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Inscrições para Prouni terminam nesta quinta-feira (1º); saiba como participar

Resultado da primeira chamada será divulgado no dia 6 de fevereiro
As inscrições para o Programa Universidade para Todos (Prouni) podem ser feitas até esta quinta-feira (1º), no site do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Até a noite desta segunda-feira — data de início das inscrições — 425.617 pessoas já estavam participando do processo seletivo, de acordo com balanço do Ministério da Educação (MEC). Ao todo são ofertadas, para este primeiro semestre, 406.428 bolsas para mais de 15 mil cursos, em 1.028 instituições privadas.
Ainda segundo o MEC, o curso que mais recebeu inscrições foi o de medicina, com 83.830 inscrições. Sabryna Cerqueira, de 22 anos, tenta pelo quarto ano uma bolsa em universidades da Bahia para o curso mais concorrido.
“Minha expectativa em relação a minha nota e a nota de corte é média. Esse ano ainda não me sinto confiante, infelizmente, para conseguir uma boa bolsa. Mas quem sabe na próxima. Eu acho o programa essencial para os jovens. Principalmente para quem não pode pagar integral é uma forma de inclusão social muito válida — mas ainda penso que poderia oferecer mais vagas”, comenta.
Depois de medicina, os cursos com mais inscrições foram direito, com 57.440; psicologia, com 44.253; enfermagem, com 39.844; e fisioterapia, com 22.030.
Das regiões, o Nordeste teve o maior número de inscritos nas primeiras horas (154.437). Em seguida vêm Sudeste (144.036), Sul (48.184), Norte (47.408) e Centro-Oeste (31.552).
Juliano Griebeler, vice-presidente da Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup), diz que o Prouni, atualmente, é um dos pilares fundamentais para promover a inclusão social por meio da educação superior.
“Essa iniciativa não apenas amplia o acesso a oportunidades educacionais, mas também é uma ferramenta para mitigar as desigualdades que permeiam nosso sistema educacional. O aluno consegue estudar medicina, engenharia e quaisquer outros cursos de forma gratuita”, afirma.
Critérios
Neste semestre são ofertadas 308.977 bolsas integrais (100%) e 97.451 parciais (50%). Para participar do Prouni é preciso ter feito o Enem em 2022 ou 2023 e obtido nota igual ou superior a 450 pontos, além de não ter zerado a redação. Além disso, há critérios socioeconômicos: quem tem renda per capita da família inferior a um salário mínimo e meio pode solicitar uma bolsa 100% integral; se a renda for superior a um salário mínimo e meio e menor que três salários mínimos, o aluno pode solicitar uma bolsa parcial. Estudantes de escola pública têm prioridade na ordem de classificação.
Griebeler explica como funciona o cálculo da nota de corte, que é a pontuação mínima necessária para se conquistar uma vaga.
“No caso do Prouni, é a pontuação do candidato que passou em último lugar em determinado curso. Ela é calculada considerando o curso, o turno, a faculdade, o campus e a modalidade de concorrência. Por isso, acontece de um mesmo curso ter notas de cortes diferentes numa mesma faculdade”, observa.
O resultado da primeira chamada está previsto para sair no próximo dia 6 — e da segunda chamada em 27 de fevereiro. Quem não for selecionado e tiver interesse em participar da lista de espera pode fazer isso nos dias 14 e 15 de março. O resultado da lista ficará disponível no dia 18 de março.
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PMDF defende que Bolsonaro tenha visita aos sábados e faça caminhada

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido para autorizar mudanças no regime de custódia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente preso na Papudinha, em Brasília.
Entre as solicitações estão a realização de visitas aos sábados e a permissão para que Bolsonaro possa fazer caminhadas em áreas controladas da unidade.
O pedido foi feito após avaliação da corporação sobre as condições de segurança envolvendo a custódia do ex-presidente, classificado como “custodiado sensível” em razão do cargo que exerceu, da repercussão institucional do caso e do risco potencial de hostilidades ou incidentes.
