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Justiça do Acre dá prazo para MP denunciar homem que matou esposa a facadas e estrangulada
Em despacho publicado no último dia 16, juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri deu cinco dias para MP oferecer denúncia. Hitalo Gouveia confessou crime.

Hitalo Marinho Gouveia confessou ter matado a mulher durante briga em Rio Branco – Foto: Arquivo
Por Iryá Rodrigues
Após a Polícia Civil concluir o inquérito, a Justiça abriu prazo para o Ministério Público do Acre oferecer denúncia contra Hitalo Marinho Gouveia, de 33 anos. Ele foi preso e confessou ter matado a esposa Adriana Paulichen, de 23 anos, com duas facadas e por estrangulamento no último dia 9, em Rio Branco.
Em despacho publicado no último dia 16, o juiz Alesson Braz, da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar, deu cinco dias para MP-AC apresentar a denúncia e também para se manifestar sobre o pedido de liberdade provisória. A reportagemnão conseguiu contato com a defesa de Gouveia.
O pedido de liberdade provisória foi protocolado no dia seguinte do crime, após a prisão em flagrante de Gouveia ter sido convertida em preventiva. Ele está no Complexo Penitenciário de Rio Branco.
No pedido de liberdade , a defesa de Gouveia alega que ele é réu primário, tem bons antecedentes, tem residência fixa e ocupação lícita.
O crime ocorreu no bairro Estação Experimental em um ponto comercial aonde o casal vivia temporariamente. Quando a Polícia Militar chegou ao local, Gouveia já estava detido por um policial civil, que passava pelo local e acionou as guarnições.

Adriana Paulichen foi morta pelo marido após descobrir traição – Foto: Arquivo pessoal
Depoimento do acusado
No depoimento dado à polícia, Gouveia contou que manteve união estável por dois anos e 11 meses com a vítima, sendo que após esse período eles se casaram há 10 meses. Eles têm um filho de seis meses.
O preso contou que desde o mês de novembro de 2020, quando a esposa descobriu uma traição, ela passou a ser agressiva com ele, de maneira que ao discutirem, ela dava chutes, socos, arranhões, mas ele nunca revidava.
Ele relatou que no dia do crime, por volta de meia-noite, começou a discutir com a esposa dentro do apartamento que tinham acabado de alugar no bairro Isaura Parente, depois que contou que tinha traído ela com a amiga dela.
Depois disso, os dois voltaram para o escritório, onde estavam morando de forma provisória e a mulher teria começado a bater nele com chutes e tapas. E depois, ela pediu que ele fosse embora, mas ele decidiu ficar e trancou a porta do escritório.
Foi quando a vítima pegou uma faca e começou a agredi-lo e acabou conseguindo furar a mão e também a panturrilha dele. Gouveia contou que ela se assustou com a quantidade de sangue e parou com as agressões. Ele então ligou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e, por volta de 1h, foi levado para a UPA da Sobral.
Ainda conforme o depoimento, devido à gravidade do ferimento na perna, ele foi transferido de Samu para o Pronto-socorro. Depois desse atendimento, a esposa teria buscado ele no hospital e o levou até o escritório novamente. Lá, estavam duas irmãs dela conversando.
Já por volta das 7h, ele contou que a esposa voltou a agredi-lo e, desta vez, na frente de uma das irmãs, ela teria pegado uma panela para bater nele, mas foi contida. Adriana também chegou a ligar, segundo relato do marido, para o namorado da amiga para contar sobre a traição e fazer ameaças. Nesse momento, ela teria quebrado o nariz de Gouveia.

Hitalo Marinho Gouveia foi preso logo após o crime – Foto: Andryo Amaral/Rede Amazônica Acre
12 horas de agressões e briga
Após cerca de 12 horas de agressões, insultos e brigas, eles teriam conversado sobre a separação e que tudo seria de comum acordo.
Nesse momento, o acusado contou que começou a arrumar seus pertences para sair do local e a mulher foi em direção ao filho deles com uma almofada, dizendo que já que não conseguiu matar Gouveia, iria matar a criança e foi quando ele reagiu e deu as facadas contra ela.
Em seguida, ele a estrangulou e quando ela estava fraca, teria soltado no chão. Ainda no depoimento, ele disse que a mulher novamente partiu para cima dele e foi quando ele apertou o pescoço dela por cerca de cinco minutos até ela desmaiar. Ao perceber que ela estava sem vida, ligou para um amigo e para um advogado.

