A ação envolveu a delimitação de oito lotes a moradores da comunidade, conforme decisão judicial impetrada pelo proprietário do antigo seringal.
A PMAC planeja realizar mais operações desse tipo no futuro, com o objetivo de fortalecer a presença do Estado e garantir a ordem pública. Foto: assessoria
Com assessoria
A Polícia Militar do Acre (PMAC) concluiu com sucesso uma operação de reintegração de posse no Seringal Porongaba, em Sena Madureira. A ação, que durou dois dias, teve como objetivo demarcar novas áreas de posse em oito propriedades, fruto de um acordo entre proprietários e posseiros.
A operação, realizada com apoio do Poder Judiciário, não envolveu a retirada de residências ou pessoas, apenas a demarcação de novas áreas para exploração. A PMAC atuou em conjunto com outras forças de segurança, como o BOPE, a COE, o CHOC e o Batalhão Ambiental, realizando também patrulhamento em outras áreas da região.
O comandante da operação destacou a importância da ação para garantir a segurança e a paz social na região, além de ressaltar a receptividade da comunidade à presença policial. A PMAC planeja realizar mais operações desse tipo no futuro, com o objetivo de fortalecer a presença do Estado e garantir a ordem pública.
Outras ações da PMAC na região
Além da operação de integração de posse, a PMAC realizou diversas outras ações na região, como , levantamento de inteligência e policiamento comunitário. Essas ações visam garantir a segurança da população e prevenir a ocorrência de crimes.
A PMAC reforça seu compromisso com a segurança pública e a paz social, atuando de forma proativa e em parceria com outras instituições para garantir o bem-estar da comunidade.
Um efetivo aproximado de 30 policiais esteve presente para garantir a tranquilidade e a segurança durante a demarcação.
De acordo com informações colhidas pela reportagem, a operação não teve caráter de desapropriação, mas sim de delimitação das propriedades para garantir a organização territorial dos moradores. Sem qualquer resistência por parte dos residentes, a ordem judicial foi executada por um oficial de justiça da comarca de Sena Madureira.
A operação contou com a participação de diversas unidades policiais, incluindo o Batalhão de Operações Especiais (BOPE), o Companhia de Operações Especiais (COE), o Batalhão Ambiental, o Policiamento Motorizado do Grupamento Giro e policiais do 8º Batalhão de Sena Madureira. Um efetivo aproximado de 30 policiais esteve presente para garantir a tranquilidade e a segurança durante a demarcação.
Sem qualquer resistência por parte dos residentes no seringal Porongaba, reserva extrativista Chico Mendes, a ordem judicial foi executada por um oficial de justiça da comarca de Sena Madureira. Foto: assessoria
Além da demarcação, a operação incluiu patrulhamento nas comunidades vizinhas, como Recife, São Sebastião, Nova Olinda e áreas adjacentes. Segundo os policiais, o objetivo do patrulhamento era assegurar a paz e a ordem nas localidades, oferecendo maior tranquilidade aos moradores da região. Os locais da demarcação pertencem a zona rural de Sena Madureira.
O Policiamento comunitário ‘Guardiões da Floresta’ e mais uma ação para o homem do campo/floresta
Por meio do policiamento comunitário rural também vai ser possível colocar em prática outros projetos, como Guardiões da Paz, que visa estabelecer um elo entre a polícia e a comunidade rural do estado, o programa social vai levar o nome de Guardiões da Floresta.
Secretário de Justiça e Segurança Pública do Acre, coronel José Américo Gaia. Foto: Dharcules Pinheiro/Sejusp
O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre, coronel José Américo Gaia, destaca que levar segurança para áreas rurais é uma das prioridades da secretaria. “Visamos, com o patrulhamento rural, o Guardiões da Paz e muitos outros projetos garantir a segurança e o direito de ir e vir de todos os cidadãos acreanos e proporcionar às crianças e adolescentes uma educação que fortaleça o desenvolvimento da cidadania para aqueles que são o futuro do estado”.
