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Indígenas são baleados ao reagir a invasão de criminosos que se passaram por policiais em Brasileia

Idoso indígena foi ferido por duas vezes. Um dos disparos foi so solado do pé direito após ser torturado.
Um ataque violento ocorrido na noite de terça-feira (21) deixou o indígena identificado como Manoel Jaminawa (61) ferido a tiros após reagir a uma invasão criminosa em sua residência, localizada no bairro Francisco Peixoto, parte alta da cidade de Brasiléia, na fronteira do Acre.
De acordo com informações repassadas, quatro homens, sendo três armados, chegaram ao local se passando por policiais, mas, pertencia a um grupo criminoso. No momento da ação, Manoel estava em casa com a esposa, o genro e o filho.
Os invasores obrigaram a família a ficar de joelhos e tentaram executar um dos filhos do casal, mas a arma falhou. Ao tentar defender os filhos, Manoel reagiu com um pedaço de madeira, momento em que os criminosos atiraram, atingindo o genro em uma das pernas.
Durante a confusão, o ferido na perna e o folho conseguiram fugir para a mata e só foram encontrados na madrugada por uma guarnição da Polícia Militar, que havia sido acionada para atender a ocorrência.
Ainda segundo as autoridades, os criminosos se voltaram para idoso e o torturaram e efetuaram um disparo que atingiu o solado do pé direito, ficando o projétil alojado no tornozelo. Em seguida, fugiram do local levando um celular que foi recuperado.

Na manhã desta quarta-feira (22), policiais civis foram à residência e constataram que Manoel ainda não havia recebido atendimento médico. Diante da gravidade dos ferimentos e das dificuldades de acesso até a casa, o indígena foi levado ao hospital em uma motocicleta.
A Polícia Civil iniciou as investigações e conseguiu localizar dois dos suspeitos, além de apreender uma das armas utilizadas no crime. O caso foi registrado como sequestro, cárcere privado e tentativa de homicídio.
As autoridades seguem nas buscas pelos demais envolvidos na ação criminosa.
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Polícia Civil prende suspeito de atentado e apreende armas em Brasiléia
Investigado resistiu à prisão no local de trabalho e mantinha arsenal ilegal escondido em casa
A Polícia Civil de Brasiléia cumpriu, nesta terça-feira, um mandado de prisão preventiva contra João Victor Morais, apontado como peça-chave em um atentado ocorrido no final de 2025 no município. A ação policial se estendeu do local de trabalho do investigado até a residência dele, onde foram apreendidas armas de fogo e munições escondidas.
De acordo com a Polícia Civil, João Victor foi localizado inicialmente em seu ambiente de trabalho. Durante a abordagem, ele teria apresentado forte resistência à prisão, chegando a relutar em entregar o aparelho celular, com a intenção de danificá-lo para impedir o acesso a possíveis provas. Diante da situação, os agentes utilizaram força progressiva e algemas para conter o suspeito e garantir a integridade da operação.
Após a detenção, o investigado foi conduzido até a residência, onde foi cumprido o mandado de busca e apreensão. No local, os policiais encontraram um verdadeiro arsenal ilegal, composto por duas armas de fogo calibre .38, um revólver adaptado para munição calibre .22 — contendo uma munição intacta e outra deflagrada — além de 48 munições calibre .38 intactas, que estavam escondidas dentro de uma meia.
A prisão é resultado de investigações relacionadas a uma tentativa de homicídio qualificado registrada na noite de 19 de novembro de 2025, no bairro Marcos Galvão II. Na ocasião, a vítima, Edvaldo da Silva Brito, foi alvo de uma emboscada e atingida por disparos pelas costas enquanto se deslocava em um veículo de aplicativo.
Segundo a polícia, o veículo utilizado no crime pertencia a João Victor Morais. As versões apresentadas por ele durante os depoimentos apresentaram contradições e indícios de tentativa de ocultação de provas, o que reforçou a representação pela prisão preventiva.
João Victor permanece à disposição do Poder Judiciário e, além de responder por tentativa de homicídio, também deverá ser indiciado pelos crimes de resistência e posse ilegal de arma de fogo e munições.
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Governo do Acre altera início do ano letivo de 2026 no ensino médio
O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), anunciou a alteração na data de início do ano letivo de 2026 para as escolas da rede estadual, especificamente para o ensino médio.

Inicialmente, as aulas do ensino médio estavam previstas para começar no dia 9 de fevereiro, enquanto o ensino fundamental teria início em 23 de fevereiro. No entanto, após uma reavaliação logística, a SEE decidiu unificar a data para todas as etapas da educação básica da rede estadual.
Com a mudança, o ano letivo de 2026 começará no dia 23 de fevereiro para o ensino médio, assim como para os anos iniciais e finais do ensino fundamental.
De acordo com o secretário de Educação, Aberson Carvalho, a alteração se deu em razão do concurso público para professores da rede estadual. O processo de convocação e lotação dos novos profissionais ainda está em andamento, o que demanda mais tempo para garantir que todas as unidades escolares iniciem o ano letivo com o quadro completo de docentes.