Adrianna Paulichen foi morta pelo marido em Rio Branco – Foto: Arquivo pessoal
Pediu separação após traição
A jovem Adriana Paulichen tinha descoberto uma traição e pediu a separação do marido Hitalo Gouveia antes de ser morta por ele. Para a família dela, esse foi o motivo para ele ter matado a mulher.
À polícia, o suspeito alegou que foi esfaqueado pela mulher e que ela ameaçou o filho deles de seis meses.
Porém, essa versão é negada pela família da jovem. Ainda muito abalada com a morte da irmã, Andréa Paulichen conversou no dia 11 e afirmou que o ex-cunhado mentiu ao falar que ela queria machucar o filho. Ela afirmou que o real motivo para o crime foi o desejo da jovem sair de casa e o fim do relacionamento.
“Ela descobriu na madrugada do assassinato que ele tinha traído ela, não era a primeira vez que ela sabia, mas ele sempre negava e quando negava ela ainda estava com ele. Ela nunca ameaçaria o filho, era o sonho dela ser mãe. Inclusive, quando ela namorava com ele falava que queria um filho e ele dizia que não queria, que já tinha duas filhas, mas ela queria ser mãe e ter uma família. Ela terminou com ele porque ele não queria. Era o sonho dela ser mãe”, lamentou.
Ainda segundo Andréia, as traições começaram quando a irmã dela estava grávida de seis meses. A jovem comentou com a irmã que o marido passou a tratá-la mal durante a gestação, ouvia que ele não a amava mais e chegou até expulsá-la de casa. Mesmo assim, a mulher seguia com o relacionamento por amor.
A parente relatou também que Gouveia já tinha sido denunciado na empresa onde trabalhava como corretor de imóveis por assédio. “Ele tinha sido denunciado por assédio, ele vendia imóveis. Nunca procurei saber, mas ela descobriu por acaso que ele tinha esse processo”, concluiu.
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PM apreende mais de 88 kg de maconha em abordagem na AC-40; colombiano é preso com brasileiro
Dupla tentou fugir em alta velocidade ao avistar viatura, mas foi capturada após acompanhamento policial no sentido Quinari
A Polícia Militar, por meio de uma guarnição do 2º Batalhão, realizava um patrulhamento preventivo e ostensivo na manhã desta sexta-feira (27) na região do bairro Vila Acre, quando ao entrar no pátio de um posto de combustíveis, percebeu a presença de um veículo Fiat Siena de cor prata com dois ocupantes. O condutor, ao avistar a guarnição, realizou uma manobra brusca e retornou no sentido do município de Senador Guiomard, pela rodovia AC-40, em alta velocidade.
Os policiais realizaram um acompanhamento e, após darem ordem de parada por várias vezes, o veículo parou logo após a curva do Tucumã, no sentido Quinari.

Na busca veicular, foram localizados 75 tijolos de maconha guardados em 4 sacos de estopas no banco traseiro do Fiat Siena. Após pesarem o entorpecente, totalizou 88.361 kg de maconha. Foto: captada
Suspeitos
O carro era ocupado por:
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Weligton Lucas Nunes da Silva, 30 anos, que já possui passagens pelo sistema judiciário por tráfico de drogas e receptação
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Carlos Alberto Alcaraz Londono, 35 anos, de nacionalidade colombiana
Após a abordagem, os suspeitos informaram à polícia que transportavam entorpecentes para sanar uma dívida.
Na busca veicular, foram localizados 75 tijolos de maconha guardados em 4 sacos de estopas no banco traseiro do Fiat Siena. Após a pesagem do entorpecente, o total foi de 88,361 kg de maconha.
Condução
Diante do flagrante de tráfico de drogas, a dupla recebeu voz de prisão e foi conduzida à Delegacia Central de Flagrantes (Defla) juntamente com as drogas e o carro apreendidos, para que fossem tomadas as providências cabíveis.