O projeto da Polícia Militar do acre tem o objetivo de proporcionar um ensino cívico e moral para crianças e adolescentes, levando cidadania com o incentivo e orientações para conhecerem e cantarem a letra correta do Hino Nacional Brasileiro, compreendendo o que estão recitando e sabendo o significado da letra. Além disso, também haverá momentos de descontração com atividades recreativas.
O patrulhamento do Guardiões da Floresta teve início em junho, e abrange grande parte da reserva extrativista Chico Mendes.
Projeto, o Guardiões da Paz, que visa estabelecer um elo entre a polícia e a comunidade, o programa social vai levar o nome de Guardiões da Floresta. Foto: assessoria
A patrulha rural realiza consultas no banco dados do órgão florestal, onde é possível acessar as informações de 1500 propriedades cadastradas e georreferenciadas. “O aplicativo funciona offline, o que facilita a consulta de onde estiverem”, explica o comandante Roberto.
A implementação do projeto iniciou com o reconhecimento das áreas, visando entender como funcionava os locais rurais, já que a zona rural e formada pela Reserva Extrativista Chico Mendes e propriedades privadas com prática agropecuária.
A implementação do projeto iniciou com o reconhecimento das áreas, como Porongaba, visando entender como funcionava os locais rurais, já que a zona rural e formada pela Reserva Extrativista Chico Mendes. Foto: assessoria
O policiamento é realizado a cada dois dias em 17 comunidades rurais do município. Foto: Dhárcules Pinheiro/Sejusp
Faleceu nesta quarta-feira (31), aos 71 anos, em Rio Branco, Gilberto Bezerra de Farias, conhecido como Gil Trotamundos. Natural de Sena Madureira, ele se tornou um dos mais conhecidos ciclistas aventureiros do Brasil ao realizar três voltas ao mundo de bicicleta, percorrendo aproximadamente 500 mil quilômetros e visitando 142 países ao longo de mais de 45 anos de viagens.
Gil ganhou projeção internacional por suas jornadas sobre duas rodas, que lhe renderam reconhecimento no meio do cicloturismo e da aventura. Ao longo da carreira, publicou 12 livros em quatro idiomas e produziu 17 filmes, entre eles nove documentários sobre suas viagens — como a série Pedal da Liberdade — e outros oito voltados à história de seus antepassados no Acre.
Entre as homenagens recebidas, foi escolhido para conduzir a tocha olímpica em Rio Branco durante os Jogos Olímpicos de 2016 e também participou do revezamento da tocha nos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro.
Em entrevistas, Gil relatava ter filhos em diferentes países, reflexo de sua vida itinerante ao redor do mundo. Nos últimos meses, enfrentava um câncer e havia se mudado para Santa Catarina em busca de tratamento e para tentar se estabelecer junto à família.
A morte de Gil Trotamundos encerra uma trajetória considerada histórica para o cicloturismo acreano e brasileiro, marcada por espírito aventureiro, produção cultural e promoção do Acre no exterior.
A Prefeitura de Rio Branco entregou, na manhã desta quarta-feira (31), a nova Ponte do Caipora, uma obra histórica e muito aguardada pelos moradores da região. A entrega contou com a presença do prefeito Tião Bocalom, do vice-prefeito Alysson Bestene, do presidente da Câmara Municipal Joabe Lira, secretários municipais, lideranças comunitárias e moradores beneficiados.
A nova estrutura representa um avanço significativo para a mobilidade e a segurança da população, encerrando um longo período de isolamento enfrentado por centenas de famílias, especialmente durante o inverno amazônico, quando as cheias impediam o deslocamento e o acesso a serviços essenciais.
Segundo o prefeito Tião Bocalom, a obra simboliza mais do que infraestrutura: representa liberdade, dignidade e cuidado com as pessoas. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Segundo o prefeito Tião Bocalom, a obra simboliza mais do que infraestrutura: representa liberdade, dignidade e cuidado com as pessoas.
