Acre
Memória viva do povo acreano, Rádio Difusora comemora 81 anos em sintonia com a história e o amanhã
Quantas histórias cabem em 81 anos? Incontáveis. São memórias que ecoam nas ondas da Rádio Difusora, a lendária “Voz das Selvas”, que há mais de oito décadas entrelaça sua trajetória com a do povo acreano. Nascida em 25 de agosto de 1944, antes mesmo de o Acre conquistar a categoria oficial de Estado, a emissora se tornou guardiã da história local, narrada por vozes que dedicaram suas vidas ao meio de comunicação mais longevo e emblemático da região.

Além da reforma realizada na sede da rádio, todos os equipamentos são novos. Foto: José Caminha/Secom
Mais que uma rádio, trata-se de uma instituição afetiva. A matriarca da comunicação pública acreana celebra seus 81 anos com uma série de investimentos que reafirmam seu compromisso com o futuro: reforma do prédio histórico que, inclusive, abriga um museu aberto à visitação, aquisição de novos equipamentos, ampliação do sinal e integração das equipes jornalísticas que compõem o sistema público de comunicação.
Agora, a emissora se prepara para virar uma nova página. Após décadas transmitindo em amplitude modulada (AM), a Difusora está prestes a migrar para a faixa de frequência modulada (FM), iniciando uma nova fase em sua jornada sonora, mais nítida, mais próxima, mais viva.
Para a secretária de Estado de Comunicação, Nayara Lessa, a transição representa um marco na qualidade da retransmissão e na modernização da Voz das Selvas, uma rádio que pulsa no coração do Acre. “Estamos vivendo uma fase muito importante. A rádio está prestes a migrar da faixa AM para FM. O Estado já quitou a concessão e agora aguardamos apenas os trâmites junto ao Ministério das Comunicações e à Anatel [Agência Nacional de Telecomunicações]. A expectativa é que essa mudança se dê até o fim do ano”, revela.
Todo esse cuidado com a comunicação pública e seu legado é um dos pilares da gestão do governador do Acre, Gladson Camelí, por entender, segundo a gestora, que a emissora é um patrimônio cultural, político e afetivo do Acre.

Para secretária Nayara Lessa, transição representa “um marco na qualidade da retransmissão e na modernização da Voz das Selvas”. Foto: José Caminha/Secom
“A Rádio Difusora tem uma importância social, política, histórica e cultural imensa. Seu papel vai muito além de informar. Quando começou a operar, o Acre ainda era território. Desde então, tornou-se o veículo de comunicação mais longevo em atividade no estado. Mesmo diante de tantas dificuldades, como falta de estrutura, de pessoal, de equipamentos, a Rádio Difusora se manteve altiva e ativa. Isso se deve, principalmente, à dedicação dos profissionais que mantiveram a emissora no ar, muitas vezes sem o devido reconhecimento”, analisa, ao refletir como a gestão de Camelí mudou esse cenário.
Um dos frutos mais expressivos desse olhar atento à comunicação pública foi a entrega da sede revitalizada da rádio, em outubro de 2024, um marco que simboliza o resgate da memória e o compromisso com o futuro. A obra, viabilizada por meio da articulação entre o Executivo estadual e a bancada federal, reuniu investimentos superiores a R$ 850 mil.

Museu da Difusora Acreana abriga acervo que retrata décadas de história da comunicação no estado. Foto: Pedro Devani/Secom
‘Elo que fortalece a democracia’
A presença do governador Gladson Camelí na cerimônia de entrega reforça uma das bandeiras centrais de sua gestão: a comunicação como alicerce da transparência e da democracia. Ao devolver à sociedade um espaço histórico restaurado e funcional, o governo reafirma o papel da Difusora como ponte entre o poder público e a população acreana.
“A Rádio Difusora a memória viva do nosso povo. Há 81 anos, suas ondas sonoras atravessam gerações, conectando comunidades, preservando histórias e dando voz a quem muitas vezes não é ouvido, sendo testemunha e protagonista dos nossos avanços sociais, políticos e culturais. A Difusora é uma ponte entre o poder público e a sociedade, um elo que fortalece a democracia, por meio da informação acessível e plural”, destacou o governador, ao relembrar o legado da emissora.
Na visão de Camelí, fortalecer a comunicação pública é fortalecer a democracia, como forma de garantir que o diálogo entre o poder público e a população seja constante, claro e inclusivo.
“Investir na comunicação pública é investir na transparência, na cidadania e no futuro. Por isso, revitalizar a sede da Rádio Difusora e apoiar sua migração para FM é mais do que modernizar uma estrutura, é reafirmar nosso compromisso com um Acre mais conectado, mais justo e mais democrático”, avaliou.

