido Mâncio Lima–Cruzeiro do Sul quando colidiu com a motocicleta.

Conforme informou o cabo Rafael Mota, da Polícia Militar de Cruzeiro do Sul, após atingir a moto, o motorista não parou para prestar socorro, evadiu-se do local e, mesmo após se envolver no segundo acidente, também não permaneceu na área.

O caso segue sob investigação, e as autoridades trabalham para identificar e localizar o condutor.

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MP se posiciona sobre denúncias de violência sexual durante o Carnaval

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Foto: Sérgio Vale/ac24horas

Após a repercussão de denúncias registradas no último fim de semana, quando duas mulheres denunciaram quatro jogadores do Vasco por estupro coletivo, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) divulgou nota pública nesta terça-feira (18).

Na nota, o órgão ministerial reforçou que “toda denúncia dessa natureza deve ser apurada com rigor pelas instituições competentes, nos termos da lei”.

No comunicado, o órgão ministerial não cita casos específicos, mas ressalta que “a violência sexual é crime grave e não admite qualquer forma de relativização ou justificativa”.

A instituição também enfatiza que “nenhuma circunstância, comportamento, presença ou escolha da vítima pode ser utilizada para transferir responsabilidade pelo crime” e reforça: “A culpa jamais é da vítima”.

Ainda segundo o MP, no decorrer do plantão do Carnaval, o Ministério Público acompanhou o caso, adotando as providências cabíveis no âmbito de suas atribuições e assegurando o atendimento à vítima.

O MP reafirmou também sua confiança no trabalho das forças de segurança pública, especialmente da Polícia Civil e dos órgãos especializados no atendimento à mulher, responsáveis pela condução técnica e imparcial das investigações.

Por fim, a instituição destaca a importância de que “sejam preservadas a identidade, a intimidade e a dignidade da vítima, evitando-se o compartilhamento de conteúdos, comentários ou informações que possam gerar exposição indevida ou revitimização”, e ressalta que a prevenção à violência contra a mulher exige compromisso permanente de toda a sociedade.

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