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Acre

Memória viva do povo acreano, Rádio Difusora comemora 81 anos em sintonia com a história e o amanhã

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Quantas histórias cabem em 81 anos? Incontáveis. São memórias que ecoam nas ondas da Rádio Difusora, a lendária “Voz das Selvas”, que há mais de oito décadas entrelaça sua trajetória com a do povo acreano. Nascida em 25 de agosto de 1944, antes mesmo de o Acre conquistar a categoria oficial de Estado, a emissora se tornou guardiã da história local, narrada por vozes que dedicaram suas vidas ao meio de comunicação mais longevo e emblemático da região.

Além da reforma realizada na sede da rádio, todos os equipamentos são novos. Foto: José Caminha/Secom

Mais que uma rádio, trata-se de uma instituição afetiva. A matriarca da comunicação pública acreana celebra seus 81 anos com uma série de investimentos que reafirmam seu compromisso com o futuro: reforma do prédio histórico que, inclusive, abriga um museu aberto à visitação, aquisição de novos equipamentos, ampliação do sinal e integração das equipes jornalísticas que compõem o sistema público de comunicação.

Agora, a emissora se prepara para virar uma nova página. Após décadas transmitindo em amplitude modulada (AM), a Difusora está prestes a migrar para a faixa de frequência modulada (FM), iniciando uma nova fase em sua jornada sonora, mais nítida, mais próxima, mais viva.

Para a secretária de Estado de Comunicação, Nayara Lessa, a transição representa um marco na qualidade da retransmissão e na modernização da Voz das Selvas, uma rádio que pulsa no coração do Acre. “Estamos vivendo uma fase muito importante. A rádio está prestes a migrar da faixa AM para FM. O Estado já quitou a concessão e agora aguardamos apenas os trâmites junto ao Ministério das Comunicações e à Anatel [Agência Nacional de Telecomunicações]. A expectativa é que essa mudança se dê até o fim do ano”, revela.

Todo esse cuidado com a comunicação pública e seu legado é um dos pilares da gestão do governador do Acre, Gladson Camelí, por entender, segundo a gestora, que a emissora é um patrimônio cultural, político e afetivo do Acre.

Para secretária Nayara Lessa, transição representa “um marco na qualidade da retransmissão e na modernização da Voz das Selvas”. Foto: José Caminha/Secom

“A Rádio Difusora tem uma importância social, política, histórica e cultural imensa. Seu papel vai muito além de informar. Quando começou a operar, o Acre ainda era território. Desde então, tornou-se o veículo de comunicação mais longevo em atividade no estado. Mesmo diante de tantas dificuldades, como falta de estrutura, de pessoal, de equipamentos, a Rádio Difusora se manteve altiva e ativa. Isso se deve, principalmente, à dedicação dos profissionais que mantiveram a emissora no ar, muitas vezes sem o devido reconhecimento”, analisa, ao refletir como a gestão de Camelí mudou esse cenário.

Um dos frutos mais expressivos desse olhar atento à comunicação pública foi a entrega da sede revitalizada da rádio, em outubro de 2024, um marco que simboliza o resgate da memória e o compromisso com o futuro. A obra, viabilizada por meio da articulação entre o Executivo estadual e a bancada federal, reuniu investimentos superiores a R$ 850 mil.

Museu da Difusora Acreana abriga acervo que retrata décadas de história da comunicação no estado. Foto: Pedro Devani/Secom

‘Elo que fortalece a democracia’

A presença do governador Gladson Camelí na cerimônia de entrega reforça uma das bandeiras centrais de sua gestão: a comunicação como alicerce da transparência e da democracia. Ao devolver à sociedade um espaço histórico restaurado e funcional, o governo reafirma o papel da Difusora como ponte entre o poder público e a população acreana.