Segundo a PMDF, a mudança do dia de visita da quinta-feira para sábado teria como objetivo reduzir riscos à segurança institucional.
Nos dias úteis, segundo a corporação, há fluxo intenso de servidores, atividades administrativas e coincidência com o dia de visita dos demais presos da unidade, o que dificultaria a segregação adequada dos ambientes e o controle rigoroso de acesso.
Nesse sentido, aos sábados, com a redução do fluxo interno, a corporação avalia que seria possível maior previsibilidade operacional e segurança, sem prejuízo ao direito de visita.
“Aos sábados, verifica-se redução expressiva do fluxo interno, inexistência de expediente administrativo regular, ausência de coincidência com o dia de visita dos demais custodiados e maior previsibilidade operacional”, diz o documento.
Além disso, a PMDF defende que Bolsonaro possa realizar caminhadas de forma restrita, supervisionada e em locais previamente definidos, como o campo de futebol ou uma pista asfaltada nos fundos do local.
A solicitação foi feita com base em recomendações médicas e prevê escolta permanente, sem contato com outros custodiados e com baixo impacto operacional.
“Ressalta-se que tais ambientes oferecem melhores condições de controle, visibilidade e previsibilidade dos deslocamentos, permitindo vigilância continua e pronta intervenção do efetivo policial, além de afastar qualquer contato com outros custodiados”, ressalta a PMDF.
O ofício também trata da possibilidade de extensão da assistência religiosa ao ex-presidente, nos mesmos moldes adotados na unidade, com acompanhamento da capelania da PMDF e supervisão do efetivo policial.
A corporação alega que as medidas não configuram privilégio, mas que são ações preventivas voltadas à preservação da segurança institucional, da ordem interna e da integridade física do custodiado, de visitantes e dos próprios policiais militares.
Bolsonaro está preso após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão por liderar a trama golpista que culminou nos ataques às sedes dos Três Poderes.
Recentemente, o ex-presidente foi transferido da Superintendência da Polícia Federal em Brasília para o Complexo da Papuda, por determinação do ministro Alexandre de Moraes.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Dívida pública federal atingiu R$ 8,6 trilhões em 2025

A dívida pública federal (DPF) atingiu R$ 8,6 bilhões em dezembro 2025, aumento de 1,82% em relação ao mês anterior, segundo o relatório mensal da dívida pública federal (RMD) publicado nesta quarta-feira (28/1) pelo Tesouro Nacional.
De acordo com a pasta, esse desempenho da dívida pública ocorreu devido à emissão líquida, no valor de R$ 59,93 bilhões, e pela apropriação positiva de juros, no valor de R$ 94,83 bilhões.
Com esses dados, o estoque da dívida pública federal encerrou o ano dentro dos limites previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2025, com variação de R$ 8,5 trilhões a R$ 8,8 trilhões no ano.
Entenda a dívida pública federal
- A dívida pública federal é contraída pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal (quando a máquina pública acaba gastando mais do que arrecada).
- As principais formas de classificá-la são: quanto à forma utilizada para o endividamento e quanto à moeda na qual ocorrem os fluxos de recebimento e pagamento da dívida.
- A emissão líquida é a diferença entre o valor de títulos da dívida pública emitidos pelo governo federal e o valor dos títulos resgatados (isto é, comprados de volta pela União).
- Apropriação positiva de juros acontece quando o governo obtém um retorno maior com os investimentos em títulos em comparação com os juros pagos aos detentores da dívida pública.
- Em 2024, o estoque da dívida pública federal somou R$ 7,3 trilhões. O resultado ficou dentro dos limites previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF).