Jornalista Jefson Dourado coordenou a reestruturação de jornalismo das rádios. Foto: Diego Gurgel/Secom
Compromisso com o Estado
O coordenador de Jornalismo das rádios públicas, Jefson Dourado, aborda com entusiasmo o aniversário da Difusora, destacando seu papel como patrimônio vivo da comunicação no estado. “É com imenso orgulho que celebramos os 81 anos da Rádio Difusora Acreana, que tem sido testemunha e protagonista da história do Acre, levando informação, cultura, entretenimento e serviço à população, com credibilidade e dedicação”, afirma.
Segundo Dourado, a trajetória da emissora é marcada por um compromisso inabalável com a verdade, a pluralidade de vozes e a missão de estar sempre próxima da comunidade acreana. O jornalista ressalta que, embora a rádio tenha raízes profundas na história do estado, também mantém os olhos voltados para o futuro: “A Difusora segue em constante modernização, aproveitando as novas tecnologias para alcançar novos públicos, sem jamais abandonar a confiança do nosso ouvinte fiel, que nos acompanha há gerações”.
O coordenador também faz questão de reconhecer o papel fundamental da equipe que mantém a emissora viva e pulsante, entendendo que o sucesso da rádio é fruto do trabalho incansável de radialistas, jornalistas, técnicos e colaboradores que, diariamente, dedicam-se com paixão e responsabilidade à missão de informar. “Nada disso seria possível sem o empenho da nossa equipe. São profissionais que colocam alma no que fazem, e isso se reflete no conteúdo que levamos ao ar”, diz.
Dourado também aponta personagens especiais na construção dessa história: “Aos nossos ouvintes, o nosso agradecimento especial. Eles são parte dessa trajetória tão rica e bonita que a Rádio Difusora continua escrevendo todos os dias”.

Na visão do governador Camelí, fortalecer a comunicação pública é fortalecer a democracia, garantindo o diálogo entre poder público e população. Foto: José Caminha/Secom
Guardiã da história
Para quem deseja mergulhar mais fundo nessa trajetória, sentir de perto a pulsação da história da Rádio Difusora Acreana e, por extensão, do próprio Acre, o Museu da Difusora estará de portas abertas durante todo o mês de agosto. Como oportunidade especial de conhecer os bastidores da emissora, visitas podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h.
O Museu da Rádio Difusora Acreana abriga um acervo que retrata décadas de comunicação no estado. Entre os destaques, estão objetos da década de 1960 e de outras épocas, que ilustram a evolução tecnológica e cultural da emissora. Além disso, o espaço conta com um memorial que reúne a história da rádio, com equipamentos, fotografias e documentos que narram sua trajetória.

Rádio Difusora Acreana é um patrimônio cultural, político e afetivo do Acre. Foto: Marcos Vicentti/Secom
Expoacre
Há meio século, um dos eventos mais importantes do Acre ecoa pelas ondas da Rádio Difusora Acreana. Desde 1975, quando foi promovida a primeira edição da Expoacre, a emissora já marcava presença, levando informação, entretenimento e credibilidade aos ouvintes que não podiam participar das festividades presencialmente.
Desde então, a Difusora não falhou em nenhum ano: segue firme como a voz oficial da maior feira agropecuária do estado, conectando gerações e celebrando a força da cultura acreana.

Zezinho Melo e Nilda Dantas durante as transmissões. Foto: Acervo Pessoal
Presente desde a primeira edição da feira, Zezinho Melo relembra o papel da rádio nos primeiros anos da Expoacre. “Fazíamos a locução no palco, transmitíamos para o parque e para todo o estado. Quando alguém perdia documentos ou uma criança se separava dos pais, as pessoas vinham até nós. Era a Difusora que dava o recado. Só ela fazia isso naquela época”, conta o radialista.
Para Nilda Dantas, uma das vozes femininas mais marcantes da rádio, e que também cobre a Expoacre desde a primeira edição, a feira foi uma escola. “Foi onde deixei de ser apenas locutora e me tornei repórter. A cada ano, eu aprendia mais. Era uma correria, entrevistas o tempo todo. Guardo muitos momentos marcantes, como quando uma chuva forte alagou todo o parque no dia do show”, destaca.