“Até o ano passado, as comunidades daqui ficavam isoladas. Teve ano em que não tinha comida, porque ninguém conseguia sair. Agora, eles vão poder ir e vir com segurança. Essa ponte representa liberdade e dignidade para todo mundo. A prefeitura colocou quase dois milhões em contrapartida, porque nosso objetivo é cuidar bem do nosso povo”, destacou o prefeito.
O vice-prefeito Alysson Bestene reforçou o impacto social da obra, ressaltando o compromisso da gestão municipal em atender quem mais precisa. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O vice-prefeito Alysson Bestene reforçou o impacto social da obra, ressaltando o compromisso da gestão municipal em atender quem mais precisa.
“É uma obra de grande impacto. Quando garantimos que as famílias possam se deslocar com tranquilidade e segurança, quem ganha é a comunidade. A prefeitura tem buscado chegar a quem mais precisa”, afirmou.
De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura, Cid Ferreira, a entrega da Ponte do Caipora integra um amplo programa de investimentos em infraestrutura rural e urbana.
De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura, Cid Ferreira, a entrega da Ponte do Caipora integra um amplo programa de investimentos em infraestrutura rural e urbana. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“Estamos concluindo cerca de 100 pontes de batisteca, e esta já é a sexta ponte de concreto desta gestão. É um compromisso com a infraestrutura e com a melhoria da vida da população”, explicou.
A ponte foi construída com recursos federais, somados à contrapartida da Prefeitura de Rio Branco. Para os moradores, a obra encerra décadas de dificuldades e garante acesso permanente a serviços como saúde, educação e abastecimento.
Moradora do Projeto Moreno Maia há 28 anos, Claucilene Oliveira destacou a importância histórica da entrega. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Moradora do Projeto Moreno Maia há 28 anos, Claucilene Oliveira destacou a importância histórica da entrega.
“Essa ponte representa a nossa liberdade, o direito de ir e vir e a melhoria da qualidade de vida. Durante muitos anos, nas enchentes, ficávamos isolados e dependentes da ajuda do poder público. Agora esse problema não vai mais existir. É um sonho antigo dos moradores, aguardado por mais de 30 anos.”
O morador Pedro de Souza Marcial também celebrou a conquista. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O morador Pedro de Souza Marcial também celebrou a conquista.
“Essa ponte representa um bem muito grande pra nós. A gente ficava ilhado, tinha época que não tinha nada em casa porque não dava pra ir à cidade. O Bocalom está de parabéns. É um bem precioso pra toda a vida.”
Mais investimentos em infraestrutura rural
Ainda nesta quarta-feira, o prefeito Tião Bocalom e sua equipe seguiram para o Ramal Piçarreira, na região do Calafate, onde foi entregue mais uma ponte construída integralmente com recursos próprios do município. A obra beneficia diretamente moradores e produtores rurais, facilitando o escoamento da produção agrícola e fortalecendo a economia local.
O prefeito e sua equipe seguiram para o Ramal Piçarreira, na região do Calafate, onde foi entregue mais uma ponte construída integralmente com recursos próprios do município. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“O último dia do ano foi dedicado à entrega de obras. Estivemos na ponte do Caipora, uma obra notável, e agora entregamos outra bela ponte no Ramal Piçarreira. Essa era uma reivindicação de mais de vinte ou trinta anos.
Investimos recursos próprios, mostrando que a prefeitura tem capacidade de realizar. Isso é apoio direto aos trabalhadores e produtores rurais que colocam alimento na mesa da nossa população”, concluiu o prefeito.
Com essas ações, a Prefeitura de Rio Branco reafirma seu compromisso com o desenvolvimento, a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida, especialmente nas áreas que por décadas conviveram com o isolamento e a falta de infraestrutura.
“Nada melhor do que concluir o ano, em um dia de feriado, trabalhando e mostrando nosso compromisso com a população”, disse Joabe. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Presidente da Câmara Joabe Lira que acompanhou o prefeito nas agendas, ressaltou o memento especial para os moradores da zona rural.