Composição da dívida
Quase metade da dívida pública está atrelada à taxa básica de juros, a Selic, que se encontra em patamar mais restritivo (15% ao ano). Em dezembro, a composição da DPF ficou da seguinte forma:
- Taxa Flutuante (Selic): 48,25%;
- Índices de Preços (IPCA): 25,93%; e
- Prefixados (com rendimento definido no momento da emissão): 22,05%;e
- Câmbio: 3,76%.
O maior detentor da dívida pública é o grupo Instituições Financeiras, que aumentou em dezembro. O estoque passou de R$ 2,71 trilhões para R$ 2,73 trilhões. A participação do grupo subiu para 32,88%.
A participação da Previdência Social na DPF chegou a 22,76%. O estoque se manteve em R$ 1,8 trilhão.
Fundos de Investimento têm participação de 20,79%, com estoque de R$ 1,7 trilhão;
Não-residentes têm participação de 10,35%, com estoque de R$ 859,64 bilhões;
Seguradoras têm participação de 3,47%, com estoque de R$ 288,70 bilhões;
Governo tem participação de 2,87%, com estoque de R$ 238,34 bilhões; e
Outros têm participação de 6,87%, com estoque de R$ 571,12 bilhões.
Colchão da dívida pública federal
A reserva de liquidez da dívida pública diminuiu em dezembro em comparação a novembro. O chamado “colchão” para pagar a DPF é composto por recursos presentes na Conta Única do Tesouro Nacional (CTU), no Banco Central (BC).
O colchão diminuiu 2,17%, passando de R$ 1,2 trilhão para R$ 1,1 trilhão. Atualmente, o valor em caixa é suficiente para quitar 7,33 meses de vencimentos de títulos.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Lula não orientou base para barrar Lulinha em CPMI do INSS, diz Gleisi

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, declarou, nesta quarta-feira (28/1), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não fez nenhuma orientação à base governista sobre a possibilidade de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, um de seus filhos, ser convocado para prestar depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Gleisi também defendeu que o colegiado deve ouvir pessoas ligadas diretamente ao esquema de fraudes na folha de pagamento de aposentados e pensionistas. Segundo ela, é “muito complicado” fazer “convocações derivadas”.
“O presidente não deu nenhuma recomendação. Pelo contrário, ele disse que tem que ser apurado tudo. Só que eu acho que a CPI do INSS ela tem que convocar as pessoas que têm relação com os descontos associativos — e também agora vai entrar nos consignados. Porque fazer convocações derivadas, eu acho isso muito complicado”, afirmou a chefe da articulação política do governo.
A declaração foi dada durante café com jornalistas, em Brasília.
“O que a CPMI tem feito é o seguinte: nosso foco é investigar os descontos associativos, nosso foco vai ser investigar os consignados. Então, as pessoas a serem convocadas têm que ter relação direto com isso”, completou Gleisi.
Em dezembro, o presidente Lula falou pela primeira vez sobre o suposto envolvimento do filho no esquema de fraudes do INSS — revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens. Ele declarou que “se tiver filho meu envolvido, será investigado”.
Lulinha e o Careca do INSS
A Polícia Federal (PF) investiga a informação de que Fábio Luís teria negócios com o principal operador do esquema de desvio de aposentados e pensionistas, Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.
Um ex-auxiliar do operador contou, em depoimento, que Lulinha teria recebido R$ 25 milhões do Careca do INSS, além de uma “mesada” de cerca de R$ 300 mil. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, já confirmou em entrevista as investigações envolvendo o filho do presidente.
O Metrópoles revelou que Lulinha e Antonio Carlos viajaram juntos para Portugal, em passagem aérea comprada pelo lobista.
Além disso, mensagens em posse da PF revelaram ainda que, em 6 de outubro de 2024, o Careca do INSS instruiu um funcionário a entregar um “medicamento” no apartamento de Lulinha. O lobista enviou o print do endereço e especificou que a entrega deveria ser feita em nome de Renata Moreira, esposa do filho do presidente. A informação foi revelada na coluna de Tácio Lorran.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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