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MPF denuncia dois homens por ocupação ilegal e desmatamento na Reserva Chico Mendes

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Operação Mezenga apreendeu mais de 1.400 cabeças de gado dentro da unidade de conservação; denúncia foi apresentada à Justiça na quinta-feira (19)

A reserva extrativista abrange os municípios de Brasiléia, Epitaciolândia, Assis Brasil, Sena Madureira e Xapuri e tem uso restrito a atividades extrativistas sustentáveis por populações tradicionais. Foto: captada

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia criminal contra dois homens por crimes cometidos durante a ocupação irregular da Reserva Extrativista Chico Mendes, no interior do Acre. A ação, protocolada na última quinta-feira (19), é resultado da Operação Mezenga, deflagrada pela Polícia Federal para apurar invasões, desmatamento e criação ilegal de gado na unidade de conservação.

Durante a investigação, a Polícia Federal apreendeu mais de 1.400 cabeças de gado dentro da reserva e em áreas adjacentes. A reserva extrativista, criada em 1990, abrange os municípios de Brasiléia, Epitaciolândia, Assis Brasil, Sena Madureira e Xapuri e tem uso restrito a atividades extrativistas sustentáveis por populações tradicionais.

Crimes apontados na denúncia

Na denúncia, o MPF aponta a prática de:

  • Invasão de terras da União

  • Prestação de informações falsas em cadastro ambiental

  • Desmatamento

  • Uso de fogo

  • Criação irregular de gado em área protegida

Localização da Reserva Extrativista Chico Mendes em relação a América do Sul, PanAmazônia e Estado do Acre. Fonte dados: IBGE e HyBAM.

Pedidos à Justiça

Além da condenação criminal pelos crimes ambientais, o MPF requereu à Justiça a desocupação das áreas invadidas e a proibição de atividades econômicas incompatíveis com a reserva, como a pecuária extensiva.

Acordos de não persecução penal

Outros três investigados que confessaram a prática dos fatos assinaram acordo de não persecução penal e assumiram obrigações voltadas à reparação dos danos causados e à regularização ambiental das áreas afetadas.

A Operação Mezenga foi deflagrada em agosto de 2024 e teve como foco o combate ao desmatamento e à grilagem na região da reserva. Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos municípios de Rio Branco, Brasiléia, Sena Madureira e Xapuri.

Além da condenação pelos crimes, o MPF requereu à Justiça a desocupação das áreas invadidas e a proibição de atividades econômicas incompatíveis com a reserva, como a pecuária. Foto: captada

A Resex Chico Mendes

Com 931 mil hectares, a Reserva Extrativista Chico Mendes é uma unidade de conservação federal e está localizada no sudeste do Acre. A sua área se espalha pelos municípios de Assis Brasil, Brasiléia, Capixaba, Epitaciolândia, Rio Branco, Sena Madureira e Xapuri. Ela foi criada em 12 de março de 1990, a partir do Decreto Presidencial no 99.144.

É considerada uma UC emblemática não só por levar o nome do líder seringueiro Chico Mendes, mas também por ser o resultado da resistência e da organização dos povos da floresta pelo seu direito de permanecer e viver de modo tradicional, em meio ao avanço da agropecuária na Amazônia entre as décadas de 1970 e 1980.

A partir de sua criação – quase um ano e meio após o assassinato de Chico Mendes – as famílias tiveram o direito de ficar em suas respectivas colocações, adotando-se uma reforma agrária diferenciada para a Amazônia. Por este modelo, seria assegurado o direito de posse da terra com uma exploração sustentável dos recursos florestais e uma agricultura e criação de animais de base familiar.