“A Rádio Difusora a memória viva do nosso povo. Há 81 anos, suas ondas sonoras atravessam gerações, conectando comunidades, preservando histórias e dando voz a quem muitas vezes não é ouvido, sendo testemunha e protagonista dos nossos avanços sociais, políticos e culturais. A Difusora é uma ponte entre o poder público e a sociedade, um elo que fortalece a democracia, por meio da informação acessível e plural”, destacou o governador, ao relembrar o legado da emissora.

Na visão de Camelí, fortalecer a comunicação pública é fortalecer a democracia, como forma de garantir que o diálogo entre o poder público e a população seja constante, claro e inclusivo.

“Investir na comunicação pública é investir na transparência, na cidadania e no futuro. Por isso, revitalizar a sede da Rádio Difusora e apoiar sua migração para FM é mais do que modernizar uma estrutura, é reafirmar nosso compromisso com um Acre mais conectado, mais justo e mais democrático”, avaliou.

Jornalista Jefson Dourado coordenou a reestruturação de jornalismo das rádios. Foto: Diego Gurgel/Secom

Compromisso com o Estado

O coordenador de Jornalismo das rádios públicas, Jefson Dourado, aborda com entusiasmo o aniversário da Difusora, destacando seu papel como patrimônio vivo da comunicação no estado. “É com imenso orgulho que celebramos os 81 anos da Rádio Difusora Acreana, que tem sido testemunha e protagonista da história do Acre, levando informação, cultura, entretenimento e serviço à população, com credibilidade e dedicação”, afirma.

Segundo Dourado, a trajetória da emissora é marcada por um compromisso inabalável com a verdade, a pluralidade de vozes e a missão de estar sempre próxima da comunidade acreana. O jornalista ressalta que, embora a rádio tenha raízes profundas na história do estado, também mantém os olhos voltados para o futuro: “A Difusora segue em constante modernização, aproveitando as novas tecnologias para alcançar novos públicos, sem jamais abandonar a confiança do nosso ouvinte fiel, que nos acompanha há gerações”.

O coordenador também faz questão de reconhecer o papel fundamental da equipe que mantém a emissora viva e pulsante, entendendo que o sucesso da rádio é fruto do trabalho incansável de radialistas, jornalistas, técnicos e colaboradores que, diariamente, dedicam-se com paixão e responsabilidade à missão de informar. “Nada disso seria possível sem o empenho da nossa equipe. São profissionais que colocam alma no que fazem, e isso se reflete no conteúdo que levamos ao ar”, diz.

Dourado também aponta personagens especiais na construção dessa história: “Aos nossos ouvintes, o nosso agradecimento especial. Eles são parte dessa trajetória tão rica e bonita que a Rádio Difusora continua escrevendo todos os dias”.

Na visão do governador Camelí, fortalecer a comunicação pública é fortalecer a democracia, garantindo o diálogo entre poder público e população. Foto: José Caminha/Secom

Guardiã da história

Para quem deseja mergulhar mais fundo nessa trajetória, sentir de perto a pulsação da história da Rádio Difusora Acreana e, por extensão, do próprio Acre, o Museu da Difusora estará de portas abertas durante todo o mês de agosto. Como oportunidade especial de conhecer os bastidores da emissora, visitas podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h.

O Museu da Rádio Difusora Acreana abriga um acervo que retrata décadas de comunicação no estado. Entre os destaques, estão objetos da década de 1960 e de outras épocas, que ilustram a evolução tecnológica e cultural da emissora. Além disso, o espaço conta com um memorial que reúne a história da rádio, com equipamentos, fotografias e documentos que narram sua trajetória.

Rádio Difusora Acreana é um patrimônio cultural, político e afetivo do Acre. Foto: Marcos Vicentti/Secom

Expoacre

Há meio século, um dos eventos mais importantes do Acre ecoa pelas ondas da Rádio Difusora Acreana. Desde 1975, quando foi promovida a primeira edição da Expoacre, a emissora já marcava presença, levando informação, entretenimento e credibilidade aos ouvintes que não podiam participar das festividades presencialmente.

