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MPF recomenda ação conjunta da PF e Ibama para retirar invasores de Terra Indígena Noke Koi, em Cruzeiro do Sul

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Procurador Luidgi Merlo Paiva determinou destruição de estruturas irregulares e flagrante de ocupantes; prazo para cumprimento é de 30 dias.

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Polícia Federal (PF) e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que realizem, em até 30 dias, uma operação de fiscalização na Terra Indígena Noke Koi, também conhecida como Katukina da BR-364, em Cruzeiro do Sul. A medida, assinada em 21 de outubro pelo procurador da República Luidgi Merlo Paiva dos Santos, prevê a destruição de todas as estruturas encontradas no local, com exceção de residências, e a prisão em flagrante caso ainda haja invasores na área.

A recomendação foi emitida após denúncias da Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (Opirj), que relatou a presença de invasores e ameaças de desmatamento na Terra Indígena Campinas/Katukina. Segundo o MPF, os ocupantes José Naldo da Silva Cardoso, Júlio Cesar da Silva e Antônio Ferreira Rodrigues haviam sido notificados em julho a desocupar o território e retirar as benfeitorias no prazo de 60 dias — prazo que expirou em 13 de setembro deste ano.

Mesmo após ações do Ibama, o MPF aponta indícios de que os invasores continuam no local, baseando-se em alertas de satélite, focos de queimadas e relatos de indígenas de que os ocupantes estariam plantando capim para criação de gado.

Em sua decisão, o procurador reforça que a Constituição Federal reconhece aos povos indígenas seus direitos originários sobre as terras tradicionalmente ocupadas, além de seus costumes, crenças e organização social. Ele destaca que cabe ao MPF atuar judicial e extrajudicialmente em casos de violação desses direitos.

O documento ainda enfatiza a necessidade de ações urgentes e concretas para garantir a retirada definitiva dos invasores e a responsabilização pelos danos ambientais. “A continuidade desses crimes ambientais agrava os impactos socioculturais e ameaça os direitos constitucionais dos povos tradicionais”, alertou o procurador.

O povo Noke Koi, conhecido como Katukina, é composto por cerca de 895 indígenas que vivem às margens da BR-364, em Cruzeiro do Sul. Suas terras foram demarcadas em 1984 e homologadas pelo Governo Federal em 1993.

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TJAC mantém indenização de R$ 60 mil a dois irmãos que ficaram 363 dias presos por erro judiciário

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Condenação havia sido baseada em reconhecimento fotográfico por Facebook, sem outras provas; Tribunal reconheceu falha no processo e estabeleceu responsabilidade objetiva do Estado

Os irmãos ajuizaram ação indenizatória contra o Estado, pedindo R$ 383.040,00 em danos materiais e danos morais equivalentes a 500 salários mínimos. Foto: ilustrativa

Justiça mantém condenação do Estado por prisão indevida de irmãos no Acre

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) manteve, em decisão publicada na terça-feira (31), a condenação do Estado do Acre ao pagamento de R$ 30 mil para cada um dos dois irmãos Bruno Silva dos Santos e Felipe Silva dos Santos, que permaneceram presos por 363 dias com base em uma condenação criminal posteriormente revertida em revisão criminal.

Os dois foram identificados como autores de roubo majorado por meio de reconhecimento fotográfico feito pela vítima pelo Facebook, sem observância do procedimento que exige apresentação presencial e sequencial de suspeitos. Não havia outras provas materiais que sustentassem a condenação.

O caso ainda apresentou outra irregularidade: a denúncia registrava o horário do crime como 7h40, mas a vítima informou em juízo que o fato ocorreu às 19h40. A diferença nunca foi corrigida formalmente, o que impediu a defesa de produzir prova de álibi no prazo adequado.

A absolvição dos dois foi reconhecida posteriormente pelo próprio Tribunal Pleno do TJAC, em revisão criminal, com declaração expressa de erro judiciário. A partir desse reconhecimento, os irmãos ajuizaram ação indenizatória contra o Estado, pedindo R$ 383.040,00 em danos materiais e danos morais equivalentes a 500 salários mínimos.