Na denúncia, o MPF aponta a prática de invasão de terras da União, prestação de informações falsas em cadastro ambiental, desmatamento, uso de fogo e criação irregular de gado em área protegida. Foto: captada

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Vice-governadora Mailza prestigia ato cívico em comemoração ao aniversário de Xapuri

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No palanque oficial, a vice-governadora destacou a trajetória histórica do município, reconhecido por sua relevância no cenário estadual e nacional, além de ser berço de personalidades acreanas que ganharam projeção mundial

“Reafirmo aqui o nosso compromisso com a cidade, especialmente em datas como essa, que precisam ser lembradas”. Foto: Ingrid Kelly/Secom

A vice-governadora Mailza Assis representou o estado do Acre no ato cívico da programação alusiva aos 121 anos de fundação do município de Xapuri, realizado na manhã deste sábado, 21, na regional do Alto Acre.

Ao lado do prefeito Maxsuel Maia, da primeira-dama Lorena Leite, do deputado estadual Manoel Moraes, além de secretários municipais, vereadores e autoridades militares, Mailza participou da abertura do desfile cívico, que contou com a apresentação do Corpo de Bombeiros Militar. No palanque oficial, a vice-governadora destacou a trajetória histórica do município, reconhecido por sua relevância no cenário estadual e nacional, além de ser berço de personalidades acreanas que ganharam projeção mundial.

“Estamos neste sábado comemorando os 121 anos do município de Xapuri, essa cidade histórica, cheia de características fortes. Quero agradecer o convite do prefeito Maxsuel e parabenizá-lo por toda a organização desse momento, que valoriza a nossa cultura e a nossa história, reforçando a importância institucional do município. À população xapuriense, muito obrigada pelo carinho, e reafirmo aqui o nosso compromisso com a cidade, especialmente em datas como essa, que precisam ser lembradas e celebradas”, destacou Mailza Assis.

“Xapuri vive um momento muito positivo, sem dúvida alguma”. Foto: Ingrid Kelly/Secom

O prefeito Maxsuel Maia ressaltou que o município vive um momento de avanços, marcado por investimentos e parcerias com o Governo do Acre, destacando obras estruturantes, como a Ponte da Sibéria.

“É um dia de muita alegria para toda a população xapuriense. Estamos iniciando as comemorações pelos 121 anos de uma cidade que tem um peso histórico muito grande e um nome forte no estado do Acre. Hoje também recebemos a visita da nossa vice-governadora Mailza, do deputado Manoel Moraes e de toda a comunidade. Xapuri vive um momento muito positivo, sem dúvida alguma”, afirmou o prefeito.

Ainda nas primeiras horas do dia, antes da solenidade oficial, Mailza Assis participou de um café da manhã com mães atípicas e mulheres da zona rural e urbana do município. O encontro contou com a presença da secretária municipal da Mulher, Mari Gondim, do deputado Manoel Moraes e de sua esposa, fortalecendo o diálogo com lideranças femininas e grupos sociais da cidade.

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No Dia da Pessoa com Síndrome de Down, alunos da APAE Rio Branco mostram que inclusão se constrói todos os dias

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Assessoria

Neste sábado, 21 de março, quando se celebra o Dia Internacional e Nacional da Pessoa com Síndrome de Down — data que simboliza a trissomia do cromossomo 21 e reforça a luta por inclusão e respeito —, o trabalho desenvolvido pela direção da APAE Rio Branco e pelos professores e gestores do Centro Dr. Chalub Leite, anexo à entidade, ganha destaque como referência em todo o Acre na promoção de dignidade, autonomia e acolhimento.

Na APAE, a data não se resume a uma lembrança no calendário. Ela se materializa nos corredores, nas salas de aula e, sobretudo, nos vínculos construídos diariamente entre alunos e educadores.

À frente da instituição, o presidente Lázaro Barbosa destaca o papel essencial do acolhimento. “Essa data nos lembra da importância de garantir respeito, inclusão e oportunidades. Aqui, nossos alunos são recebidos com carinho e atenção, porque acreditamos no potencial de cada um. O que fazemos é oferecer condições para que eles se desenvolvam e se sintam parte da sociedade”, afirma.

