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Justiça prorroga prisão temporária de Idelcleide e demais presos na Operação Presságio da PF

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Até ontem, a expectativa era de que os presos fossem liberados nesta terça, uma vez que ainda não havia sido feito o pedido de prorrogação da prisão.

Entre os detidos que tiveram a prisão prorrogada está Idelcleide Cordeiro, irmã do prefeito Ilderlei Cordeiro e ex-chefe de gabinete da prefeitura do município.

Por Sandra Assunção

A pedido da Polícia Federal, a justiça do Acre prorrogou por mais cinco dias a prisão temporária das seis pessoas presas durante a Operação Presságio, desencadeada na última sexta-feira, 14, em Cruzeiro do Sul. A decisão foi confirmada na tarde desta terça-feira (18). Entre os detidos que tiveram a prisão prorrogada está Idelcleide Cordeiro, irmã do prefeito Ilderlei Cordeiro e ex-chefe de gabinete da prefeitura do município.

A juíza Adamarcia Machado, titular da 1°Vara Criminal de Cruzeiro do Sul, deferiu o pedido da PF e Idelcleide Cordeiro e os outros cinco presos na Operação Presságio ficarão detidos por mais cinco dias.

Idelcleide seguirá presa na sede do COE da Polícia Militar e os demais no Presídio de Cruzeiro do Sul e Rio Branco. Até ontem, a expectativa era de que os presos fossem liberados nesta terça, uma vez que ainda não havia sido feito o pedido de prorrogação da prisão.

As seis pessoas detidas são acusadas de desvios de verbas em Cruzeiro do Sul. A audiência de custódia ocorreu ontem, regida pelo juiz Flávio Mariano Mundi, que não liberou nenhum dos acusados de desvio de dinheiro em Cruzeiro do Sul. Os envolvidos são suspeitos, conforme a PF, de fazer parte de esquema que envolveria o desvio de verbas federais da saúde e educação por meio da CBCN e outras empresas.

As prisões deram cumprimento à decisão da 1° Vara Criminal de Cruzeiro do Sul, que tem como titular a juíza Adamarcia Machado. Nas férias dela, os mandados de prisão e apreensão foram expedidos pelo juiz Flávio Mariano Mundi, bem como a Audiência de Custódia.

No sábado, 15, a desembargadora Denise Bonfim já havia negado um pedido de Habeas Corpus impetrado pela defesa de Idelcleide, que tinha como titular o advogado Jairo Teles de Castro.

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TJAC mantém indenização de R$ 60 mil a dois irmãos que ficaram 363 dias presos por erro judiciário

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Condenação havia sido baseada em reconhecimento fotográfico por Facebook, sem outras provas; Tribunal reconheceu falha no processo e estabeleceu responsabilidade objetiva do Estado

Os irmãos ajuizaram ação indenizatória contra o Estado, pedindo R$ 383.040,00 em danos materiais e danos morais equivalentes a 500 salários mínimos. Foto: ilustrativa

Justiça mantém condenação do Estado por prisão indevida de irmãos no Acre

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) manteve, em decisão publicada na terça-feira (31), a condenação do Estado do Acre ao pagamento de R$ 30 mil para cada um dos dois irmãos Bruno Silva dos Santos e Felipe Silva dos Santos, que permaneceram presos por 363 dias com base em uma condenação criminal posteriormente revertida em revisão criminal.

Os dois foram identificados como autores de roubo majorado por meio de reconhecimento fotográfico feito pela vítima pelo Facebook, sem observância do procedimento que exige apresentação presencial e sequencial de suspeitos. Não havia outras provas materiais que sustentassem a condenação.

O caso ainda apresentou outra irregularidade: a denúncia registrava o horário do crime como 7h40, mas a vítima informou em juízo que o fato ocorreu às 19h40. A diferença nunca foi corrigida formalmente, o que impediu a defesa de produzir prova de álibi no prazo adequado.

A absolvição dos dois foi reconhecida posteriormente pelo próprio Tribunal Pleno do TJAC, em revisão criminal, com declaração expressa de erro judiciário. A partir desse reconhecimento, os irmãos ajuizaram ação indenizatória contra o Estado, pedindo R$ 383.040,00 em danos materiais e danos morais equivalentes a 500 salários mínimos.