Recurso do Estado e decisão do Tribunal

O Estado do Acre recorreu pedindo a improcedência da ação ou a redução da indenização, argumentando que a persecução penal foi conduzida dentro da estrita legalidade e que a absolvição na revisão criminal decorreu de provas novas produzidas posteriormente, e não de nulidade no processo original. A câmara rejeitou ambos os recursos e manteve os R$ 30 mil para cada um, com incidência da Taxa Selic a partir do arbitramento e honorários advocatícios de 10% sobre o valor da condenação.

A tese firmada pelo colegiado, por unanimidade, estabelece que a condenação criminal fundada em reconhecimento fotográfico por rede social, sem outras provas e em desconformidade com o Código de Processo Penal (CPP), que resulta em prisão indevida por 363 dias, configura erro judiciário e impõe a responsabilidade civil objetiva do Estado.

O Estado do Acre recorreu pedindo a improcedência da ação ou a redução da indenização. Foto: ilustrativa  

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Caminhão de lixo de Epitaciolândia quebra e é abandonado em avenida de Brasiléia

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Veículo ficou parado por dias em frente ao MPAC e levanta questionamentos sobre coleta no município

Um caminhão coletor de lixo da Prefeitura de Epitaciolândia foi flagrado parado na manhã desta quarta-feira (1º) na Avenida Rui Lino, em Brasiléia, em frente ao prédio do Ministério Público do Estado do Acre.

Segundo relatos de moradores e transeuntes, o veículo estaria no local há cerca de dois dias após apresentar problemas mecânicos. A situação chama atenção pelo fato de o caminhão, conforme apurado, ter passado por manutenção há menos de dez dias.

O estado do veículo, que aparenta falta de conservação, reforça as críticas de moradores quanto à deficiência na coleta de lixo em Epitaciolândia. Em diversos bairros, há registros de acúmulo de resíduos nas ruas.

A poucos meses do fim do mandato, o prefeito Sérgio Lopes enfrenta questionamentos sobre a gestão dos serviços públicos, especialmente na área de limpeza urbana.

Até o fechamento desta matéria, não havia confirmação sobre a retirada do caminhão do local nem esclarecimentos oficiais sobre a causa da pane mecânica.

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PMAC inicia Curso de Trânsito Aplicado 2026 para qualificar agentes em Rio Branco

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Formação promovida pelo BPTran tem 200 horas-aula e 44 disciplinas; subcomandante-geral destaca importância da capacitação para um trânsito mais seguro

O BPTran desempenha função estratégica na fiscalização e na promoção da segurança. Foto: captada 

Batalhão de Trânsito da PM promove curso para aperfeiçoar atuação de agentes

A Polícia Militar do Acre (PMAC) iniciou, na segunda-feira (30), em Rio Branco, o Curso de Trânsito Aplicado (CTA) 2026. A formação é promovida pelo Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran) e tem como objetivo qualificar agentes de segurança pública para atuação especializada no trânsito.

Com carga horária de 200 horas-aula, o curso é composto por 44 disciplinas que abrangem temas essenciais à rotina policial. Entre os conteúdos estão legislação de trânsito, procedimentos de fiscalização, transporte de cargas perigosas e atendimento a ocorrências viárias.

A iniciativa faz parte das ações institucionais voltadas ao aperfeiçoamento contínuo do efetivo, buscando elevar a qualidade dos serviços prestados à população. A solenidade de abertura contou com a presença de autoridades da corporação.

Durante o evento, o subcomandante-geral da PMAC, Kleison Albuquerque, ressaltou a importância da capacitação. “O curso tem um excelente quadro de disciplinas. Tenho por certo que os alunos chegaram ao fim dele com um enorme conhecimento agregado que garantirá maiores serviços efetivos, para que nossa sociedade possa trafegar em um trânsito mais seguro”, disse.

Atuação do BPTran e parceria com Detran

O BPTran desempenha função estratégica na fiscalização e na promoção da segurança no trânsito no estado, atuando tanto de forma preventiva quanto educativa. Apenas no último ano, cerca de 40 mil pessoas foram impactadas pelas ações educativas realizadas pelo batalhão.

As atividades contam ainda com o apoio do Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran/AC), que atua em parceria com a PMAC por meio de convênio. A cooperação fortalece as ações de educação e fiscalização, contribuindo para a redução de sinistros e a preservação de vidas.

Com carga horária de 200 horas-aula, o curso é composto por 44 disciplinas com temas essenciais. Foto: captada 

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