No Centro Dr. Chalub Leite, o ensino ganha contornos próprios, moldados pela sensibilidade e pela compreensão de que cada aluno possui seu tempo e sua forma de aprender. A diretora pedagógica, Sanmarah Alves, explica que o trabalho é guiado pela persistência e pelo cuidado integral.

“Nosso dia a dia é desafiador, mas tentamos todos os dias deixá-los felizes. Eles chegam aqui querendo se expressar, querendo mostrar que sabem e que conseguem”, ressalta.

Segundo ela, a instituição atua em dois eixos principais: o Atendimento Educacional Especializado (AEE), voltado para crianças, e a Educação de Jovens e Adultos (EJA), além de projetos que envolvem vida prática e preparação para o mercado de trabalho.

“A metodologia foge do ensino tradicional. A nossa didática é concreta. Trabalhamos com jogos, oficinas, rodas de conversa, filmes e atividades práticas. Só depois fazemos a intervenção pedagógica no caderno. Cada linha escrita, cada avanço, é uma vitória”, explica Sanmarah.

Ela reforça que o trabalho pedagógico vai além do conteúdo: “Aqui não é só ensinar. É amar, respeitar e ter paciência para esperar o tempo de cada um. Eles têm capacidade, sim. Eles conseguem aprender, sim”.

O impacto se reflete nos próprios alunos, como Naiana Pedrosa de Moraes Cordeiro; Gudson da Silva Lins; Flaviana de Souza Barros; Arlan Ferreira Gomes; Emanuelly Yasmin Souza Oliveira; Francisca Geiziane Martins do Nascimento; Tiago Moribe Lima; Ocilanio de Souza Barros; e Renato Anute de Lima, protagonistas dessa história.

Cada um deles representa mais do que um nome em uma lista. Representa um processo de construção, de persistência e de descobertas. São histórias que mostram que a inclusão não é apenas um conceito, mas uma prática possível e necessária.

Com cerca de 140 alunos atendidos atualmente, a APAE Rio Branco se consolida como um espaço onde o aprendizado acontece de forma contínua, respeitando limites e valorizando capacidades. Para muitos, o local é mais do que uma instituição: é uma segunda casa.

O Dia Internacional e Nacional da Pessoa com Síndrome de Down reforça, assim, uma mensagem essencial: a síndrome não é uma doença, mas uma condição genética. E, acima de tudo, é parte da diversidade humana que precisa ser reconhecida, respeitada e incluída.

Em Rio Branco, essa inclusão tem endereço, tem nome e, principalmente, tem histórias que seguem sendo escritas todos os dias — com coragem, afeto e a certeza de que cada pessoa tem seu lugar no mundo.

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Prefeito de Rio Branco visita Centro Paralímpico da UFAC e destaca importância da inclusão social pelo esporte

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O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, esteve na tarde desta sexta-feira (20) visitando o Centro de Referência Paralímpico da Universidade Federal do Acre (UFAC), acompanhado de sua esposa, Kelen Bocalom. Durante a visita, o gestor conheceu de perto a estrutura do espaço e acompanhou as atividades desenvolvidas com crianças, jovens e adultos com deficiência.

Visita ao Centro Paralímpico da Ufac
Durante a visita, o gestor conheceu de perto a estrutura do espaço e acompanhou as atividades desenvolvidas com crianças, jovens e adultos com deficiência. (Foto: Kátia Farias/Secom)

O centro tem como principal objetivo promover a inclusão social por meio do esporte, além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos participantes. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a União, o Governo do Estado, a Prefeitura de Rio Branco, a UFAC e o Comitê Paralímpico Brasileiro. O prefeito destacou a importância do projeto e reafirmou o compromisso da gestão municipal com ações inclusivas.