Desde então, a Difusora não falhou em nenhum ano: segue firme como a voz oficial da maior feira agropecuária do estado, conectando gerações e celebrando a força da cultura acreana.

Zezinho Melo e Nilda Dantas durante as transmissões. Foto: Acervo Pessoal

Presente desde a primeira edição da feira, Zezinho Melo relembra o papel da rádio nos primeiros anos da Expoacre. “Fazíamos a locução no palco, transmitíamos para o parque e para todo o estado. Quando alguém perdia documentos ou uma criança se separava dos pais, as pessoas vinham até nós. Era a Difusora que dava o recado. Só ela fazia isso naquela época”, conta o radialista.

Para Nilda Dantas, uma das vozes femininas mais marcantes da rádio, e que também cobre a Expoacre desde a primeira edição, a feira foi uma escola. “Foi onde deixei de ser apenas locutora e me tornei repórter. A cada ano, eu aprendia mais. Era uma correria, entrevistas o tempo todo. Guardo muitos momentos marcantes, como quando uma chuva forte alagou todo o parque no dia do show”, destaca.

“Neste 20 de julho, o homem chegou à Lua”, ouviu em 1969, na Difusora, Sebastião de Oliveira, aos 10 anos, direto do Seringal Sacado, em Feijó. Marcos Vicentti/Secom

Viva na memória afetiva dos acreanos

Nos 80 anos da Rádio Difusora Acreana, celebrados no ano passado, a Agência de Notícias do Acre destacou o papel essencial da emissora como guardiã da memória histórica e afetiva do povo acreano. A Difusora é um elo entre gerações, uma voz que acompanhou transformações sociais, registrou histórias reais, promoveu encontros inesquecíveis e até celebrou casamentos no ar. Presente no cotidiano das famílias, a emissora se tornou parte do imaginário coletivo do Acre, pulsando com o coração da comunidade.

Apenas ao longo da Estrada Transacreana, por exemplo, são 1,5 mil famílias que ainda mantêm o hábito de ouvir as informações pelas ondas do rádio. Maria Jocilene Novais, moradora da Colônia Capivara, nasceu em Feijó e se mudou para Rio Branco ainda na infância.

“Meu pai, de manhã cedo, ainda em Feijó, ligava o rádio antes de ir cortar a seringa. A gente só ouvia Difusora Acreana e todo mundo, com rádio, se comunicava rapidinho. A memória mais forte é que, na época que minha mãe adoeceu, no Seringal Bom Destino, meu pai foi pra rua e avisou que minha mãe havia falecido, e os familiares foram para lá”, relembra, ao enfatizar a importância da cultura de transmissão de recados pela rádio.

“Neste 20 de julho, o homem chegou à lua”. Foi deitado em um banco de madeira, após levar algumas quedas para tentar sintonizar o rádio, que ficava em uma parte alta da casa, que Sebastião de Oliveira, aos 10 anos, direto do Seringal Sacado, em Feijó, ficou sabendo da missão Apollo 11 da Nasa, que levou o homem à Lua em 1969.

Museu da Difusora Acreana está com visitação aberta ao público durante o mês de agosto, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h. Foto: Pedro Devani/Secom

A notícia foi a que mais o marcou, porque atiçou ainda mais sua imaginação de criança, que, em meio à Amazônia, soube que o Acre não era longe, a Lua talvez, mas o homem havia chegado até o satélite naquele dia. Hoje, aos 65 anos, ainda é possível vislumbrar o entusiasmo daquele menino em seus olhos, enquanto conta a história. O hábito de ouvir a rádio, segundo Sebastião, foi passado pelo pai, que morreu aos 104 anos, como ouvinte assíduo.

A Rádio Difusora Acreana soube se reinventar sem perder sua essência, eternizando narrativas em vozes emblemáticas que carregam a alma do povo acreano. Genuinamente amazônica, feita por acreanos para os acreanos, inclusive para aqueles que vivem nas comunidades mais remotas, aonde as novas tecnologias ainda não chegaram, a Difusora segue firme como elo entre passado, presente e futuro.