“Neste 20 de julho, o homem chegou à Lua”, ouviu em 1969, na Difusora, Sebastião de Oliveira, aos 10 anos, direto do Seringal Sacado, em Feijó. Marcos Vicentti/Secom
Viva na memória afetiva dos acreanos
Nos 80 anos da Rádio Difusora Acreana, celebrados no ano passado, a Agência de Notícias do Acre destacou o papel essencial da emissora como guardiã da memória histórica e afetiva do povo acreano. A Difusora é um elo entre gerações, uma voz que acompanhou transformações sociais, registrou histórias reais, promoveu encontros inesquecíveis e até celebrou casamentos no ar. Presente no cotidiano das famílias, a emissora se tornou parte do imaginário coletivo do Acre, pulsando com o coração da comunidade.
Apenas ao longo da Estrada Transacreana, por exemplo, são 1,5 mil famílias que ainda mantêm o hábito de ouvir as informações pelas ondas do rádio. Maria Jocilene Novais, moradora da Colônia Capivara, nasceu em Feijó e se mudou para Rio Branco ainda na infância.
“Meu pai, de manhã cedo, ainda em Feijó, ligava o rádio antes de ir cortar a seringa. A gente só ouvia Difusora Acreana e todo mundo, com rádio, se comunicava rapidinho. A memória mais forte é que, na época que minha mãe adoeceu, no Seringal Bom Destino, meu pai foi pra rua e avisou que minha mãe havia falecido, e os familiares foram para lá”, relembra, ao enfatizar a importância da cultura de transmissão de recados pela rádio.
“Neste 20 de julho, o homem chegou à lua”. Foi deitado em um banco de madeira, após levar algumas quedas para tentar sintonizar o rádio, que ficava em uma parte alta da casa, que Sebastião de Oliveira, aos 10 anos, direto do Seringal Sacado, em Feijó, ficou sabendo da missão Apollo 11 da Nasa, que levou o homem à Lua em 1969.

Museu da Difusora Acreana está com visitação aberta ao público durante o mês de agosto, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h. Foto: Pedro Devani/Secom
A notícia foi a que mais o marcou, porque atiçou ainda mais sua imaginação de criança, que, em meio à Amazônia, soube que o Acre não era longe, a Lua talvez, mas o homem havia chegado até o satélite naquele dia. Hoje, aos 65 anos, ainda é possível vislumbrar o entusiasmo daquele menino em seus olhos, enquanto conta a história. O hábito de ouvir a rádio, segundo Sebastião, foi passado pelo pai, que morreu aos 104 anos, como ouvinte assíduo.
A Rádio Difusora Acreana soube se reinventar sem perder sua essência, eternizando narrativas em vozes emblemáticas que carregam a alma do povo acreano. Genuinamente amazônica, feita por acreanos para os acreanos, inclusive para aqueles que vivem nas comunidades mais remotas, aonde as novas tecnologias ainda não chegaram, a Difusora segue firme como elo entre passado, presente e futuro.
E, como se dizia no início da revolução tecnológica, o rádio não morreu. Pelo contrário: reinventou-se, adaptou-se e permanece como um dos pilares da comunicação popular, mantendo-se próximo, acessível e essencial para quem busca informação com identidade, afeto e sensação de pertencimento.
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Vice-prefeito de Brasiléia, Amaral do Gelo, filia-se ao PSDB e lança pré-candidatura a deputado estadual
Militar aposentado e empresário deixou o PL para integrar projeto de Tião Bocalom; decisão foi anunciada no prazo final de desincompatibilização

Amaral do Gelo é abonado por Tião Bocalom e justifica filiação ao PSDB por falta de espaço na atual administração de Brasiléia. Foto: captada
Amaral do Gelo afirmou que o alinhamento com o projeto liderado por Bocalom foi determinante para a troca de legenda, deixando o PL para integrar a sigla tucana
O vice-prefeito de Brasiléia, Antônio Torres Amaral – conhecido popularmente como Amaral do Gelo –, militar aposentado e empresário, confirmou na noite de sábado, dia 4, sua filiação ao PSDB e o lançamento da pré-candidatura a deputado estadual. A entrada na sigla foi abonada pelo presidente estadual do partido e pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom.
Amaral do Gelo, que antes estava no PL, afirmou que a decisão foi motivada pelo alinhamento com o projeto político liderado pelo ex-prefeito de Rio Branco. “Me filiei ao PSDB por acreditar que é o melhor projeto para o nosso Acre. Fico muito feliz em fazer parte desse grupo e colocar meu nome como pré-candidato a deputado estadual, contribuindo com a nossa região do Alto Acre”, declarou.