Foto do prefeito com crianças do projeto
Tenho certeza de que podem continuar contando com o apoio da Prefeitura, porque é um projeto que realmente vale a pena. Isso aqui é feito com amor”, ressaltou o prefeito. (Foto: Kátia Farias/ Secom)

“Primeiro, quero parabenizar a UFAC, todos os envolvidos e a professora Lucy, que comanda esse processo. Fiquei muito feliz em conhecer esse trabalho tão bonito. Já tinha ouvido falar, mas ver de perto faz toda a diferença. Tenho certeza de que podem continuar contando com o apoio da Prefeitura, porque é um projeto que realmente vale a pena. Isso aqui é feito com amor”, ressaltou o prefeito.

A professora Lya Beiruth, representante da Pró-Reitoria de Extensão da UFAC, destacou a relevância do projeto para a comunidade acadêmica e para os participantes.

Foto de Lya Beiruth
O Centro Paralímpico possibilita que a comunidade conheça a universidade e tenha acesso tanto ao esporte convencional quanto ao adaptado para pessoas com deficiência”, afirmou Lya Beiruth. (Foto: Kátia Farias/Secom)

“Para nós, é uma alegria e uma grande satisfação, enquanto instituição de ensino superior, poder fomentar programas como esse. O Centro Paralímpico possibilita que a comunidade conheça a universidade e tenha acesso tanto ao esporte convencional quanto ao adaptado para pessoas com deficiência”, afirmou.

O projeto atende pessoas de diversos bairros da capital e também do interior do estado, oferecendo modalidades paralímpicas como natação, halterofilismo, bocha e goalball. Além de incentivar a prática esportiva, a iniciativa também busca identificar novos talentos com potencial para representar o Acre em competições nacionais.

Foto do prefeito com crianças no centro paralímpico da Ufac
O projeto atende pessoas de diversos bairros da capital e também do interior do estado, oferecendo modalidades paralímpicas como natação, halterofilismo, bocha e goalball. (Foto: Kátia Farias/Secom)

De acordo com o representante do Comitê Paralímpico Brasileiro, Jader Andrade, o trabalho vai além do esporte. “Atendemos crianças a partir dos 7 anos, além de jovens e adultos, com o objetivo principal de promover a inclusão por meio do esporte. Também buscamos melhorar a qualidade de vida dos participantes e, quem sabe, descobrir talentos que possam representar o Acre futuramente”, explicou.

Uma das coordenadoras do projeto, a professora Lucy Queiroz, reforçou a importância das parcerias para a continuidade e a expansão das atividades. “Temos um trabalho maravilhoso de inclusão, e o que mais nos emociona é saber o quanto esse projeto é importante para essas pessoas. Nosso sonho é ampliar esse atendimento, levando o projeto para outros espaços e alcançando ainda mais pessoas. Somos muito gratos à Prefeitura e à Universidade por todo o apoio”, destacou.

O professor Clodoaldo Castro também enfatizou o papel das parcerias institucionais para o sucesso da iniciativa. “Tudo começa pela inclusão, mas, a partir dela, conseguimos identificar talentos em diferentes áreas. Esse trabalho só é possível graças à união entre Prefeitura, Governo do Estado, Universidade Federal e Comitê Paralímpico Brasileiro”, afirmou.

Foto de Adaíres Lane com o prefeito Tião Bocalom
Moradora do bairro Cidade Nova, a usuária Adaíres Lane relatou os benefícios das atividades para sua saúde. (Foto: Kátia Farias/Secom)

O espaço atende atletas de todos os bairros da capital e também de diversos municípios do Acre. Moradora do bairro Cidade Nova, a usuária Adaíres Lane relatou os benefícios das atividades para sua saúde.

“Depois que comecei a natação aqui, minhas dores diminuíram cerca de 80%, sem necessidade de medicação. Meu condicionamento físico melhorou muito. A estrutura é maravilhosa, segura e faz toda a diferença. Aqui é uma bênção”, destacou.

A visita reforça o compromisso da Prefeitura de Rio Branco com políticas públicas voltadas à inclusão, ao esporte e à melhoria da qualidade de vida da população.

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Fonte: Conteúdo republicado de PREFEITURA RIO BRANCO

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