Recurso do Estado e decisão do Tribunal

O Estado do Acre recorreu pedindo a improcedência da ação ou a redução da indenização, argumentando que a persecução penal foi conduzida dentro da estrita legalidade e que a absolvição na revisão criminal decorreu de provas novas produzidas posteriormente, e não de nulidade no processo original. A câmara rejeitou ambos os recursos e manteve os R$ 30 mil para cada um, com incidência da Taxa Selic a partir do arbitramento e honorários advocatícios de 10% sobre o valor da condenação.

A tese firmada pelo colegiado, por unanimidade, estabelece que a condenação criminal fundada em reconhecimento fotográfico por rede social, sem outras provas e em desconformidade com o Código de Processo Penal (CPP), que resulta em prisão indevida por 363 dias, configura erro judiciário e impõe a responsabilidade civil objetiva do Estado.

O Estado do Acre recorreu pedindo a improcedência da ação ou a redução da indenização. Foto: ilustrativa  

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Caminhão de lixo de Epitaciolândia quebra e é abandonado em avenida de Brasiléia

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Veículo ficou parado por dias em frente ao MPAC e levanta questionamentos sobre coleta no município

Um caminhão coletor de lixo da Prefeitura de Epitaciolândia foi flagrado parado na manhã desta quarta-feira (1º) na Avenida Rui Lino, em Brasiléia, em frente ao prédio do Ministério Público do Estado do Acre.

Segundo relatos de moradores e transeuntes, o veículo estaria no local há cerca de dois dias após apresentar problemas mecânicos. A situação chama atenção pelo fato de o caminhão, conforme apurado, ter passado por manutenção há menos de dez dias.

O estado do veículo, que aparenta falta de conservação, reforça as críticas de moradores quanto à deficiência na coleta de lixo em Epitaciolândia. Em diversos bairros, há registros de acúmulo de resíduos nas ruas.

A poucos meses do fim do mandato, o prefeito Sérgio Lopes enfrenta questionamentos sobre a gestão dos serviços públicos, especialmente na área de limpeza urbana.

Até o fechamento desta matéria, não havia confirmação sobre a retirada do caminhão do local nem esclarecimentos oficiais sobre a causa da pane mecânica.

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PMAC inicia Curso de Trânsito Aplicado 2026 para qualificar agentes em Rio Branco

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Formação promovida pelo BPTran tem 200 horas-aula e 44 disciplinas; subcomandante-geral destaca importância da capacitação para um trânsito mais seguro

O BPTran desempenha função estratégica na fiscalização e na promoção da segurança. Foto: captada 

Batalhão de Trânsito da PM promove curso para aperfeiçoar atuação de agentes

A Polícia Militar do Acre (PMAC) iniciou, na segunda-feira (30), em Rio Branco, o Curso de Trânsito Aplicado (CTA) 2026. A formação é promovida pelo Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran) e tem como objetivo qualificar agentes de segurança pública para atuação especializada no trânsito.

Com carga horária de 200 horas-aula, o curso é composto por 44 disciplinas que abrangem temas essenciais à rotina policial. Entre os conteúdos estão legislação de trânsito, procedimentos de fiscalização, transporte de cargas perigosas e atendimento a ocorrências viárias.

A iniciativa faz parte das ações institucionais voltadas ao aperfeiçoamento contínuo do efetivo, buscando elevar a qualidade dos serviços prestados à população. A solenidade de abertura contou com a presença de autoridades da corporação.

Durante o evento, o subcomandante-geral da PMAC, Kleison Albuquerque, ressaltou a importância da capacitação. “O curso tem um excelente quadro de disciplinas. Tenho por certo que os alunos chegaram ao fim dele com um enorme conhecimento agregado que garantirá maiores serviços efetivos, para que nossa sociedade possa trafegar em um trânsito mais seguro”, disse.

Atuação do BPTran e parceria com Detran

O BPTran desempenha função estratégica na fiscalização e na promoção da segurança no trânsito no estado, atuando tanto de forma preventiva quanto educativa. Apenas no último ano, cerca de 40 mil pessoas foram impactadas pelas ações educativas realizadas pelo batalhão.

As atividades contam ainda com o apoio do Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran/AC), que atua em parceria com a PMAC por meio de convênio. A cooperação fortalece as ações de educação e fiscalização, contribuindo para a redução de sinistros e a preservação de vidas.

Com carga horária de 200 horas-aula, o curso é composto por 44 disciplinas com temas essenciais. Foto: captada 

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