E, como se dizia no início da revolução tecnológica, o rádio não morreu. Pelo contrário: reinventou-se, adaptou-se e permanece como um dos pilares da comunicação popular, mantendo-se próximo, acessível e essencial para quem busca informação com identidade, afeto e sensação de pertencimento.

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Acre

Acre está entre os dez estados do país com maior crescimento real do PIB em três décadas, aponta estudo

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O estudo Crescimento Econômico Real nos Estados do Brasil (1995-2025) coloca o Acre entre os dez estados que mais se destacaram na evolução do Produto Interno Bruto (PIB) ao longo de três décadas. De acordo com o levantamento, o estado ocupa a décima posição, com um aumento acumulado de 327%. Os dados foram divulgados pela plataforma O Brasil Em Mapas que realiza pesquisa e analisa dados socioeconômicos, por meio de mapas, infográficos e análises territoriais aprofundadas, oferecendo subsídios para a formulação de políticas públicas e para a tomada de decisões estratégicas nos setores público e privado.

De acordo com o levantamento, o estado ocupa a décima posição, com um aumento acumulado de 327%. Foto: divulgação

No mesmo período (1995–2025), o PIB real brasileiro cresceu 222%, mas em ritmos bastante distintos entre regiões e unidades da federação. O Centro-Oeste (408%) e o Norte (354%) lideram as altas, impulsionados pela expansão do agronegócio e da fronteira agrícola, destaca o estudo.

As três décadas analisadas abrangem desde a consolidação do Plano Real até os desdobramentos mais recentes da economia pós-pandemia, passando por ciclos de crescimento, crises internas e externas, transformações estruturais e mudanças no regime de política econômica.

Para o governador Gladson Camelí, o resultado consolida o trabalho desenvolvido desde 2019 para alavancar a economia acreana por meio de políticas que favorecem o crescimento econômico do estado.

“A nossa economia vem crescendo gradativamente. O resultado do boletim comprova isso. Temos gerado emprego e renda e investimos naquilo que tem dado retorno: as pessoas. Com a colaboração de cada acreano e cada acreana, conseguimos chegar a esse resultado expressivo, colocando, como eu sempre digo, o nosso estado em destaque”, afirmou.

Acre está no Top 10 da lista, segundo o levantamento. Foto: divulgação

Exportações do Acre crescem 12%

O Acre fechou o ano de 2025 com um saldo de exportações de US$ 98,9 milhões, um patamar nunca antes alcançado, representando crescimento de 13% em relação ao ano anterior. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços apontam que a balança comercial terminou 2025 com um superávit de US$ 93,7 milhões.

O resultado é o maior já registrado desde 2015, tanto em saldo quanto em volume de exportações. O titular da Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict), Assurbanípal Mesquita, avalia o fortalecimento das exportações como uma continuidade das conquistas obtidas nos últimos anos.

Desde 2024, as exportações de carne bovina e suína têm registrado aumento significativo, representando 27,9% e 16,8% das movimentações, respectivamente. A soja também apresentou crescimento expressivo, com alta de 200,6%.

“De dois anos para cá, com a entrada da proteína animal no mercado peruano, já tínhamos a perspectiva de ampliar o volume das exportações. Isso vem acontecendo ano após ano, graças ao incentivo fiscal do governo estadual às indústrias exportadoras e aos investimentos das empresas, especialmente as de proteína animal, para expandir sua produção. A cada ano, elas ampliam seu potencial produtivo e, consequentemente, as exportações aumentam. Esse crescimento prosseguirá gradualmente”, afirma Mesquita.

Exportações de carne bovina e suína aumentaram nos últimos anos e impactaram no resultado. Foto: cedida

O Acre fortalecido lá fora

Um dos principais marcos desse avanço foi o reconhecimento internacional do Acre como zona livre de febre aftosa sem vacinação, obtido em 2021. A certificação, concedida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), ampliou o acesso da carne bovina acreana aos mercados internacionais e impulsionou a cadeia produtiva da proteína animal.