“Um dia especial, o último do ano, 31 de dezembro. Estamos encerrando o ano, e não há melhor maneira de celebrar do que entregando obras. Isso demonstra o compromisso e a dedicação do prefeito, que também compartilhamos na Câmara, com a população de Rio Branco. Nada melhor do que concluir o ano, em um dia de feriado, trabalhando e mostrando nosso compromisso com a população”.
Chuvas agravaram crateras, erosões e deslizamentos; trechos entre Sena Madureira, Manoel Urbano e Feijó são os mais afetados. DNIT e PRF atuam em interdições parciais
Ao longo de 2025, a rodovia acumulou reclamações por más condições de trafegabilidade, e as fortes chuvas das últimas semanas pioraram ainda mais o cenário. Foto: captada
A BR-364, única ligação terrestre entre o Vale do Juruá e a capital Rio Branco, permanece em situação crítica e continua gerando preocupação entre moradores, motoristas e transportadores. Em 2025, a rodovia foi alvo de constantes críticas devido às más condições e, com as fortes chuvas recentes, o cenário piorou: crateras, erosões e deslizamentos têm tornado trechos intrafegáveis, especialmente entre Sena Madureira, Manoel Urbano e Feijó.
Nas últimas semanas, um trecho próximo à Vila Santa Luzia, em Cruzeiro do Sul, foi parcialmente interditado após o asfalto ceder com o transbordamento de um igarapé. Equipes do DNIT e da PRF atuam no local para controlar o tráfego e reduzir riscos. Motoristas relatam que o percurso de aproximadamente 635 quilômetros, que antes levava de sete a oito horas, agora pode durar de 12 a 16 horas, causando aumento no consumo de combustível, desgaste mecânico e elevação dos custos de frete.
A rodovia segue essencial para o abastecimento e a economia regional, mas a precariedade estrutural impacta diretamente a mobilidade, a segurança e a rotina dos moradores do Juruá.
Problemas recentes:
Interdição parcial próximo à Vila Santa Luzia, em Cruzeiro do Sul, após o asfalto ceder com o transbordamento de um igarapé;
Crateras, erosões e deslizamentos de pista em vários trechos, especialmente entre Sena Madureira, Manoel Urbano e Feijó;
Atuação conjunta do DNIT e da PRF para controle do tráfego e redução de riscos.
A situação precária já havia sido apontada pela CNT como uma das piores do país. Foto: captada
Impactos no tráfego:
O percurso de 635 km, que antes levava 7 a 8 horas, agora pode durar 12 a 16 horas ou mais, devido às manobras para evitar buracos e às condições climáticas.
Prejuízos econômicos:
Aumento no consumo de combustível;
Desgaste acelerado de pneus, suspensão e componentes mecânicos;
Elevação dos custos de frete e manutenção, impactando o abastecimento e a economia regional.
Motoristas relatam que a viagem se tornou “lenta e perigosa”, exigindo atenção constante para não danificar os veículos. Muitos evitam viajar à noite devido à falta de sinalização e iluminação em trechos críticos.
A BR-364 é vital para o isolado Vale do Juruá, sendo a única via para transporte de mercadorias, acesso a saúde, educação e outros serviços na capital. A situação precária já havia sido apontada pela CNT como uma das piores do país.
O DNIT afirma que está monitorando os pontos críticos e realizando intervenções emergenciais, mas obras de recuperação estrutural ainda não têm data para início. Enquanto isso, a população local cobra uma solução definitiva para o problema crônico da rodovia.
A deterioração da BR-364 reflete a vulnerabilidade logística do Acre e escancara a dependência de uma única via para integração regional – cenário que se agrava a cada temporada de chuvas.
O percurso de 635 km, que antes levava 7 a 8 horas, agora pode durar 12 a 16 horas ou mais, devido às manobras para evitar buracos e às condições climáticas. Foto: captada
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