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Ministério da Justiça: saída de Lewandowski abre corrida por sucessão

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Lula e Ricardo Lewandowski

A saída do ministro Ricardo Lewandowski do governo inaugura uma disputa pelo comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e reacendeu o debate em torno da separação da pasta. O auxiliar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve deixar o cargo nesta sexta-feira (9/1), um dia depois de entregar sua carta de demissão.

Até o momento, o titular do Planalto não indicou o substituto para o lugar de Lewandowski. A expectativa é que o atual secretário-executivo do MJSP, Manoel Carlos de Almeida Neto, assuma o cargo de forma interina até que o nome seja definido.

Nos bastidores, aliados se movimentam para emplacar o sucessor. Entre os nomes ventilados, estão o do atual diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, do ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius de Carvalho, e do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

No entanto, o principal cotado, até o momento, é o advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva. Como mostrou o Metrópoles, a indicação dele tem sido defendida pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, além do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e o advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado de Lula ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Wellington foi secretário de Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil no início do terceiro mandato de Lula e, em 2016, chegou a ocupar o cargo de ministro da Justiça da gestão Dilma Rousseff (PT) por 11 dias — o Supremo barrou sua nomeação porque ele precisava ser previamente exonerado no Ministério Público do Estado da Bahia, órgão do qual fazia parte.

Uma ala do governo avalia, no entanto, que o jurista não tem o perfil combativo para assumir o cargo, sobretudo em ano de eleições.

O atual ministro da Educação, Camilo Santana, também foi apontado como um possível nome para ocupar o lugar de Lewandowski. Questionado por jornalistas sobre o assunto nessa quinta-feira (8/1), no Palácio do Planalto, o titular da pasta minimizou os rumores e disse que pretende continuar “ajudando” na Educação.


Carta de demissão

  • Na carta de demissão entregue a Lula, Lewandowski, justifica seu pedido de desligamento por “razões de caráter pessoal e familiar”.
  • O documento foi entregue ao petista nessa quinta no Palácio do Planalto, pouco antes do evento que marcou os três anos dos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro.
  • A oficialização da exoneração de Lewandowski será publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (9/1).
  • No pedido, o ministro afirma ter conviccção de que exerceu “as atribuições do cargo com zelo e dignidade, exigindo de mim e de meus colaboradores o melhor desempenho possível em prol de nossos administrados, consideradas as limitações políticas, conjunturais e orçamentárias das circunstâncias pelas quais passamos”.
  • O ministro também enviou um comunicado em agradecimento aos servidores e colaboradores do MJSP e fez um balanço da gestão.

Novo ministério

De acordo com aliados, a saída de Lewandowski foi antecipada diante da possibilidade de Lula desmembrar a pasta, que hoje acumula as atribuições da área de Justiça e de segurança pública. O presidente falou publicamente sobre o assunto durante a reunião ministerial no final de dezembro. O petista, no entanto, tem condicionado a mudança à aprovação da PEC da Segurança Pública, de autoria do Executivo, que tramita no Congresso.

Na visão de interlocutores, não faria sentido a criação de um ministério exclusivo à pauta da segurança sem que houvesse uma definição clara das atribuições do governo federal na área.

“Lula não quer criar um ministério que não tenha legitimidade e poder legal para realmente executar uma política”, disse um deles, ouvido pela reportagem.

Hoje, a legislação estabelece que a competência primária sobre a segurança pública é dos estados. A proposta do governo prevê uma coordenação maior entre órgãos federais, estaduais e municipais no combate à criminalidade.

Ainda não há definição, portanto, se a divisão da pasta ocorreria ainda em 2026 ou se a medida se tornará bandeira da campanha eleitoral de reeleição.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Jovem morre no Paraná após ser linchado por crime que não cometeu

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Reprodução/Redes sociais
Imagem colorida mostra Deivison Andrade de Lima, jovem que morreu no Paraná após linchamento por crime que não cometeu - Metrópoles

Um jovem de 23 anos morreu na última segunda-feira (26/1) após ser vítima de um linchamento em Ponta Grossa, Paraná. Deivison Andrade de Lima estava internado desde o dia 18 de janeiro, quando sofreu agressões após ser acusado, de forma equivocada, de envolvimento na morte de Kelly Cristina Ferreira de Quadros. Segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), ele não teve participação no crime.