“Para garantir maior estabilidade e assegurar que os estudantes tenham todas as disciplinas desde o início das aulas, decidimos alterar a data. Essa é uma logística pensada especialmente para a comunidade escolar”, explicou o secretário.
Enquanto isso, as equipes gestoras da rede estadual participam de momentos de formação continuada, com troca de experiências e alinhamento das ações pedagógicas que nortearão o trabalho escolar ao longo do ano letivo, durante toda a semana.
As escolas estaduais estarão abertas e preparadas para receber os estudantes a partir do dia 23 de fevereiro, assegurando melhores condições de ensino e organização pedagógica para o início do ano letivo de 2026.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Última suspeita de homicídio brutal na fronteira se entrega e encerra ciclo de prisões em Brasiléia
Investigada nega participação, mas Polícia Civil aponta papel central na logística do crime ocorrido em janeiro
O ciclo de prisões de um dos crimes mais brutais registrados no início deste ano na região de fronteira foi encerrado nesta segunda-feira (26). A quinta e última integrante do grupo investigado pelo homicídio de Regina Patrícia Teixeira da Cunha apresentou-se espontaneamente à Delegacia-Geral de Brasiléia.
A suspeita, uma mulher trans identificada Elizabete Adory de Medeiros Oliveira, conhecida como Nete, que teve seu nome de batismo registrado como Ailton de Medeiros, estava com mandado de prisão em aberto desde a ofensiva policial realizada no último dia 13, era considerada peça-chave para o esclarecimento da logística utilizada na execução da vítima.

Nete se apresentou na delegacia e foi ouvida pelo delegado titular, Erick Maciel, que está conduzido o caso.
Durante depoimento prestado na manhã desta segunda-feira (26), a investigada negou qualquer envolvimento no crime. Apesar disso, segundo fontes ligadas à investigação, os elementos reunidos no inquérito e os depoimentos dos outros quatro acusados apontam em sentido contrário à versão apresentada por ela.
Com a apresentação espontânea, a suspeita será submetida à audiência de custódia, onde o juiz plantonista deverá analisar a legalidade do cumprimento do mandado de prisão, a manutenção da prisão preventiva — solicitada pela autoridade policial com base na periculosidade e no risco à ordem pública — e o encaminhamento ao sistema prisional.
De acordo com a Polícia Civil, a investigada teria exercido papel decisivo para a concretização do homicídio ocorrido na madrugada do dia 2 de janeiro. As apurações indicam que ela teria fornecido a faca utilizada no crime, disponibilizado a motocicleta para o transporte dos executores até a residência da vítima, no bairro Eldorado, e auxiliado na fuga após o assassinato. Ainda segundo o inquérito, a suspeita teria participado de uma reunião em que foi decretada a morte da vítima, sob acusação de delação.
Com a prisão da última foragida, a Polícia Civil considera encerrada a fase de capturas do caso. O crime, que teria contado com a participação da própria enteada da vítima para facilitar o acesso dos assassinos à residência, é tratado pelas autoridades como um exemplo da atuação fria e organizada de facções criminosas na região de fronteira.
Os cinco acusados permanecem à disposição da Justiça e devem responder por homicídio qualificado, com agravantes como motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. A prisão preventiva, segundo a polícia, busca garantir a ordem pública e evitar interferências na instrução processual.
Veja o trabalho realizado pelo delegado Erick Maciel e sua equipe abaixo.
O Depoimento e a negativa de autoria
Durante o seu interrogatório, realizado na manhã de hoje, a suspeita adotou uma postura de defesa e negação. Apesar de ser apontada pelos outros quatro detidos como uma figura central no planejamento do crime, ela afirmou à Polícia Civil que não teve participação no assassinato.
“A investigada nega qualquer envolvimento, entretanto, os elementos colhidos durante o inquérito e os depoimentos detalhados dos demais envolvidos seguem em direção oposta à sua versão”, informaram fontes ligadas à investigação.
Com a entrega, a suspeita será submetida ao juiz plantonista na audiência de custódia. Neste ato, o magistrado avaliará:
- A legalidade do cumprimento do mandado de prisão;
- A manutenção da prisão preventiva, baseada na periculosidade e no risco à ordem pública (conforme solicitado pelo Delegado Erick Ferreira Maciel);
- O encaminhamento imediato ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Peça-Chave na Logística do Crime
De acordo com as investigações, o papel da mulher que se entregou hoje foi decisivo para que o homicídio fosse concretizado na madrugada de 2 de janeiro. Segundo o inquérito, ela teria sido a responsável por:
- Fornecimento do armamento: A entrega da faca de açougueiro (cabo branco) utilizada para desferir os golpes fatais enquanto a vítima dormia.
- Apoio no transporte: A disponibilização de sua motocicleta particular, que serviu tanto para levar os executores até a residência no bairro Eldorado quanto para garantir a fuga rápida após o crime.
- Articulação: A participação direta na reunião em que a facção Comando Vermelho (CV) “decretou” a morte da vítima sob a acusação de delação.
Encerramento do Inquérito
Com a apresentação da última foragida, a Polícia Civil conclui a fase de capturas deste caso. O crime, que envolveu a traição da própria enteada da vítima para silenciar os cães da casa e permitir o acesso dos assassinos, é tratado pelas autoridades como um exemplo da frieza das dinâmicas de facções na região de fronteira.
Os cinco acusados agora permanecem à disposição da Justiça e devem responder por homicídio qualificado, com agravantes que dificultaram a defesa da vítima e o motivo torpe. A prisão preventiva garante que os envolvidos não interfiram na fase de instrução processual ou ameacem testemunhas do caso.






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