“O Acre foi um dos primeiros estados a alcançar essa conquista. Graças à qualidade da nossa proteína, o estado tem sido procurado por diversos países interessados em adquirir nossos produtos. Esse fator, aliado à certificação internacional, ampliou as oportunidades da proteína animal acreana para vários mercados”, reforça.

O próximo desafio é consolidar relações comerciais com Chile e Malásia.

Para o secretário, os resultados também refletem uma política de promoção internacional do estado, com participação em eventos como o Lide Brazil Investment Forum, em Nova York: “A equipe de governo – Seict, Secretaria de Turismo (Sete) e pela Agência de Negócios do Acre (Anac) -, junto a instituições empresariais, tem realizado missões, apoiado empresários e promovido negócios em feiras internacionais. Isso encoraja os empreendedores locais, que passam a explorar e alcançar novos mercados”.

Segundo Mesquita, o desempenho das exportações fortalece o ambiente de negócios e estimula a atração de investimentos externos e internos.

“Fortalece a economia, contribui para a produção e garante renda ao homem do campo. A indústria de proteína animal, grande exportadora, impulsiona a produção agrícola e gera receita para produtores de soja, milho, frutas e criadores familiares. O crescimento das exportações fortalece o emprego e amplia as oportunidades de renda. Por isso, precisamos seguir incentivando e ampliando o apoio ao comércio exterior do Acre”, afirmou.

O gestor destacou ainda o protagonismo dos produtores, que têm liberdade para produzir em um ambiente favorável, com apoio ao licenciamento. “Com a iniciativa dos produtores, nosso clima e condições, além do licenciamento ambiental funcional, foi possível ampliar a produção agrícola de soja e milho e retomar os manejos florestais, que abastecem a indústria madeireira. Esses fatores ativaram dois grandes setores: o agronegócio comercial e o setor florestal exportador”, relatou.

Integração entre agrofloresta e proteína animal reduz custos e impulsiona a pecuária e a indústria frigorífica. Foto: Diego Gurgel/Secom

Atrair investimentos

A integração entre os setores agroflorestal e de proteína animal tem reduzido custos e impulsionado a pecuária e a indústria frigorífica.

“A estratégia do governo para atrair novos negócios se pauta em duas frentes: a inserção geopolítica do Acre, preparando o estado para atuar como elo entre o Brasil, o Pacífico, a Ásia e os países andinos; e a atração de investimentos, especialmente por meio das zonas de processamento de exportação (ZPEs)”, destacou Mesquita.

O governo trabalha para reativar a ZPE após mudanças na legislação, com capacidade para abrigar mais de cem indústrias. Missões já foram realizadas na Rússia, no Peru e na Bolívia para atrair novos investimentos.

Além disso, o Estado tem fortalecido a cultura de comércio exterior entre os empresários acreanos. “A ideia é credenciar o empresariado local, ensinando como importar e exportar, seja para vender no Brasil ou para conquistar mercados internacionais”, explicou Mesquita.

Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Acre

Governo do Acre leva internet via satélite às comunidades rurais do Rio Valparaíso e amplia inclusão digital no Juruá

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Fortalecendo o acesso à tecnologia e promovendo a inclusão digital nas áreas mais afastadas do interior do estado, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), em parceria com o gabinete da deputada estadual Antonia Sales e com o apoio da Associação de Seringueiros e Agricultores da região (Asal), realizou neste domingo, 15, a entrega de antenas de internet via satélite (Starlink) a comunidades rurais da região do Rio Valparaíso, em Cruzeiro do Sul.

Comunidades da região do Rio Valparaíso passam a contar com internet via satélite, ampliando o acesso à comunicação e à informação na zona rural de Cruzeiro do Sul. Foto: Edson Fernandes/Secom

 

A iniciativa integra o projeto Aquisição de Starlink para Comunidade Valparaíso, que busca reduzir o isolamento digital das populações ribeirinhas e rurais, garantindo acesso à internet de qualidade para atividades essenciais como educação, serviços de saúde remota, comunicação e oportunidades econômicas.

