Acre
Lideranças femininas do Acre protagonizam agendas na COP27
A socióloga e chefe da Divisão de Áreas Protegidas da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e de Políticas Indígenas (Semapi), Mirna Caniso, é uma das dez mulheres painelistas que compõe a comitiva acreana de mulheres para participar da 27ª Conferência do Clima, a (COP-27), promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU). Este ano, a Conferência teve início no domingo, 6, na cidade de Sharm el-Sheikh, no Egito.

A socióloga e chefe da Divisão de Áreas Protegidas da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e de Políticas Indígenas (Semapi), Mirna Caniso, é uma das dez mulheres painelistas que compõe a comitiva acreana de mulheres para participar da 27ª Conferência do Clima, a (COP-27), promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU). Este ano, a Conferência teve início no domingo, 6, na cidade de Sharm el-Sheikh, no Egito.
A gestora explica que está muito feliz em participar do evento, principalmente, em razão da mulher ter um olhar mais inclusivo no âmbito social.
“Nós mulheres pensamos numa justiça climática que esteja ao alcance de todos. As apresentações que vimos até agora são apresentações muito interessantes, não somente pelo aspecto técnico e político, mas pelo aspecto da inclusão. Nós que estamos participando desse evento, representamos todo um grupo que está no Acre, que passa a ser uma representação ativa”.
Mirna parabenizou ainda o governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, pela iniciativa em trazer à COP27 várias mulheres que são gestoras no Estado.

Parte da delegação acreana que está na COP. Foto: Pedro Devani/Secom
Francisca Arara que é gestora do Instituto de Mudanças Climáticas do Acre (IMC) destaca que as mulheres fazem um trabalho de resultado no combate ao desmatamento, as diferenças sociais e, em especial, aos povos da floresta. Francisca possui mais de 16 anos à frente de organizações indígenas e não indígenas e é membro titular do Projeto Florestas+ do Ministério do Meio Ambiente.
“Me sinto honrada em juntamente com outras mulheres acreanas participar das atividades da COP27. Agradecemos o olhar sensível do governo do Estado em nos deixar ser porta-voz em diversas ações importantes para o Acre. Estamos aqui hoje, porque queremos que as políticas públicas cheguem aos povos originários. Temos participado de vários diálogos e vamos apresentar as experiências do Acre com pessoas do mundo inteiro com objetivo de obter melhorias para a nossa gente”.
Outra painelista feminina na COP27 é a secretária de Estado de Meio Ambiente Paola Daniel. A gestora explica que é uma satisfação enorme participar da Conferência, onde todos buscam soluções para as mudanças climáticas.
“Nessa COP trouxemos a apresentação do planejamento estratégico dos próximos 10 anos para desenvolvimento do Acre. O Acre tem cerca de 13 milhões de hectares, onde temos um passivo ambiental muito grande. É projeto do Estado recuperar essas áreas. Temos falado dos nossos desafios e onde ainda podemos avançar mais. E como mulher é uma experiência muito enriquecedora, pois o Estado tem nos colocado em vários papeis de destaque”, enfatizou Paola.
Sobre a COP27
A COP27, organizada pelas Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), é um evento anual realizado desde 1995. A conferência de duas semanas reúne diversos líderes mundiais, especialistas científicos, membros da sociedade civil e representantes para identificar soluções para a crise climática e facilitar suas implementações. A COP27 já é um dos maiores eventos pois reúne cerca de 35 mil participações.

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Acre
Defesa Civil interdita rua Marechal Rondon após erosão provocada pela cheia do Rio Acre em Brasileia
Na noite desta quinta-feira, 15, a Defesa Civil Municipal e a Prefeitura de Brasiléia emitiram um comunicado conjunto e realizam a interdição da rua Marechal Rondon, antiga Rua da Goiaba, após serem identificados sinais avançados de erosão no local.
De acordo com a Defesa Civil, o desbarrancamento foi causado pela força da água do rio, que permanece acima da cota de alerta.
No início da noite, o nível do Rio Acre em Brasileia estabilizou em 10,07 metros, ultrapassando a cota de alerta, que é de 9,80 metros, e se aproximando da cota de transbordamento.
O prefeito de Brasileia, Carlinhos do Pelado, e o coordenador da Defesa Civil Municipal, major Sandro, estiveram pessoalmente no local para acompanhar a situação e definir as medidas emergenciais.
Segundo o prefeito, a interdição foi necessária para garantir a segurança da população. “Estamos aqui na rua Marechal Rondon, e presenciamos mais cedo que, devido à enchente do Rio Acre, o solo está desbarrancando. Diante desse cenário, tomamos a decisão de interditar o trecho para evitar riscos maiores”, afirmou.
O gestor municipal reforçou o pedido para que motoristas evitem utilizar a via, que é uma das principais rotas de acesso à ponte e a rotatória. “Desde já agradecemos à população de Brasileia que utiliza essa via. Sabemos que é um caminho mais prático para chegar à ponte e acessar a rotatória mas pedimos que evitem o uso, pois pode causar um acidente, um transtorno e até algo fatal”, alertou o prefeito.
O coordenador da Defesa Civil Municipal, major Emerson Sandro, destacou que a interdição faz parte de um conjunto de medidas preventivas e que a prefeitura já iniciou ações paliativas no local. “Neste momento, a Defesa Civil está fazendo os devidos paliativos, com sinalização e interdição da avenida, para que a prefeitura possa executar os reparos necessários com segurança”, explicou ele.
A Prefeitura de Brasileia e a Defesa Civil seguem monitorando o nível do Rio Acre de forma contínua e informam que novas medidas poderão ser adotadas caso o volume de água volte a subir. A orientação é para que a população acompanhe os comunicados oficiais e evite áreas de risco durante o período de cheia.
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Acre
Empresário acreano morre ao salvar filhas de afogamento em praia de Fortaleza
Empresário acreano e ex-coordenador da AMAC conseguiu resgatar as crianças, mas foi arrastado pela correnteza e não resistiu
O empresário e ex-coordenador da Associação dos Municípios do Acre (AMAC), Marcio Neri, morreu nesta quinta-feira (15) após entrar no mar para salvar as duas filhas que estavam sendo arrastadas por uma forte correnteza em uma praia de Fortaleza, no Ceará.
De acordo com informações apuradas, Neri conseguiu, com grande esforço, levar as crianças em segurança até a areia. No entanto, exausto após o resgate, acabou sendo puxado novamente pelas ondas e desapareceu diante da família.
O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente e iniciou as buscas. O corpo do empresário foi localizado já sem sinais vitais. Socorristas ainda tentaram reanimá-lo por vários minutos com manobras de ressuscitação cardiopulmonar, mas não houve sucesso. A morte foi constatada ainda no local, em meio à comoção de banhistas e familiares.
Natural do Acre, Marcio Neri era uma figura conhecida no estado, especialmente por sua atuação na AMAC, onde exerceu por anos a função de coordenador, participando da articulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento dos municípios acreanos.











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