Vice-prefeito deixou o PL e lançou pré-candidatura a deputado estadual; alinhamento com projeto do PSDB foi determinante para mudança. Foto: Marcus José
O vice-prefeito reforçou que não vinha tendo espaço político na atual administração de Brasiléia, mesmo tendo sido peça-chave na vitória do município nas últimas eleições. Agora, seu foco é fortalecer a representatividade regional e apoiar iniciativas voltadas ao crescimento do estado.
O anúncio ocorreu no dia 4 de abril, prazo final estabelecido pelo calendário eleitoral para que ocupantes de cargos públicos que pretendem disputar as eleições de 2026 se afastem de suas funções – regra que garante equilíbrio na disputa e evita o uso da máquina pública. No caso do vice-prefeito, a legislação permite a candidatura a deputado estadual ou federal sem necessidade de renúncia ao cargo. A obrigatoriedade de afastamento só se aplica se o vice assumir a chefia do Executivo municipal de forma definitiva nos seis meses que antecedem a eleição.

Amaral do Gelo afirmou que o alinhamento com o projeto liderado por Bocalom foi determinante para a troca de legenda, deixando o PL para integrar a sigla tucana. Foto: Marcus José
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Mailza Assis deve unir prefeitos do Alto Acre em campanha considerada a mais difícil desde a redemocratização
Alan Rick delega a Fernanda Hassem missão de reverter apoios; empresário Rico Leite é cotado para vice na chapa do senador

Apesar disso, a expectativa é de que a governadora mantenha hegemonia na regional, considerada estratégica para a eleição de 2026. Foto: captada
Governadora e pré-candidata à reeleição consolida base na regional; apoio inclui gestores de Assis Brasil, Xapuri e Brasiléia
A governadora e pré-candidata ao governo do Acre, Mailza Assis (PP), deverá contar com todos os prefeitos do Alto Acre em torno de sua candidatura nas eleições de outubro. A disputa é apontada por analistas como uma das mais difíceis desde a redemocratização política do estado.
Entre os nomes que integram a base estão:
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Jerry Correia (Assis Brasil)
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Maxsuel Maia (Xapuri)
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Carlinhos do Pelado (Brasiléia)
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Já em Epitaciolândia, com a desincompatibilização do prefeito Sérgio Lopes, assumiu o jovem Serginho Mesquita, mas ainda não se sabe como a atual administração — que “mal esquentou a cadeira” — se posicionará politicamente.

Entre os gestores que devem compor o arco de alianças estão: Jerry Correia (Assis Brasil) Maxsuel Maia (Xapuri) Carlinhos do Pelado (Brasiléia). Foto: captada
Do outro lado, o senador e pré-candidato ao governo Alan Rick (Republicanos) deu à ex-prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem, a missão de reverter apoios no primeiro e segundo escalões das administrações, reverter apoio dos prefeitos para alavancar sua própria candidatura ao governo, com o objetivo de integrar a chapa majoritária. Analistas avaliam que a tarefa é “quase impossível” de provocar uma debandada.
O nome da simpatia do grupo de Alan Rick para a vice é o empresário Rico Leite, conforme noticiado pela imprensa da capital.

Governadora e pré-candidata à reeleição consolida base na regional; apoio inclui gestores de Assis Brasil, Brasiléia e Xapuri. Foto: captada
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MDB confirma Jéssica Sales como vice na chapa de Mailza Assis ao governo do Acre
Partido marcaria reunião na próxima semana para anunciar composição da federação PP-UB, sacramentando Mailza (PP) como candidata e Jéssica (MDB) como vice

“Prego batido, ponta virada”, resumiu o dirigente, afastando qualquer especulação sobre uma possível candidatura da médica à Câmara Federal. Foto: captada
Presidente da sigla, Vagner Sales, nega boatos sobre desistência e afirma que anúncio oficial será feito em coletiva com toda a imprensa acreana
Para encerrar os boatos de que a médica Jéssica Sales (MDB) não estaria disposta a aceitar o cargo de vice na chapa da governadora Mailza Assis (PP) à reeleição, o presidente do MDB no Acre, Vagner Sales, garantiu neste sábado (4) ao Blog do Crica (com Luis Carlos Moreira Jorge) que o nome da sigla é sim, Jéssica Sales, e que ela jamais declarou que recusaria a indicação.
“Prego batido, ponta virada”, resumiu o dirigente, afastando qualquer especulação sobre uma possível candidatura da médica à Câmara Federal.
O MDB realizará na semana uma reunião para marcar a data do anúncio oficial da candidatura do partido à chapa majoritária da federação PP-UB. Com isso, fica sacramentada a composição: Mailza Assis (PP) como candidata ao governo e Jéssica Sales (MDB) como vice.
A oficialização encerra as discussões internas e consolida a aliança entre as duas siglas para as eleições de 2026.

Jéssica sim, o nome escolhido pela sigla, e que ela jamais declarou que não aceitava a indicação para a vice. Foto: captada

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