Da ContilNet

Ao defender a reeleição de Tião Viana (PT), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou aos acreanos que o grupo dele, cujos integrantes ele não nominou, tentou emplacar emendas na Constituição que permitissem que ele disputasse um terceiro mandato consecutivo, instituindo, assim, o terceiro mandato para cargos no Executivo.

“Tinha gente do meu lado que queria aprovar o terceiro mandato, mas eu não quis. Eles diziam que eu era o presidente mais bem avaliado, com 78% de aprovação”, disse, revelando um fato desconhecido pela maioria das pessoas.

“Tinha gente do meu lado que queria aprovar o terceiro mandato, mas eu não quis", disse Lula/Foto: Socorro Pinheiro/Contilnet Notícias
“Tinha gente do meu lado que queria aprovar o terceiro mandato, mas eu não quis”, disse Lula/Foto: Socorro Pinheiro/Contilnet Notícias

Lula seguiu dizendo que não tinha simpatia nem mesmo pela instituição da reeleição, mas que descobriu, na prática, que o fato era salutar.

“Eu imaginava nem que seria bom um segundo mandato, mas no segundo, descobri que poderia melhorar o trabalho”, contou, ao defender que pode ser positiva para o Acre a reeleição de Viana.

Ao revelar as intenções petistas em instituir um terceiro mandato consecutivo, Lula trouxe à tona um dos assuntos mais polêmicos dos últimos dias, que é a reeleição. No último dia 13, a mídia nacional citou que a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, ironizou a proposta do senador Aécio Neves (PSDB) de, se eleito, apoiar o fim da reeleição, e citou as denúncias de compra de votos durante a votação da emenda constitucional que permitiu que os chefes de Executivo concorressem a um mandato consecutivo.

A respeito da reeleição, é importante frisar que em 1997, o Congresso Nacional aprovou uma emenda que permitiu que o então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) concorresse a um segundo mandato. À época, parlamentares foram acusados de receber propina para apoiar a proposta.

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