Deivison foi atacado por pessoas que acreditavam que ele seria o autor do homicídio de Kelly, encontrada morta em uma área de mata no dia 16 de janeiro. Os agressores o espancaram dois dias depois. O jovem não resistiu aos ferimentos e morreu após oito dias de internação.

A mãe de Deivison relatou que, ao encontrar o filho ainda consciente em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região, na noite de 18 de janeiro, ele contou que foi colocado à força dentro de um carro por três homens, que disseram que o levariam para uma área de mata. Segundo o relato, eles afirmaram que fariam com o jovem o mesmo que, de acordo com eles, havia sido feito com Kelly.

Deivison teria negado diversas vezes qualquer envolvimento no crime, mas, ainda assim, foi agredido.

“Ele disse que apanhou porque confundiram ele com a pessoa que matou essa moça. Meu filho era inocente. Eu só quero justiça”, afirmou.

Verdadeiro autor do assassinato foi preso

O delegado responsável pelo caso, Luis Gustavo Timossi, explicou que não há qualquer indício de que Deivison tenha participado do homicídio de Kelly. Segundo ele, a investigação do assassinato da mulher já identificou o verdadeiro autor, que foi preso, confessou o crime e apresentou provas materiais, incluindo imagens de câmeras de segurança e informações sobre a motivação e os objetos utilizados.

“O que posso afirmar é que não há nenhum indício de envolvimento do Davidson com o homicídio da Kelly”, disse o delegado. Ele confirmou que Deivison conhecia a vítima, mas ressaltou que isso, por si só, não indica participação no crime.

A PCPR informou que segue em diligências para identificar e responsabilizar os autores das agressões que resultaram na morte de Deivison Andrade de Lima.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Tarcísio visita Bolsonaro na Papudinha nesta quinta-feira (29/1)

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Giovana Alves/Metrópoles
Governador Tarcísio de Freitas visita Bolsonaro na Papudinha, em Brasília - Metrópoles

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), visita, nesta quinta-feira (29/1), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no 19º Batalhão da Polícia Militar. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses na Papudinha, em Brasília (DF), por liderar a trama golpista.

A visita, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), levanta a expectativa de que o encontro seja para para tratar do apoio do mandatário paulista à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), filho 01 do ex-chefe do Planalto, à Presidência da República.

Este é o primeiro encontro entre os dois políticos desde setembro, quando Bolsonaro ainda cumpria prisão domiciliar. A primeira ida de Tarcísio à Papudinha estava prevista para ocorrer na quinta-feira (22/1), mas o mandatário paulista cancelou a visita por motivos familiares.

O governador paulista chegou ao local às 10h56.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Ministra Cármen Lúcia foi quem autorizou operação contra deputado Eduardo Velloso e ex-prefeito Mazinho Serafim por desvio de recursos

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Ministra Cármen Lúcia autorizou ação, que mira suspeita de desvio de R$ 912 mil em contratos de shows em Sena Madureira; alvos têm endereços buscados no Acre e em Brasília

A PF e a Controladoria Geral da União investigam suspeitas de desvios de recursos na ordem de R$ 912 mil, proveniente desse modelo de emenda parlamentar, que permite repasses diretos da União. Foto: captada 

A Operação Draco contra o deputado federal Eduardo Velloso e o ex-prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim. A ação, autorizada pela ministra do STF Cármen Lúcia, investiga suspeitas de desvio de R$ 912 mil de recursos federais por meio de emendas parlamentares do tipo PIX — que permitem repasses diretos da União a municípios.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços de Velloso em Rio Branco e em seu apartamento funcional em Brasília, além de locais ligados a Serafim. Segundo a PF e a Controladoria-Geral da União, o dinheiro foi usado para contratar uma empresa responsável por shows em Sena Madureira, com pagamentos feitos pela Secretaria Municipal de Cultura.

As investigações apontam indícios de associação criminosa, fraude em licitação, corrupção e lavagem de dinheiro. O gabinete do deputado não foi alvo das buscas. A operação ainda está em andamento e pode resultar em novas medidas.

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