Ação beneficia moradores de 11 comunidades da região do Rio Valparaíso. Foto: Edson Fernandes/Secom

O titular da Seict, Assurbaníbal Mesquita, ressaltou que a iniciativa marca um avanço significativo na ampliação do acesso à internet na região amazônica. “A conectividade é hoje uma ferramenta essencial para o desenvolvimento das comunidades. Com a chegada da internet via satélite nessas localidades, estamos garantindo acesso à educação digital, à informação, à saúde remota e a novas oportunidades econômicas. Esse é um compromisso do governo do Estado em levar tecnologia e inclusão para todos os acreanos, independentemente da distância”, afirmou.

“É possível ampliar o acesso à informação e à conectividade mesmo nas comunidades mais distantes”, destaca o titular da Seict. Foto: Marcos Santos/Secom

Para Alcyr Costa, coordenador da Seict em Cruzeiro do Sul, é um avanço significativo para a inclusão digital das comunidades rurais: “Sabemos das dificuldades enfrentadas por quem vive em áreas mais isoladas. A chegada da internet representa uma mudança real na vida dessas famílias. Com acesso à conectividade, as comunidades passam a ter novas possibilidades de aprendizado, comunicação e desenvolvimento”, avaliou.

Alcyr Costa afirmou que a ação reforça o compromisso do governo em levar conectividade às áreas mais afastadas do interior. Foto: Edson Fernandes/Secom

De acordo com a deputada estadual Antônia Sales, a parceria entre as instituições foi fundamental para que a ação chegasse às comunidades do Rio Valparaíso.

“Essa é uma conquista muito importante para as famílias dessas comunidades. A internet abre portas para o conhecimento, fortalece a educação das crianças e aproxima as pessoas do mundo. Fico muito feliz em poder contribuir para que essa realidade chegue a quem vive nas regiões mais distantes do nosso estado”, disse.

Antônia Sales: “Parceria com a Seict foi fundamental para viabilizar o projeto e levar acesso à informação a 11 comunidades da região”. Foto: Edson Fernandes/Secom

Morador da comunidade Terra Firme de Baixo e presidente da Asal, Arnoldo Andrade ressaltou que a parceria fortalece o trabalho desenvolvido com as comunidades locais: “Para nós é um momento muito especial. A internet vai ajudar nossos filhos nos estudos, vai facilitar a comunicação e trazer mais conhecimento para todos. É algo que vai melhorar muito a vida da nossa comunidade”, ressaltou.

Moradores e representantes de instituições participam da entrega de equipamentos de internet via satélite para comunidades do Rio Valparaíso. Foto: Edson Fernandes/Secom

Diversas comunidades foram contempladas com a instalação das antenas, entre elas Jucá, Queimada, Tartaruga, Terra Firme de Baixo (Centro e próximo à igreja), Terra Firme de Cima (Leonilde, Lago dos Izidório, Patoazinho e Três Bocas), ampliando significativamente o acesso à conectividade na região do Rio Valparaíso.

Internet trará mais desenvolvimento e fortalecerá a comunicação nas comunidades rurais. Foto: Edson Fernandes/Secom

Comunidade agradece

Entre os moradores beneficiados, a expectativa é grande para a chegada da tecnologia. A estudante Maria Laisa Amorim, moradora da comunidade Terra Firme de Baixo, acredita que a internet vai facilitar principalmente a educação das crianças e jovens da região: “Atualmente, a educação apresenta grandes vantagens. O acesso à informação e à pesquisa é amplo, embora demande investimentos. Contudo, as opções de pagamento são mais flexíveis, e a necessidade de deslocamento físico para aquisição de bens diminuiu consideravelmente. No campo educacional, a pesquisa e a modalidade de ensino a distância expandiram as possibilidades. Em suma, o cenário atual é bastante favorável”.