O carro era ocupado por Weligton Lucas Nunes da Silva, 30 anos que já possui passagens pelo sistema judiciário por tráfico de drogas e receptação e Carlos Alberto Alcaraz Londono, de 35 anos, de nacionalidade colombiana. Foto: captada
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Polícia Civil prende dois foragidos de alta periculosidade no Vale do Juruá
“Fred” é acusado de roubos e “Sombra” integra grupo que transporta drogas do Peru para o Brasil
Nesta sexta-feira (27), a Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral de Mâncio Lima, cumpriu mandados de prisão e capturou dois indivíduos considerados de alta periculosidade, reforçando as ações de combate à criminalidade no Vale do Juruá.
O primeiro caso envolve a prisão de um homem de 25 anos, conhecido como “Fred” . Segundo as investigações, ele teria invadido uma residência há cerca de seis meses, de onde subtraiu diversos bens. O suspeito também é apontado como autor de um roubo no comércio Japiim, ocasião em que teria levado uma grande quantia em dinheiro.
Na segunda ação, os policiais prenderam um homem de 28 anos, conhecido como “Sombra” , investigado por envolvimento com o tráfico de drogas e organização criminosa. De acordo com a polícia, ele já havia sido detido anteriormente, há cerca de sete meses, em posse de quatro celulares roubados, um revólver e aproximadamente 25 tabletes de entorpecentes.
As investigações indicam ainda que “Sombra” integra um grupo criminoso responsável pelo transporte de drogas do Peru para o Brasil, atuando em parceria com traficantes peruanos na região de fronteira.
Declaração do delegado
O delegado responsável pelo caso, José Obetânio, destacou a importância das prisões. “Essas capturas representam uma resposta firme da Polícia Civil à criminalidade. Estamos retirando de circulação indivíduos altamente perigosos, envolvidos tanto em crimes patrimoniais quanto no tráfico internacional de drogas. Nosso trabalho segue intensificado”, afirmou.
Os dois presos foram encaminhados à delegacia e permanecem à disposição da Justiça.

Por meio da Delegacia-Geral de Mâncio Lima, cumpriu mandados de prisão e capturou dois indivíduos considerados de alta periculosidade na região do Juruá. Foto: captada
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Mulher é esfaqueada pelo companheiro em Tarauacá e caso é tratado como tentativa de feminicídio
Vítima foi transferida para Cruzeiro do Sul em estado grave; suspeito segue foragido e arma do crime foi apreendida
Uma mulher foi vítima de um ataque com faca na noite de quarta-feira (26), no município de Tarauacá, interior do Acre. A ocorrência foi registrada por volta das 19h, no bairro Avelino Leal, e mobilizou equipes da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O caso está sendo tratado pelas autoridades como tentativa de feminicídio.
Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a vítima, identificada como Francisca das Chagas Gomes de França, recebendo os primeiros socorros. Ela apresentava lesões na região do tórax provocadas por arma branca e precisou de atendimento imediato. Em razão da gravidade dos ferimentos, foi transferida para Cruzeiro do Sul, onde segue sob cuidados médicos especializados.

Em razão da gravidade dos ferimentos, foi transferida para Cruzeiro do Sul, onde segue sob cuidados médicos especializados. Foto: captada
De acordo com informações apuradas, o principal suspeito é o companheiro da vítima, identificado como Sebastião de Carvalho Cardoso. Ele teria desferido dois golpes de faca após uma discussão. Durante buscas na residência, os policiais localizaram a possível arma do crime no quintal, que foi recolhida para investigação.

O companheira teria desferido dois golpes de faca após uma discussão. Durante buscas na residência, os policiais localizaram a possível arma do crime no quintal. Foto: captada
Buscas e investigação
Após o ocorrido, equipes da Polícia Militar realizaram diligências em áreas próximas e também na casa de familiares do suspeito, mas ele não foi encontrado. O caso foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, que continua com as investigações e realiza buscas para localizar o suspeito.

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