Maria Laisa: “Estamos muito felizes em estar recebendo essas antenas de Internet”. Foto: Edson Fernandes/Secom

Já o morador José Wilson, da comunidade Jucá, destacou que a conectividade também poderá auxiliar no acesso a informações e serviços. A internet é muito importante para nós, principalmente na educação. Com ela podemos pesquisar, estudar e até fazer faculdade à distância. Também facilita pagamentos e compras, evitando que a gente precise ir até a cidade e ter gastos maiores. É um benefício muito grande para a comunidade”, afirmou.

José Wilson: “Motivo de alegria sermos contemplados com essa internet na nossa comunidade”. Foto: Edson Fernandes/Secom

Para Jadson Oliveira, outro morador que será beneficiado, a chegada da internet trará inúmeros benefícios, principalmente no fortalecimento e na facilidade da comunicação.

A internet também aprimora a comunicação entre as comunidades do Rio Valparaíso e facilita diversos aspectos do dia a dia. Com a conectividade, a necessidade de deslocamento até a cidade de Cruzeiro do Sul é reduzida, já que muitas atividades podem ser realizadas de forma online, como compras, pagamentos e até mesmo a busca por orientações na área da saúde, algo que antes não era possível”, observou.

Morador recebe antena de internet via satélite e celebra chegada da conectividade. Foto: Edson Fernandes/Secom

A cerimônia de entrega das antenas se deu na comunidade Tartaruga, localizada na região do Rio Valparaíso, reunindo autoridades, lideranças comunitárias e moradores das comunidades beneficiadas. A iniciativa representa um avanço importante para a região, ao criar melhores condições de acesso à informação, fortalecer a comunicação e ampliar oportunidades de educação, trabalho e desenvolvimento para as famílias que vivem nas áreas rurais.

Compromisso com o desenvolvimento

A diretora do Gabinete do Governador em Cruzeiro do Sul, Raquel Batista, destacou que os investimentos fazem parte do compromisso de fortalecer os serviços públicos em todas as regiões do estado.

Raquel Batista: “O compromisso é cuidar de todas as pessoas, independente do local em que vivem”. Foto: Edson Fernandes/ Secom

“A iniciativa original partiu do próprio governador Gladson Camelí. Hoje, foram beneficiadas algumas comunidades, totalizando 30 famílias. Em dias anteriores, outras comunidades também foram contempladas, por meio de emendas parlamentares dos deputados Zezinho Barbary e Pedro Longo. Adicionalmente, contamos com o apoio da deputada Antônia Sales”, afirmou.

 

Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Acre

Secretaria de Finanças de Brasiléia suspende sistema de arrecadação para manutenção

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A Secretaria Municipal de Finanças de Brasiléia comunicou nesta segunda-feira (16) a suspensão temporária do Sistema Municipal de Arrecadação até o dia 23 de março. A medida foi determinada pela Portaria nº 001/2026 e tem como objetivo a realização de manutenção corretiva, preventiva e evolutiva, garantindo a continuidade, estabilidade e segurança dos serviços tributários.

Durante o período de suspensão, não será possível emitir Certidões Negativas de Débitos (CND) nem Certidões Positivas com Efeitos de Negativa (CPEN), tanto de forma eletrônica quanto presencial.

A interrupção também afetará lançamentos, revisões, atualizações cadastrais, protocolos fiscais, consultas internas e outros procedimentos administrativos que dependem do sistema.

De acordo com a secretaria, atendimentos presenciais que necessitem de acesso ao sistema poderão ser reagendados ou registrados para processamento posterior, após o restabelecimento da normalidade.

A pasta informou ainda que eventuais impactos sobre prazos administrativos serão analisados pelos setores competentes, garantindo aos contribuintes o direito à boa-fé e evitando possíveis prejuízos.

A Secretaria Municipal de Finanças também destacou que o prazo de manutenção poderá ser prorrogado, total ou parcialmente, caso haja necessidade técnica, mediante a publicação de novo ato administrativo.

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